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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O PS está ou não contra a austeridade ?

Segundo uma dirigente socialista portuguesa o PS juntou-se aos socialistas europeus para viabilizarem a solução encontrada para a situação na Grécia . O mesmo PS que cá dentro, embora tendo assinado o memorando austeritário com a Troika, quase sempre esteve contra a política de austeridade do governo.

Chama-se a isto "surfar a onda" . Entretanto a Grécia debate-se com o terceiro resgate, com os bancos fechados e com o povo sem dinheiro e sem alguns bens de primeira necessidade. É desleal pedir ao PS para comparar a situação actual da Grécia com a portuguesa? É que o PS já esteve, inicialmente, ao lado do Syriza.

"O PS congratula-se com o facto de ter sido alcançado um acordo durante a madrugada de hoje na cimeira que teve lugar em Bruxelas, o qual permite a manutenção da Grécia como membro da zona euro. Desde a primeira hora a posição do PS foi muito clara: O objetivo essencial passava por um acordo entre as todas as partes que permitisse à Grécia continuar no euro e encetar um caminho de recuperação económica, com indicações sobre a sustentabilidade da dívida pública grega", escreve a líder da Federação de Setúbal do PS. Nada mais igual com o que o PSD/CDS tem dito em relação ao caso português.

Quem parece estar menos eufórico é uma parte importante do povo grego.

E a sustentabilidade da dívida ?

A curto prazo a Grécia ficou bem melhor mas a médio e longo prazo a questão mantém-se. A dívida é pagável ? Melhor dizendo, as dívidas de vários países terão tratamento especial e em conjunto para aliviar as respectivas economias ? É que sem esse alívio as economias não ultrapassarão os 2% e nesse cenário quem sofre é o estado social. Parece boa ideia trocar dívida e juros por despesa social. Mas só se for em conjunto, com todos os países a contribuírem para uma solução global. A não ser assim a Europa vai andar a penar por muitos anos.

"[Esse ‘upgrade'] pode ocorrer muito em breve", disse Kraemer. "Com um programa sólido que leve novamente ao crescimento da economia e permita ao sistema financeiro voltar a funcionar, isso é mais importante do que a questão da sustentabilidade da dívida a médio prazo", conclui o analista da S&P.

Mas o médio prazo transforma-se rapidamente em curto prazo. Basta passar algum tempo.

Um acordo entre partidos faria descer as taxas de juro

É só o que se lhes pede e é a sua única obrigação. Conseguirem chegar a um acordo a médio prazo para o país. Os partidos que não estiverem disponíveis para tal acordo devem ser responsabilizados. Porque essa baixa da taxa de juro representa salários, pensões, empregos. "Os portugueses devem perceber o que perdem em salários, em emprego, em contribuições sociais, se as forças políticas não conseguirem um compromisso".

Mas que vemos nós? Mário Soares a ameaçar Seguro. Jerónimo a querer sair do Euro e da Europa. E o BE a não aceitar o Tratado Orçamental. Afinal quem é que está a favor dos desempregados e de quem vive mal?