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BandaLarga

as autoestradas da informação

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35 horas para quem trabalha sentado a uma secretária, 60 horas para quem conduz veículos pesados carregados de matérias perigosas

Com grande surpresa do governo os motoristas em greve vieram dizer que para cumprirem o serviço mínimo têm que trabalhar pelo menos 12 horas por dia.

Mas sei que um Governo que acha bom 35 horas de trabalho para os funcionários públicos, sentados à frente da secretária, é o mesmo que acha que 60 horas podem ser obrigatórias para quem conduz pesados cheios de material inflamável e perigoso. E isto, sim, parece-me contraditório.

Um sindicato que foge ao controlo da CGTP mas que defende os trabalhadores é olhado de lado. Amarelos, um perigo para a justa luta dos trabalhadores orientados pelas organizações e partidos de esquerda.

PCP e BE piam baixinho criticando o governo pela requisição civil que, em boa verdade, tem mais a ver com o quadro jurídico que orienta as greves do que com a actual greve dos motoristas . Hipocrisia que cheira mal à distancia. 

Boaventura Sousa Santos abriu os olhos

Já não era sem tempo :

Para a extrema-direita, as esquerdas ter-se-ão dado conta de que a UE, com todas as suas limitações, que durante muito tempo foram razão suficiente para algumas dessas esquerdas serem anti-europeístas, é hoje uma força de resistência contra a onda reaccionária que avassala o mundo.

Não se pode esperar da UE muito mais do que a defesa da democracia liberal, mas esta corre mais riscos de morrer democraticamente sem a UE do que com a UE. E as esquerdas sabem por experiência que serão as primeiras vítimas de qualquer regime autoritário. Talvez se lembrem de que as diferenças entre elas sempre pareceram mais importantes quando vistas do interior das forças de esquerda do que quando vistas pelos seus adversários. Por mais que socialistas e comunistas se digladiassem no período pós-Primeira Guerra, Hitler, quando chegou ao poder, não viu entre eles diferenças que merecessem diferente tratamento. Liquidou-os a todos.

Os salários dos trabalhadores em greve são esmagados pela elevada carga fiscal

A greve dos trabalhadores camionistas de matérias perigosas é um conflito entre os baixos salários e a elevada carga fiscal. Como acontece em praticamente todos os sectores em Portugal.

Se o estado aliviar a carga fiscal é possível às empresas aumentar os salários no mesmo nível por forma a manter o mesmo preço final.

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Ao preço do produto, acrescem os custos de toda a logística necessária para levar o produto da porta da refinaria até às estações de serviço. Esta componente logística compreende os custos de transporte, armazenamento e distribuição, bem como a margem de comercialização. Tudo somado, esta fatia representa 9,7% no gasóleo e 8,4% na gasolina.

A maior fatia na constituição do preço dos combustíveis é a carga fiscal (IVA e ISP). Este fator é diferente de país para país e explica, quase na totalidade, a diferença de preço entre Portugal e Espanha. No caso português, a carga fiscal constitui quase metade do preço final do gasóleo e mais de metade do preço da gasolina.

Se o governo quiser resolve facilmente o assunto.

 

Mães saltam de "hospital em hospital"...públicos

Quando a Ordem dos médicos avisa para as más condições das maternidades no sul do país.Quando as mães viajam 200 kms desde o Algarve para encontrarem um hospital que as receba. Quando morrem doentes em lista de espera o que é que nos propõem?

Tudo menos encaminhar os doentes para os hospitais privados,mesmo que acessíveis e preparados. É preferível os doentes correrem riscos do que o PCP e o BE correrem o risco de ver os empresários da saúde terem lucro.

Alguém com um mínimo de senso aceita esta ideologia que troca vidas pelo ódio? Mas andam por aí a defenderem o bem do povo, o mesmo povo que deixam a sofrer em listas de espera, já que os que podem são tratados em bons hospitais privados.

Mais um inquérito, mais uma morte de um bebé aos pés da ideologia comunista.

A Escócia quer a independência do Reino Unido e manter-se na UE

O Brexit acordou o demónio e três anos depois o Reino Unido vê-se abraços com uma situação política muito grave.

O Banco de Inglaterra já veio confirmar as negras previsões se houver uma saída desordenada

Desde a votação do Brexit, em 2016, a questão da independência da Escócia voltou a colocar-se. Apesar de 52% dos eleitores do Reino Unido, no seu conjunto, terem votado no ‘leave’ (para sair da UE) e 48% no ‘remain’, a Escócia votou maioritariamente pela permanência (62% contra 38%).

Os políticos que se batem por um novo referendo destacam o voto esmagador dos escoceses para o Reino Unido permanecer na UE.

Três anos depois coloca-se a possibilidade de novo referendo agora apoiado por uma maioria que deseja a permanência .Segundo uma sondagem realizada após a visita do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, à Escócia – onde foi vaiado –, 52% dos eleitores são favoráveis à independência e 48% estão contra.

Pode-se enganar quase todos durante algum tempo  mas não durante o tempo todo.

 

Ninguém é obrigado a frequentar uma má escola ou um mau hospital

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Em apenas seis meses cresce para 132 000 o número de utentes tratados fora da área de residência.Ninguém é obrigado a aceder a um mau hospital ou a uma má escola. Ninguém é obrigado a morrer enquanto espera por uma cirurgia. Ninguém é obrigado a ficar para trás só porque frequenta uma má escola pública.

É que são os mais pobres os prejudicados.

 

Passada a crise o sector privado voltou a ganhar peso

Não há como fugir a isto. Sempre que o país melhora, os sectores privados da Educação e da Saúde voltam a ganhar peso no sistema.No sistema de saúde há mais dezanove hospitais privados a juntarem-se aos 114 já existentes. No sistema da educação os colégios passaram a ter mais procura. A percentagem de alunos em colégios aumentou em todos os ciclos do ensino básico e secundário.

Globalmente, em 2000/01 a percentagem de alunos no privado correspondia a 11,8%. No ano lectivo passado era de 15,3%.No ensino secundário um em cada cinco estudantes (21,3%) paga para fequentar o ensino privado.

Sempre que as famílias melhoram o seu nível de vida, mais procuram os sectores privados da saúde e da educação.Isto é, se portugueses vivem mal e por isso não têm liberdade de escolha, não têm outro remédio que não procurarem o sector público.Assim que adquirem a liberdade de escolha, com maior folga financeira, procuram o sector privado.

Há aqui uma lição a tirar. Os estatistas que querem obrigar a sociedade civil a frequentar os serviços públicos medíocres esbarram com esta realidade. A liberdade de escolha corresponde a mais procura do sector privado.

Até há quem diga que os estatistas não têm especial simpatia com níveis elevados de qualidade de vida dos cidadãos. Perdem doentes nos hospitais públicos e alunos nas escolas públicas.

Brexit é igual a "choque instantâneo" diz Banco de Inglaterra

Já lá vão três anos e o Brexit não ata nem desata. E a razão é bem simples. O "choque da saída sem acordo" será instântaneo e "O responsável pela política monetária justificou à BBC Radio 4 que “as implicações económicas de uma saída sem acordo são que as regras do jogo para exportar para a Europa ou importar da Europa vão mudar completamente e algumas indústrias muito grandes neste país, que são altamente lucrativas, vão deixar de ser lucrativas“.

O Banco de Inglaterra estima que um Brexit sem acordo levará a uma desvalorização da libra, um aumento da inflação e uma desaceleração da economia britânica.

É só por isto não é por mais nada.

 

Mais 19 hospitais privados que se juntam aos 114 existentes

Para quem quer ver, a realidade hospitalar nacional é mais que clara. Se não houvesse procura - e os portugueses procuram livremente- os privados não responderiam com mais oferta.

Para os administradores ​​​​​​​hospitalares, estes números são sinal da confiança que se vive no setor privado, em parte por causa da descrença no serviço público.

"Isto quer dizer desde logo que há aqui uma procura. Naturalmente os investimentos começaram a ser feitos nas grandes cidades, em Lisboa e depois no Porto. Mas de facto também têm sido feitos investimentos noutros pontos do país - Madeira, Açores, Vila Real, Viseu", refere o presidente da Associação da Portuguesa de Hospitalização Privada.

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