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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O desplante de Berardo explica-se assim

Duarte Marques : «Berardo não é o principal responsável pelas dificuldades da CGD ou do BCP. Alguém lhe pediu que interviesse no BCP, alguém lhe autorizou créditos “de favor” no banco público para tornar possível o “assalto” ao BCP e alguém se esqueceu, convenientemente, de tentar recuperar o dinheiro da CGD enquanto era tempo. Alguém, em 2006, lhe ofereceu o CCB para colocar a sua coleção, lhe pagou uma “pipa de massa” e lhe renovou o contrato já em 2016.»

Há cumplicidades atrás do arbusto que convém conhecer.

 

Escolas públicas admitem alunos com melhores notas como critério de admissão

O critério das melhores notas é usado na escola pública como critério de admissão. E lá se vai mais uma teoria da treta. A escola pública igual para todos ao contrário da escola privada que escolhe os melhores alunos.

O que sabemos, e não me canso de o escrever, é que as boas escolas públicas estão cheias de alunos de origem de famílias com um bom nível de vida e as más escolas públicas estão cheias de alunos de famílias pobres de origem. Ora isto não é assim por a escola pública ser acessível a todos em igualdade de condições.

Os alunos pobres não têm acesso ao elevador social que a escola pública podia representar. O curioso é que deste assunto não se fala. E não se fala porque mexer nesta matéria levanta a questão fundamental do direito à livre escolha. 

Os amigos dos pobrezinhos, rabinho entre as pernas, falam nos direitos mas é nos direitos dos professores que votam.

 

Berardo não caiu do céu, Joe Berardo não é uma invenção de si próprio

Usar truques para fugir ao pagamento de uma dívida de 900 milhões a três bancos não é um desplante é um crime. Berardo assumiu o empréstimo mas não a dívida .

Manuel Fino também não tem com que pagar 300 milhões e, como é sabido, os devedores milionários não ficam por aqui. Então que fazer ?

Espera-se que os bancos prejudicados avancem com as penhoras e a PJ avance com as acusações no plano judicial e criminal. Porque é certo que o dinheiro não saiu dos bancos pelos próprios pés, alguém tomou as decisões   .

À direita, Paulo Rangel esteve em Santa Maria da Feira e procurou ligar Joe Berardo à anterior governação socialista. Depois de dizer que “não queremos mais ‘Berardos'”, Rangel considerou que personalidades como o comendador existiram em Portugal “para que a Caixa Geral de Depósitos assaltasse o BCP, e a Caixa e o BCP ficassem nas mãos de gente próxima do Governo socialista de José Sócrates”.

“É que Berardo não caiu do céu, Joe Berardo não é uma invenção de si próprio. É uma invenção de uma conjuntura político-económica em que havia um governo que queria controlar a banca e o usou a ele”, atirou o candidato social-democrata.

Financial Times aponta António Costa a candidato à presidência do Conselho Europeu

O que aí vem não serão anos fáceis e Costa sabe-o, por isso está a preparar a saída em alta. Ganha as eleições sem maioria absoluta, governa os dois primeiros anos em que poderá com os restos aguentar o barco e a seguir deixa o governo.

Por cá poucos falam nisto e a Comunicação Social faz o seu papel de faz de conta.

Primeiro: o teatro que António Costa montou na sequência da aprovação do diploma sobre o tempo de serviço dos professores. Percebemos agora que o objetivo não era falar para os portugueses – o objetivo era, essencialmente, falar para os líderes europeus. Costa quis passar para os manda-chuvas da Europa a ideia de um líder centrista, que põe ordem na casa, que sabe ser rígido aparentando ser flexível

Segundo: Moscovici – comissário europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros – veio, de forma completamente bizarra, elogiar a coragem, a firmeza e a capacidade de liderança de António Costa

Terceiro: António Costa demonstrou publicamente o seu apoio ao Presidente francês, Emmanuel Macron. Ora, esta é a bizarria suprema: Macron nem sequer pertence à família europeia de António Costa. O aliado do PS em França é o Partido Socialista francês!

Em 2019, preparem-se, pois vem aí nova mentira golpista: Costa negará sempre que irá para a Europa, ao mesmo tempo que já trabalha nos bastidores para deixar Portugal no próximo ano – e deixará aqui o esquerdista radical Pedro Nuno Santos ao leme do Governo.

O desplante do governo para com o desplante do Joe Berardo

O governo em 2016 conhecendo já o desplante de Joe negociou com o comendador novo contrato para a exposição das suas obras no CCB.

Em 2016, já depois de ser pública a penhora de 75% dos títulos da ação Coleção Berardo por três bancos, o Ministério da Cultura renovou o protocolo com a Coleção, afirmando publicamente que não tinha conhecimento de qualquer penhora sobre as obras. Pela mesma altura, José Berardo e o seu advogado punham em prática um golpe jurídico para chamar novos acionistas (por si controlados, suponho) à Associação Coleção Berardo, diluindo a posição dos bancos credores. E como se tudo isto não fosse mau demais, o Estado ainda aceitou perder a opção que tinha de comprar a Coleção a um preço fixo determinado em 2006, tendo agora que se sujeitar à chantagem de Berardo e ao preço de mercado de obras que valorizam graças ao CCB e ao investimento do Estado.

Quem é que quer ser representado por um Estado que dá a mão a salteadores ?

Se o PCP e o BE quisessem mesmo um SNS amigo dos doentes

Percebiam a diferença que tem pouco de ideológica . Tem que ver com o quadro jurídico em que exercem a gestão hospitalar.

O gestor público não pode contratar livremente, nem despedir, nem negociar prémios de produtividade. E têm que cumprir regras rígidas. Tudo isto torna a gestão pública mais rígida, mais burocrática e por isso mais dispendiosa e lenta. Com prejuízo da eficácia no tratamento dos doentes.

Ninguém pergunta se um hospital é público ou privado na hora da doença .

Apesar dos professores PS e Costa sobem nas sondagens

Mário Nogueira ameaçou o PS e o governo com uma luta sem tréguas e que irão lamentar a posição que tiveram no processo dos professores. Para já o PS sobe e Costa continua a ser o líder político com mais apoio.

Nogueira, PCP e BE não perceberam que a sociedade, sensível ao argumento da equidade e da sustentabilidade das contas públicas, se tinha colocado contra o exigido pelos professores. PSD e CDS perceberam tarde e a más horas. 

Por outro lado a opinião expressa também mostra que as contínuas exigências e manifestações dos sindicatos da escola pública perderam a eficácia, o que é significativo quando o país contínua a ser submetido a diversos graus de austeridade.

A dívida elevada, a crescente despesa pública e a maior carga fiscal de sempre calam fundo na opinião dos portugueses que não querem mais pântanos e bancarrotas.

 

Não foi só o Joe que nos envergonhou

Não me lembro de quase nada do episódio, mas lembro-me perfeitamente da cara que Zenal Bava fez quando a Mortágua lhe perguntou se não era amadorismo ter a 90% da tesouraria num só banco.
A Mortágua ficou famosa, os media chamaram-lhe de "estrela" e coisa do género. Mas a cara do Bava era de "nem acredito que fodi as poupanças de uns milhares valentes de accionistas e tudo isto vai passar como amadorismo". Claro que no raciocínio básico dos deputados portugueses, tinham vergado um tubarão famoso. Nem perceberam a cagada que tinham feito por dois minutos de fama. Bava, esse, deve ter ido para casa a assobiar pela rua de contente atendendo que nos USA estaria, no mínimo, preso a esperar julgamento, mas Mariana Mortágua fez-lhe o favor da vida. Agora era simplesmente amador.

A chicuelina que a Mortágua levou hoje de Berardo fez-me lembrar esse dia. O amadorismo de uma curiosa, armada em especialista para a televisão, faz o pior dos serviços à justiça, particularmente quando esse amadorismo não tem sequer a humildade de tentar perceber que não está lá para perseguir as pessoas ou atirar-lhes com seu ódio nacional-socialista, mas para averiguar se o estado - aquilo com que ela se devia preocupar - agiu bem ou não. E hoje, para além de Berardo, boa parte do tecido financeiro português foi para casa a assobiar de contente. Tudo porque há uma rapariga que não consegue ver a diferença entre ter umas luzes ou saber de facto das coisas. Hoje, em vez de se perceber se Berardo tinha sido o instrumento de uma conspiração de nível nacional, o que interessou foi se a CGD podia ir ou não tirar-lhe a vida opulenta.

A verdade é que esta "estrela" nos devia envergonhar a todos.

Todos os dias pagamos o Multibanco

Os banqueiros voltaram ao que há muito procuram. Que a utilização das caixas Multibanco seja paga.

O que os banqueiros não dizem é que a instalação das caixas permitiu aos bancos fechar centenas de balcões, despedir milhares de trabalhadores e assim reduzir o acesso aos serviços oferecidos aos clientes.

Até concordo que se fixem taxas moderadoras por forma a evitar abusos ( O PCP e o BE querem acabar com elas no SNS) mas ter que pagar serviços básicos que foram restringidos com o fecho de balcões é pôr os clientes a pagar duas vezes.

Por exemplo, solicitar uma vez por dia levantamentos, obter saldo da conta no ecrã sem emissão de papel, é o mínimo exigido, bem como pagamentos de serviços ao estado e às grandes empresas de serviços públicos pois são estas últimas as que mais beneficiam com o serviço multibanco.

Chega de orgia de taxas e impostos, o contribuinte não aguenta mais .

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