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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Face ao desastre nos serviços públicos como é que se regressa às 40 horas ?

Não regressa embora ninguém tenha dúvidas que a decisão de reduzir das 40 horas para as 35 horas seja um desastre. A degradação dos serviços públicos é a maior prova disso mesmo.

Qual foi a medida tomada pelo Governo que mais pressionou os serviços públicos, que mais expôs as fragilidades do Estado no Serviço Nacional de Saúde ou nos registos? E das que mais pressionou as contas do Estado? Exato, foi a adoção das 35 horas, como se percebe pela degradação dos serviços públicos, apesar da contratação de milhares de trabalhadores.

Rui Rio perante a questão incontornável veio dizer que o PSD vai tentar equilibrar os estragos com outras medidas convicto que está de que quem voltar às 40 horas terá toda a Administração Pública à perna. Repor a normalidade nos serviços públicos à custa da perda de centenas de milhar de votos. É esta a inflexibilidade da despesa pública. É fácil aumentá-la mas muito difícil reduzi-la.

O populismo, como Carlos César já notou publicamente, é governar sem atender às consequências. O BE, o PCP e o PS deviam dar explicações ao país e pedir desculpas.

ADSE e seguro de saúde universal protegiam SNS

Mais um estudo da autoria de um economista próximo do BE e de um sociólogo próximo do PS a propor duas medidas com vista a sustentar o Serviço Nacional de Saúde :

- ADSE alargada a todos os cidadãos ( acessibilidade a hospitais públicos e privados)

- Seguro de saúde universal ( acessibilidade a hospitais públicos e privados)

O BE e o PCP estão é preocupados com as PPP...

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Na Grécia só há uma via a social democracia

Perdeu o Syriza ganhou a Nova Democracia. Pró europeu e pró euro.Com maioria absoluta.

A bem da verdade o Syriza da extrema esquerda fez o trabalho difícil e que tinha que ser feito. Pagou agora os sacrifícios que impôs ao povo. Aqui e lá é assim.

A derrota do Syriza nas eleições é resultado da perda de contacto do partido com uma classe média que o apoiou em 2012 e 2015, e agora desencantada por uma década de austeridade e que, ao ver o país a recuperar, com excedentes primários decorrentes da pesada carga fiscal e não do crescimento económico, e sem recuperar rendimentos nem direitos. Segundo a OCDE, nove em dez famílias da classe média sentem dificuldades em satisfazer as necessidades básicas e sete em cada dez gregos dizem que não conseguem fazer face a uma despesa inesperada.

Pelo outro lado, a Nova Democracia, que realizou uma oposição dura durante três anos e meio, aligeirou o tom nos tempos mais recentes, ao dar prioridade ao crescimento económico, ao corte nos impostos, ao aumento dos salários e ao aumento da segurança policial.

Gastar na máquina do Estado ou reduzir impostos ?

São dois cenários claros que os portugueses têm nas próximas eleições legislativas .

Esse é o ponto central da nossa análise económica - as nossas medidas são desenhadas para aumentar a competitividade da economia portuguesa. Elas são baseadas em três drivers fundamentais: aumento do investimento, por um lado público, mas sobretudo privado; aumento das exportações; poupança. Recalculámos o cenário-base do Conselho de Finanças Públicas e chegámos a taxas de crescimento que vão em crescendo, mas que, face àquilo que é o Programa de Estabilidade do governo, tem uma diferença do ponto de vista nominal de cerca de 0,5%.

O PSD entende que as empresas são o ponto central para a criação de riqueza e para a criação de emprego. Só a criação de riqueza é que permite depois aumentar os salários por um lado e, por outro lado, cobrar impostos que depois permitam políticas redistributivas, seja em sede de IRS seja em sede das prestações sociais em dinheiro e em espécie ou seja, o Serviço Nacional de Saúde, o sistema de educação, etc. As empresas estão no centro dessa opção de política económica. Mas isto não invalida que não haja de facto um problema de salários baixos.

Eu acho que isto é um exercício de transparência para os portugueses, penso que a mensagem não podia ser mais simples e mais clara, se houver crescimento económico nos próximos quatro anos, há duas opções completamente diferentes: o Governo quer gastar na máquina do Estado, nós queremos reduzir impostos. Portanto a escolha dos portugueses é muito simples e eu acho que o debate político só ganha em ter mensagens simples e que possam permitir escolhas às pessoas. Tal como disse antes, o Governo prevê o crescimento nominal de 3,5%, nós prevemos de 4%, não há uma diferença tão significativa, a composição será seguramente diferente daquilo que nós queremos fazer com esse dividendo orçamental que é dado pelo crescimento nominal. O que o Governo fez nos últimos quatro anos, e pretende fazer nos próximos quatro atendendo à informação que temos, que o programa do PS ainda não foi revelado, é continuar a aumentar a despesa corrente primária, o que nós defendemos é que essa margem deve ser sobretudo canalizada para a redução e impostos e também para a recuperação de infraestruturas.

Centeno não vê dificuldade em alcançar 2,7% de aumento do PIB proposto por Rio

Continuamos a ser um país poucochinho a crescer abaixo das necessidades de um país pobre e desigual. Há muito que não crescemos porque apostamos no crescimento da despesa pública em detrimento do investimento e da elevada carga fiscal.

A alternativa, a alternativa que vale a pena, é fazer crescer a riqueza produzida pela iniciativa privada e isso faz-se incentivando o investimento e tornando o país competitivo fiscalmente.

Tudo mantendo as contas públicas equilibradas. Estes últimos quatro anos foram neste contexto uma oportunidade perdida. Aliás, o programa eleitoral apresentado pelo PS com Centeno a coordenar também propôs o PIB a crescer. Só que os parceiros da geringonça obrigaram a dirigir as políticas para os "avanços" com o resultado poucochinho que está à vista.

Quando a economia cresce no seu todo cresce para todos embora cresça mais para uns do que para outros. Não há outro forma de combater a pobreza.Tirar à classe média para dar a alguns grupos que dependem do estado não é justo e não termina com o desagrado como se vê pelas greves.

Rui Rio para ter uma economia mais forte quer baixar a maior carga fiscal de sempre

Baixar a maior carga fiscal de sempre às empresas e aos cidadãos é o objectivo de Rui Rio.

Sem uma economia mais forte tudo é poucocinho como estes quatro anos mostraram à saciedade. Já estamos numa trajectória de redução do crescimento do PIB, a dívida não diminui e os serviços públicos é o que se sabe.

Baixar a carga fiscal de 34,9% para 33% sobre o PIB.

- Redução gradual da taxa de IRC em 4 pontos percentuais na legislatura. Custo de 1.600 milhões de euros

- Outras medidas em sede de IRC, como incentivos fiscais a investimentos no interior. Custo de 300 milhões de euros  

- Redução de 23% para 6% da taxa de IVA do gás e eletricidade para uso doméstico. Custo de 500 milhões de euros

- Redução de taxas nos escalões intermédios de IRS; Aumento das deduções das despesas com educação e Forte incentivo fiscal à poupança das famílias. Custo de 1.200 milhões de euros

- Redução da taxa mínima do IMI para 0,25% e eliminação do adicional ao IMI (imposto "Mortágua"). Custo de 100 milhões de euros

O líder do PSD garante que não há perda de receita, a origem da mesma é que difere da atual política, indicou Rio. “Ninguém está a dizer que a receita fiscal vai descer. Vai crescer por via do crescimento da economia e que os portugueses pagariam caso o PS” ganhe as eleições, tratando-se de “uma opção política.”

 

Sistema Nacional de Saúde = SNS + sector privado + sector social

O presidente da República veio pôr alguma calma na discussão ideológica que se trava ( mais uma vez) sobre a saúde. Neste enquadramento discutem-se as questões que não acrescentam nada e deixam-se de lado, convenientemente, o que é essencial.

O Estado tem um papel de regulador e de financiador com vista a optimizar a utilização da capacidade instalada no país que compreende os três sectores referidos : público, privado e social .

Ninguém compreenderá que ao doente não sejam prestados os cuidados de que necessita quando no país há oferta seja ela pública, privada ou social.

As listas de espera não podem ser aceites como uma solução por razões meramente ideológicas ou economicistas e não podem converter-se "em listas de morte lenta". Deixar morrer pessoas por falta de cuidados atempados é um crime não vale a pena tapar a realidade com soluções piedosas que não colam com a dor e a morte de pessoas. Não no Portugal Democrático e Europeu .

Nada tenho contra o lucro mas tenho tudo contra deixar cidadãos sem tratamento medicamente atempado.

Governo está a "recuperar as políticas socráticas de adjudicação direta".

Quem sai aos seus não degenera.Governo está a "recuperar as políticas socráticas de adjudicação direta".

Governo está a adjudicar 1400 milhões de euros diretamente a construtoras à margem da lei. “O maior programa de obras públicas que está a acontecer neste momento não segue o Código dos Contratos Públicos”,

É a mesma política de adjudicação da Parque Escolar. E sobre José Sócrates, avançou: “Só estou nesta aventura por causa dele. Porque cheguei a um momento em que achei que ele era mau demais para ser verdade”.

 

Os "avanços" no SNS

Greves dos médicos e dos enfermeiros. Listas de espera com doentes a morrerem por falta de cirurgia em tempo medicamente razoável. Avanços ?

Impedir as PPP que são reconhecidamente uma boa solução. Baixar de 45 horas para 35 horas a prestação do trabalho. Impedir a coordenação entre sector público e privado. Reduzir o tempo de protecção da patente dos medicamentos o que obriga as farmacêuticas a elevar o preço por forma a obter o retorno do investimento. Acabar com as taxas moderadoras e assim favorecer os abusos.

A saúde tal como o inferno está cheia de grandes ideias com a particularidade de desfavorecer sempre os doentes. Se está doente não pode socorrer-se do hospital mais capaz de o tratar tem que ser num daqueles hospitais que o envia com guia de marcha para a "lista da morte lenta".  Razão ? Para os políticos ideologicamente doentes só há hospitais públicos e privados não havendo razão para existirem hospitais uns mais acessíveis que outros para facultarem o serviço em tempo útil.

Como é fácil de ver os verdadeiros problemas são as PPP, é a existência de hospitais privados, são as taxas moderadoras, é uma nova Lei de bases...

E o que se faz às listas de espera ? E ao subfinanciamento ? E à falta de pessoal ? E aos velhos a morrer? 

Acerca do que é realmente importante não se ouve um pio aos progressistas.

A questão central não é sindical, nem ideológica e muito menos partidária. É, essencialmente, moral. Como nos relacionamos uns com os outros? Como procedemos perante os nossos mais velhos, perante os deficientes, perante os incapacitados? Era isto que gostaria de ver discutido, e não senhoras e senhores aos berros, ou com ar calmo, a acusarem-se e a dizerem meias-verdades sobre temas que de modo nenhum são centrais.