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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O governo já está a anunciar a austeridade

Aumento de salários não é certo e congelamento das carreiras é provável, eis como o governo está já a preparar o auncio da austeridade.

E o corte de salários não é afastado embora as respostas sejam prudentes. Claro que nunca será a primeira opção mas está em cima da mesa. Para já não teremos a troika que foi afastada com a ajuda da UE já anunciada. Mas é claro que vai exigir sacrificios.

Quando falei em rejeitar a austeridade o que quero dizer é exatamente isto: num momento em que a economia precisa de investimento e de rendimentos, até para que as pessoas possam dinamizar o consumo interno, até porque provavelmente o consumo externo sofrerá, [essas] não serão as primeiras medidas a privilegiar, mas eu neste momento não posso excluí-las liminarmente", diz.

"A incerteza é grande" e o Governo tomará as medidas que forem necessárias mas cortes salariais "não serão, provavelmente, a primeira opção" do Governo.

A austeridade está aí bem pode o governo negar.

Chega de economia medíocre de sol e praia

Plano Marshal ou outro nome mas a oportunidade pode ser a última. O populismo espreita e o futuro da União Europeia pode estar em jogo.

Se Portugal quiser - e a Europa deixar -, esta pode ser uma oportunidade - mais uma - para construirmos o nosso próprio Plano Marshall e para sairmos desta letargia em que nos arrastamos há demasiados anos. Para pensarmos e reestruturarmos uma economia menos dependente de serviços, mais produtiva, mais inovadora, em que as empresas não estejam condenadas a ser micro, pequenas ou médias, mas possam ambicionar ser grandes. Uma economia capaz de gerar riqueza suficiente para pagar salários dignos do século e do mundo em que vivemos.

Mas isto exige três coisas: visão, compromisso e tempo. Porque sem a visão certa não é possível construir uma economia robusta. Sem um compromisso político que não se esgote no próximo ato eleitoral não é apenas a economia que morre, é também a democracia. E sem o tempo suficiente para implementar um plano de médio a longo prazo, nunca poderemos ambicionar mais do que a mediocridade de uma economia de sol e praia.

Não há progresso social sem desenvolvimento económico

O exemplo da AutoEuropa tem que ser seguido. Já sabemos há muito o que é preciso fazer.

As empresas integradoras, como a Autoeuropa, precisam da melhor logística para receberem de todo o mundo os componentes e os sistemas de que precisam e para exportarem para todo o mundo os seus produtos finais. Ora Portugal está no centro do Ocidente e das rotas marítimas do Atlântico, entre os dois maiores mercados mundiais, Europa e Estados Unidos. E, com a excepção da linha férrea para a Europa, temos tudo o que é preciso: Sines, espaço, baixos custos de mão de obra e de construção e todas as tecnologias necessárias: engenharia de produtos em CAD tridimensional, prototipagem, moldes e ferramentas, injecção de plásticos e de ligas metálicas leves, estampagem de metais, robótica e automação, embalagem de cartão, de madeira e de vidro, electrónica e boas escolas de engenharia e de centros de investigação, além de doutorados sem emprego.

O Primeiro Ministro japonês, Shinzo Abe, acaba de propor o seguinte: “Construir uma economia menos dependente de um país, a China, para que o país possa evitar melhor as interrupções da cadeia de suprimentos”. Não é preciso ser adivinho para prever que as grandes empresas europeias e norte americanas seguirão este exemplo e não sendo credível que façam todos os investimentos nos seus próprios países, não existe no Ocidente melhor localização do que Portugal para empresas industriais integradoras.

 

PS, PCP e BE enterraram o estado na TAP

A tomada de 50% da TAP transformou o Estado refém da empresa e do seu desastre.

O problema da TAP foi criado por este governo ao tomar 50% da companhia sem capacidade de decisão. Apesar do amigo do primeiro ministro. Não se pode servir a dois amos, o PCP e o BE por um lado e os privados por outro.

A música é outra mas para já é desafinada e ouve-se mal. O governo vai injectar mil milhões sobre a forma de empréstimo. O capricho do PS está a custar muito dinheiro.

Não se sabendo muito  já se sabe o que a Alemanha fez com a Lufthansa, tomou 20% da companhia e empresta o que falta. Depois a companhia paga ao longo do tempo à medida que libertar lucros.

Num momento que precisava ser de negociação, o que temos é uma enorme pressão financeira e política sobre os privados e a sua gestão.O cenário está muito longe de beneficiar a TAP embora sejamos nós, os contribuintes, que pagamos.

Nem nacionalização nem insolvência e muito menos pernas a tremer.

O SNS não respondeu nem podia responder sózinho

A meio da pandemia ao SNS faltavam médicos e enfermeiros, máscaras e luvas, camas de cuidados intensivos e ventiladores.

A estratégia foi impedir que os doentes com coronavírus entupissem os hospitais do SNS. Para isso, o SNS mobilizou todos os recursos para combater a epidemia deixando para trás milhares de doentes sem cirurgias, sem consultas e sem exames e análises.

Para estes doentes - cancro, cardíacos, diabéticos e tantos outros- a DGS não chamou, numa estratégica concertada, os hospitais privados e sociais. Preferiu aumentar as listas de espera que saltaram dos 150 000 doentes habituais para os 400 000 ou mais do que isso.

Esta decisão é puramente ideológica, preferindo deixar sem tratamento milhares de doentes para dar a evidência toda aos hospitais públicos.

A para disto temos os médicos e enfermeiros a trabalhar 24 horas sobre 24 horas, exaustos e sem serem pagos pelas horas extras a que têm direito.

Quando há uma solução para os doentes e não se acciona essa solução por razões ideológicas e economicistas é nosso dever indignarmo-nos.

Lembram-se daqueles medicamentos que salvam vidas mas que por serem caros há doentes que morrem sem terem acesso ao tratamento ?

As situações são iguais. Só que num caso está o SNS no outro estão as milionárias farmacêuticas.

As reticências da extrema esquerda - qual é a alternativa ?

Qual é a alternativa ? Jerónimo, mais moderado diz que o dinheiro da UE fica aquém. João Correia diz que o povo tem agora que optar face ás exigências da UE e Louçã diz que, bom, já não são 15 são 13...

Se este enorme montante de dinheiro que nos cabe não é suficiente, levanta reticências, que seria de nós sem ele ? Não poderiam, os adversários da UE explicar-nos como seria ?

O que nós teríamos pela frente seria muito pior que a anterior crise e a austeridade seria bem mais dura. Aliás, aqui e ali, já há quem aflore a possibilidade de os nossos rendimentos a muito curto prazo terem já tido melhores dias.

Mas seria bom que os jornalistas colocassem esta questão simples.

Bem sabemos que a alternativa da extrema esquerda seria qualquer coisa como rumarmos à "mãe serra da Estrela" e dali prepararmos a resistência

Dinheiro europeu - E você já criou a sua empresa ?

Convém que o objecto social da empresa seja o mais generalista possível para poder responder aos inúmeros concursos públicos. Não precisa de curriculum.

Convém ter alguém próximo do governo que lhe dê as dicas necessárias. Data do concurso ( para poder analisar o mercado e encontrar o fornecedor), montante e facilitadores. No prazo indicado para concorrer só aparece a sua empresa, com o trabalho de casa feito.

Depois tem que aguentar a reacção, se a houver, dos que não chegaram a tempo. Uma hipótese de os calar é dar-lhes a oportunidade de ganharem o próximo concurso. Pequeno.

O dinheiro está a caminho, é muito, vai ser distribuído, convém estar preparado

Quinhentos euros directamente na conta de cada família

A geringonça foi montada tendo como base a retoma da economia ser feita pelo crescimento do procura interna.  A ideia é a mesma.

Quinhentos euros em voucher para ser gasto numa semana de férias na hotelaria. Gozar férias cá dentro retomando a actividade hoteleira que arrasta outras actividades a montante e a jusante ( transportes, alimentação, lazer...)

Custaria à volta de 1,8 mil milhões e tinha que ser usado entre Junho e Setembro. Claro que a medida teria que ser trabalhada mas no essencial é simples e directa.

O sector vive um tempo de grande risco. Num primeiro momento enfrenta meses de total paralisação: zero clientes de março a maio. A partir de junho espera-se uma recuperação lenta. Desesperantemente lenta : as fronteiras estão por enquanto fechadas e os portugueses têm medo e pouco dinheiro.

Seria uma forma excelente de usar uma pequena parte dos recursos europeus que agora foram anunciados com efeitos imediatos e em tempo útil num sector estratégico e fortemente abalado pela pandemia. Aliás, se financiada por subvenções a fundo perdido vindos da Europa, a medida não custaria nada.

Cinco novos impostos a nível Europeu sobre as grandes empresas

A capacidade da União Europeia arrecadar novos impostos sobre actividades altamente lucrativas mas também ambientalmente prejudiciais, é espantosa.

O comissário natural da Áustria (justamente um dos países que, juntamente com Holanda, Suécia e Dinamarca, podem deitar toda esta proposta de Bruxelas por terra) explicou que havia duas opções: ou cortar nas contribuições dos países para o orçamento plurianual da UE ou "arranjar novos recursos próprios. Nós preferimos a última", disse.

Segundo Hahn, para pagar isto, a Comissão (os impostos ainda não existem e o dinheiro é urgente) vai ter de ir entretanto ao mercado com o seu rating de qualidade máxima (portanto, vai endividar-se a taxas de juro quase zero), mas, enquanto os empréstimos aos países (os tais 250 mil milhões de euros) serão reembolsados, o resto (os subsídios) terão de ser suportados por todas as economias através da tal nova carga fiscal.

Uma "extensão" da tributação sobre as emissões aos "setores marítimo e da aviação", um "novo recurso" que deve gerar 10 mil milhões de euros por ano;

- Uma nova taxa sobre o carbono que pode arrecadar 5 a 14 mil milhões de euros anuais;- Um novo imposto sobre operações de grandes empresas que, "dependendo de como for desenhado, poderá dar 10 mil milhões de euros anualmente";

Um novo "imposto digital sobre empresas com um turnover global anual superior a 750 milhões de euros", medida que pode alcançar até 1,3 mil milhões de euros em nova receita por ano;

- E finalmente, mas não menos importante, um novo imposto "baseado num IVA simplificado e nos plásticos não recicláveis". Hahn estima que esta receita possa ir de "3 ou 4 mil milhões de euros a 9 mil milhões anuais";

Até o comissário austríaco diz que o que pode vir a ser ainda discutido são cem mil milhões para todos os países da UE, uma verba manifestamente pequena para os montantes em discusão.

Abram as escolas

 
Já esgotaram os bilhetes para o "primeiro espectáculo do resto das nossas vidas" no Campo Pequeno esta segunda-feira. Ouvi o anúncio na rádio com loas à necessidade de salvar a cultura e os agentes culturais. É de saudar a reabertura das salas de espectáculo, e a possibilidade de cada um, na sua liberdade de querer tomar riscos individuais, poder ir ver um concerto se assim o entender.
O extraordinário nisto é que irão abrir as salas de espectáculo antes das escolas. É preciso salvar a cultura, mas as crianças podem continuar em casa sem o acompanhamento devido, especialmente as mais pobres e excluídas. Dizem que é para as proteger, apesar de ainda não ter morrido nenhuma criança em Portugal de COVID-19. Dizem que é para as proteger, mas em vez de conviverem num ambiente controlado de uma escola, muitas conviverão na rua ou nas praias em ambientes descontrolados (ver o que está a acontecer no bairro da Jamaica). Dizem que é para as proteger, mas muitas nunca mais recuperarão do atraso destes meses sem acompanhamento. Dizem que é para as proteger, mas o que parece mesmo é que é para agradar aos sindicatos dos professores. Não será por acaso que os infantários, onde predomina a iniciativa privada e social (e onde muitos tiveram que cortar mensalidades durante o confinamento), irão abrir ao mesmo tempo que as salas de espectáculo.
Ninguém parece muito preocupado com isto. Daqui a uns anos quando as consequências se fizerem sentir, a discussão política será entre o tamanho do subsídio e o peso do cacetete que cairá no lombo dos que acabarem na malha da criminalidade. Já ninguém quererá saber que eles também são fruto de uma sociedade elitista e corporativistas que cede às exigências (legítimas) dos agentes culturais e dos sindicatos (menos legítimas), mas ignora as necessidades daqueles que não têm voz.