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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Ao doente pouco lhe interessa a natureza pública, privada ou social da instituição que o trata

Médico e cirurgião com longa experiência deixa-nos aqui a sua reflexão :

As instituições de saúde são estruturas indispensáveis ao apoio e desenvolvimento da prática clínica e assistencial. Constituem, assim, um meio e não um fim.

Neste contexto, tendo em conta o esgotamento e a exaustão do velho paradigma em que assenta e sobrevive o SNS, há que ter coragem para mudar. Insisto, assim, na ideia de que todas as instituições de saúde - públicas, sociais e privadas - se deviam reger por uma lógica de complementaridade funcional, sem qualquer tipo de discriminação, designadamente a financeira.

Com efeito, quem padece de uma doença, pouco lhe interessa a natureza pública, social ou privada da instituição que o vai tratar, desde que seja respeitado, bem aconselhado e resolvido o seu problema, com segurança e em tempo útil. Já no que se refere ao profissional, é importante sentir e garantir uma adequada relação de confiança, que só a livre escolha poderá proporcionar.

Ao permitir uma mais ampla liberdade e mobilidade dos profissionais, designadamente dos médicos, no exercício da sua actividade clínica em todas as instituições - públicas, sociais e privadas - além de promover uma melhor resposta com os limitados recursos humanos de que dispomos estaríamos, simultaneamente, a respeitar a relação de confiança com os seus doentes e a promover um escrutínio permanente dos resultados operacionais, premiando a qualidade e o mérito profissional.

Fechar a MAC era mau e agora fechar os blocos de partos já é bom ?

Com argumentos do tipo " eu nasci aqui" os saltitantes sempre prontos para mostrar indignação sobre o que não sabem, protestaram contra a mudança da MAC para outras instalações hospitalares mais modernas. Agora, que a MAC anuncia fecho de salas de partos por falta de médicos e enfermeiros onde estão as indignadas?

No caso da falta de médicos obstetras nas maternidades, em particular no caso de Lisboa, em vez de andarem a pedir mais do que não existe – a senhora ministra tem razão quando diz que, ao preço que o Estado paga habitualmente, não há obstetras disponíveis em Portugal –, é curioso que, mais uma vez demonstrada a necessidade de encerrar a Maternidade Alfredo da Costa – estruturalmente inadequada, vetusta e sem pessoal suficiente –, nenhum dos que andaram a fazer vigílias, prefaciar livros, protestar no Parlamento e criticar nos jornais, venha agora admitir que rodar urgências – uma péssima solução – poderia ter sido evitado se o número de Maternidades em Lisboa fosse o adequado à quantidade anual de partos na região.

E os nomes habituais das petições até levaram o caso a tribunal.

O PS continua a dizer que uma lei que feche a porta às PPP é irrealista

Apesar do PCP e do BE cantarem vitória a verdade é que o PS continua a dizer que uma Lei que feche totalmente a porta â gestão privada nos hospitais públicos é totalmente irrealista.

O líder parlamentar socialista, em declarações em Ponta Delgada, transmitidas pela RTP 3, disse que esta é uma proposta que “poderá não só proporcionar que lei seja aprovada, mas também promulgada”. Marcelo Rebelo de Sousa pediu um consenso partidário alargado sobre esta matéria para promulgar a Lei, e defendeu, em entrevista ao programa O Outro Lado na RTP3, que “uma lei que feche totalmente [a hipótese de criação de PPP] é uma lei irrealista”.

Carlos César defendeu que o entendimento alcançado é “alargado”, e ressalva que a “redação que o PS propõe deve ser interpretada em conjunto com a base 6” da Lei. Nesta base determina-se “a responsabilidade máxima do Estado na prestação de cuidados de saúde, que em termos supletivos e temporários devidamente fundamentados e a título excecional pode ser assegurada pelo setor privado e social”, explicou.

Quer dizer o governo em funções pode sempre aprovar a gestão privada nos hospitais públicos.

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A pobreza é um problema a cor da pele não

Leio que há, em Portugal, mais de dois milhões de pessoas em risco de pobreza e de exclusão social. A pobreza é um problema, um gigantesco e injustíssimo problema, para os que a sofrem, mas a cor da pele não o é, ou já não o é, felizmente. Do que precisamos é de melhorar a condição económica e social de todos os pobres e não de quotas ou de outras formas de “discriminação positiva” só para alguns.

Nos tempos que correm tem-se lançado mão de quase tudo para criar e acentuar de forma artificial a oposição ou a disputa entre brancos e negros. “Museu da Escravatura” versus “Museu dos Descobrimentos”, lembram-se?

Eu entro pela quota dos pretos tu entras pela quota dos ciganos

A esquerda precisa dos pretos e dos ciganos e, como brancos, falar por eles, assim os menorizando e os enterrando nos guetos de onde não conseguem sair.

Este novo paternalismo branco limitou-se a reciclar o do tempo colonial. Agora já não é o dever moral dos brancos «civilizar e cristianizar os pretos» mas proteger os ditos cujos, mais os ciganos, da «discriminação». As raças inferiores, essas, continuam no quintal, no recreio, infantilizadas.

Não me sinto obrigado a respeitar brancos que usurpam sentimentos, identidades, representatividades de terceiros. Não por uma birra qualquer, mas porque usurpar identidades alheias é profundamente imoral. A representatividade social existe para ser tomada a sério. Os homens não representam as mulheres; os idosos não representam os jovens; os ricos não representam os pobres; logo, os brancos não representam negros, ciganos ou quaisquer outros.

A esquerda branca cujos rostos andam pelas universidades e pela comunicação social – Rui Pena Pires, Boaventura Sousa Santos, Manuel Carvalho, Ferreira Fernandes, Daniel Oliveira, Fernanda Câncio, Isabel Moreira, Alexandra Lucas Coelho, entre tantos outros – transformou a pobreza material das minorias, por tradição circunstancial, em miséria moral que torna a pobreza endémica. Estamos perante um grupo de indivíduos com rostos e nomes concretos (fora os internacionais) que mais tem produzido pobreza, instabilidade social, violência, desintegração social entre as minorias. Sujeitos moralmente patológicos.

A Geringonça não quer gerir as consequências da política que foi seguida

O diabo não chegou mas isto está por arames diz o Prof Daniel Bessa.

Bessa diz que no “dia em que for preciso meter os funcionários públicos a funcionar com as 35 horas, no dia em que for preciso pagar aos fornecedores, no dia em que se tenham de fazer os investimentos que o país exige… aí vamos ter aqui grandes problemas de finanças públicas.”

“Vão ter de pagar às farmácias… Vão ter de recrutar os funcionários para resolver o problema das 35 horas. Não vão querer reduzir os salários ou aumentar os impostos… Têm os compromissos que foram agora anunciados em matéria de investimento… A maionese não prende, como se costuma dizer”, sublinha.

E, agora, apregoam investimentos e mais investimentos para os quais não há dinheiro.

Face ao desastre nos serviços públicos como é que se regressa às 40 horas ?

Não regressa embora ninguém tenha dúvidas que a decisão de reduzir das 40 horas para as 35 horas seja um desastre. A degradação dos serviços públicos é a maior prova disso mesmo.

Qual foi a medida tomada pelo Governo que mais pressionou os serviços públicos, que mais expôs as fragilidades do Estado no Serviço Nacional de Saúde ou nos registos? E das que mais pressionou as contas do Estado? Exato, foi a adoção das 35 horas, como se percebe pela degradação dos serviços públicos, apesar da contratação de milhares de trabalhadores.

Rui Rio perante a questão incontornável veio dizer que o PSD vai tentar equilibrar os estragos com outras medidas convicto que está de que quem voltar às 40 horas terá toda a Administração Pública à perna. Repor a normalidade nos serviços públicos à custa da perda de centenas de milhar de votos. É esta a inflexibilidade da despesa pública. É fácil aumentá-la mas muito difícil reduzi-la.

O populismo, como Carlos César já notou publicamente, é governar sem atender às consequências. O BE, o PCP e o PS deviam dar explicações ao país e pedir desculpas.

ADSE e seguro de saúde universal protegiam SNS

Mais um estudo da autoria de um economista próximo do BE e de um sociólogo próximo do PS a propor duas medidas com vista a sustentar o Serviço Nacional de Saúde :

- ADSE alargada a todos os cidadãos ( acessibilidade a hospitais públicos e privados)

- Seguro de saúde universal ( acessibilidade a hospitais públicos e privados)

O BE e o PCP estão é preocupados com as PPP...

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