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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Costa afirma que SNS foi saindo da crise com o fim da “governação da direita”

ORA ESCLAREÇAM-ME, A ÉPOCA DE CAÇA JÁ REABRIU? É PARA TODOS, OU SÓ PARA ALGUNS?

Eu penso que o que Costa disse é factualmente errado. Embora num Governo sob assistência financeira internacional, Paulo Macedo fez uma gestão do SNS equilibrada, que permitiu que as condições de prestação dos cuidados de saúde não se degradassem.

A degradação do SNS acentuou-se com duas decisões do Governo PS, as 35 horas e as cativações. Não fiz esse trabalho, mas acredito que quem compare indicadores como tempos de espera para cirurgia, ou montante de dívidas a fornecedores verificará que a crise do SNS se aprofundou com o Governo PS.

Há um "acid test" interessante para ver que este discurso não se enquadra numa atitude séria, mas sim no lado viscoso e escorregadio, onde Costa se sente como peixe na água, ou melhor como cobra no lodo. Um dos buracos mais complicados que o Estado tinha em mãos chamava-se CGD. Quem é que o Governo socialista foi buscar para por ordem na CGD? Sim, foi esse mesmo, Paulo Macedo. É razoável e credível que, para uma missão tão decisiva o PS fosse buscar um gestor que tenha deixado um sector tão crítico como a saúde em crise? É claro que não é razoável nem credível. Tal afirmação apenas se encaixa na lógica da política rasteira que acredita que a repetição sucessiva de uma mentira a transforma numa verdade.

Acerca deste tema estou a escrever de uma forma mais agressiva do que os parâmetros em que me procuro conter. Mas penso que os factos o justificam, Ora reparem, Costa, proferiu estas afirmações em resposta a uma deputada do seu partido e não em resposta a uma qualquer provocação de outra bancada. O tema desta afirmação fantasiosa de Costa é a saúde, tema que aqueles que têm uma menor cultura do debate, do contraditório, e em última instância da essência da democracia, no qual com desgosto meu sou obrigado a incluir o líder da oposição, entendiam que nestes tempos era tabu, como se o vírus reagisse de acordo com o debate político.

Portanto, suponho que agora que os idiotas úteis já fizeram o seu papel, que reina o clima tão amado de União Nacional, Costa já declarou reaberta a época da caça. Falamos mais concretamente da caça aos papalvos que somos todos nós que dançamos exactamente ao ritmo que nos é ordenado.

PS - Aguardo que os que vieram ao meu mural "rasgar as vestes" em nome da unidade nacional se atirem agora a Costa. Como não tenho muita esperança que o façam vou esperar sentado.

E o Estado é que vai gerir a TAP ?

Para gerir uma companhia aérea é preciso conhecer o negócio do transporte aéreo, ter ligações profissionais e comerciais com outras companhias do ramo e, por último, poder influenciar o fluxo de passageiros em mercados de origem e destino.

O accionista privado da TAP, a empresa de David Neeleman, opera 264 aviões que voam para mais de 100 destinos no mercado norte-americano. Ora quem opera no mercado mais competitivo do mundo, o norte americano, de certeza absoluta que tem todas as condições para gerir uma pequena companhia como a TAP.

Também no mercado Brasileiro é accionista da companhia AZUL. A companhia aérea brasileira Azul, tem como fundador o empresário David Neeleman, um dos acionistas da TAP através do consórcio Atlantic Gateway.

A TAP ganhará alguma coisa se tiver na sua administração um ou dois representantes do Estado ? Mesmo sendo génios e amigos do peito do Primeiro Ministro ?

Todos ganham com a proposta Franco - Alemã

Ou porque alguns dos quatro países "frugais" são da mesma família política da chanceler ou do Presidente francês ou porque, são ganhadores líquidos com a existência do mercado comum, é certo que a proposta Franco-Alemã não veria a luz do dia se não tivesse sido primeiro discutida com os restantes 27 países.

É uma oportunidade única para a União Europeia avançar economicamente, fiscalmente e politicamente. Reforçar os sectores da economia que se perfilam como estratégicos no curto/médio prazo, implementar uma política fiscal mais ajustada e equilibrada e, finalmente, avançar na federação da União. 

Todos ganham, desde os países do norte com o mercado único de 500 milhões de consumidores até aos pobres países do sul com os programas de equilíbrio financeiro.

Que todos percebam que não há bons acordos se não ganharem todos. E que a União Europeia é o maior feito económico e social desta geração.

Sete recomendações da União Europeia a Portugal

Façam tudo o que é preciso para reagir à presente situação diz Bruxelas sem referir limites à dívida.

Nas consolidações anteriores, o investimento foi a primeira vítima. Repetir esta abordagem iria sacrificar prioridades de longo prazo", como a transição verde e a transição digital .

Além desta recomendação, Bruxelas sugere que o Governo português reforce o Sistema Nacional de Saúde, promova a preservação do emprego e garanta proteção social. Também recomenda que reforce a liquidez às empresas, apoie a utilização das tecnologias digitais no ensino e na formação e promova o investimento.

No caso do investimento público, a Comissão recomenda que os projetos já "amadurecidos" sejam antecipados. Ao mesmo tempo, sugere que o investimento privado seja promovido. O foco, sublinha, deve ser o "investimento na transição verde e digital, em particular na produção e uso de energias limpas e eficientes, na infraestrutura ferroviária e na inovação."

E, claro, reagir à crise com tudo o que estiver ao alcance do país.

O que falhou na TAP foi a estratégia do governo

A começar pela reversão da privatização que o anterior governo fez. Se o estado nada tem a ver com a administração da TAP só a si mesmo deve culpar. A operação de reversão foi-nos vendida como uma operação de grande nível feita por gente de grande inteligência próxima de António Costa.

O Estado e os privados não têm culpa da pandemia que amarrou em terra a frota de aviões mas, o que o governante nos diz é que mesmo antes do Covid-19 a situação da companhia já era crítica.

O que nós sabemos é que o privado americano tem duas companhias aéreas no outro lado do Atlântico. Fez o que tinha a fazer. Encaminha os passageiros da TAP para as suas companhias nas américas e encaminha os passageiros das companhias americanas para a TAP. Esta estratégia é tão racional e límpida que não deve merecer nenhuma surpresa. A não ser que o Estado e os seus representantes não percebam nada de transporte aéreo ou andem com outras coisas para fazer.

A dívida da TAP anda em cerca de 1.000 milhões e cresce para 3.300 milhões com os contratos de "leasing" dos novos aviões. Há cerca de 17 aviões a mais do que o esperado no "Plano Estratégico", plano este que foi estabelecido por todos os accionistas . O Estado sabia.

O que também já era evidente é que o único accionista que tem aviões para contratar em "leasing" é o accionista americano que fala português esquisito. Ora bem. Preciso de aviões na TAP vou buscá-los às empresas do outro lado do mar e faço chorudos contratos.

Isto é, o accionista americano que é o único que sabe do negócio de transporte aéreo e conhece os "players" chave a nível mundial, colocou a TAP numa situação( bem melhor do que antes da sua entrada na companhia) em que ganha sempre.

Salvo se levar com uma pandemia em cima depois de ter levado com uma "nacionalização" envergonhada. E o ministro há falta de argumentos fala alto. De bandeira...

O Estado na TAP a salvar-se de si mesmo

O governo foi à TAP privada e exigiu ser accionista maioritário à custa de cedências várias. Gritou-se "nacionalização" e êxitos de homens amigos do PM e muito capazes. Vai-se a ver e a TAP é gerida pelos privados e o governo não manda nada. De tal forma que o ministro diz agora que o Estado está de mãos atadas e que não pode ceder a chantagens. E que pode ir à falência.

Os privados fizeram crescer imenso a companhia com o aumento da frota de aviões e de rotas . E há mais 2 000 trabalhadores. Parte dos aviões são alugados a uma companhia do privado americano . A estratégia de crescimento foi apanhada pela pandemia e a maior oferta não tem procura.

Há outras companhias aéreas europeias com os mesmos problemas que se estão a redimensionar mas como são privadas seguem os caminhos conhecidos nestas situações. Cá nós temos o problema da TAP ser de bandeira e isso muda tudo para pior.

O ministro a semana passada gritava aos deputados que o Estado não deixaria cair a TAP, hoje já não grita e diz que a companhia até pode ir para a falência. Isto é, o Estado não tem estratégia nem dinheiro.

Resta-nos a consolação de termos lá uns gestores públicos com salários milionários e que recebem uns bónus como se estivessem numa companhia lucrativa. A sorte da companhia é que são todos amigos do peito do PM.

Solidariedade - o plano de recuperação europeu

Os eurodeputados aprovaram uma resolução que pressiona a Comissão Europeia a apresentar um fundo de recuperação complementar ao orçamento da UE e apoiado sobretudo em subvenções.

500 mil milhões em cima dos 514 mil milhões dos fundos de coesão. O Parlamento Europeu reitera a opção já assumida pela Comissão e pelos líderes europeus e que consiste na emissão de dívida por parte do órgão executivo da UE mediante garantias dos Estados-membros. Quanto ao método de distribuição de verbas pelos países, Estrasburgo reitera que o modelo deve assentar sobretudo em subvenções e apenas parcialmente em empréstimos.

Os empréstimos serão reembolsados não ​​pelos beneficiários mas por todos os Estados-Membros, segundo o princípio da solidariedade.

O nosso desejo é dotar a Europa de competências muito concretas no campo da saúde. Com reservas comuns de máscaras e testes, capacidade para compra conjunta e coordenada de medicamentos e vacinas, planos partilhados de prevenção de epidemias".

É complexa a solidariedade que se faz a 27, necessita de tempo, resiliência e vontade política. Mas a União Europeia, move-se ! pese a animosidade dos seus inimigos que não apresentam nenhuma alternativa válida.

Solidariedade de Macron e Merkel - subsídios a fundo perdido

Recuperação da economia dos países mais atingidos pela pandemia a partir de um Fundo de Recuperação com subsídios a fundo perdido. Alemanha e França são os motores da economia europeia.

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Emmanuel Macron, desenham a estratégia com base em quatro pilares: desenvolver uma estratégia de saúde à escala comunitária; constituir um "ambicioso" fundo de recuperação promotor do crescimento e da solidariedade; acelerar os processos de transição ambiental e digital; e reforçar a resiliência económica e industrial da UE e dar um novo impulso ao mercado único europeu.

"Estes 500 mil milhões de euros não serão reembolsados pelos beneficiários", assegurou Macron, logo secundado por Merkel. A chanceler adiantou que esses apoios "não são empréstimos" e serão "gradualmente" reembolsados por verbas dos futuros orçamentos de longo prazo da UE.

Seja como for, e mesmo sem eurobonds, ao colocar obrigações no mercado em nome da UE, a Comissão estará a emitir dívida conjunta - "um enorme passo em frente", realçou Macron após notar ser a primeira vez que Paris e Berlim se entendem acerca da emissão de dívida comum. A declaração conjunta salvaguarda que a emissão de dívida tem de respeitar os tratados.

O eixo franco-alemão considera que o fundo de relançamento da economia constitui um instrumento complementar ao pacote de 540 mil milhões já acordado no Eurogrupo (apoio aos Estados-membros, emprego e empresas) e defende que o acesso ao mesmo implica o "compromisso" dos países com a prossecução de políticas económicas sustentáveis e a implementação de uma "ambiciosa agenda de reformas".  

As golas que ardem e as máscaras que não protegem

Lembram-se das golas que em vez de protegerem as populações dos incêndios ardiam ? Negócio de gente do PS.

Agora temos máscaras que não protegem. Negócio de gente do PS.

Umas e outras negócios de ocasião de quem está perto do poder que pode adjudicar milhões sem concurso.E, claro, sem surpresa são entregues a amigos do partido.

Que as golas e as máscaras não cumpram com as exigências para que são compradas só mostra que comprador ( o estado) e o vendedor ( simples comissionista) não fazem ideia nenhuma do que estão a negociar. Ou então sabem e ainda é mais grave.

Negócios montados à pressa, com informação privilegiada de alguns, com montantes exorbitantes - a situação anormal permite - e nós, os contribuintes pagamos.

E é isto, com o PS sentado à mesa do orçamento há 20 anos nos últimos 25 anos, os negócios vão correndo "as usual" entre a sua gente.

E tudo se conjuga para que as próximas eleições presidenciais sejam um plebiscito para que a seguir as eleições legislativas sejam mais do mesmo.

O PS não ganha mas governa. E faz negócios de milhões.

Portugal está afogado no empobrecimento

Este exemplo, comparando o crescimento de Israel com o crescimento de Portugal, mostra bem que o nosso país esté megulhado num processo de empobrecimento do qual só sairá com reformas estruturais profundas que o PS nunca fará.

Em 2004 o PIB per capita de Israel era de 19.877 dólares e o de Portugal de 18.046 dólares. Catorze anos depois do início da era de Netanyahu, o PIB per capita israelita mais do que duplicou para uns incríveis 41.614 dólares, enquanto que o português cifrou-se nos 23.146 dólares (dados do Banco Mundial). Em 2004, Israel ocupava a 35ª posição no ranking de PIB per capita e Portugal a 41ª. Em 2018, Israel ocupava a 25ª posição no ranking e Portugal a 38ª. Se, ao anlisarmos estes dados, ainda tivermos em conta as peculiaridades de Israel, que vive em constante ambiente de guerra e gasta 11% do seu orçamento em Defesa, face aos 4% de Portugal, que a dívida é de 60% do PIB e a de Portugal cerca de 117% e de que Portugal se encontra integrado e apoiado pela U.E., percebemos que, em contextos semelhantes, as diferenças no crescimento económico entre os dois países seriam ainda mais marcadas.