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BandaLarga

as autoestradas da informação

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as autoestradas da informação

A propósito das Descobertas, o museu e a expiação de culpas coloniais.

Há uma cambada de pseudo intelectuais que, pelas suas inibições e limitações culturais, são uns mentecaptos funcionais no uso da razão como instrumento de análise do passado histórico.
Ontem teve lugar mais um episódio do grande programa da cultura de massas populares tugas, o Prós e Contras na sua forma habitual de colonização de mentes e domesticação dirigida, em que oficialmente o regime, sob a mediação do serviço público de audiovisual RTP, se envolve para atingir o fim de incutir a ideologia regimental.

Dirigidos e encarcerados pela visão marxista de reescrever a História como uma luta de classes entre oprimidos e opressores cuja finalidade é contribuir para a libertação dos oprimidos rumo a um mundo novo e puro, esses doutrinadores, que representam a esmagadora maioria dos professores nos diversos níveis de ensino, moldam a seu bel prazer as mentes dos educandos, o povo que somos, e a cultura que será dominante numa elite de mandantes e de servos obedientes.

Esta nova classe de opressores totalitários, cuja doutrinação tem por finalidade subverter a ordem natural e espontânea, que é fruto dos mecanismos de evolução próprios e mais adequados ao desenvolvimento harmonioso da espécie humana e da cultura, faz do homem branco, europeu e empreendedor, um dos alvos privilegiados do seu ataque.
Esta missão tem como desígnio final a adulteração e condenação de uma cultura alicerçada na matriz greco-romana e judaico-cristã que nos enforma, foi a que mais e melhor contribui para o estado actual da civilização de liberdade e desenvolvimento, principalmente quando foi incorporando no seu passado, e presente, o que de melhor trouxe de outras culturas e povos com os quais se relacionou.

Tendo liderado uma época de notável desenvolvimento económico, politico e social que criou as bases científicas e sociais que moldaram o que de mais elevado ajudou ao desenvolvimento da humanidade nos dois últimos milénios há que matar o carrasco deste feito!
O tal homem branco, o culpado e responsável.

Por diversas razões, a que não é alheia a importância que a igreja católica teve como matriz e repositório do saber mais erudito de então, alguns povos europeus, entre os quais os portugueses, tiveram um papel maior na construção de feitos históricos de enorme relevância e mérito, no período dos séculos XV e XVI, principalmente.
Apostada em destruir estes modelos de sublimação, referenciais de comportamento e de moralidade, por outras formas de alienação substitutiva mais facilmente manipuladas, esta desconstrução da narrativa histórica é um instrumento poderoso na domesticação mental que se pretende fazer através do processo educativo.

Actualmente anda por aí mais uma assanhada causa útil à propagação da fé dos neologismos e da reinvenção da história do "maldito homem branco que traficou escravos pretos"...!

Afinal a gesta não foi para descobrir caminhos marítimos, nem para comercializar, nem para levar e trazer cultura...!
O que aconteceu foi que um bando de criminosos se dedicou a fazer da aproximação de povos e culturas algo que, então como agora, ainda é o que de mais útil e nobre se pode fazer, em nome de uma civilização que mesmo hoje carrega essa bandeira e permite aos "desgraçados das minorias' exprimirem-se, viverem e crescer debaixo desses valores...
Coisa que ainda hoje, e passados cinco séculos, na maior parte daquelas terras as gentes ainda não praticam, nem as deixam praticar.
Onde, ainda e por sinal não despiciendo, a escravatura ainda se pratica actualmente!
Para além de muitas outras formas de subjugação e desprezo dos valores dignos da humanidade que ainda não incorporaram nos seus códigos morais...!

Também tu, Cuba ?

A iniciativa privada está a abrir caminho em Cuba após anos e anos de miséria resultado da economia planificada.

Nunca consegui perceber como é que um estado pode prescindir da iniciativa de milhares de cidadãos. Em Portugal temos 640 000 empresas que representam 80 % do emprego e 60% das exportações. Até o PCP há muito que diz " os trabalhadores e as pequenas e médias empresas".

A Constituição em Cuba como existe atualmente, apenas reconhece a propriedade estatal, além de cooperativas, agrícolas e empresas por sociedade. Além da propriedade privada, que o regime cubano considerava ser uma das características do capitalismo, passará também a ser reconhecido o mercado livre.

A economia de mercado também já faz o seu caminho na China com crescimentos na ordem dos 6,7% este ano tirando da miséria 400 milhões de trabalhadores nos próximos 10 anos.

Nunca tantos viveram com esta qualidade de vida e quantos mais a alcançarem mais paz haverá neste mundo. E, sim, foi o Ocidente que desbravou este caminho que mais cedo que tarde chegará a todo o planeta.

S. T. O. P na Educação

 
Jose Marques
A questão fundamental a colocar é "este sindicalista quantos professores representa"? Quem está por detrás dele? Porque é que de repente um sindicato "STOP" consegue fazer pré avisos de greve, vinculativos, sem que ninguém saiba, quantos sócios representa? Consegue colocar ações em tribunal, com o dinheiro de quem? Tem acesso privilegiado à comunicação social com o beneplácito de quem? Senta-se à mesa das negociações com o aval de quem? Com uma comunicação social verdadeira e independente isto já tinha sido tudo devidamente esclarecido.
 

As limitações orçamentais não param de dar à costa

Por isso, falar da reforma da segurança social é proibido. Discutir as causas do estado a que chegou o Serviço Nacional de Saúde assume-se como impossibilidade, tanto mais que a discussão traria para a praça pública a questão das 35 horas semanais na função pública. Uma matéria acima de qualquer questionamento na visão dos parceiros de esquerda. A exemplo de tudo o que diga respeito a alterações da lei laboral.

Daí o regresso da questão de Tancos. Um quartel a que, afinal, ainda não regressou todo o armamento roubado. Por isso, a dúvida que envolve o processo de contratação dos serviços aéreos de combate aos fogos. Sem contar com o facto de o ministro da Educação não saber como resolver o problema da contagem de tempo dos professores. Um erro primário. Prometer antes de fazer contas. Mais a mais num país onde o ministro das Finanças emigrou, embora continue a gerir a pasta do Orçamento.

Como se constata, não foi preciso esperar pelo abrandamento da economia europeia para se perceber que a pretensa recuperação da economia portuguesa não passava de uma falácia temporária.

A UE é a única solução para um país pequeno como o nosso

Só a União Europeia com os seus 400 milhões de cidadãos pode ombrear com mercados como os USA ( 300 milhões), a China ( 1 300 milhões) a Índia ( 1 000 milhões) e os blocos que se preparam como o Merconsul ( Brasil, Argentina, Uruguai ).

A minha insistência numa união política de natureza federal não resulta de obstinação pessoal, mas, antes, de sinais preocupantes em matéria de regressão do comércio global, do multilateralismo, da geopolítica mundial e regional e, mesmo, de regressão democrática. A preservação de um bloco europeu politicamente integrado é a única solução para um país pequeno como o nosso nesse mundo muito conturbado que nos espera. Por isso, na minha teoria do federalismo cooperativo, partilhado e descentralizado, que eu proponho para a união política europeia, cabe um “pacote de bens comuns”, alinhados de acordo com o princípio de que “o todo é maior que a soma das partes”:

E deixar a geringonça colher as tempestades que anda a semear ?

O " país está melhor" e com esta António Costa anda a fazer a cama a quem vier a seguir. A saúde está a descambar como nunca se viu . A Educação não tem dinheiro para a ambição dos professores . Na Justiça afiam-se as facas. A economia está a chegar a 2011. O défice é prejuízo não é outra coisa. A dívida não desce.

E a situação ambiente está a formar nuvens negras no horizonte. O melhor mesmo é deixar António Costa ficar com o menino nos braços .

...e também suficientemente eficaz para alimentar a patética conversa de que havia um senhor muito mau, chamado Passos Coelho, que andou quatro anos a empobrecer o país e a destruir o Estado Social, e que depois foi substituído por um senhor muito bom, António Costa, que anda há três anos a enriquecer o país e a reconstruir o Estado Social. Desculpem colocar isto desta forma, em linguagem infanto-juvenil, mas nada disto faz sentido para quem tiver idade mental superior a oito anos.

...para chegar ao poder, Costa assumiu uma solução de governo que tem vantagens políticas, no sentido em que responsabiliza uma extrema-esquerda que até 2015 levou 40 anos a dizer “não” sem jamais ter de assumir as consequências daquilo que propunha; mas que, ao mesmo tempo, amarra o país a um modelo de governação incapaz de assumir medidas reformistas, ou um qualquer programa estratégico que não passe por devolver dinheiro, carreiras ou tempo de serviço.

O Jardim do Paraíso

Imagem 1 2009/08 - Google Heart

Imagem 1 2009/08 - Google Heart

 

Passava por aquela quinta muito de vez em quando… e aquelas imagens não me saíam da cabeça. Era uma pequena quinta murada, com um portão senhorial, alto, em ferro, quase sempre fechado e que vedava o acesso de quantos passavam. Logo a seguir à entrada um pequeno lago com nenúfares e, a partir daí, linhas infindáveis de árvores de fruto, pessegueiros, macieiras, pereiras, laranjeiras… todas muito bem tratadas num cenário de imensas cores que prendia a atenção de quem passava e que atiçava a imaginação… Para mim era o Jardim do Paraíso!

 

De quem era aquele pomar? Quem o tratava? Quando passava por ali, estava sempre fechado, deserto, e admirava-o logo desde que o vislumbrava ao longe a seguir ao Jardim do Sameiro, ao pé do edifício da Escola Industrial de Penafiel (o antigo orfanato feminino), passava em frente ao austero portão e à medida que percorria a estrada que serpenteava por entre as casas e quintas em direção ao vale do rio Cavalum em Milhundos.

Bilhete Postal Ilustrado Parque do Santuário lado sul e orfanato feminino cerca de 1930 - Biblioteca Municipal de Penafiel

Bilhete Postal Ilustrado Parque do Santuário lado sul e orfanato feminino, cerca de 1930 - Biblioteca Municipal de Penafiel

 

No início dos anos 70, talvez por volta de 1972 no início do verão, teria eu 8 anos. Tive finalmente coragem para o enfrentar, de entrar naquele jardim proibido! Com a minha irmã Fátima, quase dois anos mais velha, juntamos as coragens e combinamos lá entrar, para podermos comer algumas frutas das árvores do jardim…

 

Aquela tarde começou com a emoção intensa da aventura, de que estávamos a descobrir algo desejado há muito tempo, mas havia também uma dúvida a pesar na consciência!... O portão estava fechado, mas reparamos com alívio que não estava trancado! Transpusemo-lo e fechamos o portão nas nossas costas, o jardim estava conquistado!

 

O lago dos nenúfares, mais bonito ainda do que parecia visto de fora, era o centro de uma plataforma que encimava todo o pomar, com filas e filas de árvores a perder de vista. Descemos umas pequenas escadas encostadas ao muro e deparamo-nos logo com as primeiras árvores, altas e carregadas de frutos.

 

Após uma pequena incursão entre as árvores para escolher os frutos mais atraentes e apetecíveis e ainda indecisos de quais escolher, ouvimos um barulho junto ao portão, era o vigilante do pomar! Encostámo-nos ao muro protegidos por uma árvore, com o coração aos pulos e o desespero de estarmos encurralados numa ratoeira!

 

O Vigilante segurou o portão com a mão, divisou um e outro lado do pomar e após certificar-se que estava tudo bem, saiu e voltou a fechar o portão, o que nos transmitiu uma sensação de enorme alívio…

 

O espírito de aventura tinha terminado, naquele momento foi só agarrar rapidamente nalguns frutos, metê-los dentro da camisa e voltar para a segurança de casa. No entanto, ao chegarmos ao portão o Vigilante estava uma vintena de metros à frente a falar com o condutor de um veículo de transporte que ladeava a estrada. Como não havia maneira de se irem embora pois a conversa parecia não ter fim, decidimos arriscar, pois o Vigilante estava de costas para o portão do jardim e para o caminho que teríamos de fazer.

 

Saímos de mansinho e iniciamos o caminho e só então reparamos que estava um miúdo, mais novo do que nós, no lugar de trás do veículo, de pé junto à janela e a presenciar a conversa. O seu olhar saltou ao ver-nos, pois naquele instante percebeu o que tínhamos feito… Olhava ansioso para os dois homens, queria interromper a conversa para contar a sua descoberta. Nós íamos caminhando naquele desespero infindável, o miúdo continuava a tentar interromper a conversa, mas graças a Deus não conseguia…  Olhávamos para trás de vez em quando e fomos ganhando alívio e confiança à medida que nos afastávamos!...

 

Antes de virarmos a esquina no edifício da Escola Industrial e entrarmos no Jardim do Sameiro, aprendi uma lição que sustentou a construção dos meus valores e princípios para a vida, que o Jardim do Paraíso tinha frutos proibidos! Souberam-nos muito bem os frutos que colhemos, mas as maçãs demasiado verdes provocaram-nos uma dor de barriga que nos serviu de castigo e nos expulsou da ideia lá voltarmos tão cedo!

 

Uns anos mais tarde aquela pequena quinta foi expropriada e desmantelada. Construíram à frente do lago de nenúfares uma estrada de acesso para a nova escola do Ciclo Preparatório. O lago ainda existe, no entanto está seco há muito tempo… mas os nenúfares e aquele jardim existem algures… quanto mais não seja nas minhas memórias!

Imagem 2 2009/08 - Google Heart

Imagem 2 2009/08 - Google Heart

A liberdade de escolha - o dinheiro segue o doente

O SNS tem que seguir o caminho já seguido pela maioria dos países europeus . Separação clara entre financiador e prestadores de serviço - público, privado e social -.

É especialmente premente terminar com a dicotomia prestadora entre setor público, privado e social e promover uma sã concorrência - muito bem regulada. A descentralização e a municipalização da gestão das unidades públicas, também serão determinantes.

Na Europa, todos os sistemas de saúde de base ideológica semelhante ao nosso têm feito a sua evolução e em quase todos começa a haver uma nítida separação entre prestador e financiador - o dinheiro segue o doente.

Será a FFSS( Fundo Financeiro dos Serviços de Saúde ) que contratará com os diferentes operadores de saúde devidamente certificados - públicos, privados, sociais - os cuidados de saúde em termos de equidade e universalidade de cuidados. Igualmente competirá a esse fundo, consoante o modelo traçado, financiar atividades de saúde pública, medicina preventiva, cuidados continuados e paliativos, encargos farmacêuticos extra hospitalares e, em parte, a formação.

Os números que o governo coloca no orçamento são pura mentira

Cortar no investimento é colher menos riqueza no futuro . E menos postos de trabalho. E menos sustentabilidade na Segurança Social . E é por isso também que o país caminha para ser o mais pobre na Europa.

Trocado por miúdos, o Governo começou a cortar no investimento assim que percebeu que as coisas já não estavam a correr bem.

Só que a situação é grave. O alerta dos investigadores do Institute of Public Policy (IPP) é claro. Era preciso um aumento do investimento de 7% em relação ao orçamentado no ano passado para atingir a meta do Governo para este ano. Mas como o orçamentado no ano passado também não foi cumprido, a distância face às intenções do Governo são ainda maiores. Na realidade aquele instituto diz que era preciso que o investimento crescesse 49% face ao valor efetivamente registado em 2017 para que a meta de Centeno fosse atingida.