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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Um estado fortemente centralizado contra a vontade dos portugueses

A grande maioria dos portugueses quer o país mais descentralizado e apoia mesmo a regionalização.

Pessoalmente não apoio a regionalização pela carga de burocracia e de mais despesa pública. Mas aproximar os centros de decisão das populações é determinante para reduzir a prepotência e o arbítrio na distribuição da riqueza. A descentralização pode fazer-se municipalizando desde logo a Educação e a Saúde. Mais autonomia para as escolas e unidades de saúde.

Discuta-se. Chame-se regionalização. Efetiva descentralização administrativa. Organização territorial. O que for. Porque o país precisa. Portugal é um dos países mais centralizados da UE e da OCDE, que tem estudos que mostram à saciedade que a economia cresce na medida da maior descentralização, e que em Portugal as regiões que mais contribuem para o crescimento são as mais atrasadas.

Como aqui já se escreveu, há espaço para um nível de poder intermédio, que aproxime as decisões políticas das populações, que ajude a atenuar as graves disparidades regionais, entre o interior e o litoral, o Norte, o Sul, o Centro e Lisboa, cidade. E há todo um modelo de desenvolvimento a discutir.

A paz dos cemitérios - os medicamentos inovadores

Esta notícia sobre os medicamentos inovadores contra o cancro nunca veria a luz do dia se o SNS fosse exclusivamente público. Como os doentes e os seus médicos ainda vão tendo liberdade de escolha, encaminham para os hospitais privados a solução destes esquemas que de outra forma morreriam na paz dos cemitérios.Tal como os doentes.

Bem nos lembramos do doente com hepatite C que entrou pela Assembleia da República e aí de forma pública e desassombrada deu a conhecer à sociedade que o SNS o deixava morrer embora o medicamento salvador já salvasse pessoas.

E a Matilde, a criança de meses com uma doença rara, teve acesso ao medicamento inovador porque os pais deram a conhecer à sociedade que a criança não tinha necessariamente de morrer

Lá do fundo dos gabinetes, das gavetas e dos laboratórios do Estado cego e que manda em tudo, nada sai se a sociedade não estiver atenta e não exigir ser tratada com dignidade.

...colégio de oncologia da Ordem dos Médicos lançou o alerta. Os especialistas acusam o Infarmed de negar o acesso a medicamentos com "efeito comprovado na diminuição ou recidiva" do cancro ou no aumento da probabilidade de sobrevivência...

O estado e os partidos totalitários negam o direito à liberdade de escolha. No meu tempo era proíbido dizer não.

Pior do que evaporar a ideologia cega

Até o Público já percebeu que a tipa é uma besta.

“Se não existissem barragens, a água que nelas é armazenada seguiria o seu curso em direcção ao mar, ‘perdendo-se’ tanto quanto se ‘perde’ a água que se evapora, pois toda ela reentra de novo no ciclo atrás descrito, embora em pontos diferentes. Esta noção de ‘perda’ tem apenas a ver com a perda de oportunidade de utilizar essa água para os diversos fins tão caros à humanidade, e que as albufeiras criadas pelas barragens proporcionam: produzir energia limpa, fornecer água de qualidade às populações, regar para produzir alimentos, fornecer água à indústria, e por aí fora”.

Leiam, leiam. Mas note-se: se essa albufeira não existir, todo o volume de água armazenado perder-se-ia no sentido económico do termo, pois correria direitinho para o mar”.

O SNS que o BE e PCP defendem é uma vergonha

Um SNS exclusivamente público é uma impossibilidade num país pobre, a não ser que a população aceite listas de espera onde se morre à espera de cirurgia ou à espera de medicamentos inovadores. Para aqueles partidos comunistas ter um SNS que afasta a parceria com o privado é mais importante do que o bem estar das pessoas.

Acima de todas as ideologias está o ser humano.

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O comportamento de Centeno indicará o que vem aí.

Centeno continuará como ministro das finanças? Com o que vem aí a função será muito mais difícil.

O Brexit, a guerra comercial entre os USA e a China, a recessão na Alemanha, terão uma influência negativa na economia portuguesa. As exportações vão ressentir-se muito mais  do que Centeno previa.E rezemos para que o BCE mantenha as taxas de juro ao nível actual. A situação de Itália e Espanha, parceiros comerciais importantes, também preocupa.

Acresce que a política orçamental de controlo da despesa com cativações não é possível por  muito mais tempo. A degradação dos serviços públicos não pode continuar e o investimento público já bateu no fundo.

António Costa já deixou bem claro que lhe bastam estes problemas e que não quer nenhum parceiro no governo a tornar a função ainda mais difícil.

Já todos perceberam menos o BE que anda por aí a evaporar-se juntamente com a água das barragens tal é a cegueira ambição em chegar à governação.

Sócrates diz que António Costa é insuportável

António Costa fez parte do governo de maioria de Sócrates.

Para dizer a verdade nunca pensei que as coisas chegassem a este ponto. Nunca me ocorreu vir a encontrar-me na desconfortável situação de ter de recordar a alguém que o Governo que agora maldiz foi, afinal, um Governo no qual participou. Também nunca imaginei que alguém pudesse conceber como estratégia para ter maioria absoluta desacreditá-la enquanto solução política. No fundo, o que parece querer dizer é que todas elas são horríveis — com exceção daquela que ele próprio obterá e que se diferenciará das outras justamente por ter sido obtida escondendo essa ambição e até negando esse propósito. É talvez a isto que chamam estratégia.

É ao contrário Catarina, não há crescimento sem contas certas

O BE diz que quer contas certas mas à custa do crescimento económico. Era bom, estamos todos de acordo, só não se percebe é como é que temos crescimento económico sem ter contas certas.

Como é que crescemos com uma dívida elevadíssima da ordem dos 120% do PIB e com juros da ordem dos 4 000 milhões/ano apesar das taxas de juros estarem historicamente baixas graças à política do BCE ?

Por mais que o PIB cresça se a despesa pública estiver fora de controlo ( é por isso que Centeno faz as cativações que tanto enfurecem Catarina) não há défice que resista, nem dívida que não aumente. E o pior é que a carga fiscal já está em níveis nunca vistos não pode aumentar mais. Resta cativar despesa como faz Centeno. Aumentar o crescimento económico exige políticas de médio e longo prazo que a geringonça nunca esteve interessada em implementar. Não dá votos.

A UE nunca disse para controlar a despesa cortando no investimento. O que a UE diz é que é preciso controlar a despesa de funcionamento, precisamente a despesa que o BE tanto quer aumentar.

E é por estas e por outras que António Costa diz que um governo de coligação com o BE e o PCP é impossível.