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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Eutanásia : Um passe social para a morte por trinta dinheiros

Jaime Nogueira Pinto :

Então porquê agora? Porquê a pressa? Porquê a urgência?

Talvez porque a passagem do Orçamento Geral de Estado e do IVA da electricidade, viabilizada pelo BE, tenha tido como moeda de troca a legalização da eutanásia.

E esta entrega de uma licença para matar assim, por trinta dinheiros, parece querer fazer-se à socapa, ignorando pareceres, recusando um debate mais aprofundado, rejeitando adiamentos ou referendos populares, fazendo vista grossa aos trágicos deslizes já bem visíveis nos poucos países que legalizaram a eutanásia. É mais um destes abusos de poder da classe política feito em circuito fechado, longe dos cidadãos, numa questão que é, literalmente, de vida ou de morte.

Hitler esteve sempre muito atento a estes estudos e práticas. Desde 1924 que seguia os progressos eugénicos na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos com atenção e admiração. A eliminação de indivíduos inaptos, de crianças deficientes, de doentes mentais, bem como a esterilização dos racialmente inferiores, que os teóricos anglo-saxões tinham seguido numa linha de purificação e melhoramento da raça, interessavam-lhe particularmente. Num livro controverso (Hitler’s American Model – The United States and the Making of Nazi Race Law) James Q. Whitman procurou estudar a influência das leis segregacionistas do Sul norte-americano na legislação racial alemã, nomeadamente no casamento inter-racial. As teorias eugenistas e os programas de esterilização dos seres “inferiores” foram também uma fonte de inspiração. Segundo John Toland, Hitler, que conhecia bem a conquista do Oeste e que era, na juventude, um leitor entusiasta dos westerns de Karl May, ter-se-á também inspirado nas reservas índias para os campos de concentração.

Médico oncologista e doente do cancro é a favor da eutanásia

Este médico sabe do que fala : Quando falo "no respeito pela vida dos nossos doentes, é a vida não entendida num sentido restrito, mas num sentido lato. A vida não é apenas um conceito biológico simples, uma vida humana é muito mais do que o livre arbítrio. É tudo o que a rodeia, é o prazer, os sentimentos, a alegria, a tristeza, as escolhas, a capacidade de relação. Uma vida é tudo isto, se nós queremos preservar a vida, é restrito ficarmos só na vida enquanto conceito biológico", justifica, acrescentando: "A possibilidade de alguém antecipar a sua morte em determinadas condições é apenas uma consequência de se estar vivo no sentido lato do termo." Não tem dúvidas de que os colegas "irão dizer o contrário, mas esta é a minha interpretação".

Mais uma promessa : CTT (privados) vão renovar parceria com o Estado

Tanto barunho, tanta indignação e depois vai-se ver e os CTT vão continuar privados. Promessas, o campeão das promessas, diz-se o que é preciso no momento e a seguir percebe-se que tudo fica na mesma. Mesmo que o estado quisesse onde está o dinheiro para recomprar a empresa?

Uma novidade bem recebida pelo presidente executivo dos CTT, João Bento, que fez questão de sublinhar que "uma das razões de ser dos Correios é a prestação do serviço universal postal". Nesse sentido, "apelo à condição de parceria com o Estado nesta missão", acrescentou.

Questionado sobre quando é que previa que houvesse uma decisão definitiva sobre a renovação da parceria com os CTT, Souto de Miranda esclareceu que "não há nenhuma urgência ". "A nossa preocupação é que não haja hiatos entre o fim deste contrato [que termina no final deste ano] e o início do próximo".

A morte assistida do governo

Gente morre nos hospitais, a Educação está em pé de guerra, a administração pública carimba como ofensa um aumento de 0,3%, os reformados são aumentados entre 7 e 10 euros.

Mas alguém discute o verdadeiro problema do país que é a estrutural incapacidade da economia crescer, única forma de o país sair da pobreza ? Não por acaso discute-se a Eutanásia. 

Ora bem, os mesmos que se calam perante os joguinhos que nos vão mantendo na cauda da UE, estão agora possessos a discutir esse problema que tanto incomoda os portugueses. A Eutanásia.

Já vieram todos à liça. A Ordem dos Médicos, a Igreja Católica e as igrejas de todos os credos, o Presidente da República, o Primeiro Ministro. Uma farturinha. Todos, mas todos têm opinião.

Esconder os verdadeiros problemas do país e do povo atrás de falsos problemas, é um talento mil vezes repetido. 

 

Afinal sempre há mais PPP na Saúde

Vende-se a ideia que não há mais Parcerias- Público- Privadas de Gestão no SNS mas os concursos estão a sair.

Para o Novo Hospital de Lisboa Oriental foi lançada uma PPP para a Concepção/Construção/ Equipamento . Como o Estado não tem dinheiro avança-se com uma parceria com os privados.

Nas PPP de Gestão é difícil esconder o êxito da solução e, por isso, aí estão mais umas quantas como quem não quer a coisa.

Basicamente, trata-se de gerir um hospital público no quadro jurídico e administrativo da gestão privada. Mais flexível, mais próxima dos problemas e mais autónoma.

Só a ideologia vesga não percebe isto.

Resolução do Conselho de Ministros dá luz verde para o lançamento e adjudicação de um novo contrato de parceria público-privada

Eutanásia : já há inúmeros casos de ajuda de profissionais de saúde a doentes perto do fim

Eutanásia :

Outro conceito é o de que os profissionais de saúde devem tratar, curar se possível e acompanhar os doentes, nunca matar ou ajudar a morrer. O que faz todo o sentido e deve continuar a ser o seu principal objectivo. Mas só quem está muito mal informado é que não tem conhecimento de inúmeros casos de ajuda, por profissionais de saúde, a doentes perto do fim que querem acelerar a sua morte. Tudo feito às escondidas, à margem da lei, com enormes riscos de denúncia e com consequências profissionais gravíssimas. Não seria muito mais honesto evitar ao máximo, ou mesmo acabar com esta situação?

Admito que pensar desta forma pode parecer aberrante para alguns, mas felizmente já muitos profissionais de saúde pensam o mesmo.

Porque razão hei-de ter medo de ti Partido Comunista Chinês ?

E desapareceram os activistas que mostraram na internet os hospitais cheios de doentes nos corredores, camionetas cheias de cadáveres e as ruas desertas.

Nos últimos anos, o crescimento da internet na China e a falta de confiança nos media controlados pelo Estado impulsionaram o jornalismo dos cidadãos. Notícias que não iriam surgir nos meios de comunicação tradicionais são relatadas por populares que usam os smartphones para publicar o que testemunham. É o caso de Chen Qiushi e de Fang Bin.

Num dos vídeos mais recentes, este cidadão/jornalista, descrito como advogado e ativista, diz estar "com medo" "À minha frente está o vírus. Atrás de mim o poder jurídico e administrativo da China". Na realidade, Chen Qiushi não foi o único a desaparecer. Um outro cidadão/jornalista, Fang Bi, também deixou de publicar vídeos, depois de ter sido detido pela polícia.

O preço da liberdade de expressão.

O que quer o PS esconder com Centeno no Banco de Portugal ?

Não há incompatibilidade política mas há há incompatibilidade ética com a ida de Mário Centeno para o Banco de Portugal.

Apesar dos fretes consecutivos de Vítor Constâncio, nem Sócrates foi tão longe ao ponto de enviar Teixeira dos Santos para liderar o principal regulador do sector financeiro. A ida de Mário Centeno para o Banco de Portugal só pode revelar que existe receio e medo além de que essa pode ser uma medida de precaução para que, nos próximos tempos, ninguém desminta a narrativa que andou a ser “vendida” aos portugueses e às instituições internacionais.

O PS e o Estado transformados num só

Centeno sai de ministro das finanças e vai para o Banco de Portugal ? É como se nada se passasse

Estranhamento, o caminho está a fazer-se, como se nos estivessem a habituar à ideia de que a nomeação de Mário Centeno para governador do Banco de Portugal é uma coisa normal, e aceitável. E se até o líder da oposição não vê mal nenhum nisto… extraordinário.

A confirmação da sua nomeação para governador do Banco de Portugal será um péssimo sinal, mais um, do que é o modelo de governação em Portugal, da independência das instituições, dos pesos e contrapesos entre essas instituições e, mais do que isso, do que é, para este Governo e para este PS, a diferença entre o partido e o Estado, transformados num só.