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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O governo tem um plano de saída para a pesada TAPalhada ?

Agora temos a Groundforce que vai cair no regaço do governo . O problema é que não há dinheiro.

O candidato liberal recorda as palavras na SIC Notícias — que a IL partilhou com o título “Miguel Quintas expõe as TAPalhadas socialistas” — e insiste que “não é economicamente responsável meter mais dinheiro da TAP”, tal como diz também não ser “justo para as demais empresas da nossa economia receberem apenas uma mínima fração daquilo que se está a esbanjar com a TAP”. “Pior ainda, o Governo está a fazê-lo, aparentemente apenas por uma questão puramente ideológica”, aponta.

Num texto de nove pontos, Miguel Quintas, além de falar da TAP como um “buraco descomunal a caminho de mais de 4 mil milhões de euros” do qual “ainda nem se viu o fundo”, aponta armas ao Governo, que acusa de “continuar a insistir no mesmo caminho, sabendo que tal percurso apenas resultará numa ainda maior erosão da riqueza nacional”. Ou seja, argumenta, “caberá a todos nós, contribuintes individuais e empresas, pagar este mesmo erro”.

O Aeroporto de Beja é mesmo uma opção credível ?

Os aeroportos que servem Londres estão a cerca de 40 kms da cidade, Beja está a 120 kms . Esta distância mesmo que servida por um TGV é ou não impeditiva de servir Lisboa ?

É óbvio que as acessibilidades custam muito dinheiro mas também é certo que as potencialidades são muitas . Por outro lado soubemos agora que o aeroporto do Montijo será pago pela dona da ANA , a VINSI .

Ter um aeroporto dentro da cidade para quem viaja é uma grande vantagem pese todas as questões de lotação e ambiente . Não é possível manter o aeroporto de Lisboa a receber certo tipo de aviões ( mais pequenos e para gente que paga bem e tem pressa) e o aeroporto de Beja para os grandes aviões que transportam centenas de pessoas e percorrem ligações transatlânticas ?

Os portugueses não conseguem planear a médio e longo prazo talvez a pandemia, que não nos deixa ver que companhias de transporte aéreo vamos ter no futuro, nos dê tempo e sensatez para resolver um problema que nos ameaça há 50 anos.

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A municipalização da Saúde e da Educação

A descentralização do Estado é absolutamente fundamental . Devagarinho a entrega da gestão das Escolas Públicas e dos Centros de Saúde aos Municípios avança contra o evidente mal estar dos estatistas. Mas o que tem que ser tem muita força. Entre ameaças .

É inaceitável e ilegal o que está escrito”, argumenta Ribau Esteves, vice-presidente da ANMP, citado pelo jornal. Ao prever a devolução das unidades de saúde, considera, o Executivo desrespeita o princípio universal da descentralização.

E é ouvir o Nogueira da Frenprof dizer que a municipalização é o primeiro passo para a privatização da escola pública, saudoso dos tempos em que co-governava a escola pública .

A festa era boa, pá, mas acabou .

Em Portugal fazer reformas é extremamente impopular, é enfrentar interesses instalados e interferir com valores corporativos


 






LICENCIADO, 5 ANOS DE EXPERIÊNCIA, 665€/ MÊS



A indústria da publicidade é uma das indústrias que mais viu as suas condições degradadas. Há vinte anos era uma indústria que pagava francamente bem, hoje paga pessimamente.



As razões para tal não são muito difíceis de aferir, mas não são o tema deste post. Mesmo que nem todas as áreas de negócios tenham mergulhado tão fundo, a verdade é que, tirando algumas funções em tecnologias de informação, não há praticamente nenhuma área que pague de forma decente a recém-licenciados. Seja arquitectura, direito ou, sobretudo, ciências sociais, os salários são miseráveis.



Neste anúncio pede-se alguém com cinco anos de experiência, proficiência no uso de uma série de ferramentas e um nível de inglês muito bom. O ordenado oferecido é de 665€/ mês. Eu sei que a tendência de muitos será chamar nomes a quem “não tem vergonha” de lançar uma oferta destas. Eu, que não sei de quem é a oferta, sei que tal não é forçosamente assim. Quem está a lançar a oferta pode estar a abusar do facto de haver um excesso de oferta de profissionais com os requisitos para a função, e como tal a oferecer um salário que não cumpre com valores de responsabilidade social. Mas este valor, ridículo, poderá também corresponder ao máximo que a empresa pode oferecer. Em Portugal, em empresas de publicidade, assim como noutras empresas, há uma dificuldade extrema em criar e extrair valor. Esse é o nosso drama, essa é a razão porque os mais melhores ou ambiciosos emigram.



Qualquer Governo em Portugal deveria assumir como prioridade máxima melhorar o “ecossistema de negócios”. Claro que há algumas diferenças entre a forma da direita e da esquerda encararem este desafio. No entanto, há imensas reformas (simplificação fiscal, desburocratização, reforma da justiça, cultura de transparência...) que não são nem de direita, nem de esquerda, são de quem quiser melhorar a competitividade do país.



E porque não são feitas? Em Portugal fazer reformas é extremamente impopular, é enfrentar interesses instalados e interferir com valores corporativos. As melhorias que as reformas aportam não são imediatamente visíveis, o descontentamento dos grupos que se opõem é. Um partido que tenha como objectivo salvar a próxima eleição, e não a próxima geração, jamais fará por cá reformas.



Pois bem, a mediocridade é isto.





O novo aeroporto de Lisboa volta aos estudos

Como se não estivessem há muito estudadas as alternativas possíveis. Montijo já não é porque as autarquias não deixam.

O ministro das infraestruturas com as pernas a tremer avisou : Aeroporto do Montijo: Governo volta a defender mudança na lei perante chumbo das autarquias da Moita e do Seixal .

Ainda não há uma alteração das posições conhecidas. Resta um único caminho, a alteração da lei”, defendeu.

O ministro destacou que “nenhuma infraestrutura de importância nacional pode ficar dependente de um município”.

“Esta é uma questão importante, que é preciso resolver o mais depressa possível” .

Assim se vê a força do PC e a capacidade de governação destes estadistas que não têm convicção nenhuma sobre nada.

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Nós temos muitas razões para ter as pernas a tremer tal é mediocridade .

Moedas de ouro a Presidente da Câmara de Lisboa

Carlos Moedas é um homem bem preparado com doutoramento em Harvard aliás, um dos muito poucos portugueses que são doutorados naquela prestigiada Universidade Americana.

Foi conselheiro do primeiro ministro Passos Coelho, Comissário Europeu e, presentemente, é administrador da Fundação Gulbenkian . Só o facto de deixar um lugar de prestígio e bem pago na Fundação para se envolver na disputa eleitoral para Presidente da Câmara de Lisboa diz bem da sua independência face ao PSD por quem concorre.

Finalmente começa a aparecer na política gente que não cresceu nas festas de verão dos partidos e que tem créditos académicos e profissionais. É o primeiro passo,  indispensável, para elevar o nível da política que por cá se faz.

Há 30 anos que a Câmara de Lisboa vai passando de mãos entre os socialistas servindo de balanço para outros voos como Primeiro Ministro e Presidente da Republica. Quem vota na lista socialista para Lisboa sabe bem que está a votar no segundo da lista e não no primeiro. Uma maneira escorreita mas não leal de abrir caminho à mediocridade.

Os dados estão lançados. Carlos Moedas é capaz de federar toda a direita e até de ir buscar votos ao centro entre aqueles que já votaram social democracia no PSD . É ao centro que a batalha se vai travar com o horizonte nas eleições legislativas.

Carlos Moedas pode mudar tudo depois da pandemia e da crise económica e social que já está entre nós .

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Imposto extraordinário sobre quem não perdeu rendimentos ?

É justo que os que nada perderam em termos de rendimento ajudem os que tiveram quebras de rendimento. Empresas e famílias.

As moratórias montam a 46,2 mil milhões que têm que ser pagas. Resta saber por quem.

No Reino Unido as empresas com lucro viram o imposto crescer de 17% para 25% para ajudar os que estão a viver de subsídios. Mas o RU é um país com almofadas de segurança não o podemos comparar com Portugal que além de ser pobre, sofre com uma elevada carga fiscal e uma dívida monstruosa. 

Com o mar de dinheiro que tem sido injectado nos mercados teme-se que a inflação cresça e que arraste a taxa de juros para níveis mais elevados. Neste cenário, altamente provável, estamos tramados.

Já percebemos que a bazuca de Bruxelas está a ser orientada em 75% para o próprio Estado e que o restante não chega para corrigir a situação de empresas e famílias. A sociedade civil a quem foi pedido para chegar aos 50% do PIB nas exportações. Marco que não depende só de nós.

António Costa não tem coragem política para tomar medidas impopulares que lhe retirem votos e tudo fará para continuar com a sua governação assente nas retenções orçamentais.

O culpado está encontrado é a pandemia.

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