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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A alternativa a um hospital público é a morte ou é um hospital privado?

O caso da doente que esperou dois anos para fazer um exame médico, é muito esclarecedor quanto á virtude da discussão acerca dos serviços públicos serem prestados pelo público e pelos privados. Ou só pelas instituições públicas. Para além de se tratar de optimisar a capacidade instalada, baixando os custos e melhorando a qualidade, abre caminho ao acesso mais simples aos cuidados médicos. E são os menos informados e os mais pobres que ganham com o acesso mais simples e mais fácil O mesmo se trata na educação.

Se um hospital não tem capacidade para satisfazer a procura a alternativa não é deixar que o doente morra, é encaminhar o doente para uma instituição pública ou privada que possa fazer o exame dentro do prazo terapêutico aconselhado. E até que o doente esteja entregue a outra instituição, continua a ser responsabilidade do hospital origem.

Para além do terrível destino desta doente ( quantos haverá?) o Serviço Nacional de Saúde vai gastar muitíssimo mais dinheiro com o tratamento da doente sem que o sucesso seja provável. Não se diga pois, que é falta de dinheiro ou meios de diagnóstico. Trata-se de não aceitar como parceiros, privados que com qualidade reconhecida, podem e devem prestar serviços públicos.

De uma vez por todas o estado tem que regular e auditar com rigor mas não tem que prestar todos os serviços públicos.