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BandaLarga

as autoestradas da informação

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No público e no privado o estado é o padrinho

As fraudes têm sempre um parceiro. O estado. Envolva agentes públicos ou privados o estado não é capaz de prevenir, de programar, de controlar. Ontem foi um esquema com medicamentos envolvendo médicos e farmacêuticos e que atinge milhões de euros de prejuízo para todos nós. Hoje são os "turbomédicos" com cinco empregos no estado .

Todos os dias temos notícia de doentes não operados no prazo terapêutico recomendado. Doentes que permanecem mais que um dia nos corredores dos hospitais à espera de um exame ou de uma consulta. Clínicas privadas que privilegiam os doentes "privados"...

E, no entanto, o parque hospitalar é moderno e está ao nível dos países mais desenvolvidos. O que gastamos do orçamento na saúde está também ao nível desses mesmos países.

Qual é, pois, a diferença? Lá fora não se exclui uma parte da sociedade só porque é privada, ou melhor, porque não tem um vínculo ao estado. Todos são poucos para que o serviço público sirva o melhor que pode e sabe os cidadãos. E, é assim, em todos os serviços do estado, sem "meias cores", com transparência e com tudo devidamente auditado pelo estado que representa quem paga -os contribuintes. O dinheiro não é do estado é dos contribuintes. Enquanto não se perceber isto os serviços públicos não melhoram. Enquanto não houver uma efectiva concorrência (ganha mais quem apresentar melhores resultados) as fraudes vão continuar. Na saúde, na educação...