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BandaLarga

as autoestradas da informação

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AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS

 

 

Escrevi ontem um texto, publicado na madrugada de 29 a 30, sobre A mentira da abstenção e dos votos em branco, que pode ser lido no blogue Banda Larga em:

http://bandalargablogue.blogs.sapo.pt/584334.html

Parecia-me um assunto importante para a gestão das nossas vidas quotidianas. Tinha antes escrito outro sobre como as eleições municipaIS que derrubam autoridades constitucionais ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS QUE DERRUBAM AUTORIDADES CONSTITUCIONAIS - BandaLarga.mht em https://www.google.pt/#q=Raul+Iturra+ELEI%C3%87%C3%95ES+AUT%C3%81RQUICAS+QUE+DERRUBAM+AUTORIDADES+CONSTITUCIONAIS+-+BandaLarga.mht+

O meu interesse era demonstrar ao leitor o perigo das eleições que são de facto, eleições de municipalidades e vereadores de vários partidos que com correm em vários Concelhos do País. Vi até Ao fecho final e reparei que para a televisão ou as noticias em geral, Portugal fica reduzido a três dimensões: Lisboa, Porto e os partidos que concorrem.

É verdade que muitos populares foram entrevistados, mas apenas por atropelos à dignidade da eleição e o interesse, nunca satisfeito, do jornalista que acaba sempre por perguntar: e por quem vota, qual é o seu partido ou a sua preferência, questão que nunca deve ser colocada por ser o sufrágio um ato de soberania que apenas se comenta com a nossa consciência e a nossa família o dentro do partido político a que se possa pertencer, caso for militante político, que agem, como debatia ontem, como um disciplinado exército.

Todos sabemos os resultados, todos sabemos quem ganhou e quem perdeu. Antes de escrever estas poucas linhas, li os jornais, vi as notícias, ouvi os comentários, li os números de concelhos ganhos, concelhos perdidos, sítios de vereadores trocados e outras ideias.

Mas ninguém falou do meu fatal prognóstico, não por ser meu, eu sou um estranho no Paraiso de Portugal, apesar de ser português. Quem ganhou foi esse 42% de abstenções, votos em branco, queixas contra os governantes, elogios para o Presidente de Câmara do Porto, elogios que partilho profundamente, para o da Câmara de Lisboa.

Sabe-se bem que o grande perdedor foi o poder executivo. Não era em vão escrever os textos que menciono antes: era uma advertência.

O que farão ganhadores e perdedores com o endividamento lusitano? O Executivo, nem por vergonha, demitir-se-á. Os das altas maiorias deveram assaltar a banca, submeter â fome os cidadãos para vender bens como mercadoria e entrar no mercado, já fechado para os produtores portuguese. Produtores mais interessados com a guerra da Síria para vender armamentos, barcos de guerra, aviões se for preciso ou as tropelias da Quénia Somos um país de perdedores e exportamos pastorinhos, santos, imagem da dita Nossa Senhora e a sua água benta que cura cancros. Como me é solicitado a mim pelos amigos e parentes que não têm a felicidade de morar num país abençoado, como a nossa República.

Mais um prognóstico: a Assembleia tornará a ser um campo de luta entre as maiorias opositoras e as minorias que os governam. Dir-me-ão que a maioria continua no executivo, mas a consciência da inconsistência dos governantes já falou antes: o resultado das autárcicas no atropela a maioria parlamentar. Sabem que si. A lei foi criada para o povo governar desde a base da sua soberania. Ainda os que perderam vereadores da sua ideologia, continua aferrado ao poder no arquipélago, só e acompanhado apenas pelo hábito de mandar e ser obedecido sem réplica.

É sabido que não sou homem de fé, mas sou cristão que cumpre a lei e os ditados da minha consciência. Essa consciência que me diz que o povo ganhou a sua soberania e, por um mínimo de honestidades, estas eleições ganhas por abstenção, votos em branco e um elevado número de votos dos opositores ao executivo, esses factos far-me-iam dissolver o Parlamento e convocar novas eleições, porque vê-se logo que o Executivo perdeu e uma mínima honestidade levar-me-ia a o sufrágio universal a correr para não padecer como Alfonso XIII Borbom que se demitiu de imediato por reparar na voz da soberania. Ou Allende, que preferiu falecer na luta pelo seu alto mando, consolidado os dois casos pela voz do povo exprimida nas urnas: um 41% em brancos ou não votantes, um 36% a contrariar a voz de um executivo que não tem sabido perder. Acha Deus para que isto milagre, o quarto seria de Fátima, acontecer. O povo já falou, oiçamos essa vos de autoridade.

Raul Iturra

30 de Setembro de 2013.

lautaro@netcabo.pt

 

 

 

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