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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Um FMI mínimo

Cortar no salário mínimo num país como Portugal é uma manifestação de incompreensão do país. Levar os empreendedores a contratar pessoal baixando o salário mínimo é como deitar fogo à floresta para acabar com o lixo. Claro que há sempre quem , por miséria, esteja disposto a aceitar um salário mínimo cada vez mais baixo. Mas isso é também a prova que o empregador irá desaparecer do mercado tão depressa como entrou. Empresas sem tecnologia, sem inovação, vivendo de baixos salários não contribuem para o fortalecimento da economia.

A agenda de 32 pontos para a discussão com o Governo, percebe-se, assenta sobretudo na preocupação de resolver o problema do desemprego através da redução dos custos de contratação, quando o País precisa de valor acrescentado, que não pode ser assegurado com esta estratégia. Uma estratégia de baixar os salários que já são baixos, de flexibilizar a situação laboral de quem recebe o salário mínimo. A intenção é bondosa, os resultados seriam catastróficos.

O problema tem que ser atacado pelo lado dos custos de contexto há muito conhecidos mas que ninguém tem coragem de atacar. Cabe ao governo bater-se contra a redução dos salários.