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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O assalto ideológico ao ensino superior


 






Dir-se-ia que, para a agenda política das Universidades, ensinar não é transmitir conhecimento, mas apenas gerar insatisfação. De facto, quanto mais cresce a politização das humanidades, mais cresce a ignorância do legado humanista. Mas os perdedores serão, em primeiro lugar, os alunos. O desmantelamento do curriculum em nome de agendas políticas é uma medida tirânica que os priva do melhor que foi pensado e dito. Com o tempo, ficarão as Universidades a perder, pois os alunos hão-de um dia descobrir que estas nada lhes ofereceram a não ser “treinamento ideológico, cultura pop e jogos herméticos de palavras” (Kimball, p. 31). E em última instância perdem as democracias, que deixam de ver garantida não só a liberdade da actividade cultural e artística, como até a própria independência das instituições de ensino superior.





Confingimento - que pode Costa dar a este país ?

Convém, de resto, não esquecer que um Governo não existe para dar boas notícias ou para ser simpático e fazer aquilo que lhe some mais popularidade. Um Governo existe para fazer o que tem de ser feito. A sociedade lá estará para interpretar com justeza os sinais que lhe forem dados, os bons e os maus, com todas as consequências.

Dá-se ainda o caso de, no confinamento de março de 2020, quando tínhamos 642 novos casos de COVID-19 em todo o país e apenas 2 mortes, as exceções serem apenas 35 e, agora, num momento em que temos cerca de 10 mil novos casos diários e mais de 160 fatalidades, as exceções ascenderem a 52. Donde, por pertinentes e justas que possam ser essas salvaguardas, a verdade é que é incompreensível que encontrando-se a situação pandémica muitíssimo mais difícil do que há quase um ano atrás, as medidas de contenção sejam substancialmente menos restritivas.

Acresce um outro lado da equação: o tratamento das doenças não COVID, sistematicamente em crise quando se tarda a decidir. Só para citar um exemplo (crítico), os rastreios do cancro da mama, do colón e recto e do colo do útero desceram, ainda antes de chegar a 3ª vaga, cerca de 18%, 6% e 10%, respectivamente. Imagine-se como estarão por esta ocasião e as consequências letais que isso pode ter.

E a seguir à requisição civil da saúde (não) virá o quê ?

Quem pede a requisição civil dos sectores privado e social da saúde são os partidos que querem acabar com eles. Não é por acaso.

O estado de emergência é uma tentação para aqueles que desejam acabar com a livre iniciativa e a livre expressão . O estado de emergência é um problema grave porque tira direitos, impõe deveres e nunca mais saberemos quando a situação normal volta .

O Estado em todo o seu esplendor marxista/Leninista . Nem que seja só por um mês .  Aberto o apetite nunca saciado virá a reivindicação da nacionalização tantas vezes exigida da Banca e, para já, das grandes empresas do regime. De seguida a requisição civil de quem fugir aos ditames dos iluminados.

PCP,  BE e uma parte do PS exigem a requisição civil de sectores da saúde que desdenharam até o país estar à beira do pântano.  Agora já são necessários para salvar vidas . Os doentes não interessam para nada, a ideologia comanda a vida e a mortes.

A ministra da Saúde não é ministra de todos os doentes

Em Portugal temos um Sistema Nacional de Saúde que é composto pelo SNS, pelo sector privado e pelo sector social. A ministra sempre deixou bem claro que para ela só existe o SNS.

Uma opção puramente ideológica que muito prejudica a assistência hospitalar aos doentes e marginaliza médicos e mais profissionais que trabalham naqueles sectores. Como é bem visível com a actual pandemia a falta de articulação entre os três sectores da saúde, deixou o SNS á beira do abismo . E há mortes não covid 19 a lamentar e as listas de espera para lá do prazo óptimo terapêutico, acumulam-se.

Não sei mesmo se não estamos perante uma responsabilidade civil da governante já que a responsabilidade política não deixa dúvidas a ninguém.

Paralelamente, com enorme escândalo, ouvimos o candidato presidencial André Ventura declarar alto e bom som que se for eleito não será o presidente de todos os portugueses.

É lamentável que governantes e candidatos se deixem cegar ideologicamente e, esqueçam, que governar é procurar as melhores soluções para o maior número possível de cidadãos sejam eles da nossa cor política ou não.

Marginalizar cidadãos pela cor política, cor da pele, religião e classe social é inaceitável . É que os marginalizados serão sempre os mais pobres.

Ante o drama no SNS já todos concordam em usar os privados

Como não podia deixar de ser agora já todos concordam na articulação entre o sector público e o sector privado na saúde. O debate entre os vários candidatos foi disso uma amostra muito evidente. Nenhum dos candidatos se atreveu  dizer que a saúde não é um negócio porque o que está à nossa frente é o negócio da morte a crescer assustadoramente.

O Tino, o mais genuíno deles todos, deixou cair a bomba . Se algum de nós estiver a morrer não pergunta se é público ou privado quer é ser tratado. Pumba ! embrulha e vai-te curar.

Agora a discussão é à volta dos preços e dos doentes covid. Aceitam ou não ?

Quanto aos preços estabelecem-se em negociações sérias, para isso basta os representantes do Estado saberem defender o interesse público. Não pode ser como nas PPP rodoviárias em que os representantes do estado, de todos nós,  aceitam rendas escandalosas. Não culpem os privados.

Quanto à aceitação de doentes covid - 19, teria bastado que a ministra, em vez de se orientar pela Internacional , se tivesse orientado pelo interesse nacional. Programava  a articulação entre os dois sectores . Mas para programar é preciso fazer ideia do que vai acontecer no futuro próximo e, nisso, a ministra sabe (sabia) zero.

Mas já foi um avanço. A partir de agora já sabemos que não é uma inevitabilidade ter listas de espera no SNS com doentes pobres a morrer sem tratamento adequado.

Tudo vale a pena se a alma não é pequena.

O governo não tem que ter medo da pandemia

Todos esperam que o governo tome as medidas necessárias a proteger a saúde e as vidas da população. Mal se compreenderia que governantes e governados não entendessem que essa é a maior prioridade.

Estamos todos à espera, claro, que o governo tenho o rasgo de poupar vidas e salvar empresas e rendimentos. Mas ninguém tem que ser génio .

O problema que António Costa deve enfrentar é a capacidade de investir bem o dinheiro de Bruxelas e não o derreter em projectos estatais megalómanos. Salvar as empresas viáveis e criar novas empresas inovadoras . Ajudar à concentração empresarial.

Mas o governo tem também a obrigação de encarar os grandes problemas que ficaram sem solução, como a TAP, o Novo Banco, a refinaria de Matozinhos da Galp, os projectos do Hidrogénio e do Lítio. É que alguns destes projectos vão gerar muito desemprego no imediato e o rendimento ( o malfadado lucro) se vier será mais a médio e longo prazo.

E aí sim, haverá gente a lamentar-se por ficar no desemprego, empresas que deixam de produzir, partidos zangados por afinal já não ser preciso modernizar o tecido empresarial . Como já se vê com os trabalhadores da TAP e da Refinaria de Matozinhos . E as populações das regiões onde há lítio que se mobilizam para salvar o ambiente.

António Costa não tem como fugir a essas medidas que zangam trabalhadores, partidos à esquerda, sindicatos e populações.

Tem a obrigação e o direito de governar em tempos difíceis .

 

Quem pode vai aos hospitais privados como é o caso dos beneficiários da ADSE

Não se trata de ser melhor ou pior trata-se de acessibilidade e de conforto . Os hospitais públicos praticam na generalidade medicina de grande nível , mas estão frequentemente debaixo de uma grande pressão. Esperar 6 horas para ser atendido numa urgência não é solução mesmo que o "Protocolo de Manchester" tenha trazido menos ansiedade (  uma pré observação indica a gravidade dos sintomas e define a urgência do tratamento) .

E esperar meses nas miseráveis listas de espera para ser operado ou obter um exame é inaceitável e alguns desses doentes morrem sem tratamento . São todos pobres os outros que podem encaminham-se para os hospitais onde há vagas. Deixar sofrer e morrer não é solução !

Uma pessoa que se sinta doente está debaixo de uma ansiedade que não lhe permite ver com razoabilidade a situação. Consideram-se todos os que mais necessitam da atenção médica.

É, pois, natural que à medida que o nível de vida cresce mais cidadãos procurem o sector privado menos pressionado . Aconteceu assim em todos os países europeus mais ricos e está a acontecer por cá até que a balança entre os sistemas se ajuste . Tudo tende para o equilíbrio e a procura e oferta hospitalares não são excepções .

Esta pandemia também lutou contra a demagogia ideológica . As cirurgias que não se executaram, as consultas que não se realizaram e os milhares de mortes por doenças " não convid " mostram-no à evidência. Os funcionários públicos beneficiários da ADSE socorrem-se dos hospitais privados, se assim não fosse nenhum funcionário pagaria os 3,5% sobre o salário.

É preciso olhar pelo lado dos doentes.

 

Quantas mortes desde Março por falta de tratamento ?

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E não tenhamos dúvidas. Os doentes que morreram sem tratamento atempado são todos pobres. Porque só os pobres em Portugal não têm opção de escolha.

A pandemia esconde muitas coisas más mas também destapa muitas coisas más. Uma delas é o país ter oferta hospitalar no sector público e no sector privado e social e por razões ideológicas deixa-se morrer pessoas sem tratamento.

É uma vergonha que os partidos que defendem a proibição da liberdade de escolha não tirem agora as conclusões que se impõem e não se responsabilizem por estas mortes. Até porque na Europa o direito à saúde é universal e gratuito para o cidadão.

Não damos lição nenhuma aos países na Europa que vão na frente e onde a qualidade de vida é uma realidade há muitos anos.

Devíamos enquanto país pedir desculpa a estas famílias enlutadas.

António Costa a matar saudades de Sócrates

O estilo é o mesmo. As mentiras mais que muitas. E as ameaças personalizadas são o carimbo habitual.

É o escândalo que hoje abala a Áustria, a Alemanha, a Finlândia, a França, a Holanda e todos os 19 países europeus, entre 22, que seguiram as recomendações do júri, em vez de porem a mão na balança de um processo desenhado precisamente para garantir a independência da nova Procuradoria Europeia, que tem como missão investigar e levar à Justiça fraudes com fundos europeus – como os milhares de milhões que virão com a bazuca da recuperação económica.

Dos 22 países participantes na Procuradoria Europeia, só três – Portugal, Bélgica e Bulgária – acabaram com procuradores propostos pelos Estados-membros, em vez de pelo júri criado especialmente para essa escolha e composto por juristas de mérito de toda a União Europeia. O entorse foi publicamente criticado por quatro países europeus mas, para Costa, quem estava errado não eram os três desviantes, mas os 19 que seguiram as regras no espírito com que foram escritas. É de fôlego.

Guerra civil nos USA é muito mais cara que um Estado Social

Trump com os milhões de votos que tem não vai desarmar e vai usá-los. Há quem diga que só uma guerra civil poderá resolver este problema. Ou então uma ditadura chinesa.

É tudo bem pior e mais caro do que criar um Estado Social à imagem dos países europeus . Essa é a única forma de retirar da pobreza os 40 milhões de pobres que votam em Trump.

Esta não é uma questão de esquerda ou de direita. Trata-se de fazer as mudanças políticas necessárias para acomodar as políticas económicas que têm desequilibrado a sociedade civil americana. Não perceber isso é correr para os braços de populistas demagógicos sejam de esquerda sejam de direita.

Outros afirmam que a indústria bélica nunca permitirá evoluções no sentido da paz. Não, até que as armas se voltem contra os próprios . Ter dinheiro, muito, e não poder andar na rua ou gastar muito dinheiro em segurança não é propriamente uma vida feliz.

Aliás, já se conhecem multimilionários que repartem generosamente a fortuna com acções globais de ajuda aos miseráveis deste mundo .

Tudo menos uma guerra civil ou uma ditadura à chinesa.