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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Portugueses mais pobres do que há dez anos , atrás da Estónia e Lituânia

Vergonhosamente ultrapassados por países que saíram da órbita soviética os mais pobres dos pobres. Portugal está atrás de países como a Estónia e a Lituânia.

"Não me surpreende. É um sinal da nossa estagnação", disse João Duque, economista e professor do ISEG. "E estamos a ser ultrapassados por países como a Estónia e a Lituânia. É impressionante", adiantou. Salientou que aqueles dois países partiram de valores muito abaixo dos de Portugal. No caso da Estónia, registava em 2009 um valor de 64,6% e a Lituânia não passava dos 56,9%.

"É o resultado de governos que orientam as políticas para a eleição. Num país de hipocondríacos, atuam em duas áreas: garantir que os portugueses vão receber reforma e vão ao hospital", apontou. Mas João Duque alertou que a resposta do país devia antes ir no sentido do crescimento mais rápido da riqueza, atraindo empresas e adotando políticas que estimulassem esse crescimento económico.

É isto que é preciso mudar .

Um cadáver à mesa do Conselho de Ministros

As desculpas do ministro Cabrita ficarão para sempre entregues ao anedotário nacional .

Talvez o primeiro-ministro esteja a atingir os limites da sua habilidade política, não conseguindo perceber que tem um cadáver à mesa do Conselho de Ministros. Há sempre um momento em política em que as aparentes capacidades políticas são ultrapassadas pela imprevisibilidade dos factos, e quando tal acontece, os factos ganham sempre. Com ou sem oposição, com mais ou menos sorrisos cínicos, com pequenas ou com grandes mentiras. Nas vésperas da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia não há necessidade de contaminar as salas de Bruxelas com a pequenez da pestilência nacional. Haja dignidade e haja grandeza.

Na viagem entre a cave e a placa do aeroporto encontramos de novo o País político em agitação pré-nupcial. O assunto é um clássico na política indígena, a saber, as aventuras celestes e terrestres da TAP. Amada, odiada, vendida, comprada, privatizada, nacionalizada, a TAP é um objecto voador não identificado que tem hipotecado o tesouro nacional e a paciência dos portugueses.

O accionista americano da TAP pede indemnização milionária ao Estado português

Isto tem tudo para acabar mal. Apesar de os 55 milhões que  Neeleman levou fazerem parte de um acordo onde consta que no futuro não haveria mais disputas jurídicas, o ex-accionista vai avançar com um pedido de indemnização multimilionário.

Alguém acha que será o Estado a ganhar a futura contenda judicial ? Temos tantos exemplos em que o Estado fica a perder que só os apoiantes de uma TAP de bandeira é que acreditam que os contribuintes sairão a ganhar.

É que há bem pouco tempo os despedimentos não seriam inevitáveis.

O que se diz agora à boca cheia é que uma das grandes companhias europeias ( Lufthansa ?) estaria interessada em comprar a TAP com a dimensão que Neelman lhe tinha dado.  Ora a reversão da privatização pelo Estado fez abortar uma operação que faria correr rios de euros.

Comprar uma grande empresa em apuros, engordá-la e vendê-la com milionárias mais - valias é o negócio que o Estado impediu para agora proceder ao que chama eufemísticamente de reestruturação. Que mais não é que cortes no pessoal, nos aviões, nas rotas.

A herança dos governos de António Costa não vai ser coisa bonita de se ver.

A TAP presta serviços que podem ser prestados por outras companhias

A TAP é um tremendo problema para o governo e para o país. Se não houvesse TAP estaríamos todos com mais dinheiro no bolso e os serviços seriam prestados por outras companhias. Tudo muito mais barato.

A TAP é mesmo um exemplo, talvez o mais trágico, de cinco anos de governação em que o PS quis tomar conta do Estado, das empresas, das pessoas.

Aqui, é preciso constatar que a TAP, como outras empresas (veja-se o caso do Novo Banco) nunca foi a empresa que nos venderam, nunca foi a jóia que todos queriam. Ouvimos falar permanentemente da importância estratégica da TAP, do seu valor para o país e para o mundo, mas as tentativas de privatização da empresa dizem-nos o contrário. Aparecerem ‘raiders’ do setor como Efromovich, ou empresários do setor como Neeleman, que criam, lançam e vendem (regra geral a ganhar muito dinheiro). Não apareceu nenhum grupo industrial, como sucederia se a TAP fosse o que nos dizem. Não era, nunca foi, e a pandemia expôs todas as suas fragilidades.

A noiva linda nunca teve noivo interessado. 

Morrer às mãos do Estado é próprio dos Estados totalitários

Sejam os estados de extrema esquerda ou extrema direita há muito que sabemos que o exercício do estado de Direito não existe. Os direitos e garantias da democracia liberal não são assegurados. Pois bem, sabemos agora que este é o Estado a que chegamos.

Os inspectores que assassinaram o pobre do cidadão ucraniano só o fizeram porque esperavam ( estavam habituados ? )  que a orgânica onde estavam inseridos lhes daria alguma forma de protecção. Podem ser assassínios mas não são atrasados mentais para matar deixando um rasto de provas sem refúgio e um cadáver que revela mais do que a maioria dos vivos.

Mas foi preciso passarem nove meses para que a Polícia Judiciária e a Medicina Forense fossem ouvidas. Ao nível do governo houve o mais vergonhoso silêncio na tentativa que o assunto morresse na espuma dos dias.

Nenhum de nós alguma vez pensou que o Estado que tudo pode, tudo quer e tudo tem chegasse a este estado entre nós. Porque tivemos 40 anos onde tal comportamento era normal. Porque somos uma democracia liberal com os poderes do Estado limitados com pesos e contrapesos que evitam prepotências e uso indevido da violência. Mas aconteceu e não por acaso agora com este governo.

Um governo que o PS encostou à extrema esquerda radical, marxista, leninista e trotkista. Onde a morte nestas circunstâncias é vulgar.

Como dizia Mário Soares é preciso não perdermos o direito à indignação.

Acordo Hungria, Polónia, Alemanha : a UE move-se

O travão que a Hungria e a Polónia tinham colocado ao dinheiro que a UE tem pronto para ser distribuído pelos países foi levantado. A verdade é que aqueles dois países são os maiores beneficiários das ajudas da UE.

O caminho que a UE está a percorrer é difícil até porque é a primeira vez na história da humanidade que é percorrido, exige determinação e paciência, mas como é altamente importante para todos os obstáculos vão sendo ultrapassados. Este é o primeiro principio de um bom acordo. Todos ganham.

Os termos em que foi conseguido tal acordo ainda não são conhecidos ( o Estado de Direito não se negoceia ) e os 24 países restantes terão que se pronunciar sobre o acordado entre a Alemanha, Hungria e Polónia mas tudo indica que o muito dinheiro que tanta falta faz estará a caminho.

A União Europeia, move-se !

A TAP na hora do salve-se quem puder

Não passou um ano e os sindicatos da TAP só agora começaram a mostrar as garras, mas o Governo que se diz de esquerda já percebeu que jamais sairá incólume de uma reestruturação como a que se anuncia para a transportadora. Ao admitir (para já, não desmentiu) levar esse plano de reestruturação ao Parlamento, o Governo expôs de forma crua essa sua angústia, o seu desespero e a sua impotência. A TAP, já o sabíamos, é um problema complexo, grave e gigante. O optimismo ligeiro com que o ministro Pedro Nuno Santos o encarou não poderia sobreviver à realidade para sempre. Agora que estão aí milhares de despedimentos e mais mil milhões para pagar a curto prazo, a ilusão ideológica do Estado milagroso e esclarecido morreu e o Governo quer enterrá-la com uma ajudinha da Assembleia.

Portugal desperdiçou os últimos quatro anos

Somos dos países que enfrenta maiores dificuldades na presente situação. Não semeamos e os frutos ( a falta deles) estão aí.

É este o resultado da frágil condição em que a economia portuguesa chegou a esta crise (porque o Governo nunca quis olhar para os problemas e usou os tempos favoráveis para consolidar o poder e não para realizar as reformas que a economia precisa). E também da forma incipiente e incompetente como o Governo respondeu à crise

Já Portugal, uma economia pouco competitiva, que nos últimos quatro anos desperdiçou mais uma oportunidade face a uma conjuntura extremamente favorável (crescimento, “boom” do turismo e imobiliário, descida dos juros e receitas extraordinárias), que exporta apenas 40% do PIB, que capta pouco investimento estrangeiro (e do pouco que capta, muito em segmentos de imobiliário e turismo) e que tem um nível muito elevado de dívida externa e pública, está a sofrer significativamente e terá uma recuperação lenta e dolorosa.

Governo já admite a liquidação da TAP

Já vimos isto tantas vezes que já chateia . Os accionistas privados pediram ao governo uma garantia para obterem junto da banca um empréstimo de 1 200 milhões. Após imensas negociações o estado fez o que a esquerda sempre pretendeu. Nacionalizar a companhia aérea.

O Estado vai mandar dizia o ministro das pernas a tremer, se põe lá o dinheiro é claro que vai mandar. Meteu lá uns boys que não percebem nada do negócio do transporte aéreo e logo que arranjaram um pretexto tomaram 75% do capital . Ficou o accionista português que já saiu da administração.

A gestão operacional ficou entregue aos privados, a compra de aviões acelerou e em 2019 começaram os contactos para a venda de uma parte do capital a outra companhia. Mas mesmo antes da pandemia, a TAP somou dois anos consecutivos de prejuízos. Só em 2019 foram mais de 100 milhões de euros.

Mesmo que haja um chumbo do plano de reestruturação no Parlamento, o Governo não vai retirar consequências políticas, isto é, não admitirá uma crise política. A consequência será mesmo a liquidação da companhia, que controla em 72,5% (o capital remanescente está nas mãos de Humberto Pedrosa e dos trabalhadores), e o Governo sabe que o Estado é um credor preferencial, o que permitirá recuperar, mesmo que parcialmente, a injeção de fundos públicos.

E o poço sem fundo está escavado.  Parabéns António Costa, parabéns Pedro Nuno.