Os grandes negócios do Estado. O Estado já é proprietário da 72,5% do capital social da companhia aérea que, além de apresentar uma situação financeira largamente deficitária, apresentou até Junho um prejuízo de exploração de 586 milhões de euros.
A retoma da TAP depois da reestruturação que custará vários milhões, em despedimentos de pessoal e redução de actividade, só voltará lá para 2023. É só fazer as contas como dizia o outro.
Entretanto o Estado procura sócios privados que queiram partilhar este buraco sem fundo. Como não há privados que comprem companhias falidas metendo dinheiro irá acontecer à TAP o que está a acontecer ao Novo Banco. Comprar, compram, mas depois de o Estado lá meter uns 3 a 4 mil milhões.
A seguir vem a mesma situação que vemos hoje no Novo Banco. Ninguém sabe nada, ninguém deu por nada e foi o melhor negócio possível.
Todos os dias o BE acrescenta linhas vermelhas às ajudas ao Novo Banco.
O BE está a acrescentar todos os dias linhas vermelhas à questão do Novo Banco", acusa João Paulo Correia. "O Bloco foi sempre contra que o Estado emprestasse ao Fundo de Resolução. Agora o Governo ultrapassou essa questão e o BE acrescentou outra", critica o deputado em declarações ao Negócios.
Vamos buscar o dinheiro aonde ele esteja como diz Mariana Mortágua e ser radical é isto mesmo. Os outros que se adaptem ao que o BE pensa e exige.
O PS tem que seguir em frente e deixar o BE a falar sozinho. Por muita bravata que tenha vai ter que aprovar o orçamento nem que seja por se abster. O BE não pode e não quer ser responsabilizado pelas decisões difíceis que a presente situação exige. Ser radical é isto mesmo.
São soluções perigosas que destroem o banco", dramatiza o deputado, lamentando que as outras frentes da negociação do Orçamento do Estado, que "têm avanços", não estejam a ser valorizadas.
Já se percebeu que o orçamento vai passar porque o interesse nacional assim o exige pese as egoístas linhas vermelhas apresentadas pelo BE.
O OE será, essencialmente, do agrado do Governo com o apoio (porventura abstencionista) do BE. Se assim não fosse, seria o PSD a abster-se (se é que o não fará).
E aqui está o egoísmo do Bloco. Como eles próprios dizem, as suas posições são justas e não querem abdicar delas. Ou seja, qualquer ideia de negociação é colocada como um exercício dos outros em relação a eles. É o cúmulo do egoísmo político não ver nunca os interesses mais alargados do país, dos outros eleitorados, dos 90% que não votam Bloco (que recolheu 9,52% nas urnas, em 2019), para se centrar nas suas causas que, por esta via, conseguem uma sobrerepresentação e uma sobrestimação incalculáveis.
A diferença entre esses radicais e as pessoas moderadas, é que estas preferem que haja Orçamento mesmo fazendo algumas vontades ao Bloco, ao passo que o Bloco se fecha numa concha de egoísmo e de falsa autoridade.
Augusto Mateus e outros publicaram esta quarta feira uma proposta de reforma para reforçar o Sistema Nacional de Saúde ( SNS+ privados+social).
A pandemia escancarou a dificuldade em articular o tratamento de diferentes doenças, em integrar serviços e portanto esta questão suporta a visão de que temos de aumentar a eficiência por integração de serviços e por uma maior colaboração entre público, o privado e o social”,
“A pandemia nestes cerca de seis meses revelou uma grande dificuldade em articular o tratamento da covid-19 e o tratamento das outras doenças e houve custos elevados do ponto de vista da mortalidade em doenças que foram ficando para trás”.
O estudo do ISEG/EY que irá ser apresentado esta quarta-feira propõe uma reforma em duas fases, uma numa lógica de curto médio prazo, visando dar resposta expedita (maior facilidade de implementação) a alguns dos problemas identificados e outra numa lógica de médio longo prazo, visando uma reformulação mais ambiciosa e complexa da organização e financiamento do sistema de saúde português, semelhante à ocorrida já em alguns países. “Reformas algumas mais imediatas outras mais mediatas, umas de um só golpe, outras de esforço continuado ao longo de 10, 20, 30 anos”.
Numa primeira fase será assim fundamental a organização do SNS centrado nos pacientes, isto é, na procura, e a criação de um instituto autónomo para explorar a gestão do SNS, dotado da capacidade de gestão e execução autónoma das funções de gestão do SNS e do orçamento alocado a esse fim. “Um sistema que é capaz de articular adequadamente aquilo que o público, o privado e o social têm para oferecer aos cuidados de saúde, de forma a criar condições efetivas de eficiência, concorrência e liberdade de escolha”,
Defende também o reforço do estatuto da Entidade Reguladora da Saúde enquanto entidade independente, a todos os níveis, garantindo que as regras de licenciamento e de funcionamento do sistema e a respetiva fiscalização sejam iguais para todas as entidades, independentemente da sua natureza jurídica ou entidade titular da gestão. O estudo propõe também que o orçamento público da saúde possa ser plurianual com horizonte superior ao da legislatura.