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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Abram as escolas

 
Já esgotaram os bilhetes para o "primeiro espectáculo do resto das nossas vidas" no Campo Pequeno esta segunda-feira. Ouvi o anúncio na rádio com loas à necessidade de salvar a cultura e os agentes culturais. É de saudar a reabertura das salas de espectáculo, e a possibilidade de cada um, na sua liberdade de querer tomar riscos individuais, poder ir ver um concerto se assim o entender.
O extraordinário nisto é que irão abrir as salas de espectáculo antes das escolas. É preciso salvar a cultura, mas as crianças podem continuar em casa sem o acompanhamento devido, especialmente as mais pobres e excluídas. Dizem que é para as proteger, apesar de ainda não ter morrido nenhuma criança em Portugal de COVID-19. Dizem que é para as proteger, mas em vez de conviverem num ambiente controlado de uma escola, muitas conviverão na rua ou nas praias em ambientes descontrolados (ver o que está a acontecer no bairro da Jamaica). Dizem que é para as proteger, mas muitas nunca mais recuperarão do atraso destes meses sem acompanhamento. Dizem que é para as proteger, mas o que parece mesmo é que é para agradar aos sindicatos dos professores. Não será por acaso que os infantários, onde predomina a iniciativa privada e social (e onde muitos tiveram que cortar mensalidades durante o confinamento), irão abrir ao mesmo tempo que as salas de espectáculo.
Ninguém parece muito preocupado com isto. Daqui a uns anos quando as consequências se fizerem sentir, a discussão política será entre o tamanho do subsídio e o peso do cacetete que cairá no lombo dos que acabarem na malha da criminalidade. Já ninguém quererá saber que eles também são fruto de uma sociedade elitista e corporativistas que cede às exigências (legítimas) dos agentes culturais e dos sindicatos (menos legítimas), mas ignora as necessidades daqueles que não têm voz.

E se o Estado pagasse à TAP privada o serviço público ?

A TAP como qualquer outra empresa não é sustentável se não for lucrativa e quem disser o contrário tem aí os milhões que o estado tem enterrado na companhia há dezenas de anos.

Se o Estado tem rotas estratégicas para desenvolver o seu plano de Turismo e exportações então, em vez de ter uma companhia que não sabe o que lhe fazer, pagasse à TAP essas rotas ? Mais eficaz, muito mais barato e mantendo a TAP como companhia de bandeira.

O problema é que como o ministro anunciou publicamente, a TAP é para se manter nas mãos do estado ou então vai para a insolvência. Como é evidente não tem que ser assim. Ter uma companhia de bandeira que suga milhões sem fim à vista não é compaginável com um país pobre onde existe tanta gente a viver na pobreza.

Mas o país pode ter uma companhia a quem paga os serviços públicos de que necessita e, em último caso, até pode pagar o serviço público às companhias aéreas que operam em Portugal. Tudo imensamente mais barato e eficaz .

Ter a TAP como companhia de bandeira é um luxo que o país não suporta. E deixemos o transporte aéreo para quem sabe do negócio.

A União Europeia vai lançar novos impostos ambientais e sobre o digital

A Comissão Europeia e os países da UE decidirão em conjunto a alocação das verbas europeias segundo as regras orçamentais europeias

Ursula von der Leyen diz estar confiante nesta proposta, porque, assentando no orçamento comunitário, “é um conceito completamente novo e um passo em frente”.

Ursula von der Leyen lembra ainda que os estados-membros não vão poder fazer o que lhes apetece às verbas atribuídas, tendo em conta que há uma ligação ao Semestre Europeu — em que os governos alinham políticas económicas e orçamentais com as regras europeias. Como os países têm de “apresentar planos de recuperação”, a presidente da Comissão diz estar confiante de que serão executadas as políticas comuns.

Mais: a alocação de dinheiro aos estados-membros, através desses planos de recuperação, “vão ser decididos em conjunto com um grupo de trabalho do Conselho Europeu”.

E como é que vai ser paga a dívida gerada? A presidente da Comissão adiantou que, entre as opções disponíveis para pagar os empréstimos, prefere “aumentar os recursos próprios” da UE. Estão em causa um novo imposto digital e novos impostos ambientais. “Creio que é do interesse comum na UE criar novos recursos próprios de uma forma que nos permita devolver o dinheiro de forma estável”.

Outra possibilidade passa por devolver o dinheiro através do orçamento comunitário ao longo das próximas quatro décadas, aproximadamente.

O PCP diz que os 26,7 mil milhões ficam aquém

O PCP tem um ódio de estimação à União Europeia e ao Euro porque sabe bem que enquanto a qualidade de vida for esta que gozamos não há oportunidade para o comunismo. Por isso tudo o que vem da UE ou é aquém ou obedece aos ditames do capitalismo.

Perante a bazuca de dinheiro que vem a caminho a posição do partido comunista não pode ser outra senão desmerecer. Mas é difícil de compreender esta posição do PCP porque os comunistas sabem tão bem como nós que sem este dinheiro o nosso povo teria pela frente muitos anos de pobreza.

Não é razoável colocar a ideologia à frente do bem estar do povo.

Até hoje o que constava era a falta de solidariedade dos países ricos da Europa, a partir de hoje é a espiral de dívida. O mesmo PCP que andou os últimos quatro anos a dizer que há mais vida para além do défice e da dívida.

O governo se precisar do apoio parlamentar dos comunistas já sabe que a condição é fazer mais despesa pública mas se optar pelo apoio do PSD e da IL a condição é mais investimento e a recuperação das empresas e do emprego.

António Costa está perante a dependência financeira e a autonomia em relação aos nossos parceiros europeus. Desgraçadamente o PCP está do lado da dependência.

O inferno está cheio de boas intenções.

Solidariedade Europeia - há 25 anos também foi assim

Plano de recuperação da Comissão Europeia propõe mil milhões de euros, com 750 mil milhões (75%) como subvenções (doações) e 250 mil milhões (25%) como empréstimos .

Há 25 anos quando participei na recuperação da rede hospitalar também foi assim. 75% foi da responsabilidade da União Europeia e 25% da nossa responsabilidade. É uma bazuca que mostra mais uma vez que a solidariedade europeia diz presente nos momentos difíceis.

Claro que vão ser dadas orientações para a aplicação deste dinheiro, na recuperação do emprego, no reforço de uma economia verde e no reforço de actividades que nos últimos anos foram extraditadas para países orientais.

Nestes momentos ponho-me a pensar naqueles que advogam a nossa saída da União Europeia e do Euro. Um país pequeno e pobre sem a solidadriedade europeia e afastado das grandes mudanças em curso.

As gerações futuras merecem um país com qualidade de vida e solidário

A TAL - Transportes Aéreos de Lisboa

A transportadora aérea publicou o reinicio da sua actividade dando a conhecer as rotas que vai explorar. Lisboa é brindada com 27 voos semanais e o Porto com 3 . O norte está em polvorosa.

A região exportadora por excelência é tratada com desprezo quase diria. Mas então aquela região não assegura a exploração positiva de mais rotas ? Ou há outras razões ?

De certeza que se houvesse outras rotas viáveis a TAP não deixaria de as explorar e não deixaria que outras companhias o fizessem em seu lugar. Porque o Porto não vai deixar de ter serviço de transporte aéreo, convenhamos, assim as outras companhias vejam ali negócio.

O elefante que está em cima da mesa é o facto de continuarmos a ver na TAP uma "companhia de bandeira", isto é, que cumpre serviço público. Mas se é assim porque o estado não paga esse serviço nas rotas em que a exploração se mostre deficitária ? 

Como exemplo, se a rota para a Madeira apresenta prejuízo, o estado pagaria a diferença . Como outro cliente qualquer o estado pagaria o preço justo. Porque convém não esquecer que o estado como accionista paga sempre se a companhia for deficitária.

Ou o problema é também a guerra conta o excessivo centralismo de Lisboa? Se é estou a favor do Porto .

 

 

Na economia vamos voltar ao mesmo ?

A economia, o País, necessita, urgente, de um choque fiscal. Ou se muda estruturalmente o perfil da economia - reindustrializar, inovação tecnológica, exportação de saúde e conhecimento, desendividamento, recapitalizaçao das empresas - ou, para voltar tudo ao mesmo - turismo e economia de baixos salários e precariedade dos tuk-tuck, alojamento local - gastando, pelo caminho, milhares de milhões de euros é algo idiota, pouco ambicioso e ajuizado... E isso é o que Costa, Centeno e Marcelo querem: “voltar ao mesmo”.

Como mudar de vida?

Primeiro apoiar, no imediato, a liquidez das empresas, apoiando salários e circuitos de pagamentos. Eliminar, por dois anos, todos impostos com características de pagamentos por conta, impor planos fiscais de recapitalizaçao, incentivos à constituição de provisões, alargamento de reportes de prejuizos em sede de IRC, apoios fiscais às prestações suplementares de accionista e sócios de empresas.

Segundo, o choque fiscal, este sim, a componente estrutural: recuperar o crédito fiscal ao Investimento lançado em 2013, baixar, em dois anos, a taxa nominal de IRC para os 16%, cortar - por um período de três anos - três pontos à TSU paga pelas empresas, de forma indirecta, industriais. Incentivos à captação de capital estrangeiro - vistos dourados mais sofisticados e dirigidos - e tratamento fiscal favorável ao capital bancário e financeiro importado.

Agora... gastar milhares de milhões de euros, levar a banca ao limiar da bancarrota para... “voltar ao mesmo”?

PS. Em bom rigor, Costa, Centeno e Marcelo nunca tiveram uma ideia para a economia. Entre 2016 e 2020 sentaram-se nas cadeirinhas e o turismo - algo que já vinha de 2013 - fêz o resto. Foi isto.

 
 
 

400 000 empregos - assim vieram assim se foram

Outra grande vitória de António Costa e do seu governo era a criação de emprego .Como o governo não tinha feito nada para beneficiar as empresas e chamar investimento estrangeiro logo se percebeu que era emprego precário . Assim veio assim se foi.

O Turismo cresceu em Portugal devido à insegurança nos países nossos concorrentes. Crescia o turismo crescia o emprego, precário, mal pago e de baixa formação. Os jovens formados com altas competências continuaram a emigrar.

Foi esta a vitória que Costa e seus muchachos nos venderam. Veio a primeira rabanada de vento e logo tudo se desmoronou.

Num país onde a iniciativa privada é vista como parente pobre, carregada de impostos e de barreiras, só conseguirá crescer economicamente de forma sustentável com reformas estruturais difíceis de fazer, contra os inimigos da criação de riqueza. E não será este partido socialista que se associa a partidos contrários à liberalização da economia que alguma vez o fará.

O PS, PCP e BE que enchem a boca com emprego precário deviam ter a honestidade de pedir perdão a estes 400 000 desempregados.

A geringonça saiu-nos cara .

 

Serviços públicos não têm que ser serviços prestados pelo Estado

A Iniciativa Liberal aponta o caminho certo nesta fase da vida do país. Desburocratizar, flexibilizar, descentralizar.

Entre as suas propostas, a IL defende que é "fundamental nesta fase simplificar e descomplicar a vida económica", medida que deverá abranger também os licenciamentos e a aprovação de investimentos privados, bem como uma flexibilização dos contratos de trabalho .

O partido pede também uma recuperação das listas de espera para consultas e cirurgias no Serviço Nacional de Saúde (SNS) através de um alargamento dos sistemas existentes ao setor privado e social, bem como "uma nova estrutura" do SNS, considerando que este serviço reagiu bem à covid-19 "porque deixou de reagir às outras necessidades de cuidados de saúde da população".

A nível económico, a IL rejeita voltar ao ponto em que o país se encontrava antes desta crise e na justiça pede uma reforma que agilize os processos de insolvência e reforce os direitos dos contribuintes face às autoridades.

Das 115 mil empresas em Lay-off 40 mil não pediram a extensão do regime pelo que se espera que já tenham voltado à actividade.

Como sempre foi evidente o Turismo deu emprego precário e mal pago sem que o governo tenha feito alguma coisa para melhorar. Com a crise e a redução da actividade há 400 000 pessoas que perderam o emprego.

Sem que o governo possa fazer o quer que seja.

O antiviral Remdesivir é eficaz mas precisa da ajuda de outro antiviral

O Remdesivir é eficaz mas não é suficientemente eficaz, é preciso encontrar outro ou outros antivirais para obter a combinação ideal.

No combate ao HIV/SIDA o coktail de comprimidos antivirais no ínicio da pandemia era de cerca 20 comprimidos/dia hoje, controla-se a doença com um coktail de 3 comprimidos/dia.

Os dados preliminares do estudo foram divulgados em 29 de abril, quando os cientistas verificaram que o uso do Remdesivir, um antiviral de uso hospitalar inicialmente projetado contra o Ébola, trazia benefícios claros para os pacientes, pelo que consideraram que era antiético não avançar com a experiência.

O grupo que recebeu Remdesivir recuperou num prazo 31% menor do que o grupo que recebeu placebo, reduzindo em quatro dias - de 15 para 11 - a permanência no hospital.

O artigo clínico aponta também que o grupo de pacientes que recebeu o medicamento registou uma redução de 30% nos casos de mortalidade, segundo dados recolhidos 14 dias após o início do estudo.

Os autores da experiência sublinham contudo que os resultados do estudo apoiam o uso de Remdesivir em pacientes hospitalizados por covid-19 e que necessitam de oxigénio suplementar, mas que o Remdesivir não é suficiente por si só para curar esta doença.

"A mortalidade ainda é alta, por isso é preciso continuar a trabalhar. Agora, temos um medicamento que funciona, embora tenha efeitos moderados e precisamos procurar outros medicamentos que possamos combinar para obter resultados ainda melhores", destacou Roger Paredes.

O mesmo responsável vincou contudo que "é um ponto de partida" ter "o primeiro medicamento que demonstra eficácia", o que dará "muitas pistas" para futuras estratégias contra a SARS-CoV-2.