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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Os votos que o PS está a perder estão a voltar ao BE e ao PCP ?

António Costa terá razão em não querer a companhia dos seus camaradas bloquistas e comunistas.Ao afastar-se do BE tencionava que os votos úteis para alcançar a maioria absoluta se concentrassem no PS. À imagem do que já tinha acontecido ao PC.

Acontece que após ser mais ou menos óbvio que o PS não alcançará a maioria absoluta os votos úteis estão a voltar aos partidos da extrema esquerda.

O caso das "golas" também estará a minar o eleitorado do PS e o caso de Tancos está aí a rebentar. Um e outro não são bonitos de se verem.

António Costa perde popularidade e em compensação Mário Centeno é apresentado como o "mago" das finanças. Há nervosismo no PS.

 

 

O PS sempre se envergonhou da companhia do BE e do PCP

Nas eleições legislativas de 2015 o PS nunca disse que se iria juntar ao BE e ao PCP para formar uma maioria parlamentar.A questão legítima colocada foi sempre a de saber se os eleitores teriam votado da mesma forma se soubessem previamente dessa aliança.O que sabemos hoje é que o PS tem medo que os eleitores votem de maneira diferente sabendo previamente dessa hipótese.E afasta escandalosamente o BE já que o PC se afastou pelos próprios pés.

Em 2015 tratava-se de salvar a própria pele hoje, trata-se de chegar à maioria absoluta.

A distância do PS que tenho notado não é nas sondagens, é a distância relativamente ao BE, que é uma coisa que custa a entender. Enquanto foi útil para o PS, o PS andou quatro anos com o BE ao colo, e o BE com o PS ao colo. Agora, como dá jeito nas eleições fazer uma demarcação do BE, [o PS] faz a demarcação. A 6 de outubro [data das legislativas], se precisar, volta a chegar-se ao BE”, criticou Rui Rio.

O PS não tem vergonha e o BE não tem dignidade. É nestes partidos que vamos votar?Que a tudo se submetem para chegar ao poder?

A história da geringonça é a batalha das esquerdas contra o PS

Foi o PS que precisou do PCP e do BE para salvar a pele, mas a partir das reversões logo se percebeu que a luta mais importante acontecia dentro da geringonça. Um PS europeu e próEuro a não deixar que partidos antiEuropeus e antiEuro atravessassem as linhas vermelhas.

Se o Governo tivesse seguido os programas políticos que pressupunham a rutura com o tratado orçamental, a renegociação da dívida, a saída do euro, ou outras medidas do género, não teríamos, seguramente, conseguido cumprir esta legislatura nem alcançar os resultados que alcançámos”, diz Costa sobre a geringonça.

Além de referir o programa eleitoral dos bloquistas, o socialista (Costa) também lembrou momentos em que este aliado da geringonça tentou mexer no seu eleitorado: “Houve um partido, que não é o PS, que sentiu que devia crescer à custa do eleitorado dos outros. Já ouviu o BE ter a impertinência de dizer aos socialistas para irem votar no BE”.

Que não se saiba por terceiros o que compete a Costa dizer.

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O Magnífico Reitor

Por volta dos quinze anos o meu filho enquanto almoçávamos comunicou-nos que deixaria de comer carne e peixe. Fiquei um tanto preocupado estando ele ainda em idade de desenvolvimento. Faz mal?

O rapaz anda há 30 anos sem comer carne e não comeu peixe durante 20 anos.Retomou há 10 anos.Ainda pensei que era uma daquelas manias que a juventude inventa para se destacar no grupo de amigos. Mas não, diz-me ele agora que o que sempre o moveu foi o ambiente.

O Magnífico cá de casa teve o cuidado de anunciar e participar na discussão e na decisão. Já o Magnífico de Coimbra não está com perdas de tempo decide e manda publicar.

"Se o Senhor Reitor dissesse que queria contribuir para aumentar a viabilidade do Rebanho da Serra do Rabadão, da Quinta Lógica, da Terra Chã, da Terra Maronesa (sim, são vacas, senhor, mas são vacas em produção extensiva, que pastam parcialmente em pastagens pobres, que gerem combustíveis nas serras, contribuem para a conservação do lobo e outros elementos da diversidade biológica) eu então entraria em delírio com o Senhor Reitor." ( Corta Fitas blogue)

Mas o Magnífico de Coimbra só quis surfar a onda.

 

Haver ou não haver listas de espera no SNS eis a questão

A questão não é que os hospitais privados ganhem dinheiro por operarem doentes. A questão é saber se os doentes são operados no prazo medicamente aconselhável ou se vão engordar as listas de espera. Onde há gente que sofre, que vê os seus males agravarem-se. O resto é ideologia.

Esta discussão que o BE, o PCP e uma parte do PS levantam agora e aqui há muito que foi resolvida pelos serviços nacionais de saúde por essa Europa fora.Mesmo os estados ricos não podem prescindir da colaboração do investimento privado na saúde.

Em Portugal há 115 hospitais privados mais que os hospitais públicos que são 114 , ou à volta disso. Entretanto nos últimos 20 anos o estado nunca foi capaz de financiar e construir o Novo Hospital Ocidental de Lisboa, o Novo Hospital Central do Alentejo ( Évora), o novo hospital do Seixal e o novo hospital de Sintra. É natural  com uma dívida gigantesca e contas públicas desequilibradas, o Estado não tem dinheiro.

Adivinhem como é que estes hospitais vão ser construídos ? Nem mais, pelo modelo PPP ( parcerias-público-privadas).

E, é assim,  que em parceria com os hospitais privados e sociais os doentes escapam às listas de espera. E alguns deles à morte prematura como já tem acontecido. Morrer sem ser operados.

Eu não estou nada preocupado com o lucro que os hospitais privados possam ter...