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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O Magnífico Reitor

Por volta dos quinze anos o meu filho enquanto almoçávamos comunicou-nos que deixaria de comer carne e peixe. Fiquei um tanto preocupado estando ele ainda em idade de desenvolvimento. Faz mal?

O rapaz anda há 30 anos sem comer carne e não comeu peixe durante 20 anos.Retomou há 10 anos.Ainda pensei que era uma daquelas manias que a juventude inventa para se destacar no grupo de amigos. Mas não, diz-me ele agora que o que sempre o moveu foi o ambiente.

O Magnífico cá de casa teve o cuidado de anunciar e participar na discussão e na decisão. Já o Magnífico de Coimbra não está com perdas de tempo decide e manda publicar.

"Se o Senhor Reitor dissesse que queria contribuir para aumentar a viabilidade do Rebanho da Serra do Rabadão, da Quinta Lógica, da Terra Chã, da Terra Maronesa (sim, são vacas, senhor, mas são vacas em produção extensiva, que pastam parcialmente em pastagens pobres, que gerem combustíveis nas serras, contribuem para a conservação do lobo e outros elementos da diversidade biológica) eu então entraria em delírio com o Senhor Reitor." ( Corta Fitas blogue)

Mas o Magnífico de Coimbra só quis surfar a onda.

 

Haver ou não haver listas de espera no SNS eis a questão

A questão não é que os hospitais privados ganhem dinheiro por operarem doentes. A questão é saber se os doentes são operados no prazo medicamente aconselhável ou se vão engordar as listas de espera. Onde há gente que sofre, que vê os seus males agravarem-se. O resto é ideologia.

Esta discussão que o BE, o PCP e uma parte do PS levantam agora e aqui há muito que foi resolvida pelos serviços nacionais de saúde por essa Europa fora.Mesmo os estados ricos não podem prescindir da colaboração do investimento privado na saúde.

Em Portugal há 115 hospitais privados mais que os hospitais públicos que são 114 , ou à volta disso. Entretanto nos últimos 20 anos o estado nunca foi capaz de financiar e construir o Novo Hospital Ocidental de Lisboa, o Novo Hospital Central do Alentejo ( Évora), o novo hospital do Seixal e o novo hospital de Sintra. É natural  com uma dívida gigantesca e contas públicas desequilibradas, o Estado não tem dinheiro.

Adivinhem como é que estes hospitais vão ser construídos ? Nem mais, pelo modelo PPP ( parcerias-público-privadas).

E, é assim,  que em parceria com os hospitais privados e sociais os doentes escapam às listas de espera. E alguns deles à morte prematura como já tem acontecido. Morrer sem ser operados.

Eu não estou nada preocupado com o lucro que os hospitais privados possam ter...

Um SNS público e duro, sem dinheiro e falido

As linhas vermelhas que afastam irremediavelmente o PS do BE.

Um sistema de cooperação entre sistemas públicos, privados e sociais e o recurso a PPP para ajudar a estabelecer padrões de gestão está a crescer em todo o mundo para responder às necessidades crescentes da Saúde. Em todo o lado, exceto em Portugal, onde se defende cada vez mais um SNS público e puro, sem dinheiro e falido.

O resultado está à vista. Quem tem dinheiro, quem tem seguro, quem tem ADSE ou outro subsistema consegue tratar-se. Quem não tem nada disso sofre. A cegueira ideológica está, neste caso, a criar cidadãos de primeira e de segunda.

O Estado está envolvido com todas as grandes empresas

Todas as grandes fraudes envolvem o Estado e grandes empresas.É compreensível que assim seja. É o Estado que decide e adjudica os grandes negócios em praticamente todos os sectores económicos.Como se pode ver em Portugal : PT, BES, CGD, BCP...

O Estado decide sobre a aplicação de 50% do PIB ( 100 mil milhões)da dívida pública ( 120% do PIB =240 mil milhões) e sobre os subsídios europeus ( 9 milhões de euros por dia nos últimos 20 anos = 60 mil milhões). Quando se junta tanto dinheiro e tanto poder é fácil concluir que a atração é fatal.

As grandes empresas estão a destruir o capitalismo e os reguladores pouco ou nada fazem.O Estado tem por obrigação de facilitar a vida às pequenas e médias empresas, essas sim que representam 80% do emprego e 60% das exportações. As grandes empresas vivem à sombra do estado, à custa de rendas negociadas com o Estado.

Como é que o estado pode controlar o poder das grandes empresas se é o maior delas todas e não se cansa de crescer, aumentando impostos, nacionalizando sectores económicos e tudo fazendo para se constituir em monopólio em tantos sectores?

As grandes fraudes são todas feitas à sombra dos grandes negócios do Estado

Quem prefere políticas distributivas fica preso a rendimentos decrescentes

É o que está a acontecer a Portugal. Virado para o pequeno mercado interno e não para o exterior rico e em crescimento.

Com o nível de dívida pública que os portugueses acumularam (consequência do distributivismo das políticas públicas sem a capacidade competitiva que gerasse o crescimento económico necessário para financiar essas políticas públicas), nem os portugueses nem o país estariam melhor sem o contributo do Banco Central Europeu e de Mario Draghi, que baixaram a taxa de juro e ofereceram liquidez aos sistemas bancários. Sem a liberdade de circulação de capitais, mercadorias e serviços da União Europeia, as empresas portuguesas não teriam o mercado para onde podem fazer crescer as suas exportações, libertando-se do constrangimento do pequeno mercado interno. Sem a moeda comum, Portugal estaria obrigado a desvalorizar a sua moeda e a sofrer as consequências da redução dos seus rendimentos reais provocada pela inflação associada à desvalorização.

O BE aponta ao PS contas erradas

Tão amigos que nós éramos. O BE não gostou que António Costa desmontasse aquele programa singular do BE que pretende investir e nacionalizar várias empresas. E fê-lo de forma que dói. Tudo somado dá 30 mil milhões de euros, 15% do PIB. Inviável, caricato, mentiroso.

O PM disse e bem que se tivesse aquele dinheiro ou perto disso investia no SNS, na Educação, nos serviços públicos tão degradados.Foi humilhante para Catarina Martins que de números percebe népia.

Louçã já tinha escrito no Expresso que o programa para a habitação apresentado pelo PS é falso faltam 900 milhões. A Mariana diz que o programa do PS não dá a bota com a perdigota. Querem ver que aquela de haver despesa escondida é mesmo verdadeira?

O que Centeno disponibiliza não chega para metade do que Costa promete aos eleitores”, conclui o agora conselheiro de Estado, num artigo publicado esta terça-feira no Expresso Diário, antes de explicar que se o preço médio de cada nova habitação for o que Costa disse no debate com Catarina, “então faltam-lhe 2300 milhões”.

O BE e PCP não contam para as contas que contam

Bem pode o BE dizer-se social-democrata como já se afirmou da esquerda radical, ainda está longe de contar para o que é verdadeiramente importante. Só o PSD pode impedir a maioria absoluta do PS de António Costa que, este sim, é social-democrata, pró-Europa e pró-Euro. Estas sim são as contas que contam. 

O reforço da votação no PCP também não conta para retirar a maioria absoluta ao PS. Para quem não quer um governo de maioria absoluta do PS de tão má memória o melhor mesmo é ignorar o suposto efeito eleitoral de aumentar a votação na esquerda radical.

Lá se vai mais um argumento eleitoral

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