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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Sistema Nacional de Saúde = SNS + sector privado + sector social

O presidente da República veio pôr alguma calma na discussão ideológica que se trava ( mais uma vez) sobre a saúde. Neste enquadramento discutem-se as questões que não acrescentam nada e deixam-se de lado, convenientemente, o que é essencial.

O Estado tem um papel de regulador e de financiador com vista a optimizar a utilização da capacidade instalada no país que compreende os três sectores referidos : público, privado e social .

Ninguém compreenderá que ao doente não sejam prestados os cuidados de que necessita quando no país há oferta seja ela pública, privada ou social.

As listas de espera não podem ser aceites como uma solução por razões meramente ideológicas ou economicistas e não podem converter-se "em listas de morte lenta". Deixar morrer pessoas por falta de cuidados atempados é um crime não vale a pena tapar a realidade com soluções piedosas que não colam com a dor e a morte de pessoas. Não no Portugal Democrático e Europeu .

Nada tenho contra o lucro mas tenho tudo contra deixar cidadãos sem tratamento medicamente atempado.

Governo está a "recuperar as políticas socráticas de adjudicação direta".

Quem sai aos seus não degenera.Governo está a "recuperar as políticas socráticas de adjudicação direta".

Governo está a adjudicar 1400 milhões de euros diretamente a construtoras à margem da lei. “O maior programa de obras públicas que está a acontecer neste momento não segue o Código dos Contratos Públicos”,

É a mesma política de adjudicação da Parque Escolar. E sobre José Sócrates, avançou: “Só estou nesta aventura por causa dele. Porque cheguei a um momento em que achei que ele era mau demais para ser verdade”.

 

Os "avanços" no SNS

Greves dos médicos e dos enfermeiros. Listas de espera com doentes a morrerem por falta de cirurgia em tempo medicamente razoável. Avanços ?

Impedir as PPP que são reconhecidamente uma boa solução. Baixar de 45 horas para 35 horas a prestação do trabalho. Impedir a coordenação entre sector público e privado. Reduzir o tempo de protecção da patente dos medicamentos o que obriga as farmacêuticas a elevar o preço por forma a obter o retorno do investimento. Acabar com as taxas moderadoras e assim favorecer os abusos.

A saúde tal como o inferno está cheia de grandes ideias com a particularidade de desfavorecer sempre os doentes. Se está doente não pode socorrer-se do hospital mais capaz de o tratar tem que ser num daqueles hospitais que o envia com guia de marcha para a "lista da morte lenta".  Razão ? Para os políticos ideologicamente doentes só há hospitais públicos e privados não havendo razão para existirem hospitais uns mais acessíveis que outros para facultarem o serviço em tempo útil.

Como é fácil de ver os verdadeiros problemas são as PPP, é a existência de hospitais privados, são as taxas moderadoras, é uma nova Lei de bases...

E o que se faz às listas de espera ? E ao subfinanciamento ? E à falta de pessoal ? E aos velhos a morrer? 

Acerca do que é realmente importante não se ouve um pio aos progressistas.

A questão central não é sindical, nem ideológica e muito menos partidária. É, essencialmente, moral. Como nos relacionamos uns com os outros? Como procedemos perante os nossos mais velhos, perante os deficientes, perante os incapacitados? Era isto que gostaria de ver discutido, e não senhoras e senhores aos berros, ou com ar calmo, a acusarem-se e a dizerem meias-verdades sobre temas que de modo nenhum são centrais.

 

O "avanço" das 35 horas destruiu o SNS

São estes avanços que andam para trás em vez de andarem para a frente. Como se reduzir de 40h para 35 h não implicasse mais pessoal, mais organização e mais dinheiro.

Médicos e enfermeiros exaustos e doentes em filas de espera eis o resultado. Entretanto no sector privado a paz social é a base de cada vez maior procura. Não há médicos e enfermeiros em greve e não há listas de doentes em espera.

Percebe-se bem porque os estatistas temem o sector privado. À medida que os portugueses tiverem melhor nível de vida maior será a procura do serviço hospitalar privado. E chegará o momento em que por cá se fará como na maioria dos países europeus. O doente escolhe e o estado  financia. É o direito e a liberdade de escolha. 

Coordenar a oferta pública e a oferta privada entre si para optimizar a capacidade instalada a bem do doente é que é o verdadeiro "avanço". O resto são ideologias com resultados maus e estúpidos que os doentes sofrem em listas de espera.

 

Carta aberta aos poucos que naquele tempo mandavam no país

Excelências

Fui convidado para aceitar um empréstimo aos balcões da CGD para comprar acções do BCP e usar essas mesmas acções como garantia que a CGD passasse a controlar a Assembleia Geral de accionistas do BCP.

Foi o que fiz. A prova é que poucos meses depois dois administradores da CGD ocuparam o lugar de Presidente e vice-presidente da Administração do BCP.

É claro que o meu trabalho  terminou aí. O empréstimo não me beneficiou em nada, nem pessoalmente nem às minhas empresas pelo que ficamos quites e disso dei testemunho à nova administração da Caixa entretanto empossada.

Com grande surpresa minha e ao arrepio de toda a negociação fui informado que as acção dadas à CGD como garantia do empréstimo tiveram uma desastrosa queda de valor em bolsa e não cobriam nem um terço do valor em dívida. Isto apesar do BCP ser controlado por aquelas cabeças que desenharam toda a operação.

Então, digo eu, que tenho eu a ver com tudo isto ?

Então eu que me limitei a dar uma ajuda à banca nacional sou agora responsável por as acções terem caído desastrosamente em bolsa? Mas então a operação financeira engendrada por aquelas cabeças e outras que tinham como função não deixar passar operações desastrosas é da responsabilidade de quem não usufruiu de qualquer benefício e se limitou a ajudar? Sem tomar qualquer decisão no modelo negocial até porque não ocupava qualquer função que me desse esse poder ?

Bem, podem dizer que fui instrumento numa operação desastrosa que não conhecia na sua dimensão ( como o BdP e o Ministério das Finanças) mas onde está o crime ? Se não sabia, se não me lembro, se me esqueci( passados 11 anos)?

Do pouco que me lembro e que me foi garantido é que tudo isto devia estar enterrado mas, agora, ao ver aqueles deputados ( as deputadas ainda são piores) é que me dou conta que está é mal enterrado.

E o coveiro também fui eu ?

67% das queixas são do sector público da saúde

67% das queixas têm origem no sector público.

O relatório da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) sobre as reclamações no setor em 2018, divulgado esta segunda-feira, aponta globalmente para mais de 84 mil queixas recebidas relativas a unidades de saúde públicas, privadas ou sociais, um aumento de 20% face a 2017, dados que já tinham sido apresentados em maio pela presidente do regulador no parlamento.

O documento divulgado esta segunda-feira detalha as informações sobre as reclamações, mostrando que 67% das queixas respeita ao setor público, 23% ao privado, 8,9% nas unidades em regime de parceria público-privada e 1,2% no social.

Na habitação o governo estimula o conto do vigário

Aumentou imenso a procura o que fez subir os preços. A solução como bem se sabe seria aumentar a oferta. Mas como o estado não tem dinheiro incentivou os privados a investir o que fez aumentar os preços. Não perceberam? Eu explico.

Em vez de incentivarem o aumento da oferta, os anúncios e as iniciativas legislativas do governo e desta maioria tiveram um efeito perverso. Afastaram investidores, retraíram proprietários e consequentemente criaram a tempestade perfeita: escassez de casas e explosão nos preços.

Desde 2013 que António Costa promete o arrendamento acessível. O programa eleitoral do PS à Câmara Municipal de Lisboa nesse ano falava de “novos programas de habitação que permitem reabilitar casas vazias para arrendamento acessível”. E quando chegou ao governo em finais de 2015, repetiu essa promessa, anunciando a “oferta alargada de habitação acessível para arrendamento”. Dois anos depois, em 2017, o governo anunciava que no ano seguinte, queria “um em cada cinco novos contratos com renda acessível”. O governo “queria”… mas não surgiu um único! Agora, mais dois anos volvidos, avança um novo desejo: “Gostaríamos que daqui a um ano 20% dos contratos tivesse renda acessível”.

Após seis anos de promessas, anúncios e “desejos”, não existe qualquer casa com renda acessível. Nem em Lisboa, nem em qualquer outra cidade do país.

Os arrendamentos ditos "acessíveis" são simplesmente escandalosos

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