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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O BE sabe disto ?

Novas instalações num hospital com gestão social da Misericórdia de Serpa.

A resposta a necessidades do SNS, explicou, será dada no âmbito do acordo de cooperação celebrado em 2014 e que permitiu passar em 2015 a gestão do Hospital de São Paulo da esfera pública, a cargo da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, integrada no SNS, para a do setor social, feita pela SCMS.

Através de uma adenda ao acordo, assinada em 2018, a abrangência do Hospital de São Paulo, que continua a ser uma reposta do SNS, mas é gerido pela SCMS, foi alargada a utentes dos hospitais e centros de saúde públicos dos distritos de Beja, Évora e Faro.

Para o BE estas parcerias são anestesias dolorosas.

Onde está a surpresa nas sondagens ?

Depois de quatro anos muito difíceis com as medidas da Troika o PSD mesmo assim ganhou as eleições legislativas. Nessa altura já a economia crescia, havia espaço para a devolução de rendimentos e para a redução da carga de impostos.

António Costa para salvar a pele tirou o coelho do chapéu, criou a geringonça e fez à esquerda o que o PSD teria que fazer à direita. Os objectivos eram os mesmos só as medidas eram diferentes.

Devolver rendimentos mais pausadamente, reduzir a carga fiscal, manter o défice controlado e baixar a dívida. O programa de compra do BCE, baixando os juros a níveis nunca vistos, criou a almofada financeira, juntamente com a criminosa redução do investimento e a degradação acentuada da qualidade dos serviços públicos muito especialmente no SNS.

O PS está a gora a beneficiar da mesma visão que os portugueses tiveram com o PSD nas últimas legislativas. Há que deixar que o PS de António Costa siga o seu caminho até se ver se o porto é ou não seguro. No próximo ano e no ano seguinte já se saberá.

Sem as reformas que o BE e o PCP não deixam fazer ( vejam como Catarina e Jerónimo gritam para que os avanços se mantenham e como temem as alterações à lei laboral e a CGTP ameaça que 2020 será um ano agitado) a economia irá entrar novamente numa pasmaceira que Costa teme. Centeno já deu mostras que está de mal aviadas e não quer enfrentar esse ciclo económico em baixa.

Ora, tudo isto será mais fácil de enfrentar se o PS tiver maioria absoluta e não precisar de ceder às reivindicações dos partidos à esquerda. Bastam os problemas que não conseguirá evitar.

Mudaram todos em relação às eleições legislativas anteriores menos o voto do povo. Que o PS acabe o que começou.

Deitar dinheiro para cima dos problemas raramente é solução

Nos incêndios como no SNS, na Justiça ou na Educação. Se não conhecemos porto de abrigo dificilmente encontramos vento favorável.

"É uma questão de perceber o que queremos: se continuamos a ter esta produção lenhosa intensiva e extensiva, ou se avançamos para outra modalidade agro-florestal", sublinha o engenheiro silvicultor, advertindo que, se não quebrarmos aqui esta corrente de fogo que deflagra ciclicamente no interior do país, dentro de pouco tempo "isto será um deserto sub-tropical". Quer dizer com isto que, dentro de poucos anos, quando desaparecerem os habitantes idosos que ainda se mantêm nas casas, o interior não terá condições de atrair moradores. De resto, Pimenta de Castro lembra que até os habitantes estrangeiros que vieram povoar muitas das aldeias desabitadas vão começar progressivamente a abandonar esses territórios. "Ou são apanhados pelo fogo ou começam a fugir dele, antecipadamente".

Entretanto já abriu a guerra entre Costa e os presidentes de câmara. Como já sabíamos o governo não tem culpa de nada.

A perda de vitalidade económica naquelas regiões explica os incêndios

Está tudo na mesma como a lesma. Quem o diz são as populações e os presidentes das câmaras  que continuam a ver as suas propriedades a arder                                   

Imaginemos que tínhamos conseguido revitalizar a indústria de serração e que hoje conseguíamos produzir o dobro do que produzíamos em 1995, e ao mesmo tempo se tivéssemos conseguido manter condições para termos o mesmo efectivo animal de pequenos ruminantes. Qual seria o impacto na área ardida?

Imaginemos então o resultado de políticas de promoção do uso de madeira nacional na construção, no mobiliário e como matéria-prima para utensílios do dia-a-dia, complementadas, por exemplo, com estratégias de valorização da madeira e da floresta enquanto “produtores de serviços de ecossistema”? Qual seria o resultado se essas políticas tivessem sido assumidas de forma consistente por todos os governos desde 1999? Teríamos hoje menos incêndios e menos área ardida?

Qual teria sido o resultado da incorporação defesa do nosso Mundo Rural, dos nossos produtos agrícolas e da nossa floresta em todos programas escolares? Será que os alunos da década de 1990 teriam hoje as mesmas escolhas no supermercado se tivessem sido ensinados na escola sobre o impacto das nossas escolhas enquanto consumidores? E se ao mesmo tempo tivéssemos promovido o produto gastronómico “borrego e cabrito” por exemplo através das cantinas públicas? Será que hoje precisaríamos de andar a “cortar mato” e a limpar as bermas das estradas?

Qual teria sido o resultado de campanhas constantes de valorização das diversas profissões rurais junto da população estudantil? Possivelmente não conseguiríamos inverter a tendência de diminuição da população rural, mas será que estruturalmente o nosso tecido produtivo seria tão frágil? E a capacidade em investir seria a mesma? E será que a vontade em plantar diversas espécies seria maior?

 

O BE não discute os verdadeiros problemas do SNS

Seguro público complementar ou não? Eis um problema importante que foi cuidadosamente excluído da discussão na recente Lei de Bases da Saúde.

O debate político sobre o financiamento do SNS começa a ficar confuso. Se é certo que a proposta de alargamento da ADSE, a generalidade dos cidadãos, encontra coerência nas propostas políticas de partidos como o CDS, a Aliança e a Iniciativa Liberal já não se percebe o sentido de propostas de ‘imposição’ da ADSE ou da criação de seguros públicos complementares ao SNS com o propósito de reforçar o financiamento público”, escreveu num post no Facebook com o título “Financiamento do SNS”.

Já o actual secretário de estado defende a criação do seguro público de saúde :

O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde defende a criação de um seguro público complementar que garanta uma cobertura extra nas áreas em que os portugueses mais gastam dinheiro com cuidados de saúde fora do SNS. “É um modelo que começa a ser usual na Europa. O caso francês é paradigmático. 85% dos franceses têm um seguro complementar para além do seguro social”, diz Francisco Ramos em entrevista ao semanário SOL, este fim de semana nas bancas.

E o BE discute o quê? Poucochinho...

O Bloco de Esquerda é poucochinho

Na saúde o BE tem para apresentar como proposta para melhorar o serviço às populações impedir as PPP. Ora há muito que se sabem algumas coisas bem mais importantes :

- Um estado pobre não consegue ter um SNS rico.

- As listas de espera de cirurgias e consultas não se resolvem com mais dinheiro que aliás o Estado não tem

- A prova disto mesmo é que os privados cresceram imenso e estão para abrir mais umas centenas de camas.

- A optimização do modelo no SNS é a chave para resolver os problemas do SNS que já se fazem sentir há muito tempo ( há 30 anos a capacidade instalada dos blocos operatórios utilizada era de 40% e hoje anda pelos mesmos 40%) . E o que se passará com o uso da capacidade instalada das restantes instalações e equipamentos ? Vários estudos e opiniões apontam para uma falta de coordenação e cooperação enormes.

- Os profissionais procuram os privados porque ali encontram melhores condições de trabalho e são melhor remunerados. Era de esperar outra coisa ?

- Deixar utentes em listas de espera a sofrer e alguns a morrer para impedir que o serviço seja efectuado pelos hospitais privados é  poucochinho e  não abona a sensibilidade dos bloquistas em relação aos mais pobres ( são esses que estão em listas de espera).

- As PPP em gestão mais não são do que a gestão num quadro mais flexível do que a gestão pública que implica concursos públicos para comprar o quer que seja ou para admitir mais pessoal. Dá lucro ? Pois dá, é isso mesmo que se pretende.

Mas, claro, o mal é o lucro, o bom serviço prestado. Os utentes vão morrendo ou vivendo sem tratamento. É poucochinho.

BE, PCP e PAN votaram ao lado da mais sinistra extrema direita

Para a eleição da Presidente da Comissão Europeia PCP, BE e PAN juntaram-se à mais sinistra extrema direita e ao patético Nigel Farage  do Brexit para impedirem a solução encontrada. Uma mulher brilhante com um curriculum brilhante, com qualificações evidentes, europeísta de convicção e cultura e com um programa mobilizador.

Votaram ao lado dos que queriam ver a UE paralisada, de acordo com o seu antigo e imutável programa político em Bruxelas : ser o cavalo de Troia contra a ideia de uma Europa unida para fazer frente aos grandes blocos, Rússia, China, que tanto a querem ver domesticada e irrelevante.

Com a eleição de Ursula, esse programa, felizmente, falhou.

PS : Expresso . MST

Na saúde os privados não ficam excluídos

Vai haver PPP de gestão na saúde sempre que for necessário já que PPP de concepção/construção serão cada vez mais. Não é o que acontece a um Estado falido ?

O PS sublinhou, numa declaração de voto escrita, apresentada por Carlos César em nome do grupo parlamentar socialista, que a Lei de Bases agora aprovada "não é uma lei para estimular a concorrência económica entre setores prestadores de cuidados de saúde, como a que estava em vigor - é uma lei para obrigar à colaboração de todos nessa prestação".

O texto socialista insiste que o setor privado não fica excluído do Serviço Nacional de Saúde, ao reafirmar que esta "não é uma lei para inibir a iniciativa dos setores privado e social - é uma lei para afirmar a responsabilidade primordial do setor público". Aliás, César aponta que a nova legislação "não interdita o recurso a privados na gestão de unidades do SNS", mas "estimula a transparência e a prevenção de conflito de interesses e afirma claramente a preferência pela administração direta pelo Estado".

Se o buraco financeiro não é do Metropolitano de Lisboa é do Governo

Para o contribuinte é que não há esperança nenhuma. Paga seja do Metro seja do governo.Estes são os grandes negócios do Estado.

Há bem pouco tempo soubemos do estranho negócio na TAP em que o Estado adquiriu 50% das accões mas quem manda são os privados. Mas o estado apenas tem 5% dos direitos accionistas.

Agora está aí o buraco do Metro porque, convenientemente, o Metro acha que os investimentos em estruturas físicas de longa duração são propriedade do governo logo, o  custo da amortização anual não vai às contas da empresa. Pouca coisa são aí uns 3 mil milhões.

Existem sérias dúvidas sobre o real retrato das contas do Metropolitano de Lisboa (ML) referentes a 2018, enviadas ontem, dia 18 de julho, pela empresa pública à CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. Nesse documento, o relatório de auditoria da BDO emite várias reservas, a principal das quais tem a ver com a forma como a administração do ML tem vindo a contabilizar no seu balanço os investimentos em infraestruturas de longa duração (ILD), assim como o respetivo financiamento.

“Não é claro o enquadramento legal ou contratual, que tem vindo a ser assumido pelo Grupo, da eventual obrigação do Estado de reembolsar o Grupo pela parte não subsidiada do investimento em ILD e pelos gastos associados ao seu financiamento, subsistindo assim uma importante incerteza quanto à recuperação dos valores investidos em ILD e à forma e valor de realização da referida conta a receber do Estado de 2.955 milhões de euros".

Cá estão, novamente, as despesas ocultas debaixo do tapete. O contribuinte paga.

Uma Europa ainda mais social - o Fundo de Desemprego Europeu

Um salário mínimo para a UE.

Não foi tão longe quanto dizer que vai tentar obrigar os países a criarem salários mínimos, mas disse que vai propor um enquadramento global comum para que todos os países — com as devidas adaptações — garantam “um salário mínimo que pague uma vida condigna”.

A alemã pretende ainda reforçar a rede de proteção social com a criação de um subsídio de desemprego a nível europeu, que não implica a eliminação das redes de proteção que já existem a nível social, mas sim servindo de reforço nos períodos em que as economias são sujeitas a choques mais profundos, como recessões generalizadas.

Ursula von der Leyen incluiu nesta área também um pequeno “biscoito” para o Parlamento Europeu, dizendo que vai apoiar a proposta de Estrasburgo de triplicar o orçamento para o programa Erasmus no próximo quadro comunitário.

“Quanto aos gigantes da tecnologia terem grandes lucros na Europa, tudo bem, porque somos um mercado aberto e gostamos de concorrência. Mas se estão a conseguir estes lucros beneficiando do nosso sistema de educação, dos nossos trabalhadores qualificados, das nossas infraestruturas, e da nossa rede de Segurança Social, então não é aceitável que tenham lucros e não paguem impostos porque estão a ‘jogar’ com o nosso sistema de fiscal”, disse aos eurodeputados.

“Se querem os benefícios, têm de partilhar os encargos”

Temos de trabalhar com o Pacto de Estabilidade e Crescimento. Quando é necessário fazer investimentos e reformas, temos de garantir que estas podem ser feitas. Temos de dar uso a toda a flexibilidade incluída nas nossas regras. Temos orgulho na nossa economia, queremos torná-la mais forte, mas também há uma lógica simples e clara: não são as pessoas que servem a economia, mas sim a economia que serve as pessoas”.