Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

A PPP meritória do hospital de Cascais

É-me indiferente se é o público ou o privado que oferece o serviço público de saúde. Para mim o fundamental é que o serviço prestado seja o melhor para o doente. Só não pensa assim quem necessita de internamento urgente em Psiquiatria por sofrer de síndrome agudo de dependência ideológica-partidária.

Porque tem recursos e capacidade para fazer do utente a sua prioridade, o Hospital José de Almeida tem-se distinguido no plano nacional pela excelência dos cuidados que presta à população. É tão- -só o mais premiado hospital do Serviço Nacional de Saúde.

Para mim é muito claro que, se o Estado tem recursos, deve aplicá-los na rede primária de cuidados de saúde (que precisa desesperadamente de investimentos) e deixar como está o que tem funcionado bem – o Hospital de Cascais. Unidade que, valha a verdade, não é uma mas sim duas PPP: a imobiliária e a da gestão. O que nos leva a questionar se o desejo é reverter as duas PPP ou apenas uma? E se a ideia é reverter as PPP, só o cinismo justificaria que se deixassem os privados continuar a operar no SNS. É para aí que caminhamos por fanatismo ideológico? Querem mesmo tirar todos os privados da saúde, fazendo colapsar o SNS?

O PCP não gosta mas é pragmático, quanto ao BE aquela cabecinha de ar e vento só destila ódio.

PS : o direito dos cidadãos à saúde deve ser a prioridade

António Costa colocou bem a questão. Se e onde a gestão privada for necessária em benefício do doente .

Em causa estão "situações em que não seja possível garantir gestão pública", porque, para o governante, o direito dos cidadãos à saúde deve ser a prioridade do Estado e, nessa lógica, admite a manutenção de PPP sempre que o público não consiga fazer melhor do que o privado. "A decisão de não renovar os atuais contratos de gestão em regime de PPP depende da capacidade que o SNS tenha de, em cada momento concreto, gerir um determinado hospital em condições pelo menos iguais, senão superiores, às que foram asseguradas pelo parceiro privado. O direito dos cidadãos à saúde deve ser a nossa prioridade", escreve.

Numa palavra tal como está e como sempre deve ser

Centeno tem razão : não há dinheiro para os professores

Não há dinheiro tornou a dizer na Assembleia da República o ministro Mário Centeno. E tem razão.

Os partidos que propõem o pagamento integral têm que explicar onde se corta na despesa ou onde se aumentam os impostos. Andam todos à cata de votos mas se o governo cede vem aí o pântano. 

O PSD e o CDS só têm que deixar a solução do problema para o PS, o PCP e o BE que comeram a carne mas não querem roer o osso. Desagradar aos professores que representam um mar de votos.

Reiterando alguns números, Centeno explicou que em velocidade de cruzeiro, daqui a alguns anos, a recuperação dos mais de nove anos de serviço dos professores teria um custo permanente de 635 milhões de euros (800 milhões de euros em todas as carreiras), com 35 mil professores (cerca de um terço do total) a chegar ao topo da carreira até 2023.

Pág. 6/6