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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A PPP para o novo hospital de Lisboa ridiculariza o BE

O novo Hospital de Lisboa é uma parceria-público-privada

No mesmo dia que um comboio deixou cair o motor foi conhecido que à concepção-construção-equipamento e gestão do novo hospital de Lisboa concorreram nove empresas . O Estado não tem dinheiro - o primeiro caso é ridículo o segundo é sério.

Quando há uma ministra da saúde que mexe na proposta da Lei de Bases da Saúde no sentido de reforçar o papel do Estado no Sistema de Saúde, verifica-se que o governo a que pertence reforça o papel dos privados no sistema. É que as PPP servem para isso. Os privados adiantam dinheiro ao Estado e este fica a pagar uma renda.

... pretende afastar toda a medicina que não é exclusivamente pública. Tal não é possível, como mostra a degradação do SNS a que assistimos. A aflitiva falta de investimento que o Estado se vê obrigado a fazer, e o facto de muitas vezes ser mais barato recorrer aos centros não públicos torna essa ideia incongruente. O Estado orçamentou 9 mil milhões para a Saúde e os portugueses gastaram 17 mil milhões. A diferença foi para os privados. Porquê? Por escolha dos que pagam os impostos com que se paga o SNS. E na maioria dos casos é dinheiro poupado ao Estado.

O Hospital Lisboa Oriental vai representar para o operador privado um investimento total de cerca de 330 milhões de euros e, para o Estado, estima-se uma renda anual que poderá rondar os 16 milhões de euros durante 27 anos do contrato.

Todos os regimes em que foi imposto o Estado como dono e senhor de tudo resultaram em miséria e desgraça.

Segue-se a limpeza nos gabinetes ministeriais

A família socialista agita-se com as sondagens em perda continua. Segue-se a limpeza de primos e primas.

O ambiente no partido está muito pesado por causa desta sondagem”, confidenciava nesta quinta-feira ao PÚBLICO fonte socialista, adiantando que António Costa se prepara para fazer uma “limpeza nos gabinetes ministeriais, afastando primos, primas, tios, tias…depois das eleições europeias”, numa tentativa de arrumar a casa antes do combate das legislativas.

Entretanto o governo e os seus apoios têm pela frente a reposição exigida pelos professores. PS, BE e PCP têm o dever de encontrar uma solução sustentável financeira e politicamente. PSD e CDS só têm que deixar o assunto nas mãos da geringonça.

Não há 800 milhões para acumular na despesa para sempre e aí o governo tem razão. O PS com este assunto vai desgastar-se mais e vai chegar às legislativas em mau estado. Quem diria que seria o PS a desejar eleições no mais curto período. E vêem aí os incêndios.

O Outubro do descontentamento socialista .

A agora ministra "limpou" doentes das listas de espera - a ideologia mata

Expurgou, rectifica Marta Temido o que vale toda a diferença. E, assim, o SNS em vez de enviar os doentes que não pode tratar para os hospitais privados e sociais, apaga aqueles casos que escandalosamente esperam muito para além do período medicamente razoável.

Morreram cerca de 2 600 doentes em lista de espera diz o Bastonário dos médicos. Mas isto não comove ninguém, ora essa. O governo, o PCP e o BE já andam a negociar acabar com as taxas moderadoras e com as parcerias-público-privadas que, essas sim, deixam morrer os doentes.

Os peritos detectaram uma série de factores que “contribuem para o aumento dos tempos de espera” nas cirurgias programadas. Desde logo, os “sucessivos adiamentos e cancelamentos”, por “lapso do hospital”. Mas também a “não emissão” de vales-cirurgia e de notas de transferência para outras unidades de saúde – dois mecanismos usados para dar uma nova opção ao doente quando o tempo máximo de resposta se aproxima do fim.

Mas, é claro, esta opção incorre no pecado mortal de usar os privados. Digam lá se a ideologia não mata ?

Sindicatos independentes dos partidos

Em Democracia é sempre a sociedade civil que tem a última palavra. Pode demorar muito tempo, demasiado tempo, mas chega a altura e a população farta reage.

É, claro, que os partidos não gostam. Afinal há muito que os sindicatos fazem parte da organização política, controlando as manifestações dos trabalhadores. Veja-se o silêncio dos partidos da esquerda que mais estão envolvidos nos sindicatos . Incomodados, não apoiam nem deixam de apoiar .

As Centrais sindicais olham com apreensão para a capacidade destes novos sindicatos que lhes fogem ao controlo, a ganhar a rua, a parar o país, a negociarem com o governo. Função que sempre lhes pertenceu.

Em sectores como na Educação, na Saúde, nas Forças de Segurança e agora nos combustíveis. A sua publica evidência abrirá caminho a outros sectores o que obrigará os sindicatos partidários a deixarem de ser a correia transmissora dos partidos. E a redefinirem a sua estratégia e os seus comportamentos sindicais.

É, óbvio, que a culpa é toda dos mários nogueira deste mundo que todos os anos fecham escolas à sombra de um pretexto qualquer.

Na linguagem dos comunistas são amarelos. Ainda não perceberam que também há amarelos nas ruas de Paris .

Já não há adultos capazes de tomarem conta do governo ?

Quando se percebe que é Pedro Nuno Santos o membro do governo a quem competia ler a informação disponível e prevenir mas que, em vez disso, deixou que o caos se instalasse em apenas 48 horas, a pergunta que se impõe é :  já não há adultos no governo ?

Não me venham com a conversa que não havia nada a fazer ( acesso pago )

O homem da dívida que não se paga mas que se gere. O homem do " a cada um segundo as suas necessidades de cada um segundo as suas capacidades" . O homem que arranjou emprego para a mulher no governo depois de ter trabalhado na câmara de Lisboa. O político que diz que com ele o PS nunca governará com a direita .

Podemos esperar deste homem visão e capacidade de se antecipar aos problemas ? Este jovem adulto que vai fechando portas às soluções dos problemas que prejudicam o país pode ser levado a sério a ponto de ter chegado a ministro ?

É preciso dizer-lhe que as infra-estruturas podem cair . Acreditem, ele não sabe.

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SNS ? afinal é melhor não falarem com a Catarina e o Moisés

Não há acordo sobre a Lei de Bases da Saúde . A nota da secretaria de Estado não deixa dúvidas. Não há acordos parciais com este ou aquele partido.

Mais uma vez o BE guloso quis passar a perna aos camaradas ( no sentido de companheiros nas negociações).

... (mais uma vez) o Bloco de Esquerda antecipou um acordo em relação a uma medida concreta. O mesmo já tinha acontecido com o "imposto Mortágua" ou, mais recentemente, com a "taxa Robles", por exemplo. Além disso, alguns deputados socialistas manifestaram desconforto com o suposto acordo entre Governo e BE porque, a ser verdade, isso significava que o grupo parlamentar do PS tinha sido ultrapassado em todo o processo.

Não falem, não falem .

Falências no SNS ? Falem com o Bloco de Esquerda

O BE canta vitória. Após prolongadas negociações conseguiu levar o PS a aceitar a retirada das taxas moderadoras e acabar com as Parcerias-Público-Privadas (PPP).

As listas de espera continuam cada vez maiores e há doentes a esperar mais de um ano por cirurgias. Coisa que não incomoda o BE. Afinal isto resolve-se afastando os privados do sistema. Ora não se vê logo ?

Quem não está de acordo são os médicos. Vão começar a responsabilizar a ministra da Saúde pelas falhas .

Exigir o aumento da capacidade de resposta do SNS, traduzida num investimento público cujo orçamento em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) seja semelhante ao que existe na média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), e exigir a aplicação prática da Carreira Médica, com abertura anual de concursos para todas as categorias e graus, e a progressão a todos os níveis na carreira.

Decidiu também "alertar a sociedade civil e o poder político para o facto de o SNS estar no limite da sua própria sobrevivência com todas as consequências negativas que poderá ter na sociedade civil e na democracia" e "denunciar a falta de respeito do Ministério da Saúde pelas estruturas representativas dos médicos, perante compromissos já assumidos pelo atual Governo e os processos negociais em curso".

É, pá, falem com a Catarina e com o Moisés...

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Um governo homeopático

Um governo poucochinho que governa para uma parte da população, os funcionários públicos e os pensionistas que vivem, maioritariamente, em  Lisboa e Porto.

Os serviços mínimos aplicam-se a Lisboa e Porto onde estão os eleitores o resto arde como em Pedrogão, Tancos, Borba/Vila Viçosa. Um país preso por arames onde falta o essencial por falta de investimento e das medidas difíceis de que este governo foge como o diabo da cruz. E os que correram a comprar os novos passes de transporte estão nas filas de espera nas bombas de gasolina . E as listas de espera na saúde perduram ( 47% do total dos serviços foram assegurados pelo SNS o restante pela saúde privada e social) .

A sociedade civil agita-se . Aparecem sindicatos independentes que fogem ao controlo dos sindicatos partidários. Na saúde ( enfermeiros). Na educação. Nos transportes. Nos portos (estivadores).

António Costa como uma barata tonta fingiu que o pré-aviso de greve não era com ele( como habitualmente faz) e em menos de 24 horas vê o país parado por uma greve de poucas centenas de pessoas. O culpado deve ser o governo anterior.

Com os professores está cercado pelos partidos apoiantes que , segundo nos vendeu, garantem uma governação estável. Mas tudo aponta para que até a estabilidade financeira das contas públicas se rompa por aqueles que sempre desejaram que o governo evite a subordinação aos ditames de Bruxelas. Verga aos professores e aos sectores que se seguirem e o défice aumenta .

Com a dívida em alta, um PIB poucochinho, contas externas degradadas, sobra a taxa de juro mínima que o BCE ofereceu. Houve gente que sonhou com mais deste governo homeopático.

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