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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Um Estado centralista que se mete em tudo mas não sabe de nada

Bom seria que o Estado grande e anafado deixasse da mão o que não sabe e não pode fazer e fizesse bem o que só ele pode fazer.

O que se passou na estrada de Borba é, de facto, um problema do Estado e das suas múltiplas incapacidades. Um Estado que dá emprego a imensos “especialistas em coisa nenhuma” mas não tem nos seus quadros quem garanta a segurança das populações ou não meta na gaveta os alertas que lhes vão chegando.

Os incêndios do ano passado acordaram os portugueses para a realidade de o seu país estar dividido em dois. A tragédia de Borba — que só por acaso não teve mais vítimas — vem mais uma vez provar a imensa incapacidade do país centralista, que abandonou o interior à sua sorte, que se autoglorifica na Web Summit com um enorme desprezo (a palavra é “desprezo”, não há outra) para o terceiro-mundismo que ainda marca Portugal.

Ao contrário do que diz o primeiro-ministro, as evidências da responsabilidade do Estado na tragédia de Borba são demasiado claras e chocantes.

Itália começa a ceder a Bruxelas

Por uma redução do défice de 2,4% para 2,1% não vale a pena abrir uma guerra . Basta seguir a lição de Centeno. Fazer aprovar o orçamento com 2,1% e depois fazer cativações pois ninguém discute o exercício orçamental no fim do período, 2,4%.

O próprio primeiro ministro grego também já aconselhou o seu parceiro italiano. É melhor fazer agora porque mais tarde é bem mais difícil. Parece que não mas o Brexit está a ter este efeito benéfico sobre os 27 membros restantes da União Europeia. Maior coesão que é sempre o resultado de uma ameaça externa . Já ontem os 27 acordaram rapidamente com os termos do acordo para a saída do Reino Unido.

A ultrapassagem das dificuldades abre novos caminhos é bem de ver. E no âmbito da União Europeia os países membros encontram soluções que não encontram sozinhos.

 

Sem mais e melhor crescimento económico

Portugal não consegue satisfazer as aspirações de maior nível de vida e de equidade entre os portugueses sem mais e melhor crescimento económico.

“É claro para todos que as aspirações de bem-estar individual e de equidade coletiva da sociedade portuguesa excedem hoje a capacidade de produção da economia. Nós temos aspirações para as quais não temos capacidade de produção disponível e tal desalinhamento só pode ser colmatado com mais e melhor crescimento económico, caso contrário viveremos sempre com aspirações limitadas pela nossa própria incapacidade de gerar o rendimento que as permite satisfazer”, defendeu Carlos Costa.

Os três pilares ingleses do Brexit

A liberdade de circulação de pessoas deixa de atender à sua origem e passa a atender ao mérito e às capacidades de cada um. Os europeus deixam de ter primazia na entrada no Reino Unido sobre os informáticos indianos por exemplo. Segundo as necessidades da economia do país é agora a regra.

O Reino Unido deixa de contribuir para o orçamento da UE, controlando o seu dinheiro e os enormes montantes que todos os anos envia para Bruxelas.

A Justiça do Reino Unido passa a obedecer às leis do país e não às leis escritas e aprovadas em Bruxelas. O Tribunal Europeu de Justiça não tem mais poder no país.

Este é o resumo de Tereza May que não foi tão clara no que se refere às perdas

Luís Moreira partilhou uma publicação.
6 h
 

A União Europeia é o sonho que comanda os povos da Europa

O PS nunca governou duas legislaturas completas seguidas

António Costa tem várias demónios a atormentá-lo. Os primeiros quatro anos já passaram com distribuição de rendimentos à custa do investimento e da maior carga fiscal de sempre. Com o início da segunda legislatura a crise já se apresentou de mansinho mas não tarda em ganhar corpo.

Tal como aconteceu com Guterres e com Sócrates para falar nos mais próximos.

Convém recordar que, desde o 25 de Abril, o PS nunca governou mais de seis anos seguidos. Nunca conseguiu estar no governo durante duas legislaturas seguidas. Guterres foi PM entre 1995 e 2001, não concluindo o segundo mandato. Sócrates chefiou o governo entre 2005 e 2011, abandonado São Bento com a chegada da bancarrota.

Daí o desespero de Costa pela maioria absoluta .

O governo dá aos professores o que deu aos outros servidores do Estado

Como não há dinheiro para mais dá o que pode e, quem dá o que pode, a mais não é obrigado. O governo tem culpa ? Claro que tem, deixou que se pensasse que havia dinheiro para todos mas, a realidade, chega sempre . O problema do governo agora é a crise que já chegou devagar não vá acelerar e rebentar ainda antes das eleições.

Há uma "enorme virtude" no que propõem bloquistas e comunistas, disse. "Vêm demonstrar que tínhamos razão. O que o PCP e o BE agora vêm propor, não é a mesma norma do ano passado, mas o que eles diziam que estava na norma do ano passado e nós dizíamos que não estava e a melhor demonstração de que não estava é que eles agora sentiram a necessidade de explicitar e dizer aquilo que no ano passado não foi dito".

E o PSD vai pescar em águas turvas não apoiando o governo nesta matéria .Temo que perca a coerência e não ganhe votos.

O governo quer acreditar que as eleições chegarão antes da descida mais violenta

A descida já começou para já, suave . O PIB cresceu apenas 2,1% em termos homólogos no terceiro trimestre do ano, o valor mais baixo dos últimos dois anos. Porque a procura externa se contraiu . Os mercados que importam o que produzimos ou nos visitam como turistas, com a sua redução vai-se o crescimento do PIB português. Tudo porque o dinheiro dos portugueses se escoa no consumo de produtos importados ou sai alegremente para os bolsos do estado em impostos indirectos.

E o Orçamento do Estado para 2019, que poderia ser um bom instrumento para estimular o investimento e compensar, com medidas anticíclicas, a descida das exportações, foi mais uma vez usado para pagar as palmas que a bancada apoiante do governo lhe dedica no Parlamento.

Iremos colher o resultado do que andaram a semear. Não vai ser a crise internacional que vai trair  o Governo ou a sua política económica. É esta que vai arrastar montanha abaixo

PS : Expresso- João Duque

Há que descentralizar a colocação dos professores

Só os sindicatos não estão interessados mas sem a descentralização da colocação dos professores sofrem os professores e sofrem os alunos. A autonomia das escolas passa também por aí.

Uma pessoa que não se identifica com a orientação educativa do estabelecimento de ensino que lhe calhou no concurso nacional de professores, que não se revê nos seus princípios, nos seus valores, nas estratégias adoptadas, dificilmente será um profissional totalmente comprometido e empenhado.

Parece-me, pois, que seria importante mudar a forma de contratação dos professores. A autonomia deveria permitir às escolas seleccionar aqueles docentes cujas características, qualidades e experiência melhor se adequassem ao seu projecto educativo, como, de resto, acontece com quase todas as organizações, incluindo da Administração Pública. E, claro, exemplos de dedicação como o de Joaquim Sousa devem ser enaltecidos e incentivados, devidamente reconhecidos.

A Europa precisa de lidar melhor com a imigração

O Brexit é em grande parte filho da falta de gestão da imigração. É dos USA que vem o aviso explícito sobre uma matéria que é mais que óbvia. Os imigrantes entrar, entram, mas depois são abandonados à sua sorte. O resultado são os populismos .

Os líderes europeus devem enviar um sinal mais forte de que não conseguirão “continuar a fornecer refúgio e apoio”, disse a ex-candidata democrata à presidência dos EUA.

Clinton elogiou “as abordagens muito generosas e compassivas” de líderes como a chanceler alemã, Angela Merkel, mas sugeriu que a imigração está a inflamar os eleitores e contribuiu para a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos e para o Brexit.

“Penso que é justo dizer que a Europa fez a sua parte e deve enviar uma mensagem muito clara porque se não lidarmos com a questão da imigração, ela continuará a agitar o corpo político”,