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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O socialismo que nunca é de verdade

Se corre mal como correu na União Soviética, na Venezuela, em Cuba, em Angola e noutros paraísos então é porque não era " socialismo de verdade"..

O exemplo é, por estes dias, a Venezuela do mar de petróleo que não andará longe de um golpe militar que, inevitavelmente, arrastará o país para uma ditadura de extrema direita. Oxalá que não mas ainda vamos ouvir os apoiantes de Chavez e Maduro rasgarem as vestes contra os golpistas como se não fossem os culpados.

Desde a queda do preço do petróleo ( no tempo de Chavez andava acima dos 100 dólares/barril) até à ingerência imperialista tudo servirá para lavar os crimes do socialismo de miséria . Tal como aconteceu nos outros paraísos .

Quem foge da miséria fugindo para outra

A cegueira ideológica é que não ajuda ninguem, bem pelo contrário, ajuda a que a miséria do povo seja vista como sendo um castigo a que os pobres não podem fugir. Pois se a miséria não resulta das decisões de quem as toma estando no poder no país...

 

 

Basta perceber qual é o supremo interesse dos doentes

Há cada vez mais doentes dos hospitais públicos enviados para os hospitais privados. E a razão é simples. Os hospitais públicos não têm capacidade para os tratar dentro de prazos medicamente razoáveis. O que é que não percebem ?

Já há mais hospitais privados ( 116) do que públicos ( 115) e há mais de dois milhões de portugueses que são tratados nos hospitais privados. Se mesmo assim as listas de espera no público não param de crescer o que seria se não houvesse esta capacidade instalada privada ? Sofriam e morriam os doentes .

Em julho e agosto bateram-se recordes na emissão de vales-cirurgia, adianta a Associação de Hospitalização Privada. Dados de duas unidades privadas, de Lisboa e Porto, servem de exemplo: até ao final de julho realizaram mais operações ao abrigo do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia do que em todo o ano passado.

Para certa esquerda os doentes não interessam nada .

Os eleitores hostis à extrema esquerda votarão PS ?

Se os eleitores, que ora voltam no PSD ora no PS, tivessem antecipado a opção de António Costa em se coligar com o PCP e o BE continuariam a votar no PS ? Há muitas dúvidas quanto a isso e essa questão irá ditar a tal luta eleitoral suja de que fala Francisco Louçã.

Porque a actual votação no PS foi conseguida sem que a opção parlamentar inédita à esquerda fosse conhecida pelos eleitores . Ora, a verdade, é que PCP e BE não estão a conseguir beneficiar nas intenções de voto como ficou bem demonstrado nas últimas eleições autárquicas.

Quando Rui Rio diz que o PSD pode ganhar as próximas eleições está a lembrar que governar desgasta, encanta uns e desencanta outros e, até lá, o ambiente não vai para melhor vai para bem pior.

A pressão a que o PCP e BE estão a sujeitar o governo, na contagem do tempo dos professores e de outros sectores da administração pública, a degradação evidente da saúde e da educação, ferrovia e transportes públicos, deixará ainda mais a descoberto que esta formula de governo governa em benefício do público à custa do privado.

  Uma parte do eleitorado potencial do PSD pode igualmente votar no PS e a oscilação deste eleitorado do centro é decisiva para a vitória de qualquer deles. Mas estes eleitores são em princípio hostis aos partidos da extrema-esquerda .

Reconhece-se em geral que o sucesso do PSD se fez pela capacidade de representar um vasto conjunto de valores e interesses, dos pequenos aos grandes empresários, dos trabalhadores do setor privado aos profissionais liberais, pessoas que não dependem diretamente do Estado, pagam impostos, têm a ambição de se promoverem pelo trabalho e pelo esforço, pessoas sem filiação às velhas ideologias .

Louçã diz que vem aí uma campanha eleitoral suja

Francisco Louçã terá medo de uma campanha cheia de casos Robles ?

Mas há um elefante na sala e tudo indica que os dirigentes do Bloco de Esquerda decidiram lidar com ele da pior forma possível. O caso Robles foi uma faca espetada no coração do Bloco de Esquerda e é muito bem possível que daqui a um ano, quando estiverem a votar para as legislativas, os eleitores recordem com nitidez o caso do partido que tinha um dirigente que actuava na sua vida privada de forma contrária aos valores que defendia publicamente. Ora, ao que parece, o Bloco decidiu copiar neste caso os partidos tradicionais, de que o caso Sócrates dentro do PS, quase até ao fim, foi um exemplo. Quando Francisco Louçã avisa que o Bloco está a ser, e ainda vai ser, alvo de uma “campanha suja”, está a reagir como se as notícias que deram conta de que o ex-vereador do BE detém um prédio numa zona propensa à especulação imobiliária, que comprou por pouco e pôs à venda por muito (ainda que a venda não tenha sido concretizada), fossem falsas.

Os multimilionários dos países socialistas pobres

Num comentário ao meu poste Sim, os europeus são mais felizes, o leitor chama a atenção para a desigualdade . Sim, os europeus são mais felizes mas não serão todos.

Mas o comentário não resiste a uma leve análise. Na verdade, é para esta Europa que rumam os multimilionários dos países socialistas porque é aqui que encontram a qualidade de vida que não encontram nos seus países miseráveis.

Quer dizer, aqui na Europa, o nível de vida que o estado social propicia é muito elevado para cerca de 80%/90% da sociedade quando comparado com o resto do mundo.. Há franjas da população que estão abaixo do nível de decência mas nada que se compare às largas parcelas da população que estão mergulhadas na miséria nos países ditos socialistas.

A desigualdade nos países socialistas existe e é muito maior e a um nível de decência muito mais baixo  que na Europa. Basta olhar para o lado e comparar. Os miseráveis que procuram os países vizinhos na América do Sul, na América Central e na Europa têm origem no mesmo sistema que cria os multimilionários chineses, venezuelanos, brasileiros, angolanos, russos...

Até Francisco Louçã já veio admitir que o problema é esses países não terem uma estrutura produtiva que crie riqueza e mantenha a população em níveis decentes de qualidade de vida. Deu como exemplo a Venezuela mas podia dar outros. Não faltam países onde a iniciativa privada é apenas tolerada e o Estado bloqueia a economia social de mercado.

Enquanto assim for é realmente na Europa onde a qualidade de vida é superior.

 

Sim, os europeus são mais felizes

Todos ou quase todos querem rumar à Europa e a razão é simples.

É difícil vender a ideia de Europa na própria Europa. Isto é a mais pura das verdades, apesar de não existir melhor lugar para se ter nascido nos últimos 50 anos. Ainda que seja necessário trabalhar muito para distribuir equitativamente aquilo que a prosperidade já nos trouxe, os europeus contam com a melhor educação, estão mais bem protegidos das grandes empresas e possuem uma vida melhor, mais longa e saudável, além de gozarem da felicidade como ninguém noutra parte do mundo. Sim, são mais felizes. Estas coisas já se medem.

À custa da imolação das empresas públicas de transportes e Infraestruturas

A ousadia da execução orçamental de Julho deveu-se este ano à imolação das empresas públicas e em especial de transportes e infraestruturas.

Destas empresas fazem parte empresas como a CP, os Metros de Lisboa e Porto, a Transtejo, a Infraestruturas de Portugal ( que cuida das redes de estradas e ferrovia) ou a EDIA ( empresa de desenvolvimento e infraestruturas do Alqueva).

Só quem não quer ver não vê que os milagres de Centeno se fazem à custa do sofrimento dos outros.

E é esta a execução de um governo do PS apoiado parlamentarmente pelo PCP e pelo BE enfiados no bolso de António Costa.

E mesmo assim vão dizendo que a austeridade acabou.

PS: João Duque - Expresso

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