Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

O espaço é o exemplo perfeito da cooperação da União Europeia

Nenhum país europeu sozinho poderia desenvolver os projectos espaciais GALILEU e COPÉRNICUS.

O Galileo é um projeto estratégico para a Europa. Dá-nos autonomia e independência, seja para fins económicos ou militares. O investimento no Galileo ajuda-nos a acompanhar o ritmo dos EUA e a não nos deixarmos ultrapassar pela Rússia ou pela China.

E o Galileo é apenas uma parte da nossa odisseia no espaço. A Europa também desenvolveu o melhor programa do mundo de observação da Terra por satélite: Copernicus. Este programa dá-nos a capacidade de observar o nosso planeta, a atmosfera, os oceanos e os continentes. Atualmente com 7 satélites em órbita, será em breve o maior fornecedor de dados a nível mundial depois da Google.

Acordo escondido pelos governos de Sócrates nas PPP

ppp.jpg

 A investigação às PPP dos governos Sócrates já estará perto do fim, e envolve vários antigos governantes dos Executivos de José Sócrates. Os antigos ministros das Obras Públicas, Mário Lino e António Mendonça, e o ex-secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, foram mesmo escutados no âmbito da investigação, mas não são os únicos ex-governantes cujas decisões estão sob investigação. Também o ministro das Finanças daquele período, Fernando Teixeira dos Santos, está no centro do processo. O inquérito tem por base indícios de associação criminosa, gestão danosa, fraude fiscal, corrupção ativa, tráfico de influências e branqueamento de capitais.

O estado come tudo e não deixa nada

Para onde vão as verbas do Programa Portugal 2020 ? Para o estado ora essa. Em vinte programas 16 são do estado e 4 dos privados. Como habitualmente.

É só uma forma de compensar a falta de investimento do orçamento . Mais programas de formação como habitualmente. Depois o pessoal formado não tem emprego e emigra . Como habitualmente.

“26 dos maiores financiamentos foram para o Estado e só quatro para empresas.” Ou seja, 87% dos recursos de topo foram canalizados para financiar projectos estatais, e apenas uns insignificantes 13% puderam ser aproveitados por empresas privadas. O Portugal 2020 é um orçamento de Estado paralelo."

Os 26 mil milhões de euros que o programa tem vindo a distribuir desde 2014 são demasiado preciosos para que o Estado não lhes meta o dente, com a voracidade própria de quem tem pouco dinheiro no bolso e muitas bocas para alimentar.

 

 

Professores : 635 milhões mais 519 milhões por ano a acrescer ao orçamento

Não há dinheiro e as contas foram novamente feitas pelos Ministérios das Finanças e da Educação em reunião com os sindicatos. O que é que os professores não percebem ?

Contas feitas, o executivo defende que entre a decisão já implementada de recolocar em marcha o relógio das carreiras e a eventual aceitação das exigências dos professores, estaria em causa "um aumento conjunto de 1154 milhões de euros" nas despesas anuais com os vencimentos dos professores, em 2023, por comparação com 2017.

A serem boas, estas projeções implicam que a proposta do governo de devolver dois anos e nove meses de serviço aos docentes já representaram um esforço de cerca de 180 milhões de euros anuais a partir de 2023.

Os sindicatos dizem que não, há professores mais antigos e que ganham mais e que vão para a reforma e, por isso, o montante é inferior, como se não fossem substituídos por jovens que vão empurrar todos os outros mais velhos para os níveis mais elevados.

Não há dinheiro o que é que não percebem ? Claro que vão chegar a acordo são muitos votos em jogo.

Foi o Ocidente que aboliu a escravidão

O que realmente define a escravidão praticada pelos ocidentais é a sua abolição que depois impôs a todo o mundo .

O sistema transatlântico distingue-se por, entre outras coisas, ter implicado novos circuitos de tráfico, uma procura muito intensa de mão-de-obra escrava — uma nova escala na procura, digamos assim — e o uso intensivo dessa mão-de-obra na economia de plantação. Mas aquilo que é radicalmente novo, radicalmente diferente, nesse sistema é a sua abolição, isto é, o fim da escravidão e do tráfico de pessoas, em todas as latitudes e para todas as gentes, de todos os credos e cores. Essa foi uma conquista do Ocidente que, depois, o Ocidente sugeriu ou impôs a todo o mundo. Uma ideia na qual os homens dos primeiros dois terços do século XIX acreditaram, foram capazes de levar à prática e que, melhor ou pior, se mantém em vigor, não obstante terem surgido novas formas de exploração do ser humano. Essa é, como há duas décadas  afirmo, inclusive nos jornais, a maior especificidade do sistema transatlântico da escravatura iniciado com a chegada dos portugueses às costas ocidentais de África.

Portugal é a Grécia

Governos fracos e administrações incompetentes incapazes de planear a longo prazo levam ao desespero e à morte . Maus serviços públicos apesar da elevada carga fiscal.

Está a acontecer no sul quente e seco. Está a acontecer onde os Estados são falhos, governados à vista desarmada e tomados por administrações públicas lideradas por incompetentes promovidos por cunhas e cartões partidários, incluindo nas suas proteções civis. Portugal e Grécia são casos diferentes mas ambos estão há anos tomados por governos com total incapacidade estratégica de longo prazo (o que nos incêndios se vê na floresta e no ordenamento do território), por comportamentos sociais desvinculados e por uma sujeição orçamental a que chamamos austeridade: impostos muito elevados para pagar despesa pública e corte de meios e serviços públicos por exaustão (o que nos incêndios se vê na falta de recursos de combate).

Esta combinação de incompetência na estratégia e na ação, de falta de planeamento e de falta de meios, leva perfidamente à resignação inaceitável: a da fatalidade. Como se morrêssemos nos incêndios porque a natureza está assim e vida é isto.

Finalmente, o terceiro traço, o de que Portugal e Grécia são países da União Europeia resgatados por uma austeridade então necessária mas disparatada na profundidade com que se espetou a faca na ferida, pelo experimentalismo económico e pela raiva vingativa de políticos e países do Norte. Quiseram fazer uma purga. Criaram um purgatório. 

Embora o que Portugal passou não se possa comparar ao que passou ( está a passar) a Grécia.

Que direito especial têm os professores ?

Trabalhadores do público e do privado foram todos ou quase todos afectados com os cortes nos seus rendimentos .

A austeridade provocada pela crise económica e financeira não afetou apenas os professores. Tocou a todos, ou quase todos. Trabalhadores do público e do privado, por conta própria ou por conta de outrem, jovens, pensionistas, foi transversal. Porque haveria o país de devolver com retroativos as progressões nas carreiras dos professores e não devolver, com os mesmos retroativos, as pensões que foram cortadas aos pensionistas? Ou o dinheiro da sobretaxa que todos pagámos? Que direito especial têm os professores, diferente dos restantes funcionários públicos, que viram os seus salários cortados e a sua progressão na carreira igualmente congelada?

A nova geração do PS é indistinguível da do Bloco

No tempo do bloco central os problemas eram fundamentais. Implementar a democracia, aderir à Europa . Agora estamos no recreio, um bocado mais à esquerda um bocado mais à direita.

O Bloco de Esquerda é uma coisa diferente. Os dirigentes do Bloco de Esquerda e os dirigentes mais novos do PS são da mesma geração, têm a mesma educação, o mesmo percurso social, vestem-se da mesma maneira, gostam das mesmas coisas, comem as mesmas porcarias, acreditam nas mesmas parvoíces. Vai ser muito difícil ao Partido Socialista suportar esse peso, na medida em que o PS tem hoje um grande peso numa asa, não digo na asa esquerda, porque não acho que a asa seja de esquerda. Mas digamos que a ala esquerda do PS é também a ala mais nova, aquela que nasceu com os computadores, para quem ir à televisão é uma coisa natural, a que está à vontade na modernidade. Porque as coisas são diferentes do tempo do Fefé [Ferro Rodrigues], do meu tempo. A nova geração do PS é indistinguível da geração do Bloco, há ali uma grande continuidade, que é material, inclusive, e portanto política. E pode haver uma situação em que o PS de hoje seja posto perante este problema: em que medida é que rejeitando o Bloco, para este não vir a ter na organização e na política o peso que as circunstâncias o chamam a ter, deve fazer uma política isolacionista, caso em que se arrisca a uma cisão na sua ala esquerda, ou aceitar uma colaboração do Bloco, que, a prazo, se pode tornar uma amálgama.

Professores ? O orçamento é para todos os portugueses

A entrevista do Professor Mário Centeno ao Público não deixa margem para dúvidas, tal como António Costa já deixara claro há dias. Não há dinheiro .

Portanto, o tema dos professores não é determinante no quadro do OE?
O OE é um exercício complexo e para todos os portugueses. Temos, em nome de todos os portugueses, de propor um orçamento que seja sustentável, que olhe para o futuro e mostre a continuação do caminho que temos vindo a seguir até aqui. Ninguém iria entender que não fizéssemos exactamente isto e, portanto, não gostaria de singularizar num só tópico. Temos um orçamento, repito, que é para todos os portugueses e que tem de ser sustentável.

E, como é óbvio, sendo o orçamento para todos os portugueses não é possível nem sustentável ( os aumentos salariais ficam para sempre) gastar todo o dinheiro disponível com os professores.

Qual é a parte que não entendem ?

A Europa precisa dos Açores para lançar foguetões

É uma corrida com dois ou três outros lugares na Europa com condições para esta actividade.

“Este local é viável do ponto de vista técnico e económico”, começa por dizer ao PÚBLICO Nuno Ávila, director-geral da Deimos Engenharia. “Apresenta condições climáticas muito favoráveis face a outras alternativas na Europa – na Noruega, Suécia e na Escócia. Do ponto de vista da segurança, também tem condições excepcionais: os lançamentos seriam para sul, onde só temos oceano. Na Noruega e Suécia tem de se sobrevoar território onde há população. E na Escócia tem de haver manobras para se evitarem as ilhas Faroé”, acrescenta Nuno Ávila. “Do ponto de vista logístico, a ilha de Santa Maria é muito boa, tem acessibilidades por mar e pelo ar. Tem uma pista com três quilómetros e tal, tem um porto de mar gigantesco. Têm de transportar partes dos foguetões, para serem montados localmente, e os satélites e os combustíveis também têm de chegar aí.”

A não ser que apareçam por aí uns iluminados a contestarem os prejuízos na natureza, os Açores podem voltar a ser um lugar estratégico para a Europa.