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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Cá está a União Europeia a renegociar a dívida

Extensão do prazo dos empréstimos para trinta anos e com isso aplanar ao longo do tempo as amortizações da dívida e manter a taxa de juro em níveis razoáveis. É esta a tão desejada renegociação da dívida.

O BCE vai emitir obrigações europeias com vista a oferecer a Portugal linhas de empréstimo a 30 anos com vista a beneficiar o país trocando-as com as obrigações a curto e a médio prazo.

A Comissão Europeia vai emitir obrigações em nome da União Europeia para facilitar a extensão das maturidades dos empréstimos feitos a Portugal através do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF). Este passo consiste na implementação da decisão do Conselho Europeu em 2013. A extensão destes empréstimos deverá diminuir o custo com juros e alisar o perfil de maturidades da dívida portuguesa.

Todos nos lembramos daqueles arautos da desgraça que rasgavam as vestes exigindo o perdão da dívida . Não pagamos .

A prorrogação dos prazos do empréstimo já tinha acontecido no passado. Em 2013, o então ministro das Finanças, Vítor Gaspar, negociou no Eurogrupo o prolongamento das maturidades dos empréstimos ao lado do seu colega irlandês. Estima-se que essa renegociação tenha gerado poupanças de 2,2 mil milhões de euros a ambos os países. Na altura, foi concedido aos dois países mais sete anos para reembolsarem o Mecanismo.
 

As promessas não cumpridas de António Costa

Chega sempre o momento da verdade. A narrativa era tudo a todos mas, como bem se sabia, nem a economia crescia o suficiente e os contribuintes já suportavam a maior carga fiscal de sempre.

“Aquilo que o Governo fez foi prometer aos professores uma coisa que agora não quer cumprir porque diz que não pode cumprir, mas se não pode cumprir – e eu acredito que não possa –, prometeu muito mal”, afirmou Rui Rio.

Segundo o social-democrata, “o Governo de Costa é vítima do seu próprio discurso”, pois andou a fazer propaganda sobre a situação económica portuguesa que não correspondia à realidade. “Faz esse discurso para parecer que a sua governação tem sido muito boa, mas depois confrontado com a realidade, agora em concreto com a questão dos professores ou a redução do Imposto sobre o gasóleo e sobre a gasolina, não consegue ser consequente com o discurso que faz”, disse.

Os pais ameaçam fazer greve a uma escola pública que os trata mal

Com este ministério da Educação centralizado, nas mãos dos sindicatos ( 23 ) os pais dos alunos só os podem defender se lutarem pela liberdade de escolha ( pública, privada, em associação).

Ano após ano o que vemos é a chantagem dos sindicatos comandados pelo sindicalista comunista Mário Nogueira a fazer o que quer com a escola pública. Greve atrás de greve seja o problema pequeno ou grande, financeiramente sustentável ou não, seja ou não razoável.

A Educação num país democrático não pode continuar à mercê de um quadro do PCP e que usa o  sindicato como braço armado do seu partido na luta política.

A defesa dos contratos de associação, considera, é a reação inevitável a formas de luta dos professores que, defende, se repetem "todos os anos" e estão "a atacar o coração do processo de aprendizagem" dos alunos.

"É para onde nos estão a empurrar", confirma. "O governo tem de rever a questão dos contratos de associação. Não vale a pena ter um sistema público de educação que está em permanente revolução. O primeiro direito é o das crianças. Não podemos estar permanentemente nesta instabilidade".

Entretanto, já foi criada por professores uma "associação fantoche de pais" que, naturalmente, se coloca ao lado dos sindicatos defendendo que a greve favorece os alunos.

Até quando este circo ?

O governo vai ceder perante os milhares de votos que os professores representam

António Costa, inadvertidamente ou não, disse a verdade. Não há dinheiro e, por isso, não pode cumprir o prometido aos professores na contagem do tempo de serviço.

Mas o nó é apertado porque os milhões são mesmo muitos milhões e das duas uma. Ou o governo vai cortar ainda mais na Saúde e noutros serviços do estado ou terá que aumentar impostos. O que não fará de certeza é aumentar o défice ou a dívida. E as taxas de juro a subir também deixaram de dar margem de poupança.

O PCP não quer a discussão na Assembleia onde a geringonça teria que funcionar ao lado do governo, quer que a discussão se faça entre governo e sindicatos, diga-se na rua, com manifestações e greves. E na Assembleia a discussão lançaria o governo nos braços do PSD.

Não está fácil, é o inicio do período na legislatura que Costa tem que mostrar que sabe governar com problemas sérios. E a economia no exterior e cá dentro está a arrefecer mas o calor do verão está a chegar  O primeiro ministro no ano passado foi para férias e este ano já fez saber que vai fazer um périplo pelos países de língua portuguesa.

Quer dizer que, como é seu timbre, estará longe quando o país e a Educação estiverem a arder.

 

 

 

Sondagem : PS cai há quatro meses na intenção de voto

Passados os bons tempos das reversões de rendimentos está a chegar o tempo anunciado por António Costa . Não há dinheiro. E, claro, sem dinheiro não há palhaço o que quer dizer que maioria absoluta nem vê-la.

Acresce que a economia externa está a perder o fulgor e as nossas exportações receitem-se. Com o fim do programa do BCE as taxas de juro da dívida sobem. Dívida que não desce significativamente. O preço do petróleo está em alta em relação ao orçamentado. Tudo isto era esperado mas não tão cedo . O Orçamento para 2019 vai ser uma dor de dentes e já há quem fale que é muito provável um aumento de impostos em cima da maior carga fiscal de sempre.

Entretanto, cheirando a morte da geringonça, os sindicatos apertam com exigências na Saúde e na Educação seguidos em outros sectores como nos transportes e nas forças de segurança. Com amigos destes quem precisa de inimigos ?

Perdeu-se mais uma vez a oportunidade de reformar o que há a reformar. E, é por isso, que a factura está cada vez mais perto.

 

 

 

É assim que se degrada o Serviço Nacional de Saúde

Marques Mendes :

RUPTURA NOS HOSPITAIS?

  1.      Está a aproximar-se um Verão Quente na Saúde em Portugal. Dentro de poucas semanas podemos começar a ter um verdadeiro pandemónio nos nossos hospitais. Tudo porque no dia 1 de Julho entra em vigor o novo regime de 35 horas para enfermeiros e pessoal auxiliar dos hospitais. O que é que isto significa?
  •        Primeiro: que este pessoal vai trabalhar menos 5 horas por semana;
  •        Segundo: que isto obriga, em princípio, à contratação de mais dois ou três mil trabalhadores;
  •        Terceiro: que o Estado, ao que parece, não vai contratá-los, por falta de autorização das Finanças;
  •        Finalmente: que, assim sendo, haverá consequências – encerramento de serviços; diminuição do número de camas e de atendimentos hospitalares; degradação do funcionamento dos nossos hospitais.
  1.      Só há uma conclusão a tirar: leviandade do Governo – ou antes ou agora.

a)     Se o Governo tomou uma decisão e não mediu as consequências, é um Governo leviano – porque não fez estudos, não fez contas e não fez planeamento;

b)     Se o Governo mediu as consequências, fez contas e agora não cumpre, admitindo os novos trabalhadores que são necessários, então volta a ser leviano;

c)      Em qualquer caso, uma coisa é certa: quem paga a factura é o doente. O Governo enche a boca com a defesa do SNS, fica bem na fotografia porque reduziu o tempo de trabalho mas depois, no terreno, os hospitais rompem pelas costuras. É assim que se degrada o SNS.

 

 

Catarina a grande

Catarina a descomunal : Há quem acredite em unicórnios. Catarina, a Colossal, acredita que a propensão para o Mal é um exclusivo do “homem branco”, cujo fardo não tem fim e cujas proezas tecnológicas facilitaram a subjugação e a exploração do “outro”. O “outro”, claro, é o bom, generoso, pacífico e meigo selvagem, que antes de 1500 passava os dias a acariciar passarinhos e raramente a enfiar em estacas as cabeças dos inimigos – ou a escravizá-los com gentileza. Não vale a pena lembrar que, na vergonhosa e aparentemente interminável cronologia da escravatura, o papel dos europeus é relativamente fugaz. Na perspectiva de Catarina, a Desmesurada, o selvagem não só é bom como é ingénuo. E tonto. E mais estúpido do que uma porta.

Catarina a dramática .

Com 35 horas de trabalho hospitais vão ter que fechar serviços

Com a passagem às 35 horas os hospitais vão ter de fechar serviços. Sindicatos e Ordem calculam que seriam precisos em Julho mais de cinco mil novos enfermeiros e auxiliares, mas Finanças não autorizam contratação. Conjugação da redução dos horários de milhares e o início das férias vai provocar “o caos”.”

Então a produtividade não ia aumentar ? O "exijo" dos sindicatos . O "quero" do BE . Os "direitos" do PCP.

“Isto pode ser feito de uma semana para a outra, basta um despacho”, afirma Emanuel Boieiro, do SE. A solução tem um preço: um acréscimo remuneratório de 37% (cerca de 445 euros a mais por mês). “Queremos evitar o colapso que vai acontecer” se nada for feito, justifica o dirigente sindical, notando que esta "seria uma medida rápida e temporária”. Pelas contas do SE, bastaria contratar 700 novos enfermeiros e pôr cinco mil em horário acrescido.

Fácil e barato, não ?

Há cada vez mais professores para cada vez menos alunos

A baixa natalidade portuguesa é um dos maiores problemas com que o futuro do país se confronta.

Até agora a atenção do debate centrou-se no custo do programa, o que é compreensível, dada a nossa fragilidade orçamental. Mas é preciso lembrar que, se a questão demográfica não se resolver, o desequilíbrio das contas públicas ficará bem pior, não havendo sequer gente para produzir e pagar impostos. Até os grupos de interesse que dominam a actualidade com as suas lutas mesquinhas e furiosas pelas verbas do Estado têm de perceber isto. Os professores, por exemplo, que mais uma vez dão provas de uma infame falta de profissionalismo paralisando o sector em época de exames, devem entender que os aumentos por que agora lutam de pouco servirão quando grande parte deles perderem o emprego por falta de alunos.

Uma gigantesca máquina de desperdício

O Estado-patrão é uma fonte de problemas. O boletim Imformativo do Sector Empresarial do Estado mostra que em 2017 das 83 empresas públicas aí analisadas resulta um dívida de 29,7 mil milhões de euros, sendo que só o sector dos transportes é responsável por 18,9 mil milhões do total.

Este monstro administrativo, burocrático e empresarial não para de crescer à custa das famílias que, via impostos, o têm de pagar. A coisa aguenta enquanto a conjuntura externa for favorável. Quando deixar de o ser ( já começou) o que ocorrerá mais tarde ou mais cedo, o monstro vai-nos engolir e os velhos problemas renascerão das cinzas.

PS : Expresso - Luis Marques