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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O que está em causa é todo um sistema Sócrates - Salgado

O que se vai sabendo à medida que o processo se desenrola é bem mais grave que um simples caso isolado de corrupção. Ana Gomes já tocou a rebate é preciso que o PS tire as ilações que se impõem. Como foi possível que ninguém visse dentro do PS e do governo ? É que alguns dos protagonistas do processo entre 2011 e 2016 estão hoje na vida activa alguns até no governo.

Mas em Portugal a sociedade civil não tem coragem de enfrentar estes problemas que nos vão minando, durante muito tempo tudo se resumia, para muita gente adepta do PS, a uma campanha insidiosa contra "o menino de ouro" apesar do rasto que foi deixando por onde passava.

Ainda hoje gente informada se agarra à ideia que tudo não passa de uma perseguição apesar dos factos já conhecidos. E isso é o mais perigoso de tudo .

Há mais gente que vai aparecer e isso mete medo como se vê na pressa com que o PS se tenta livrar da Procuradora Geral da República. É que saindo esta haverá um efeito dominó com a saída de quem conhece e constituiu o processo. E claro, há sempre gente pronta para fazer o trabalho  de ilusionismo .

PS e PSD à conquista do centro

É ao centro que se ganham eleições . Para isso PS tem que se afastar da extrema esquerda e o PSD da extrema direita. É o que ambos estão a fazer.

Neste momento, o que ambos os líderes estão a fazer é política, cálculos, a desenhar cenários e a tentar fazer crescer os respetivos campos. O PS comanda à esquerda. O PSD tem o mesmo poder à direita. Resta ver como, neste jogo de sombras e habilidade, conseguem dividir o centro. É nisso que estão, porque não se descortina nenhuma terceira via. Só mais à frente, nas urnas, se saberá quem ganhou e perdeu.

 

O défice é o segundo pior da União Europeia e a dívida a terceira pior

Contando com a CGD o défice do ano passado é de 3% o segundo pior da União Europeia só atrás do de Espanha (3,1%).

Mas o divertido é que por cá na geringonça se discute onde aplicar o excesso resultante de um défice mais baixo que o orçamentado ( 1,1%) . Dizem que há 800 milhões que é preciso gastar .

E, é claro, a dívida não desce. Isto é muito mau mas a gente diverte-se muito.

Ainda de acordo com os dados do Eurostat, Portugal mantém a terceira maior dívida pública da União Europeia (UE), apesar de esta ter baixado, em 2017, para os 125,7% do PIB, face ao ano anterior.

De acordo com a primeira notificação para 2017, a dívida pública da zona euro recuou para os 86,7% do Produto Interno Bruto (PIB), face aos 89,0% homólogos, e a da UE baixou para os 81,9% (contra 83,3%), sendo a terceira quebra homóloga consecutiva em ambas as zonas.

O "governo de Sócrates" é o grande problema para António Costa

A transformação do "problema Sócrates" no " problema do "governo de Sócrates" é o grande problema de António Costa. E o caso de Pinho mostra-o à evidência .

À medida que o processo avança mais gente das empresas do regime e do governo de Sócrates ( alguns dos quais são hoje ministros incluindo o primeiro ministro) serão chamados à responsabilidade nem que seja por inacção. Estavam no governo de Sócrates quando tudo aconteceu e não viram nada ?

António Costa foi o número dois de Sócrates é difícil perceber que não tenha percebido nada. Não que tenha estado envolvido mas que tenha contribuído com o silêncio. Vai chegar um momento que a inacção lhe vai custar caro.

Ana Gomes já percebeu isso mesmo e empurra o PS para se antecipar e branquear o problema. É que se não for o PS a fazê-lo outros o farão.

Ana Gomes : PS não pode continuar a ser um instrumento de corrupção

Ana Gomes diz o que tem a dizer às vezes passa das marcas e chega a ser uma desbocada mas desta vez é certeira e corajosa. Fala do seu partido.

Na verdade o que aconteceu no consulado de Sócrates é profundamente chocante e demasiado perigoso para que dentro do PS e no governo ninguém visse.

Não viram porque não quiseram tal foi o fartar. Os socialistas que preencheram as administrações das empresas do regime e de 2/3 da banca foram ali colocados com um objectivo. Fazer o que era necessário para que as coisas acontecessem.

"Não há dúvida nenhuma de que o PS se tornou instrumento de vários indivíduos corruptos e com uma agenda de enriquecimento pessoal", acrescentou, dizendo ainda que, no caso específico de Manuel Pinho, nunca teve "dúvidas nenhumas": "Não sabia nada mas cheirou-me mal tudo aquilo", a forma como "se fez" a um cargo governamental (ministro da Economia no primeiro governo de Sócrates) e o facto de ter ligações ao BES. "Não estou propriamente espantada", afirma ainda.

Só saímos do lixo se o que está a acontecer em Portugal for sustentável

A Moody's diz o mesmo e tem as mesmas dúvidas acerca da situação portuguesa de todas as instituições financeiras internacionais.. A evolução é sustentável ?

"Como dissemos na altura, o "rating" atribuído à dívida soberana portuguesa será revisto em alta para uma nota de investimento, se a Moody's concluir que as tendências positivas na economia e na frente orçamental são sustentáveis e que a dívida muito elevada entra numa tendência descendente constante", lê-se na resposta enviada pela agência de notação à Lusa, por correio electrónico.

Essa conclusão, explica a Moody's, deverá ser suportada por "melhorias orçamentais sustentáveis que apontem para um registo mais consistente de excedentes primários [excluem os encargos com a dívida pública], por evidências de que o crescimento económico continua a ser amplo, apoiando a resiliência a choques, e por novos avanços na recapitalização dos bancos mais fracos".

 

A Moody's mantem Portugal no lixo

Andamos a ser enganados. Cá dentro averbamos vitórias atrás de vitórias mas depois a Moody's, uma das três grandes agências  de notação financeira, mantém-nos no lixo.

Contra a maioria das expectativas dos analistas que anteviam uma avaliação positiva da Moody's, em que esta ontem retiraria finalmente, volvidos quase sete anos, a dívida portuguesa de uma notação de lixo, a da agência de rating manteve tudo.

Ontem à noite a DBRS promoveu o país (subiu a nota do crédito soberano português em mais um nível), mas a Moody"s manteve intacta a sua avaliação. Continua a considerar a dívida portuguesa como arriscada, um ativo especulativo, de baixa qualidade. Lixo, na gíria dos mercados. Assim é desde julho de 2011.

 

Habitações devolutas ? As do Estado, Câmaras, Santa Casa, Bancos e Companhias de Seguros

O Estado não se cansa de se meter na vida dos cidadãos. Agora quer ocupar as casas dos privados que estão desabitadas. Como se o Estado não tivesse, ele mesmo, milhares de casas desabitadas, bem como as câmaras, Misericórdias, bancos e companhias de seguros.

Há quarteirões inteiros desabitados na baixa de Lisboa há espera de negócios, mas nesses ninguém mexe nem são razão para afastar a população do centro da cidade.

Numa rua estreita ali para o Príncipe Real estavam ao abandono várias velhas casas. Com o  alojamento local, todas (todas!) foram compradas aos proprietários que não tinham condições financeiras para as reabilitar . Gente humilde e idosa que viviam de pequenas pensões. Bem vi as lágrimas da idosa a quem comprei a casa, há muito que tinha perdido a esperança de fazer algum dinheiro com a velha casa herdada dos país e assim, ter um melhor fim de vida.

Mas o que nós ouvimos e lemos são os mesmos de sempre que têm sempre soluções prontas usando o dinheiro e a propriedade dos outros. 

Já agora, não é altura da arquitecta Roseta ir para casa ? É que há 40 anos que anda a viver à custa dos nossos impostos e agora quer tirar-nos as casas.

E aquela ideia do leilão de rendas que chegou a atingir 700 euros por um T1 ? Ninguém lhe diz que faltando casas sobem os preços ? Aumenta a procura a oferta não chega vamos ao bolso dos cidadãos.

Esta gente é muito generosa .

 

Mais um caso gravíssimo no consulado de Sócrates

Agora é com Manuel Pinho o ex-ministro da Economia de Sócrates. Durante o tempo em que era ministro recebia 15 000 euros por mês numa conta off shore. A E claro que há mais gente envolvida .Origem do dinheiro foi o ex-BES

São as rendas excessivas que a EDP recebe a contrapartida . E o prolongamento do prazo dos contratos da exploração das barragens. Aquele período da governação de Sócrates foi um fartar.

Para percebermos a gravidade disto, é a primeira vez que na democracia portuguesa existem fortes indícios de que um ministro continuou a ser pago pelo seu ex-empregador, que por acaso era o banqueiro mais influente do país.

Nem sei bem o que diga mais. O caso é tão grave que transforma o processo das alegadas rendas excessivas da EDP de um caso económico e técnico numa bomba judicial ao retardador.

É claro que há mais gente metida no assunto, tanto na EDP e ex-BES como na esfera governamental.