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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Segundo referendo sobre o Brexit

Há muitas dúvidas sobre a saída do Reino Unido da União Europeia. Já se fala num referendo ao acordo que resultar das negociações o que, na prática, seria um segundo referendo ( indirecto) ao brexit.

"Ninguém votou para ser mais pobre, mas é isso que todos nós vamos ser. O 'Brexit está a ficar fora de controlo e longe dos interesses dos trabalhadores. É por isso que nós, o povo, devemos voltar a assumir o controlo com um voto final sobre o acordo", disse a antiga líder trabalhista.

Esperemos que este processo sirva de exemplo a irresponsáveis de países bem mais pobres que o Reino Unido e que, na sua santa ignorância, exigem a saída da Zona Euro.

A Grécia também já saiu do Procedimento dos Défices Excessivos

Escassos meses após Portugal a Grécia também já saiu do Procedimento dos Défices Excessivos. O que mostra bem que a boa situação da Zona Euro está a contribuir de forma decisiva para as boas notícias . E há mais países que já saíram ou estão a sair.

É a evolução natural de uma situação que após tratamento apresenta resultados positivos.

Não há razões para Portugal embandeirar em arco após dezassete anos de não crescimento da economia, há reformas a fazer tal como na Grécia. Aliás, é bom não esquecer que duas das maiores agências de notação financeira ainda nos mantêm na classificação do "lixo".

É preciso ainda cerca de um ano para sabermos se a actual evolução é fruto da conjuntura ou se trata mesmo de uma evolução que veio para ficar. O que para já é certo é que a situação melhora de forma global em toda a Zona Euro o que, há bem pouco tempo era dado como altamente improvável senão mesmo impossível .

A evolução da Grécia e de Portugal é a prova que sem contas públicas equilibradas a economia não cresce, e os povos vivem esmagados por elevadas cargas fiscais .

E há a dívida que teremos que pagar ao longo dos próximos trinta anos.

 

 

A falácia do crescimento

A falácia do crescimento de quase 3%

Vamos lá falar um pouco sobre o crescimento da nossa economia.

O crescimento económico em 2017, já aponta para valores acima dos 2,5%, mas será todo este crescimento saudável, sustentável, e repercutido de forma correcta, e nos sectores da economia onde se cria verdadeira riqueza interna?

Não, de todo! Não é nada disso que se está em boa verdade a passar, pois expurgando factores externos, o crescimento real interno é de 0,7%. Ou seja, miserávél.

As empresas exportadoras, de capitais nacionais, estão praticamente estagnadas, ou até com vendas externas em regressão. Só as de capitais essencialmente estrangeiros, como sejam multinacionais ou de forte domínio estrangeiro, é que têm dado algum contributo, mas os capitais gerados nestas empresas, são geralmente repatriados para destinos onde não pagam impostos, pelo que tb não ficam muito tempo em Portugal. Ou seja, criação de emprego nas indústrias, e na produção de bens transacionáveis e para exportação, ou para consumo interno em substituição de importações, com este governo, é ZERO.

Assim, o que existe, é crescimento interno de caráter meramente conjuntural, portanto passageiro e efemero, alimentado por factores externos onde não temos o menor controlo, tais como a afluência enorme de turismo, resultante da fuga de outras zonas mais competitivas que se encontram em zonas de guerra, e que têm contribuído para um aumento considerável do consumo de bens importados. Aquilo a que os actuais governantes chamam de sucesso, é a transformação de um povo, de um país e de uma economia, em funcionários e funcionalismo público, e em servidores de mesas de esplanadas.

Votámos ao modelo de crescimento sustentado numa base de consumo, e não na produção interna nem de exportações de bens tangíveis.

Desde produtos alimentares aos automóveis, tudo novamente a ser adquirido por recurso ao crédito, à total ausência de poupança das famílias, que em 2017, já atingiu o seu valor mais baixo de sempre, e uma vez mais, tudo a ser sustentado em mais endividamento externo.

Sobre a suposta devolução de rendimento às famílias, não passa de mais uma enorme falácia, repetida exaustivamente pelos governantes, e com ressonância na domada comunicação social.

Na realidade o que o governo fez, foi dar aumentos de rendimentos à classe do sector público, mas em contrapartida retirou esses mesmos valores pela via dos aumentos de impostos aos restantes cidadãos portugueses, e em termos líquidos, até retirou muito mais a todos os portugueses, que o que só a alguns deu. É a célebre técnica de dar em público com uma mão, enquanto às escondidas, com a outra mão, vai retirando a todos, aquilo o que deu a alguns poucos privilegiados, e no final, feitas as contas, é mais o que retirou que o que deu.

Quanto ao investimento, quer o público quer o privado, está praticamente reduzido a nada, e o pouco que se faz, nãon tem tido quaisquer efeitos práticos na produtividade nem na eficiência.

Em 2016 a população residente continuou a diminuir, e em 2017 continua na senda do mesmo trajecto. Emigração dos mais novos e natalidade negativa, continuam a persistir.

Exceptuando gastos públicos descontrolados e os enormes deficits públicos, em tudo o mais, estamos a praticar a quase totalidade das mesmas receitas, que nos levaram à 3ª falência, e a mais um resgate por entidades externas. Mas como o deficit agora é menor, entrámos num processo de "morte lenta", mas igualmente garantida a prazo.

Economicamente, regressamos igualmente ao processo de empobrecimento, pois a perda de competitividade e a queda de produtividade regressou, pelo que aqui o atraso sustentado é já a realidade, e a morte lenta pela estagnação, é já tb igualmente uma certeza.

Em português bem simples, já estamos novamente a comprar fora e a consumir muito mais que o que produzimos, e como não colocamos poupança nos bancos, tudo isto anda novamente a ser pago com recurso a crédito externo.

Em menos de ano e meio, o actual governo esbulhou totalmente o superavit (excedente ou saldo positivo) que o anterior governo tinha conseguido alcançar ao longo de 3 anos seguidos, facto inédito em toda a nossa história após o 25 de Abril de 74, na nossa balança externa e na balança de capitais. Passámos de uma nação que estava em processo de enriquecimento, já há 3 anos seguidos, na ordem de quase 2% do PIB anualmente, para uma nação novamente em processo de empobrecimento.

Em 5 anos passados após uma dura, mas não inédita falência, o povo português, volta a dar mostras nada terem aprendido com os erros de um passado, ainda muito recente.

Podemos dizer, que a culpa é dos governantes? Poder podemos, mas só nos estaremos a enganar a nós próprios. Os actuais governantes, só estão a dar e a fazer aquilo que a maioria do povo português quer.

Os actuais governantes, estão a enganar uma vez mais o povo português, é um facto, mas não o estão a fazer só porque seja essa a sua vontade. O actual governo, está a enganar o povo português, sim, mas porque o povo português não só quer ser enganado, como gosta e exige ser enganado.

Uma boa semana a todos
Rui Ferreira.

Em 27 há apenas 7 governos socialistas

Ia ser o fim da zona euro com as eleições que ocorreram nos últimos dois anos. Na Alemanha e na França agora é que a extrema direita ía para o poder. Não foi. Pelo contrário muito longe disso.

Curiosamente, ou talvez não, a extrema direita, quanto à Europa, defende muita coisa que também é bandeira da extrema esquerda. A revogação do Tratado Orçamental, a saída do euro, a renegociação da dívida, o regresso ao nacionalismo.

Bem pelo contrário, são os partidos pró-europa e pró-zona euro que ganham eleições e governam. Aliás, não poderia ser de outra forma quando 70% dos europeus são pró-europa.

O que compromete é o abanão dos convencionais partidos socialistas que vão descendo nos rankings em direcção à sua extinção como já aconteceu, aliás, com os partidos comunistas.

E, assim, vão aparecendo os Blocos de Esquerda que também dão pelo nome de PODEMOS, Syrisa e ouros que tais. E, como sempre acontece, carrega na extrema esquerda, também carrega na extrema direita, balançando o sistema. 

Como fiel da balança continuam os partidos democráticos, ocidentais pró - europa e de economia social de mercado .

Foi o que aconteceu agora na Alemanha e já acontecera na França. Enquanto a Europa for o espaço do estado social, do estado de direito e da livre iniciativa bem podem continuar a gritar que vem lá o lobo.

Europa direita direita% de votos, eleições de 2017
Le Pen / França 21,3%
PVV / Holanda 13,1%
AfD / Alemanha 12,6%
UKIP / Reino Unido 1,8%

 

 

Depois da Autoeuropa a Continental pneus

A falta de investimentos por um lado e a tentativa sindical de controlar por outro, coloca na ordem do dia a deslocalização da 2ª exportadora nacional e da 4ª . Pouca coisa como se vê.

E nada disto é coincidência é apenas o resultado de como se olha para as empresas privadas em Portugal. Criam postos de trabalho e riqueza mas aos nossos olhos não passam de uns exploradores .

"Quanto a investimentos que não estão diretamente relacionados com a Continental Mabor, posso dizer que Portugal perdeu um centro de investimento de tecnologias de informação, com mil engenheiros devido à falta de acessos aqui a Lousado."

"Estamos a falar de uma estrada que foi construída em 1950 e que o único benefício que teve foi feito também na década de 50. E esta fábrica é o que é hoje, o quarto maior exportador nacional. Se temos autoestradas por todo o país, se tenho inclusivamente três autoestradas a ligar o norte a Lisboa, se há um conjunto de infraestruturas que todos nós estamos a pagar, como é que não se resolve esta questão? São quatro ou cinco quilómetros de estrada que andamos há 20 anos a pedir para poder aceder à fábrica. Precisamos de acessos para poder trazer e colocar aqui os camiões. Às vezes chegamos a ter uma fila com dez ou 20 camiões."

A Continental está muito longe dos centros de decisão em Lisboa, a centralização do país não deixa que se conheçam os verdadeiros problemas locais . E mesmo quando conhecidos falta-lhes o respaldo dos interesses organizados que enxameiam os gabinetes do governo.

 

Dívida pública sobe, sobe sem parar

A única razão que tem segurado os juros da dívida portuguesa é o programa de compra do BCE que não é eterno . E, com o nível de dívida que temos isso, será um enorme problema .

A dívida pública de Portugal está entre as maiores do mundo e a redução anunciada é a da percentagem da dívida face ao PIB e não do montante absoluto, que continuará a subir. Isto porque é o PIB que cresce e não a dívida que diminui. 

Também o Commerzbank, numa nota aos investidores, alertou esta semana que  «só graças à política de juros baixos do BCE é que são suportáveis os custos da dívida». A análise do economista Ralph Solveen aponta que  «crescimento robusto deve continuar nos próximos trimestres» - o banco alemão prevê 2,5% este ano e 2% no próximo - taxas que vão «ajudar a compensar o impacto do aumento da despesa pública e reduzir o défice e o rácio da dívida pública». Mas quando as taxas de juro subirem Portugal caminhará para ser «um dos países que mais vão sofrer com isso».

O banco central já é dono de quase um terço de toda a dívida », diz Marcus Answorth, acrescentando que «os progressos na economia têm sido bons, mas não suficientemente bons para começarem a abater neste impressionante fardo de dívida».

Uma fantástica festa orçamental

Temos um défice orçamental que ronda os 2% mas já há quem veja nisso uma fantástica "folga" orçamental e o inicio da festa do aumento da despesa.

Felizmente António Costa já disse publicamente várias vezes que não irá além do défice e da dívida . Mas PCP e BE não desarmam. Gastar é o verbo .

Não devia ser permitido utilizar o termo “folga” orçamental num país que mantém um défice que ronda os 2% do PIB e que o tem reduzido em grande parte, ano após ano, com o recurso a medidas de caráter extraordinário. Ainda somos “lixo” para duas das três principais agências de rating, saímos apenas há meses do procedimento dos défices excessivos, temos um volume de dívida que até há pouco muitos consideravam impagável e o que é que muitos conseguem ver nisto? Uma fantástica “folga“ orçamental, pois claro.

Não só não há “folgas”, como a mensagem que se passa à sociedade é totalmente errada. São os mesmos que ainda há pouco tempo exigiam a saída do Euro porque não era possível crescer a cumprir o Tratado Orçamental.

A festa está boa, pá !

festa está boa mas convinha baixar o volume . Ninguém vira génio ou virtuoso de um dia para o outro, mesmo com a "cura" de pancada que apanhámos no lombo.

A despesa do Estado está controlada, mas a parcela da despesa fixa do Estado está e irá continuar a aumentar. No comércio internacional, a sensação de alívio levou a um estado de euforia, com um ímpeto gastador que se vê nos carros comprados, e noutras importações para consumo puro. Em 2017, serão vendidas e compradas centenas de milhares de casas, cuja avaliação não cessa de aumentar (até quando?) e cujos contratos são feitos com as Euribor negativas (até quando?) na cabeça. A dívida pública teima em não baixar que se veja, enquanto vamos ficando satisfeitos com o rácio desta face ao PIB, que esse sim está robusto.

A dívida não desce o PIB é que cresce ( o pior da Europa)

patranha de António Costa. Diz que vai começar a pagar a dívida não diz é como. Está à espera que o PIB cresça para que a dívida em percentagem desça.

O aumento da dívida pública é tão grave que, mesmo com o crescimento económico de 2017 – o maior do século, e o pior da Europa quando comparado o segundo com o primeiro trimestre deste ano –, a dívida pública em percentagem do PIB traduziu-se, em 2016, num rácio de mais de 130%.

António Costa veio agora, durante a campanha eleitoral, dizer que a partir de outubro, depois das eleições, o governo vai reduzir a dívida pública. Como, não diz. E não diz porque a redução a que se refere é a da percentagem da dívida face ao PIB e não do seu montante absoluto, que continuará a subir. Ou seja, não será a dívida que diminui, mas o PIB que cresce. O que significa que, apesar de tudo, vamos dever mais, que cada vez mais viveremos o hoje com o que vamos ganhar amanhã.

A ideia de Costa é que o PIB cresça a qualquer custo, fazendo de conta que está tudo bem

O segundo juro mais alto entre as quatro dívidas mais elevadas

Portugal paga o segundo juro mais alto entre as quatro dívidas mais elevadas. Só a Grécia paga mais.

Assim, se considerados apenas as economias desenvolvidas, Portugal surge na quarta posição tanto nos valores do ano passado, com uma dívida de 130,3% do PIB, como nas estimativas deste ano, com 128,6%, atrás apenas do Japão (que deve manter este ano a dívida pública de 239,2% do PIB), da Grécia (181,3% em 2016, 180,7% este ano) e de Itália (132,6% em 2016 e 132,8% este ano).

Por outro lado, se considerados os juros pagos pela dívida no mercado secundário, Portugal tem a segunda ‘yield’ (taxa de juro a 10 anos) mais elevada entre essas quatro economias desenvolvidas. Na sexta-feira à tarde, os juros da dívida portuguesa a 10 anos estavam nos 2,442% – abaixo apenas dos 5,550% cobrados à Grécia na mesma maturidade, segundo a agência de informação financeira Bloomberg.

Entre o grupo dos quatro países desenvolvidos com maior dívida pública em percentagem do PIB, o Japão tem uma taxa de juro a 10 anos baixa – negociava a 0,034% na sexta-feira. Também Itália, embora apresente uma dívida superior a Portugal, tinha uma taxa de juro a 10 anos inferior, na passada sexta-feira: 2,106%.

Enfim, no que verdadeiramente conta estamos bem longe do optimismo irresponsável que nos vendem.