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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Mata duas pessoas mas salva a avioneta e a vidinha

O meu herói, entre amarar no mar azul e imenso da Costa da Caparica preferiu aterrar no areal onde estavam centenas de pessoas. Matou duas mas salvou a avioneta e a vidinha.

Claro que entrou em pânico coisa que acontece a todos mas, se não é capaz de manter o discernimento em situações de emergência então não seja piloto. As exigências requeridas para se ser piloto é mesmo por isso. Quem não tem as aptidões necessárias opte por ser motorista de "Tuk-tuk " . 

Numa situação destas a opção é amarar, distanciar-se das pessoas para evitar acidentes mortais entre inocentes. É isso que se ensina nas escolas de pilotos. Para mais o aluno não ia sozinho era acompanhado por um experiente piloto instrutor com milhares de horas de voo.

Ainda há bem pouco tempo corria um filme sobre a amaragem de um piloto no rio Hudson . Pois nesse filme - a partir de uma história verídica - o piloto ainda em plena subida, que é a fase mais perigosa do voo, ficou sem motores mas escolheu a água do rio para não cair sobre Nova York . Apesar de os avisos a partir de terra que o aconselhavam a voltar para o aeroporto e a sobrevoar a cidade com milhões de habitantes.

Quem estava em terra queria salvar o avião mas os pilotos preferiram salvar os passageiros e os cidadãos . 

 

 

 

A politica de austeridade continua

O crescimento económico, a criação de emprego e o controlo do défice só foram possíveis nos dois últimos anos porque a austeridade continua.

Em declarações à CNBC, o especialista considera que, mais do que a actuação do Governo na devolução de rendimentos, é a política expansionista do Banco Central Europeu (juros baixos, euro barato e compras de activos) que está a sustentar a retoma.
"Portugal ainda é uma das economias mais vulneráveis. (…) Só porque se está na direcção certa, não quer dizer que se esteja fora de perigo," considerou Stubbs àquela televisão norte-americana.

E a solução governativa que apoia o governo pode não durar para sempre.

 

 

A escola pública é um instrumento de apartheid social

Os casos do D. Leonor de Lencastre e do Pedro Nunes são só a ponta do iceberg . Todos sabemos que nas boas escolas públicas só há alunos de famílias abonadas. Nas más escolas públicas só há alunos de famílias pobres. Há muitos anos que é assim.

"Lembro-me também, por volta de 2006 ou 2007, de políticos de renome, de direita e de esquerda, dizerem alto e bom som, em plena praça pública e a propósito de mais uma querela público-privado, que os seus filhos tinham sempre andado na escola pública. Lembro-me bem de ter dito a dois deles, que encontrei por acaso e em ocasiões diversas, que “assim também eu”: a escola pública dos filhos deles não era a escola pública dos filhos dos outros."(Paulo Rangel)

E os meus amigos defensores da escola pública têm os netos nas boas escolas públicas ou nos bons colégios privados. Tal como eu. 

A enorme austeridade que a geringonça continuou a impor ao país

Quem quis ir além da Troika ?

Tudo isto — PERES, corte radical no investimento público e cativações brutais de verbas inscritas no Orçamento para 2016 —, tudo isto constitui os ingredientes principais e decisivos da enorme austeridade que a “geringonça” continuou a impor ao país. E o país, largamente infantilizado, geralmente desinformado e alegremente ludibriado pela narrativa do governo, canta hossanas ao cocheiro da “geringonça”, António Costa. A avaliar pela candura da entrevista concedida ao PÚBLICO de 27 de Julho pelo líder parlamentar do Bloco, este acólito do Governo de Costa finge-se indignado com a dimensão das cativações aplicadas por Centeno, declarando com manifesta estultícia que “o Governo não tinha mandato político para fazer cativações deste nível”! O Bloco não lhe concedera poderes para tanto! Infelizmente, o ridículo não mata.

A enorme dose de austeridade que Costa impôs ao país, e que este engoliu sem dar por ela, era em parte totalmente desnecessária: Bruxelas apenas exigiu um deficit de 2,4%, mas Costa quis ir para além da troika e mostrar mais serviço do que lhe pediam — um deficit de 2,1%. 

Há batota nas contas públicas ?

O artigo de hoje: Vamos lá falar um pouco de contas e Finanças Públicas.

Tentarei fazê-lo de forma o mais simples simples, para que possa ser facilmente entendido por todos, mais ainda assim, com o rigor necessário, e recorrendo unicamente a informação e números comprováveis.

- De acordo com os dados apresentados pelo Banco de Portugal, comparando
Junho de 2017, com Junho do ano passado, o aumento do valor da dívida
pública já supera os 9,2 mil milhões de euros.

- Face ao fecho de 2016, só nos primeiros 6 meses de 2017, o aumento da
Dívida Pública já chegou aos 8 mil milhões de euros.

- O PIB nacional em 2016, terá andado mais ou menos, pelos 185,0 mil milhões
de euros.

- De acordo com o governo, foi reportado para 2016, um Déficit Público, de 2%
do PIB (segundo eles, o déficit mais baixo de sempre.

- Ora assim sendo, um défict de 2% do PIB, representa 3,7 mil milhões de euros.

- Se em 2016, o deficit realmente tivesse sido de 2% do PIB, 3,7 mil milhões de
euros, então em bom rigor e verdade, este deveria ter sido o exacto valor do
aumento do total da nossa dívida pública.

- Mas, de acordo com as contas agora reveladas pelo Banco de Portugal, a
Dívida Pública, subiu muitíssimo para além dos 2% do PIB, os tais 3,7 mil milhões, que o governo tão insistentemente diz ter sido o Déficit Público.

Temos assim, evidências de que algo não bate certo, entre o que o governo tem andado a dizer ao povo português, e o que as contas do Banco de Portugal, agora vêm demonstrar, e comprovar.

Vamos agora analisar o que se está a passar em 2017:

- Segundo as contas do governo, a previsão para para o Déficit Público em 2017
é de 1,5%.

- Segundo os cálculos contidos no Orçamento de Estado de 2017, apresentado
pelo governo, o PIB deverá crescer 2%, o que equivale a um PIB de 188,700
mil milhões de euros

- Tomando como certa as previsões do governo para o PIB 2017 - 188,7 mil
milhões de euros, e a previsão de um deficit de 1,5%, o aumento da dívida
pública, para os 12 meses do ano de 2017, nunca poderia passar os 2,830 mil
milhões de euros.

- Ora acontece, que o Banco de Portugal, vem agora reportar, que só nos
primeiros 6 meses de 2017, a Dívida Pública já aumentou mais de 8 mil milhões
de euros, o que equivale a 4,2% do PIB de 2016.

- Se a estes valores somarmos os recentes aumentos das dívidas correntes a
fornecedores do Estado, por parte de uma série de entidades públicas, tais
como o Ministério da saúde, então a dívida pública em 2017, em bom rigor, já
deve ter crescido algo na ordem dos 5% do PIB. Repito, só nos primeiros 6
meses do ano.

RESUMINDO

- Temos um governo que jura a pés juntos, que o Deficit Público real, em 2016 foi
de 2%, e afirma por todos os santinhos, que em 2017 irá ser de 1,5%.

- No entanto, a Dívida Pública, cresceu acima dos 4% em 2016, e pelo que o
BDP veio agora revelar, continua a crescer acima dos 4%.

- Dado que só nos primeiros 6 meses de 2017, a Dívida Pública já aumentou
quase 5%, para que as contas do deficit de 1,5% que o governo garante que irá
alcançar, pudessem bater certo, nos restantes 6 meses, não só o Estado não
poderia ter déficit algum como ainda está obrigado a conseguir registar um
"superavit" (excedente entre despesas e receitas) na ordem de quase 3% do
PIB, ou seja, teria que conseguir um lucro de 5,170 mil milhões de euros, algo
absolutamente impossível de ser conseguido.

- Só para terem ideia da ordem de grandeza destes valores, seria necessário
que até ao final do ano, o governo mantivesse todas as cativações que realizou
em 2016, e ainda teria que cortar os salários dos funcionários públicos, em
quase 50%.
Impossível, e impensável.

- O que daqui fica claro, que existe muita despesa do Estado, que está a ser
desorçamentadas, ou seja, não estão a passar pelas contas públicas, para
efeitos do apuramento do Deficit Real, e estão a ser lançadas directamente na
Dívida Pública.

Mas por mais voltas que dêem, a sacana da dívida Pública, é como o algodão: Não engana.

Excepto aqueles que gostam de ser enganados, os que querem mesmo ser enganados, aqueles a quem dá jeito serem enganados, os que não se importam de ser enganados, e os que desconhecem que estão a ser enganados.

Como dizia o sr. Scolari: "e o burro sou eu"?
Espero ter conseguido explicar.

Apresentação do novo Hospital Central de Lisboa

O que tem que ser tem muita força. Com o encerramento dos seis velhos hospitais centrais de Lisboa poupam-se 68 milhões/ano, custos das ineficiências.

A nova unidade vai substituir os seis hospitais do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC): Capuchos, São José, Santa Marta, Curry Cabral, Dona Estefânia e a Maternidade Alfredo da Costa. No CHLC os "custos padrão por doente são 20% superiores aos dos outros hospitais do país. Esta ineficiência resulta do facto de estarmos perante instalações inadequadas e dispersas".

"Esta ineficiência representa 68 milhões de euros por ano", pelo que "a nova unidade permitirá poupar 68 milhões de euros" por ano. "A renda [a pagar ao parceiro privado] andará à volta de 16 milhões de euros por ano. Estão a ver os ganhos que podermos retirar deste projecto. São ganhos importantes, em termos de conforto, em termos financeiros", assinalou o secretário de Estado.

Agora vamos esperar pelas habituais manifestações espontâneas contra o encerramento dos velhos hospitais.

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E a dívida continua a crescer

Apesar dos pagamentos ao FMI a dívida continua a crescer . A notação só deixará o "lixo" daqui a 18 meses, os juros não descem .

Uma montante de 250 mil milhões de que raramente se fala.

A subida no sexto mês do ano retoma a trajectória de agravamento que se regista este ano e que foi interrompida apenas em Maio, quando desceu mais de 200 milhões face ao anterior recorde de 247,5 mil milhões de euros fixado em Abril.

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Cresce a economia e o emprego na Zona Euro e na UE

E o PIB da UE ( 28 estados) cresceu 2,2% no 2º trimestre e na Zona Euro cresceu 2,1%. Os que andaram todos estes anos a desejarem a saída do país da Zona Euro calaram-se. E crescer acima de 2% quer dizer que o emprego também aumenta como se disse aqui. Vem nos livros.

É o maior crescimento desde 2011. As políticas de contenção do défice afinal estão a dar resultados.

Portugal com a sua reduzida dimensão e uma economia muito aberta ao exterior vai por arrasto. E a Grécia que estava bem pior que nós também está a sair da crise e a aproximar-se da média europeia depois de pacotes sucessivos de contenção orçamental. Num caso e noutro o turismo é o motor.

Todos a crescer. Terá isto a ver com a habilidade de António Costa ?

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