Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

A Zona Euro está a dar a grande surpresa que alguns esperavam

Pensamento do dia:

Sobre o RU, o Brexit, a UE, e as suas políticas económicas.

Economia do RU ao longo de 2017:

- PIB crescimento: 0,3% (a caminho da recessão, e um crescimento já inferior à inflação, o que denota já entraram num processo de empobrecimento)
-Queda enorme no poder de compra, e nos níveis salariais.
-Inversão da trajectória da Taxa de desemprego
- Inflação 2,9% (a mais alta dos últimos 5 anos)
- Moeda: Libra face ao Euro e Dollar, já acumula uma desvalorização superior a 15% com tendência para agravamento, existindo estimativas que apontam para uma desvalorização superior a 20%.
- Balança comercial altamente deficitária.
- Contas públicas: dívida pública continua em crescendo, deficit público inverteu a tendência de descida.
- A balança de capitais que até então apresentava um saldo altamente positivo, desde o Brexit, passou a deficitária, o que demonstra fuga de capitais, e diminuição brutal da entrada de investimento externo.
- Já há empresas a deslocalizar as suas bases no RU, para dentro da UE, e
este processo praticamente ainda nem se iniciou. Muitas são as empresas que
estão somente a aguardar os resultados das negociações do Brexit, para
tomarem essa decisão.
- Rating do RU em tendência negativa.

Economia da ZONA EURO 2017

- PIB com crescimento de 2,1%, e pela primeira vez desde a
sua fundação, TODOS os países membros estão a
conseguir crescer em simultâneo.
- Inflação: 1,3%, e 0,8% sem combustíveis.
- Crescimento do PIB é quase o dobro da taxa de inflação.
- Crescimento real de salários e de poder de compra.
- Prossegue a trajectória de diminuição da Taxa de
desemprego, tendo até aumentado o ritmo da sua descida.
- Moeda: Euro e face a Libra e Dollar - Euro a valorizar
novamente, e a estabilizar acima de 1,1 de USD, com
perspectivas optimistas. E a caminho da paridade com a
Libra.
- Balança comercial com superavit, e a bater recordes
nos seus excedentes.
- Contas públicas: dívida pública do conjunto dos países da
zona euro continua numa clara tendência de diminuição,
face ao PIB total.
- Deficits Públicos do conjunto dos países da zona euro, continuam a sua trajectória de diminuição, a caminho do objectivo de eliminação total, tendo atingido o valor mais baixo de sempre desde a criação da moeda única. E apesar
da contínua diminuição do peso dos gastos dos Estados nas economias, a zona euro consegue crescer de forma sustentada e comum a todos os países da eurozona, como nunca antes aconteceu.
- A balança de capitais com saldo positivo, o que demonstra que a zona euro está a captar investimento externo, e está a receber capitais provenientes das suas exportações para fora da zona euro.
- Rating da zona euro, em claro crescimento e com tendência positiva.

Para os amantes do Brexit, para os anti União Europeia, para os anti Euro, para os anti contas públicas sérias, equilibradas, e não deficitárias, a que erradamente e estupidamente muitos chamam de "austeridade", e para os amantes e defensores de endividamentos e acumulação de dívidas públicas, podem continuar nessa vossa senda da defesa do indefensável, pois só atesta a vossa ignorância.

O que vocês teimam em não querer ver, ou fazem de conta que não vêem, a sacana da realidade faz questão de vos esfregar na cara, o oposto de tudo o que vocês representam.

Já agora, para os que previam a implosão da UE e do euro, com a saída do RU, desenganem-se. Não só não aconteceu, como não irá acontecer, como a União está mais forte, vai ficar ainda mais forte e mais coesa sem os britânicos. Os factos assim o estão a comprovar.

Para vocês, tenho só as seguintes palavras: os factos e os números, resultantes da adopção das políticas contra as quais vocês estiveram e continuam a estar, são tão clarinhos e tão limpinhos, que nem é preciso dizer mais nada.

Então sempre é verdade que a economia da Zona Euro está a crescer como nunca

Então sempre é verdade que a austeridade é um processo que conduz ao crescimento da economia. Prova disso é que todos os países da Zona Euro estão a crescer. Desapareceu a submissão ao euro, ao tratado orçamental, a preparação da saída do euro, a negociação da dívida . Todos com a viola no saco . Até a Grécia está a crescer e voltou aos mercados.

As viúvas agora são alegres e os visionários andam de óculos escuros. É preciso mostrar que tudo isto se deve a António Costa.

 

A economia francesa, a segunda maior da Zona Euro, cresceu 0,5% em cadeia no segundo trimestre, o que já acontece pelo terceiro trimestre consecutivo, puxada por mais exportações e consumo, revelou o instituto de estatística do país. Em termos homólogos o crescimento foi de 1,8%. Estes dados apontam para que "um crescimento provável de 1,6% em 2017. Isto seria o desempenho mais forte em seis anos"


Espanha, a quarta maior economia do euro, também apresentou dados positivos. No segundo trimestre cresceu 0,9% em cadeia, acelerando face aos 0,8% dos primeiros três meses do ano, e recuperando finalmente o PIB perdido na crise – embora ainda com menos 1,9 milhões de empregos, nota o El País. Em termos homólogos o avanço foi de 3,1%.

 

A Áustria terá crescido 0,8% em cadeia no segundo trimestre, em linha com o trimestre anterior, mas acima das expectativas, revelando um bom desempenho no consumo, investimento e exportações. As previsões de crescimento para ano estão a ser revistas em alta para valores entre os 2% e os 2,5%.

 

Em Portugal, que divulga a sua primeira estimativa do crescimento trimestral em meados de Agosto, já se espera espera-se um crescimento homólogo no segundo trimestre entre 2,5% e 3%, isto enquanto  o desemprego continua a cair, tendo atingido os 9% em Junho.

 

Também a 28 de Julho ficou a saber-se que  o banco central irlandês reviu em alta a previsão de crescimento para este ano de 3,5% para 4,5%.

 

A expectativa é que à medida que a recuperação Zona Euro ganhe fôlego, com mais criação de emprego e utilização da capacidade produtiva, surjam pressões inflacionistas que permitam o banco central retirar estímulos com a confiança que a inflação da Zona Euro caminha para a meta dos 2%, entendida como a estabilidade de preços que o BCE deve garantir. 

A gestão da floresta

Um dos meus amigos possui umas dezenas de propriedades florestais. O pai aceitava o pagamento de dívidas com a entrega de imóveis florestais. Conhece meia dúzia ali perto da aldeia os restantes não conhece onde estão situados. Os filhos não conhecem nenhum.

Outro amigo tem uns tantos e ainda vai fazendo despesa com a limpeza . Os filhos não conhecem a localização de nenhum deles. Mas vai dizendo que a despesa com a limpeza não tem resultado nenhum porque os vizinhos não fazem limpeza nenhuma. Ardem os dos vizinhos e ardem os dele.

É esta a questão. Uma floresta arde porque está carregada de material combustível, não é tratada .

Estes dois amigos que são da mesma região já tentaram reunir os restantes proprietários e lançarem uma unidade de biomassa. Não conseguiram reunir vontades. Juntar os proprietários é uma tarefa impossível. E a câmara esteve envolvida no processo.

Ora o que parece é que o estado se deve deixar de produzir legislação que ninguém cumpre e vá para o terreno em conjunto com o poder local e tome medidas concretas com ou sem a vontade dos proprietários relapsos, ou as tragédias vão  acontecer ciclicamente.

Deitar dinheiro para cima dos problemas é fácil e tentador. O SIRESP custa 500 milhões e mais 40 milhões/ ano, pois seja. Os aviões custam uns milhões o dinheiro aparece. E os muitos milhões de equipamento e de gastos com o pessoal é tudo fácil. Basta aumentar impostos . Agora trabalhar afincadamente anos seguidos no terreno isso faz doer as costas.

E não é politicamente correto falar nas vítimas nem nas calamidades não vá conhecerem-se os que ao longo dos anos foram os decisores que levaram à presente situação.

 

 

As viúvas alegres de Tsipras

Esqueceram a alternativa à austeridade, a renegociação da dívida e a submissão ao Tratado Orçamental.

Ao selar a capitulação incondicional daquele que há apenas dois anos era o herói europeu do movimento anti-austeridade, a entrevista a Tsipras confirma outra coisa: a falência da tese da "alternativa" à austeridade e às regras europeias num país do euro sem acesso a financiamento normal. Esta é uma lição importante para Portugal, onde essa "alternativa" foi promovida com vigor no espaço público durante os anos da troika por gente de todas as proveniências, sobretudo políticos e analistas à esquerda: a dura e a do PS.

Quem pensa que as viúvas do Syriza fizeram algum tipo de exame ao que andaram a defender está muito enganado. Há algumas viúvas tristes, na esquerda dura anti-euro, que acusam Tsipras de falta de coragem para romper com a moeda única, não explicando como isso se faria contra a vontade dos gregos. A maior parte, contudo, são viúvas-alegres. Hoje estão no poder ou próximas do poder. Tsipras, que outrora louvaram, não lhes merece comentário público. Apesar de aceitarem o engavetamento da reestruturação da dívida e a superação de metas de défice acordadas com Bruxelas, em público continuam a defender a posição falida de que austeridade passada era sobretudo uma opção.

E o que diz a indústria do eucalipto ?

Diz que não há nenhuma razão científica para culpar o eucalipto como causa dos incêndios e, que, a nova regulação do sector vai ter um impacto negativo nos pequenos proprietários,  levar ao ainda maior abandono das terras do interior e a importar mais matéria prima que já monta a 200 milhões de euros/ano.

Uma indústria que tem um impacto muito importante na economia, nas exportações e no emprego.

Adianta que o eucalipto é uma das espécies que menos área ardida tem nos últimos 15 anos, citando dados do ICNF, abaixo do pinheiro bravo e “muito abaixo dos matos e incultos que representam mais de metade de toda a área ardida em Portugal”. A Navigator salienta que “tem vindo a defender a importância da prevenção como ferramenta determinante na mitigação dos riscos de incêndios, criando oportunidades de combate por construção e manutenção de infraestruturas de penetração no espaço 13 florestal e reduzindo a matéria combustível nesses espaços. Estas medidas devem ser enquadradas numa política que premeie a gestão florestal certificada”.

Explica que nas florestas da Navigator as áreas ardidas são inferiores a 1% da área sob gestão, “o que reforça a evidência de que uma floresta organizada e bem gerida é menos vulnerável ao risco de incêndios”

O drama da dívida pública portuguesa

evoluçao.png

 Em maio de 2017, de acordo com o boletim de julho, o valor da dívida já é de 228.060 mil milhões de euros. Este valor vai crescendo exponencialmente e no período de 10 anos, entre 2010 e 2020 poderá quase praticamente duplicar!

O total da receita foi de 43.753 milhões que está longe dos 50.206 milhões de despesa. Certo é que os juros baixaram, mas as despesas ultrapassam anualmente os 7.295 milhões de euros, ou seja, 20,26 milhões de euros/dia só em juros…

Enquanto houver incêndios não se fala neste drama da dívida pública

O governo está a destruir as pequenas livrarias

Uma carta aberta de proprietários de pequenas livrarias que estão a ver a sua actividade comercial ser destruída por decisões do Ministério da Educação .

Por uma questão de sobrevivência : ...que não se pense que, nós, os livreiros, estamos contra a referida medida de gratuitidade – perfeitamente legítima e bem-intencionada, ainda que com cada vez mais evidentes fragilidades. O que se contesta é que, através desta medida, se atribua às escolas o papel de entreposto comercial, desvirtuando as mais elementares regras de concorrência e de atividade económica. Mais ainda, que através desta medida se limite a liberdade de escolha das famílias quanto ao local de aquisição dos manuais escolares.

O Governo e, muito concretamente, o Ministério da Educação está a incentivar as escolas a fazerem ajustes diretos e concursos para a compra dos manuais escolares do 1.º ciclo que acabam, invariavelmente, por beneficiar os grandes espaços comerciais. Há, nestes processos, uma opacidade que preocupa e um desvirtuamento das regras de concorrência, em prejuízo claro das pequenas empresas mas, também, acreditamos que do próprio Estado e das famílias.

A Liberdade de escolha em causa, sempre a liberdade de escolha neste ministério da Educação há décadas controlado pelos sindicatos comunistas.

Um estado que não se reforma nem se deixa reformar

Todos os dia os cidadãos sentem na pele os maus serviços prestados pelo estado. Bem podem os estatistas deitar dinheiro para cima dos seus problemas que o resultado é o mesmo.

No último mês quem ainda se alimentava de umas melhorias pontuais, constatou que os problemas no estado não se resolvem, ficam a marinar umas décadas e surgem do nada quando menos se espera. 

Os incêndios são prova disso como corajosamente o vice-presidente de Mação nos deu conta. Falou vezes sem conta com ministros e secretários de estado a avisar que a tragédia de há 13 anos voltaria se nada se fizesse. Aí está ainda mais horrenda.

O estado especialista em reversões não reverte o SIRESPE, negócio de 500 milhões que não funciona nas emergências. Está escrito no contrato. Já sabemos quem andou com as mãos na massa, não dá para reverter .

O estado deixa-se assaltar na sua componente mais musculada e especialista em segurança - o exército- e a narrativa do que aconteceu é algo de surreal . Desde armas activas nas mãos de terroristas até sucata, em menos de uma semana. É claro que se trata de uma operação montada pela oposição.

Na Educação, campeia a batota com falsos encarregados de educação à procura das melhoras escolas quando a narrativa é que não há escolha. É claro que há escolha mas só para alguns.

No SNS faltam médicos e medicamentos inovadores, mas a lista de 160 000 doentes à espera de cirurgia essa não falta.

A razão de tudo isto é simples. Há 700 000 funcionários públicos que correspondem a pelo menos 2 milhões e cem mil votos ( uma família com 3 pessoas) a que há a acrescentar mais 3 milhões de votos de pensionistas. Todos a ganhar mal pelo que um aumento irrisório que seja no seu rendimento se transforma numa festa.

O BE ( julgo que foi a Catarina Martins) dizia que os pensionistas tinham sido aumentados em um euro e a CGD em comissões relativas à manutenção de contas à ordem lhes retirava cinco euros .

Mas todos a viver melhor mesmo que se esqueça o aumento dos impostos indirectos. E o estado já nos leva 50% do que a sociedade civil produz.

À portuguesa curta - aos actuais velhos hospitais junta-se um novo

Os velhos hospitais do centro de Lisboa são um enorme peso no orçamento do Serviço Nacional de Saúde . Milhões que se gastam na manutenção e adaptação de edifícios que não foram construídos para serem hospitais e que oferecem serviços hospitalares iguais . Pertíssimo uns dos outros.

Mas por cá não estamos com meias medidas. A estes hospitais obsoletos juntamos um novo que a boa prática aconselha a substituir os antigos.

Mas o que já está no centro do problema é o destino a dar aos terrenos que ficarão livres com o encerramento desses velhos hospitais . Entre a preocupação de preservar a memória histórica da medicina e a construção de hotéis e de habitação de luxo, entalam-se os serviços hospitalares a prestar aos doentes e exige-se mais dinheiro . À portuguesa curta.

Pela voz de respeitados médicos, é frequente o lamento que vários hospitais se dedicam às mesmas práticas quando é óbvio que o país não tem massa crítica para dispersar exigentes conhecimentos médicos e dinheiro.

Foi assim com as autoestradas em paralelo e que agora não têm carros, com as rotundas, com a festa escolar a construir novas escolas para se encerrarem boas escolas já em funcionamento.

Os países pobres é assim que fazem. Não poupam é tudo à grande e depois logo se vê quem paga.

 

Cegueira política

"esquerda" e a "direita" comportam-se como os "No Name Boys" e os "Ultra" claques desportivas. O que interessa é a cor da camisola. Mas nós temos o dever de analisar os assuntos e não embarcar em narrativas . Um exemplo :

Não é nada que não se tenha visto antes: nos tempos do ex-primeiro-ministro suspeito de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais, José Sócrates – à medida que ficava cada vez mais claro que este usara a sua influência para obter uma licenciatura de forma irregular, que usara o banco detido pelo Estado para controlar um banco privado que não lhe fazia as vontades, e que abusara do seu poder político para levar um grupo económico “amigo” a comprar uma televisão que tinha a ousadia de investigar estas e outras manigâncias –, vários membros daquilo a que por simplismo chamamos de “a esquerda”, enamorados pelo “animal feroz”, recusavam-se a ver o que qualquer um podia já ver, tal como hoje muitos ainda se recusam apesar de serem cada vez mais claros os esquemas usados para os crimes pelos quais Sócrates aguarda acusação.

Não sendo nova, esta atitude mental é assustadora. Estas reacções gémeas da “esquerda” e da “direita” mostram como somos cada vez menos capazes de pensar criticamente sobre a realidade política, e somos os piores cegos – os que não querem ver – para a evidência que prejudique o nosso suposto “lado” (ninguém decente, de “esquerda” ou de “direita”, se pode sentir do mesmo lado de ilusionistas autoritários como Trump e Sócrates). E cada vez menos temos essa capacidade de analisar criticamente a realidade, cada vez menos somos capazes de avaliar o que está bem, o que está mal e quem poderá ou não fazer melhor.