Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Costa tem dificuldade em destruir o que criou

Costa precisa de ganhar tempo e para isso empurra com a barriga o inquérito para lá das autárquicas. A ideia é evitar ter que assumir que foi a sua criação nos anos em que foi ministro da Administração Interna a principal responsável pelo sucedido .

Mas com o verão que está ainda no inicio a ansiedade é muita e com cada fogo que lavre a confiança das populações terá um abalo . Até lá o primeiro ministro vai manter a ministra para não haver um vazio do poder e não deixar Costa na primeira linha do combate político.

Costa evitou situações que o expusesssem a eventuais vaias - apenas foi ao enterro de uma das 64 vítimas do fogo e não apareceu ao lado de Marcelo no concerto da MEO Arena.

No PS há a percepção nítida que a confiança das pessoas ficou abalada e o recente rouba de armas em Tancos não está a ajudar nada à recuperação da confiança.

O governo não pode arriscar nova tragédia, a intenção é baixar o tom e o assunto ser engolido por outras narrativas.

 

Poupar na Saúde

Todos os dados sobre o doente estarem disponíveis informaticamente em todas as unidades de saúde é uma boa forma de poupar tanto a saúde como o doente. É tão óbvio que se estranha que ainda não tenha sido feito já que o registo informático é uma realidade. Falta o acesso universal de partilha da informação

""Se eu sou médico e vou ver o doente pela primeira vez é importante que eu saiba de onde é que ele vem, se é doente crónico, alérgico a alguma coisa, quais foram as dificuldades que teve no passado, para não repetir exames, não o obrigar a ir várias vezes para coisas que são desnecessárias", acrescenta João Marques Gomes."

Actualmente, "todo o processo está informatizado, os processos clínicos estão informatizados nos cuidados primários [centros de saúde] e nos hospitais, não há é ainda uma ligação [entre eles]". Também nos privados "isso também existe". E, embora o objectivo de ter o Registo Único do Doente seja destinado "em primeiro lugar para o sistema público", numa segunda fase a ideia é alargá-lo "ao sistema global, que inclui os privados".

Adalberto Campos Fernandes deu um exemplo: "mais de metade das pessoas que vai ao centro de saúde faz análises no sector convencionado", ou seja, em entidades privadas. Com maior integração, podia-se "evitar que pessoas andem com o saco plástico carregado de envelopes com exames para levar informação ao médico". E é esse o "objectivo", garantiu. "Esta atmosfera, que foi referida, de partilha de informação tem que ser feita no sistema", até porque "os privados e a ADSE" representam uma fatia "muito grande" dos cuidados de saúde.

Poupar única forma de dar sustentabilidade ao sistema

A fornecer o terrorismo e ou a máfia

Agora o Estado português dedica-se a fornecer armas de guerra ao terrorismo ou à máfia, senão mesmo aos dois. Porque as armas pesadas que foram roubadas não se deslocam sozinhas há logo a ideia que houve ajuda de quem conhecia as rotinas e a vigilância .

É gravíssimo o que aconteceu em Tancos que coloca em perigo não só o nosso país mas também os países europeus. A confiança foi-se e em casos com esta gravidade não volta mais. Se o boom do turismo por cá se deve em parte à desconfiança noutros destinos turísticos, resta-nos rezar para que nada aconteça entre nós. Se acontecer o motor da economia que está a puxar pelo crescimento gripa.

Por esse mundo fora depois das labaredas e das mortes trágicas a notícia de um roubo de armas de guerra, pode dar inicio a uma reacção que pode ser também ela trágica. Bem anda o primeiro ministro a focar-se na popularidade, tem boas razões para estar preocupado.

Eu já tinha avisado aqui

image.aspx.jpg

 

 

Pág. 11/11