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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Parques dissuasores da entrada de veículos na cidade

A ideia não é nova longe disso mas é uma boa ideia e como tal é de aplaudir. Deixar o carro fora da cidade junto do Metropolitano e com um bom serviço da Carris, a preços muito baixos ( gratuitos para quem tem passe mensal) vai ter um impacto importante na redução dos 400 000 carros que entram na cidade por dia e que tornam a sair.

Nos últimos vinte anos o que se fez foi convidar os carros para o centro da cidade com a construção de parques e com o parqueamento de superfície, com a EMEL a encher os bolsos .

A proximidade das eleições autárquicas dá largas à imaginação e a Câmara de Lisboa tem os cofres cheios com a taxa turística, nunca houve tanto dinheiro.

O custo para os utilizadores destes parques, que visam fomentar a utilização do transporte público e evitar a entrada de automóveis no centro da cidade, não está contudo ainda definido. De acordo com o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, "para quem possua o passe Navegante terá um valor simbólico ou será mesmo gratuito". Um preço simbólico, segundo está a ser admitido, rondaria os 50 cêntimos por dia, o que daria cerca de 11 euros nos 22 dias úteis do mês.

 

Não estamos a crescer estamos a recuperar

A actividade económica caiu tanto que é mais correcto dizer que estamos a recuperar . O PIB em termos reais de 2016 é igual ao de 2004.

A recuperação para passar a crescimento terá que assentar nas exportações e no investimento .

O tão apregoado crescimento está muito favorecido por partir de uma base muito baixa, pelo que mesmo crescendo este ano acima dos 2%, há muitas dúvidas quanto à sustentabilidade.

É mais correcto falar em taxa de recuperação diz o ex-ministro Bagão Félix.

PS : siga o link e veja o vídeo

Até parece que a grande hotelaria tem representantes na AR

É preciso acabar com o alojamento local. Quem ganha ? A grande indústria hoteleira . E quem se apressou a defender esse interesse ? O grupo parlamentar do PS .

Contrariamente ao que nos querem vender o alojamento local está regulamentado, viu o imposto sobre a actividade crescer de 15% para 35% . Em vez de se deixar a actividade funcionar livremente, baixando custos e melhorando a qualidade dos serviços prestados, o que se faz é tentar acabar com um dos players . Não por acaso o que representa os mais débeis, milhares de pessoas que investiram o pouco que tinham ( e que não tinham).

Começaram com aquela história que os bairros de Lisboa estavam a ser descaracterizados, os habitantes andariam fulos com os turistas, havia que salvar a capital. Logo a seguir a música passou para o Porto . Igualzinha . Mais tarde ( não muito) lá apareceu o assunto na Assembleia da República. Até dá a ideia que há um acesso privilegiado aos senhores deputados.

O diploma apresentado por dois deputados do PS foi um balão de ensaio que de tão mauzinho levantou um coro de protestos. Já recuaram todos, afinal parece que o tal alojamento local não é assim tão mau.

Num altura em que a actividade económica é sustentada pelo turismo ( que é preciso dizer que só se faz com turistas) esperava-se que o estado ajudasse, facilitasse, mas não, quer intervir para acabar com a concorrência.

E com o rendimento extra mínimo, de muitos milhares de pequenos investidores. Vamos longe.

 

Carros eléctricos mais baratos já em 2020

A tecnologia de armazenamento de energia em bateria é a questão chave não só para tornar   os carros eléctricos mais baratos do que os carros movidos a combustível mas, também, para armazenar energia nos períodos em que não é possível descarregar a energia verde na rede de distribuição . Com estes dois sectores a moverem-se na mesma direcção a solução do problema não tardará.

O maior custo de um carro eléctrico é a bateria, responsável por quase metade do preço de um carro eléctrico de tamanho médio. Tirando isso, é muito mais barato produzir e manter carros eléctricos do que veículo de combustão interna. (É por isso que a Renault, a fabricante francesa de veículos, vende o seu popular Zoe sem bateria). Mas segundo o mesmo estudo, os preços vão cair cerca de 77% entre 2016 e 2030.

"Há duas curvas. Uma é a da redução dos custos de tecnologia de veículos eléctricos, por causa das novas descobertas e do maior volume de produção que fará com que os custos destes veículos desçam. A outra é a do aumento dos custos associados com veículos de tradicionais a gasolina, devido, principalmente, às regulações mais apertadas no que respeita às emissões de gases poluentes."

E adivinhem onde a tecnologia está na dianteira. Isso. Nos USA e na Europa.

 

O PS é de direita diz Jerónimo de Sousa

Como o PS no essencial perfilha os tratados europeus para o PCP é de direita. Não há volta a dar. Quem não pensa como o PCP é reaccionário e de direita . E são 80% dos portugueses.

...referiu que a resposta plena aos "problemas continua muito condicionada pelo limitado alcance das opções do Governo minoritário do PS que, nas questões mais estruturantes e fundamentais, continua a pautar-se pelas grandes orientações da política de direita".

"Por exemplo, vir afirmar, como o senhor ministro das Finanças afirmou, de que a dívida é sustentável, fugindo à questão de sabermos que temos uma das maiores dívidas do mundo e um serviço da dívida que constitui uma autêntica sangria desatada, já que pagamos oito mil milhões de euros só em juros.

É, claro, que se a economia crescer mais e a taxa de juro descer a dívida é sustentável mas, para isso, é necessário fazer o trabalho de casa que não agrada ao PCP . Como suster o défice e controlar a despesa do estado. Daí até crismar o PS de direita vai um saltinho .

Ser de esquerda é quando um comunista quiser

O PS quer os ricos a facturar

diploma que o PS apresentou na Assembleia da República sobre o alojamento local mostra bem como funciona a ganância dos interesses instalados e que andam sempre de braço dado com o estado.

Quem tem dinheiro para comprar um prédio inteiro pode alugar como quiser pois o condomínio pertence-lhes mas, se for um cidadão que tem apenas um apartamento aí fica dependente da assembleia de condóminos . É claro que tudo é feito sob a sagrada igualdade social tão cara aos socialistas.

“Vai acabar com o negócio para os privados, mas vai dar grandes negócios às grandes empresas e grandes imobiliárias, porque esses podem comprar o prédio inteiro”, afirmou a economista e ex-líder do PSD que se manifestou “inteiramente perplexa” com o projeto de alteração legislativa.

Mas ai de quem discorde. Reaccionários e de direita dirão os amigos dos pobrezinhos.

A saloiíce lusa e a política económica do governo

Mas alguém acredita que há admiração lá fora pelo caminho que a economia em Portugal está a seguir ?

Só alguma saloiíce lusitana é que acha que a “teoria económica” da Geringonça é vista com admiração nos círculos preponderantes no eurogrupo. É claro que eles podem achar curiosos os resultados obtidos, mas ninguém os convence minimamente de que tudo não decorre de um acaso pontual. Para eles, trata-se apenas de um "desenrascanço" conjuntural, fruto de alguma acalmia dos mercados, do efeito das políticas temporalmente limitadas do BCE, do salto das exportações (que entendem nada ter a ver com a ação do governo), do surto do turismo (por azares alheios e sorte nossa, como o “milagre do sol”), bem como do "pânico" de PCP e BE em poderem ver Passos & Cia de volta, desta forma “engolindo sapos” e permitindo ao PS surpreender Bruxelas com o seu seguidismo dos ditâmes dos tratado. Ah! Eles também constatam que a política de estímulo do consumo acabou por não ser o “driver” anunciado do crescimento. E que tudo o que foi feito está muito longe das imensas reformas que eles consideram indispensável, nomeadamente no regime laboral e nas políticas públicas mais onerosas para o OGE (Saúde, Educação, Segurança Social, Fiscalidade), por forma a promover uma redução, significativa e sustentada, da dívida. É assim uma grande e indesculpável ingenuidade estar a dar importância à "boca" do cavalheiro alemão!

A maioria dos portugueses acha que havia uma alternativa à austeridade ?...

Resposta ao comentário do leitor ANTÓNIO FILIPE, que muito agradeço :

"Já quase toda a gente chegou à conclusão que, afinal, havia alternativa."

A única "já quase toda a gente" que se pode vêr é aquela, cerca de 80% dos sondados, que dá a sua confiança ao actual Presidente da República.
O que o PR tem vindo a dizer é que o que foi feito ao longo de todos estes anos, incluindo os do governo anterior, foi necessário e que o que está a ser feito pelo governo actual se inscreve numa linha de continuidade.
Portanto, a maior parte das pessoas tem consciência de que não havia qualquer "alternativa" à política que foi seguida e que no essencial continua a ser seguida.
É verdade que há uma maioria das pessoas que hoje considera que o PS deve continuar a governar.

Mas esta maioria não é sequer esmagadora, é muito ligeira (quase metade dos sondados ou é contra o governo da geringonça ou não tem uma posição definida) e não é sequer homogénea, sendo constituida por diferentes minorias partidárias, muito distintas e que só estão basicamente de acordo em impedir a direita de governar.     

A "viragem" da economia portuguesa de que fala Centeno aconteceu em 2013 e 2014 e não a seguir a 2015 !...

O Ministro das Finanças publicou um artigo no jornal "O Público" onde diz que a economia portuguesa está num ponto de viragem.

 

 

O que é espantoso é que este retrato da economia portuguesa podia perfeitamente ter sido feito há cerca de dois anos atrás, em meados de 2015, quando estava em funções o governo anterior, antes das eleições legislativas de Outubro de 2015 e da mudança de governo em Novembro de 2015.

Mais : algumas das evoluções positivas que são agora sublinhadas eram então ainda mais evidentes. Por exemplo :

- "Portugal voltou a ter perspetivas de crescimento sustentado" : mas as perspectivas de crescimento em 2015 para os anos seguintes eram ainda maiores do que são hoje, apesar das condições externas serem hoje mais favoráveis do que eram na altura ; por um lado, a taxa de crescimento abrandou em 2016 e apenas em 2017, práticamente dois anos depois, recuperou o ritmo da altura ; por outro lado, as previsões sobre as taxas de crescimento nos anos subsequentes eram então de uma progressão regularmente ascendente, o que não acontece actualmente, com taxas positivas, é certo, mas em sentido descendente (a generalidade dos observadores concorda em que a razão principal se prende com o facto de não estarem a ser feitas nem estarem previstas reformas estruturais) ;  

- "uma redução continuada da dívida pública em percentagem do PIB de agora em diante" : mas esta redução começou efectivamente em 2015, tendo a percentagem descido abaixo dos 130%, e foi interrompida e invertida em 2016, estando hoje em cerca de 134% ;

- "uma diminuição das taxas de juro da dívida" : mas a taxa de juro da divida que mais reflete e impacta o custo da divida refinanciada é a de mais longo prazo, em particular a 10 anos, e esta práticamente duplicou desde o final do primeiro trimestre de 2015, apesar da generalidade das taxas equivalentes dos paises da zona Euro, com a excepção da Grécia, terem descido desde então ;

- "Portugal não deve ter vergonha de ser um exemplo." : mas Portugal era mais um exemplo antes do governo actual, em 2014 por ter concluido com êxito o resgate e ter regressado aos mercados, em 2015 por estar a crescer económicamente e a consolidar financeiramente ; tanto é assim que as agências de rating melhovam então as expectativas positivas do pais e que a UE se preparava para tirar o pais do procedimento de défict excessivo em ... 2016 !...; Portugal perdeu esse estatuto na segunda metade de 2015 e em 2016 era considerado como um caso problemático e preocupante ; e se hoje Portugal volta a ser considerado um exemplo não é tanto pelos resultados em si mas mais pela surpresa que é um governo apoiado por uma extrema-esquerda eurocéptica estar a seguir uma politica que não é de rutura mas antes de continuidade com a do anterior governo de direita.

Ou seja, a economia do pais teve efectivamente uma "viragem", saindo da recessão e passando a crescer, saindo da emergência financeira e progredindo na consolidação das contas públicas. Mas essa "viragem" não é de agora, ou sequer a partir de finais de 2015 quando mudou o governo ; ela aconteceu em 2013 e 2014 e estava a reforçar-se em 2015, antes da mudança de ciclo politico.

O que se tem passado no ano e meio de duração do governo actual, descontando uma certa perda de ritmo e de credibilidade externa entre 2015 e 2016 no seguimento de uma fase final da legislatura anterior marcada pela incerteza e pelo receio de uma mudança de politica e de uma primeira fase da nova legislatura que parecia confirmar essa perspectiva, e descontando ainda o completo abandono das reformas estruturais, tem sido sobretudo a constatação de uma continuidade relativamente ao essencial da politica e do modelo que vinha sendo seguido nos anos anteriores : "um aumento das exportações, num contexto de aumento moderado da procura interna assente na criação de rendimento e não de endividamento" e a continuação da "redução do déficit" orçamental permitindo manter "uma situação orçamental equilibrada e sustentável" (citações tiradas do artigo de Mário Centeno).

O que Mário Centeno acaba por reconhecer involuntáriamente é que a economia portuguesa recuperou significativamente desde o pico da crise em 2012 e 2013 e que não se registou recentemente nenhuma "viragem" para algo de novo e diferente.

Mais : se o ano de 2015 não tivesse sido cortado por eleições e pela mudança de ciclo politico, o mais provável teria sido a economia portuguesa não ter tido uma fase de abrandamento no processo de recuperação então em curso e estar hoje com melhores indicadores e com melhores perspectivas.  

Mas acontentemo-nos com o que temos !!