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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Devem ser estes os tais constrangimentos de que fala a extrema esquerda

BCE mantém a taxa de juro em 0% e o programa de compra de dívida até ao fim do ano ou mesmo para além desse limite se tal for necessário. Claro que os mercados reagiram positivamente com a taxa de referência a 10 anos a recuar para mínimos e as expectativas económicas a melhorarem. Tudo isto ao contrário do que dizem os que querem sair da União Europeia e da Zona Euro.

Os constrangimentos de pertencermos à Zona Euro de que falam o PCP e o BE devem ser estes. A União Europeia empresta o dinheiro, manda para cá 353 mil milhões em subsídios não reembolsáveis, segura os credores e os mercados e ajuda à consolidação das contas públicas.

A inflação ainda não está na medida certa (2%)  mas é um objectivo que o BCE prossegue . Para já está afastada a deflação um buraco negro que nos atormentou mas que o BCE afastou. Tudo constrangimentos europeus impostos a este país onde as manhãs cantariam . Assim vamos melhorando à boleia do crescimento dos países europeus para onde exportamos.

“É verdade que o crescimento está a melhorar, que as coisas estão a ficar melhor”, afirmou o presidente do BCE perante os jornalistas esta quinta-feira. E acrescentou: “Em 2016 estávamos a falar de uma recuperação frágil e desigual. Agora é sólida e abrangente“.

Já esta quinta-feira, o INE divulgou dados que mostram que a confiança dos consumidores portugueses avançou em Abril pelo oitavo mês seguido para o valor mais alto em quase 20 anos. Também na Zona Euro os dados são positivos, tendo a Comissão Europeia, também esta manhã, revelado que a confiança de consumidores e empresários no bloco do euro cresceu em Abril para máximos de quase 10 anos.

Tudo constrangimentos, bom, bom, era estarmos fora da UE e juntarmo-nos aos BRIC como defende o João Oliveira, chefe da bancada do PCP na AR.

Tudo ao contrário do que prometeram fazer

A surpresa é o PCP e o BE apoiarem as medidas de austeridade do governo e as recomendações de Bruxelas. O PS esse, limitou-se a dar o dito pelo não dito.

Os socialistas prometeram assim, que, caso o seu programa viesse a ser adoptado, a economia portuguesa iria crescer 2,4% em 2016 e 3,1% em 2017, no contexto de uma fortíssima aceleração do investimento. Já o défice fixar-se-ia em 3,0% do PIB no primeiro ano e em 2,5% no segundo, o que pressupunha uma consolidação orçamental muito mais suave do que aquela que o governo de PSD e CDS preconizava. O pilar da estratégia do PS assentava no “virar a página da austeridade” e na promoção de um crescimento económico mais rápido.

Porém, já no poder, os socialistas limitaram-se a alterar parte da composição da austeridade, não afrontando Bruxelas. É verdade que desagravaram impostos directos, só que por outro lado agravaram os indirectos, reduziram o investimento público e congelaram despesas correntes, com especial incidência na aquisição de bens e serviços. Por conseguinte, e também com o auxílio de medidas extraordinárias, em 2016 o défice acabou por ser de apenas 2,0%, mas a economia desiludiu e cresceu somente 1,4%. Para o ano, espera-se um défice de 1,0%, mas um crescimento económico de 1,8% – valores significativamente diferentes daqueles que foram apresentados em campanha eleitoral. O governo acabou, assim, por preferir uma consolidação mais acelerada, deixando o rápido crescimento para outra altura; o contrário do que havia sido prometido.

Alqueva mudou o Alentejo

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 Ainda há muitos obstáculos mas o Alentejo mudou para muito melhor como se pode ver no gráfico acima

A reboque da atividade agrícola crescente, são já vários os concelhos da região em cujas áreas industriais começam a escassear os lotes disponíveis. Tudo porque, segundo aquele responsável, há cada vez mais empresas fornecedoras de meios de produção (e também na área da agroindústria) que se estão a “instalar em força” no perímetro do regadio.

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Este é particularmente disparatado

Este deputado do PS é conhecido por não ser deputado do BE tais são as suas opiniões .Esconde-se no PS onde as sinecuras estão mais à mão e é mais fácil ser poder. Num programa Prós & Contras ficou muito irritado quando alguém lhe chamou a atenção para a excentricidade das suas opiniões.

Agora vem atacar os católicos portugueses com a estafada argumentação que a vinda do Papa a Portugal é um espectáculo e, como tal, não há razão nenhuma para o governo conceder um dia de folga. Ao sr. deputado custa-lhe perceber que há milhares de portugueses que se deslocarão a Fátima e que milhões seguirão pela televisão a visita. Isso não conta.

Com um ódio que não esconde, valha a verdade, aponta o dedo a quem é crente, o povo que diz que defende. Porque é esse o seu real problema . O seu povo ( o povo dele) professa a religião católica e tem um especial carinho por Fátima.

É esta gente que António Costa vai deixar ao país em lugares chave na política e na admnistração pública .

Tolerância de ponto a 12 de Maio.

Sendo o Estado laico, não deve no entanto esquecer o sentir da sua Sociedade, nos dias 12/13 estarão em Fátima largas centenas de milhar de pessoas, acontecimento único em Portugal.
Por uma questão de tradição, sempre que um Papa visitou Portugal o governo concedeu tolerância de ponto.
Por uma questão de coerência, o Estado é laico, mas concede tolerância de ponto no Natal e na Páscoa.
Esta é mais uma não questão.

 

 

Marine Le Pen é de extrema esquerda

Marine Le Pen é de extrema-esquerda

Como? Pois é. Longe vão os tempos em que o pai de Marine Le Pen, Jean-Marie, defendia a redução dos impostos, a eliminação das 35 horas de trabalho semanais, recusava a reforma aos 60 anos de idade e queria uma França desregulamentada, desestatizada e sem muçulmanos. Esta Frente Nacional liderada por Marine Le Pen mudou não apenas porque Marine matou politicamente o pai, mas porque a essência do discurso deste partido extremista passou da direita para a esquerda. Enquanto Jean-Marie era essencialmente racista, Marine é anti-Europa. Uma mudança que está a dar excelentes resultados à senhora Le Pen e que se deve a um homem: Florian Philippot.

Vice-presidente do partido desde 2012, conselheiro próximo de Marine Le Pen, Philippot é o grande responsável pela estratégia da Frente Nacional e também pela sua comunicação. Com ele a FN foi bem sucedida nas municipais de 2014, venceu as europeias desse ano e prepara-se para a presidência que, não espera alcançar agora, mas em 2022. Aí, sim. Nessa altura é que, nas contas de Philippot, serão elas.

Este homem todo poderoso é profundamente contrário às privatizações e fez constar no programa eleitoral de Marine Le Pen propostas como o aumento do salário mínimo nacional, a redução das tarifas de gás e electricidade em 5%, o aumento dos salários da função pública, a reindustrialização da França (muito à semelhança do que o PCP pretende em Portugal), a associação da indústria e do Estado numa cooperação que privilegie a economia real (ou o que quer que isto signifique) e a fixação da idade legal da reforma nos 60 anos, com 40 anos de quotizações.

Há outro aspecto muito importante nesta viragem à esquerda e que a grande maioria não vê: esta FN considera como principal inimiga da França, a União Europeia (UE). É Bruxelas a culpada pelos inúmeros muçulmanos a viver em França, porque foi Bruxelas que abriu as fronteiras e impôs a livre circulação de pessoas dentro da UE. A protecção dos interesses da França, já não se faz apenas, como pretendia Jean-Marie Le Pen, ostracizando as minorias étnicas e religiosas. Para Marine, tal só é possível saindo da Europa. Da mesma forma, o programa económico mencionado em cima só é possível se a França sair do euro. Um discurso muito idêntico ao de Mélenchon, que entretanto ajustou ao tempo presente a posição que tinha em 2012 relativamente aos refugiados, e daí a similitude das propostas, a mesma identidade no caminho a seguir.

Vistas as coisas deste prisma não é difícil compreender por que motivo Jean-Luc Mélenchon não disse, na noite eleitoral, em quem vota na segunda volta. Mélenchon sabe que o seu eleitorado se revê no programa económico de Le Pen e não o quer trair. Mais: o líder da França Insubmissa, aliança política que une vários partidos de extrema-esquerda, entre os quais o partido comunista francês, sabe que uma vitória de Marine Le Pen ditará o fim do euro, do projecto europeu, ou seja, dos alicerces que sustentam o modo de vida do continente. Com Marine virá o caos e é no caos que vingam as ideologias como as que Mélenchon propugna. O melhor para a extrema-esquerda é a vitória de um extremismo disfarçado de direita.

Um último ponto a salientar é que esta mudança na Frente Nacional não é pacífica dentro do próprio movimento. Marion Maréchal-Le Pen, sobrinha de Marine, neta de Jean-Marie, tem a mesma perspectiva do avô. Não que seja europeísta, mas porque entende que a principal ameaça à França reside, não no modelo económico seguido até agora, mas no excesso de imigrantes que, não se integrando na cultura francesa, ferem de morte a identidade da França que é necessário proteger. Ou seja, uma derrota de Marine Le Pen a 7 de Maio será, à semelhança do que está a suceder no PS e entre os Republicanos, um motivo para um ajuste de contas, que aqui será não apenas partidário, mas também familiar. Se Florian Philippot resiste e convence a FN que o seu objectivo é para daqui a 5 anos, as próximas semanas o dirão.

 
 

Marcelo pede pouco só o impossível

Marcelo pede mais crescimento da economia ao governo . Pede o que o país precisa mas que, nas actuais circunstâncias é pouco menos que o impossível.

O governo para conter o défice, em vez de fazer reformas e conter a despesa corrente corta no investimento . Sem investimento não há crescimento nem criação de postos de trabalho. Basta olhar para as previsões do próprio governo para não haver dúvidas acerca disso.

As agências de notação não melhoram um grau que seja a avaliação do país e isso traduz a pouco ou nenhuma vontade de investir por cá. Ora só em investimento privado faltam 120 mil milhões para que o país possa crescer 3%. E sem este número mágico não pagamos a dívida, não deixamos de pagar juros altos e não criamos emprego.

A Irlanda já recuperou 100% os números anteriores à crise, a Espanha está perto enquanto nós corremos para chegar a 2008.

Há a esperança que o Programa Europeu 20 possa substituir o investimento público que o governo cortou mas, é claro que esse investimento mesmo que bem aplicado só trará resultados daqui a dois ou três anos. Por isso no Programa de Reformas não há reformas nenhumas e no PEC aponta-se para uma moderada e não suficiente recuperação do PIB.

Marcelo não pode deixar acantonar-se com a "geringonça" porque pode ser que tudo isto falhe e, sempre que pode, vai lançando os avisos que lhe permitirão na altura certa afastar-se da situação.

O obstáculo maior à atracção de Investimento Directo Estrangeiro é constituído pelas elevadas taxa de imposto, em particular de IRC, e não há qualquer referência a planos para a sua redução.

Uma das mais graves e transversais queixas, quer de investidores estrangeiros quer nacionais, é a lentidão da administração pública.

Hoje o Trump baixou o IRC de 35% para 15% . Enquanto isso anda a ver se arranja uma guerra com o "queriducho" da Coreia do Norte. É claro que é maluco mas sabe como atrair IDE. Por cá o PCP e o BE não deixam.

 

A oposição não tem que ser entregue a populismos

Em França é a grande lição. Aos partidos que têm estado no centro da situação é um moderado que o povo escolhe como alternativa.

Macron mostrou que o anti-establishment não tem de estar sequestrado por extremismos nem por subprodutos corrosivos como Corbyn, Farage, Trump, Le Pen, o rabo de cavalo do Podemos ou Catarina Martins.

A linha socialista chalada de Hamon – a mesma de Costa, Pedro Nuno Santos, Galamba, Porfírio Silva e três quartos do atual PS – estampou-se gloriosamente. E, com ela, a narrativa de que o eleitorado só castiga por estes dias o socialismo moderado .

E se o projecto da União Europeia não falhar ?

A extrema esquerda e a extrema direita defendem causas comuns principalmente no que à União Europeia diz respeito. Em Portugal e em França isso é evidente.

Por cá Joana Mortágua abandona-se ao desejo de o projecto europeu falhar. Em França, Mélenchon, quer convencer-nos que votar em Macrom ou em Le Pen é a mesma coisa. Estar contra o projecto europeu não pode ser mais diferente do que apoiá-lo. E é isso que acontece com os dois candidatos que passaram à segunda volta. O que acontece é que o candidato comunista francês também está contra a União Europeia.

E aí estão, a extrema direita e a extrema esquerda do mesmo lado numa questão fundamental. E se o projecto da União Europeia não falhar ? Como é que a esquerda vai resolver a questão se não se envolver participando de forma positiva no sucesso ?

Vai deixar-se acantonar juntamente com a extrema direita nacionalista, antidemocrática e xenófoba ? 

No BE, Miguel Portas nunca foi contra a União Europeia para só falar no seu caso. No PCP, o seu pensamento político não evolui pelo que se fica pela coerência doutrinal mesmo que desfasada da realidade.

Uma coisa é certa . Quem tem por companhia Le Pen está de certeza errado .