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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Na Amadora há uma praça Hugo Chavez

Tanta discussão por o aeroporto da Madeira se chamar Cristiano Ronaldo. Por acaso e não tendo nada contra, quando aterro no Sá Carneiro no Porto lembro-me sempre que o ex-primeiro ministro morreu num acidente de aviação e concluo que o nome não é apropriado para um aeroporto. Em terra passa-me .

Cristiano Ronaldo lembra um jovem vencedor que marca golos e é conhecido em todo o mundo. Eusébio está no Panteão Nacional. Afinal onde está o desconforto ? Alberto João por ser político seria melhor ? Mas quem aterra no Funchal , turista, faz ideia de quem é o Alberto João Jardim ?

Foi só mais um ajuste de contas entre políticos e uma maneira de esquecer os verdadeiros problemas . A propaganda precisa de arranjar todos os dias uma distração. Até estava no ar o Novo Banco e mais uma vitória. Não convinha nada que os contribuintes se preocupassem.

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Fora do Euro Portugal seria uma colónia espanhola

PCP e BE vão exigindo a saída da Zona Euro mas não fazem contas ao que isso representaria para o país. Lisboa teve sempre o cuidado de se juntar a Madrid nas questões europeias . Agora com a saída dos ingleses Espanha tornou-se a 4ª economia europeia - Alemanha, França , Itália, Espanha . E em Espanha há um governo minoritário mas que não aceitou o apoio dos extremistas que querem sair. Espanha cresce 3% e paga taxas muito mais baixas que Portugal além da dívida ser bem menor em relação ao PIB.

Fora do Euro regressaríamos à condição de colónia espanhola . 

Enquanto tudo isto acontece, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa, de quem o governo depende no parlamento, andam a brincar com a saída do Euro. Portugal pode sair do Euro, mas a Espanha não sai, a não ser que o Euro acabe. Convinha que a Lisboa política e diplomática percebesse isto muito bem. E que explicassem ao BE e ao PCP, como se eles fossem estúpidos, que se um dia Portugal sair do Euro, tornar-se-á numa colónia económica e política de Espanha. Uma colónia que faria o período dos Filipes parecer um caso de independência nacional.

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Não se embale o berço com a mentira

Para criar emprego, pagar a dívida, baixar juros e manter o estado social o PIB tem que crescer 3% ao ano para compensar os últimos medíocres 16 anos . Crescer, como estamos a crescer, 1,6%, só agrada a quem nos quer enganar. Deixem-se de festejar enquanto o país continua a caminhar em direcção ao abismo. Não se esqueçam do que aconteceu na era Sócrates em que todos os dias o país averbava uma vitória. Viu-se depois que a direcção era a bancarrota.

Só assim Portugal conseguirá diminuir a taxa de desemprego, aumentar os salários reais e, por consequência, o nível de vida dos portugueses. Mas esta será também a solução mais adequada para que o país possa preservar o Estado Social e, em simultâneo, dar sustentabilidade à dívida externa e à dívida pública. Essencial será também, desta forma, o reforço de todo o sistema financeiro.

Com o ritmo de crescimento que se prevê para este ano até 2019 Portugal está a aproximar-se de 2008. Não mintam, não escondam, não confundam e principalmente, não queiram enganar-se a vós próprios.

Estamos muito longe de uma situação de convergência com os países da Zona Euro e da União Europeia . Poucochinho para deitar foguetes.

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A OGMA privatizada a distribuir lucros pelos trabalhadores

Portugal tem um cluster aeronáutico que está a crescer .Uma das empresas são as "velhas" Oficinas Gerais de Manutenção de Alverca por onde há cinquenta anos passavam os mecânicos que depois serviam na TAP.

O presidente da OGMA garantiu no programa A Vida do Dinheiro que “todos os empregados estão abrangidos” pela iniciativa, que distribuirá uma parte dos lucros, em função das metas que cada um atingiu no ano a que os resultados dizem respeito.

Para este ano, o responsável tem perspetivas positivas e prevê novas contratações, de “cerca de 100 novos trabalhadores”, plano para concretizar a visão de crescimento para os próximos anos.

A OGMA desenvolve trabalhos em manutenção, reparação e revisão geral de aeronaves, de motores e componentes de aviação comercial, executiva e de defesa, dedicando-se ainda ao fabrico de estruturas para aeronaves civis e militares.

Desde a privatização, concretizada em 2005, a OGMA é detida em 65% pela Airholding SGPS (100% Embraer) e em 35% pela Empordef (100% Estado português). A empresa conta com 1.734 trabalhadores.

A Embraer tem ainda duas fábricas em Évora .

 

 

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Maduro de cócoras - o povo é quem mais ordena

O ditador Maduro e os seus acólitos recuaram em toda a linha face à movimentação do povo venezuelano nas ruas . Na verdade é o povo quem mais ordena tal como aconteceu em Portugal nos idos de 70. O povo quer democracia, um estado de direito, liberdade e pão. Não quer ser guiado como um rebanho por burocratas de pensamento único.  

A Agência Lusa avança que os representantes das principais instituições do país reuniram-se na noite de sexta-feira, no âmbito do Conselho de Segurança Nacional, e decidiram, segundo o texto divulgado, “exortar” o Supremo Tribunal a “rever as decisões” em causa “a fim de manter a estabilidade institucional e o equilíbrio de poderes”.

Criticado internamente pelo povo e pelos orgãos democraticamente eleitos e, externamente, pela União Europeia, Associação dos Países do Sul e pelos US, Maduro coberto de vergonha agarra-se ao poder .

Não há alternativa para a democracia.

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Cantar pelo défice chorar pela dívida

Em 2016 o Estado português incorreu num défice de 3 807 milhões de Euros. No mesmo ano, a dívida bruta do mesmo Estado agravou-se em 9 590 milhões de Euros. 

O défice resulta de uma série de convenções ( o que conta e o que não conta para o efeito). A dívida é o que é : dos 9 590 milhões de Euros em que se agravou, em 2016, 3 807 milhões de Euros contaram para o défice e 5 783 milhões não contaram.

...há quem goste de adormecer embalado por belos contos sobre o défice ; e há quem não consiga adormecer só de pensar em dívidas. Presumo que entre os investidores financeiros, predominem estes últimos.

PS : Daniel Bessa - Expresso

 

Porque sou de direita - José António Rodrigues Carmo

PORQUE SOU DE DIREITA
Em Portugal, ser de direita é uma coisa mal vista. Para a hegemonia esquerdista na Academia e nos media, quem é de direita é um ser caricato e de fugir a sete pés.
Má pessoa, mal intencionada, e com a albarda cheia de "istas". Fascista, racista, colonialista, neoliberalista, capitalista, imperialista, etc. E feio, mal cheiroso, burro, primário, ignorante, etc, etc.
Ou então vendido a "interesses".
O "povo de esquerda", em Portugal, ignorando que esquerda é "sinistra" e sinónimo de "mau aspecto, pavoroso, funesto e desgraçado", considera-se a ele mesmo como uma cornucópia de virtudes teologais. Gente que cheira a lavanda, que quer a paz, que deseja o céu na terra, que ama andorinhas, enfim, santos e anjos
Curiosamente basta-me um minuto de conversa para tirar a foto a alguém, sobre esta matéria e não é por estes atributos, mas sim pela bílis que destila sobre certos assuntos, pessoa e ideias.
Eu sou de direita.
Sempre fui.
Para além dos livros que li, da vida que vivi, das coisas que estudei, etc, sou de direita porque, simplificando ao máximo, entendo que sou livre e não compete a alguns burocratas e zelotas impôr-me formas "correctas" de pensar e de me expressar, para além daquilo que são os limites da lei natural.
Sou de direita porque a realidade é complexa e não redutível a alguns esquemas simplistas.
Acredito pois na "mão invisível", essa ideia liberal de que as pessoas prosseguindo livremente os seus interesses, erram e acertam, mas o resultado global é sempre positivo, ao contrário de engenharias sociais dirigidas por aprendizes de feiticeiro, ainda que se achem muito esclarecidos e bem intencionados.
Os exemplos abundam, desde o mundo soviético à Venezuela.
É que os "engenheiros sociais" são, têm de ser, ditadores, oligarcas e autocratas, porque só à força conseguem impôr aos indivíduos ideias e esquemas que violam a sua liberdade de pensar, fazer, dizer, etc.
E eu nunca gostei de rebanhos e muito menos de quem acha que manda no rebanho.
E não sou de esquerda porque acho que a esquerda é um lobo em pele de cordeiro e exactamente o que a palavra "sinistra" significa ; pavorosa e funesta!

Os problemas estruturais não estão resolvidos

O PIB vai ser melhor este ano mas abranda no médio prazo. O mesmo se passa com o emprego . Isto mostra que a economia sem investimento esgota-se na capacidade instalada. E assim não pagamos a dívida nem baixamos os juros.

Se os partidos populistas perderem ( e tudo aponta para que tal aconteça) a economia na Zona Euro pode crescer bem mais do que o esperado o que arrastaria a economia portuguesa.

“O PIB tem uma aceleração para 1,7%, que até poderia ser ligeiramente superior, não nos espantaria que fosse 1,8%, e depois tende a abrandar até 2021”, explicou Teodora Cardoso, presidente do Conselho das Finanças Públicas (CFP). Já a nível de finanças públicas, “a principal conclusão deste relatório é que ainda que tudo corra bem a nível do Procedimento por Défices Excessivos, ficamos com um grande espaço ainda para cobrir de ajustamento estrutural a que ficaremos submetidos logo após a saída”, adiantou.

No que diz respeito ao crescimento do emprego, projeta-se a continuação de um crescimento, embora desacelere, tal como acontece ao PIB, até ao final do horizonte temporal em análise. Por exemplo: este ano projeta-se um crescimento de 1,1% do emprego, enquanto em 2021, num cenário de políticas invariantes, este crescimento abranda para 0,4%.

Quer dizer para que o comportamento da economia garanta melhores resultados a médio e longo prazo é necessário que se mudem as políticas, única forma de pagarmos a dívida, baixar os juros e manter o país fora dos défices excessivos.

É isso o que quer dizer "num cenário de políticas invariantes " .

 

Era só conversa, afinal

No JN, Nuno Melo :

"Indignados", indignem-se. "Que se lixe a troika", mostrem-se "lixados", um bocadinho que seja, com qualquer coisinha. "Geração à rasca", só passaram dois anos. Ninguém acredita que se desenrascaram com essa facilidade. "Auditoria cidadã à dívida", está alguém em casa? A dívida ultrapassou 132% do PIB. Embora lá tirar do bolso a máquina calculadora. Camaradas do "Congresso das alternativas" e da "Rede economia com futuro", como é que é?

A CGD, financiada por "fundos abutres" à taxa de 10,75%, com comissões e impostos pagos em offshore do Luxemburgo, prepara-se para encerrar 180 balcões no Norte, Centro, Sul, Açores e Madeira e despedir 2200 trabalhadores até 2020. O Novo Banco, depois de entregue à Lone Star, vai encerrar 55 balcões e despedir 400 trabalhadores. Mais de 500 foram dispensados das escolas privadas. E os camaradas nem um grito, nem uma lágrima? Francamente.

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