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BandaLarga

as autoestradas da informação

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União Europeia, o maior feito político de sempre

Nunca tantos viveram com esta qualidade de vida durante tanto tempo. É este o melhor resumo deste extraordinário feito humano que é a União Europeia .

A partir desse tratado de Roma assinado por seis estados foi-se construindo uma Europa que chegou a 28 e que proporcionou mais paz, bem-estar e harmonia do que alguma houve no velho continente. Estar contra este projeto é querer regredir e preferir confrontos a equilíbrios mesmo que difíceis. A União Europeia (UE) é o projeto político mais bonito que alguma vez se construiu na Europa e talvez no mundo. É claro que está cheia de problemas, precisa de reformar a sua “eurocracia” e que há uma Europa de mais ricos, outra de menos ricos e outra ainda feita de pobres que são ainda alguns dos países da antiga Europa de Leste comunista.

Portugal foi dos maiores beneficiários deste fantástico projeto humano. Num tempo de balanço, honre-se os que construíram a União Europeia e honre-se também os portugueses que nos fizeram aderir e nos têm conseguido manter no seu pelotão da frente, apesar das dificuldades. Quanto aos que são contra a UE importa combatê-los politicamente com racionalidade e firmeza, porque são forças retrógradas que mais não procuram do que instalar poderes nacionais e isolacionistas, tendencialmente autocráticos para acabar com a magnifica cidadania europeia e tudo o que ela permite em termos de liberdade e autonomia a cada um de nós.

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Três milagres : Fátima, AutoEuropa e Refinaria de Sines

A Europa está a melhorar e isso é um dos factores fundamentais para as melhores expectativas que se vai tendo para a economia portuguesa.

A economia pode crescer entre 1,8% e 2,1% puxada pelas exportações que crescem 6% ; em consequência o desemprego pode cair para 9% . Tudo ao contrário do que dizia o governo e os seus apoios que apostavam na procura interna ( diminuta num país tão pequeno).

O investimento privado mostra vontade de crescer mais rapidamente . 

"Após um aumento de 1,4% em 2016, o produto interno bruto (PIB) português deverá crescer 1,8% em 2017, 1,7% em 2018 e 1,6% em 2019. Em 2019 o produto real deverá situar-se num nível próximo do registado em 2008, o que ilustra bem a natureza sem precedentes deste último ciclo económico"

No texto que acompanha as projecções, o banco central salienta "o desempenho das exportações de turismo, que será favorecido pela ocorrência em território português de importantes eventos à escala internacional", nas quais se destaca a visita do Papa em 2017. Do lado das vendas de bens, além da dissipação de efeitos temporários negativos que marcaram 2016 (transição de modelos na Autoeuropa e paragem da refinaria de Sines), os economistas da Almirante Reis sublinham que em 2017 e 2018 haverá um aumento da capacidade produtiva da Autoeuropa.

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Um Estado com poder a mais e uma sociedade com poder a menos

Está na altura de o país tentar uma opção com menos estado e mais sociedade. O Estado corporativo de Salazar após 40 anos de Democracia está quase intacto . Com este Estado com poder a mais já vimos que não saímos da cauda da Europa.

Quando se insistir que o Estado tem poder a mais em Portugal – manda demais, regulamenta demais, intromete-se demais, protege demais e protege mal (pois não protege apenas os necessitados, protege também os poderosos quando estão aflitos). Quando se disser que o problema do Estado não é ter burocracia a mais (para isso servem os simplexes deste mundo), mas ter o poder de se intrometer em quase todos os domínios da nossa vida, e na vida das nossas empresas. Quando se disser que uma sociedade comparativamente pobre, como é a portuguesa no quadro da União Europeia, não pode pagar tantos impostos e tantas contribuições, que a escolha é entre devolver dinheiro aos cidadãos e às empresas ou devolver dinheiro aos funcionários públicos e às corporações. Quando se assumir que a reforma do Estado é para acabar com muitas das suas funções tentaculares, com muitos dos seus privilégios (4,5 funcionários por cada chefe na Direção-Geral da Segurança Social? “Benefício adicional de mais 12 dias anuais de não trabalho”?) e com todas aquelas regras que permitem aos funcionários agir discricionariamente, preconceituosamente.

O Brêxit vai deixar o Reino unido ?

O parlamento escocês aprovou novo referendo à permanência do país no Reino Unido porque não quer sair da União Europeia. A Escócia vai a referendo para ser um país independente.

Ainda muita água vai passar por debaixo das pontes agora que se aproxima a negociação da saída do Reino Unido da União Europeia . Há muito a perder por ambas as partes e a União Europeia não pode deixar que fique a ideia que quem sai se livra do osso mas leva o lombo. Que é o que a primeira ministra inglesa quer. Ter acesso aos 400 milhões de consumidores da UE em igualdade de condições sem taxas a carregar nos preços dos seus produtos que vende na europa.

É de esperar que as negociações entre Edimburgo e Londres por causa do referendo sejam duras. A primeira-ministra britânica, Theresa May, já se mostrou contra a iniciativa, mas Sturgeon tem mantido firme a sua posição: “Quando esta mudança nos é imposta, devemos ter o direito de escolher”, disse, antes da votação, citada pela Bloomberg. “Nenhum de nós deve ter qualquer dúvida sobre o que está em jogo. O povo da Escócia também deve ter uma palavra a dizer”, frisou ainda.

Quando anunciou a intenção de propor ao Parlamento o referendo, Nicola Sturgeon explicou que quer consultar a população escocesa assim que os resultados das negociações do Brexit forem mais claros.

Esta decisão do Parlamento escocês vai ter um grande peso nas negociações entre a UR e o RU .

Trump/Le Pen/Catarina/Jerónimo - odeiam a globalização

Ouvir Catarina a dizer as mesmas coisas que Le Pen é singular. O mesmo que Trump e o seu nacionalismo reaccionário .

Perante o colapso do comunismo e do socialismo a extrema esquerda procurou a salvação na linguagem reaccionária, culturalista ; o "multiculturalismo" ou " politicamente correcto" é uma escola de pensamento reaccionária e romântica, sem qualquer marca iluminista.

Os últimos anos só reforçaram essa tendência. Todos os dias vemos esta continuada deriva nacionalista de esquerda. Catarina e Jerónimo todos os dias fazem um discurso à Le Pen sobre a saída do Euro.

Mas se for Le Pen trata-se de um discurso reaccionário , se for Catarina ou Mortágua já se trata de um discurso fofo .

As duas sensibilidades odeiam a globalização querem voltar ao nacionalismo, quebrando a ordem internacional que tem permitido a globalização e a paz entre as super potências . Só não têm a gentileza de explicar o que pode substituir o que querem destruir. Voltando à guerra fria ?

É por isso que o seu objectivo, tanto da extrema direita como da extrema esquerda, é acabar com a União Europeia e os seus 60 anos de paz e progresso.

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Le Pen (extrema direita) PC e BE (extrema esquerda) têm o mesmo objectivo

Como se explica que os radicais de esquerda e de direita tenham como objectivo acabar com a Zona Euro e com a União Europeia ? Então agora a extrema direita também quer o bem dos povos ? Ou o que é bom na extrema esquerda é péssimo na extrema direita ?

Ver Catarina e Jerónimo defender o mesmo de Le Pen é bizarro e assustador . O interesse dos povos é secundário o que se procura é o conceito de vida . Ideologias mais ou menos musculadas onde a democracia tem um papel secundário .

Os adversários da UE chamam-lhe nomes. Centralizadora, burocrática, obsoleta. Le Pen fala de um sistema que oprime e brutaliza! É extraordinária, mas ao mesmo tempo reveladora, a linguagem usada pelos inimigos da liberdade, da tolerância, da união e da paz. E é normal que a critiquem, pois são seus inimigos, como em tempos o foram o fascismo nazi, o comunismo soviético e todos os autoritarismos do planeta.

Como é normal que os democratas a defendam e salientem o que ela trouxe de positivo aos povos europeus: 70 anos de paz, prosperidade e relevância global. Liberdade de viver, estudar, viajar no pequeno-grande continente europeu. Liderança ambiental, na inovação, defesa dos consumidores, igualdade de género, direitos humanos.

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PC e BE não dizem a verdade sobre a saída do Euro

Ouvi, numa palestra, o prof Ferreira do Amaral que foi o primeiro a assinalar os problemas da nossa integração na Zona Euro, dizer que tecnicamente é muito difícil um país sair . Desde logo porque o sigilo absoluto não é possível e bastaria o mais pequeno zum-zum para que biliões de euros voassem para fora do país. Só cá ficariam as pequenas poupanças. Passarmos da Europa a 27 para uma espécie de ‘orgulhosamente sós’ salazarista, sem recursos suficientes para nos bastarmos a nós próprios. Uma Venezuela para pior.

Como em certos países podemos ter milhões no bolso mas que não dão para comprar um frango ou um bife. E como as dívidas (incluindo as das famílias e individuais são em euros ) serão pagas pela nova moeda que vale 40% menos, vamos de mal a pior. Nunca mais conseguiremos pagar aos credores, deixaremos de ter acesso aos mercados para nos financiarmos e os juros disparam para valores ainda mais incomportáveis.

Ora PCP e BE sabem isto muito bem, o seu problema não é o euro . É um conceito de vida que em Portugal representa 14% dos votos . Abandonar a democracia , a economia social de mercado e o estado de direito.

Mas os dois partidos radicais escondem do povo a verdade .

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A míopia está no governo não está nos mercados

A maior dívida de sempre e a aumentar. A taxa de juro a 10 anos a crescer . O investimento historicamente baixo. As reformas revertidas. O maior peso do estado. Os 2,1% do défice não convence os credores . 

Uma forma de avaliar em que medida é que os agentes económicos estão a interpretar este resultado como sendo extraordinário é olhar para as taxas de juro no mercado secundário de dívida pública nacional. Curiosamente, a resposta dos mercados é bastante significativa, mas não no sentido esperado. De facto, as taxas de juro das obrigações a 10 anos têm estado a subir ao longo das últimas semanas, e são agora as mais elevadas desde março de 2014, vários meses antes da saída da troika do país. Os títulos chegaram a ser transacionados acima de 4,2% durante sexta-feira, o dia em que o INE publicou as contas.

Por isso, não é surpreendente que a nossa dívida em 2016 tenha sido a maior de sempre, correspondendo a 241 mil milhões de euros e 130,4% do PIB, em valor absoluto e como percentagem do PIB, respetivamente. Ou seja, apesar dos valores históricos de défice, não estamos a progredir no que constitui a nossa principal fonte de incerteza económica: a dívida e a nossa capacidade de a pagar de forma estrutural, que continuam historicamente preocupantes.

Factos são factos não vale a pena disparar sobre os mensageiros.