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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Regra de ouro

Cortar nas despesas de investimento para aumentar as despesas de pessoal é uma regra de lata que mata. A regra de ouro é ao contrário. Cortar na despesa corrente para aumentar a despesa de investimento. O governo opta pela regra de lata. E a consequência é que a economia não cresce, nem este ano nem nos mais próximos e , assim, vai-nos roubando o futuro.

OCDE insta governo português a poupar nas despesas correntes de modo a poder lançar mais investimentos público. Costa cá nos vai enganando fazendo crer que a situação conjunta tem futuro com PC e BE a exigirem mais despesa para os seus eleitorados.

É preciso fazer crescer o PIB para enfrentar os crescentes desafios do crescimento e das desigualdade.

Ora, a OCDE não acredita na recuperação do investimento em Portugal . É este fraco investimento público e privado que está a travar a reforma da economia nacional. O investimento privado está a ser bloqueado pela elevada incerteza e endividamento das empresas e a banca tem que limpar o crédito malparado.

Sem maior crescimento não se derrota a pobreza nem as desigualdades. O resto é  demagogia e populismo .

A CAIXA arrombada à golpada

Por causa da declaração de rendimentos ? É poucochinho . Mas à medida que se sabe mais percebe-se que a CAIXA foi arrombada . O banco das PMEs concedeu 3% do crédito total à pequenas e médias empresas. O resto foi direitinho para a PT, Vale de Lobo, assalto ao BCP, Grupo Lena, Efacec ( da Isabel dos Santos com dinheiro da cgd ) e umas quantas mais.

Bruxelas exigiu aprovar o Plano Estratégico para autorizar que a recapitalização se faça segundo os critérios de mercado e, com isso, obrigar a Caixa a conceder crédito às PMEs e a reduzir o crédito às grandes empresas e a reforçar as garantias. Ora, para quem está habituado a mamar na teta da CAIXA isto não pode ser. E moveram-se vontades políticas, empresariais e amizades milionárias.

E o que parecia uma teimosia dos gestores ( inexplicável) não passou de um ataque generalizado da classe política que não aceita perder um grama do poder que tem na gestão da Caixa.

Parece que Paulo Macedo tem paciência de chinês e vai ter que a pôr à prova. Negociando, mantendo-se independente e cuidar da gestão segundo as melhores práticas, enfrentar gente poderosa habituada a usar o nosso dinheiro a seu belo prazer. Com o respaldo de Bruxelas vai ser um osso duro de roer .

 

 

 

E o PCP domesticado aguenta ?

Com o Bloco a ultrapassar o velho partido nas últimas eleições, o PCP foi obrigado a assumir riscos, aparece agora alinhado - e até elogia o primeiro-ministro. É estranho? É, mas o partido não tinha outro caminho. E os comunistas assumiram-no de forma unânime. Não se ouvem críticas. Só aplausos.

Passou um ano. A economia cresce muito pouco. E a dívida é e será o maior de todos os problemas. Aqui reside a chave da continuação deste acordo: sem crescimento e com o serviço de dívida a levar-nos o equivalente ao que se gasta com a saúde, é impossível manter as premissas do consenso das esquerdas. Jerónimo sabe, e por isso vai avisando que o PCP não está “domesticado” e que quando for o tempo saberá garantir o que é mais importante: o partido.

 

Um sapo do tamanho de um perigoso neo-liberal na CAIXA

O artigo de hoje, sobre a CGD

"um sapo do tamanho de um perigoso neo liberal"

O governo escolheu Paulo Macedo para liderar a CGD.

Este era o perigoso neo liberal que segundo o PS e as demais esquerdas, andou a dar cabo do SNS. Lembram-se?

Por mais que pense, não consigo entender esta escolha. Porque não foram antes buscar o Vara, ou o Santos Ferreira, ou o Penedos, ou mesmo o Ricardo Salgado, de quem o PS tanto elogia o trabalho e o legado que deixaram por onde passaram?

E no caso da CGD quer o Ferreira quer o Vara, como até já conhecem a casa, faria todo o sentido não acham?

Ou então, porque não convidaram o Louçã? É um "brilhante" economista e professor. Porque não a Mariana Mortágua, ou o Galamba? São ambos de esquerda, e também, segundo apregoam os seus correligionários, são "brilhantes economistas e gestores".

Porque não convidaram alguns entre os 10 "sábios" economistas, professores, /gestores, que elaboraram o "rigoroso", "competente" e "fidedigno" plano económico que o PS apresentou ao país durante a campanha eleitoral?

Esta seria uma excelente oportunidade de todos estes "brilhantes" economistas de esquerda, poderem colocar em prática as teoria de gestão, e de economia que tanto defendem, na CGD.

Faria todo o sentido que o actual governo nomeasse alguém entre estas personalidades que mencionei, pois são representantes do mais alto nível das teorias de gestão e economia que o actual governo defende.

Ou então algum outro competente gestor socialista, e demais esquerdas, com provas dadas, pois por certo devem existir entre as suas hostes. Ou talvez não!

Mas, vá se lá perceber porquê não escolheram nenhum dos que acima mencionei, ou outros do mesmo género, que no entender do governo, seria capaz de gerir e defender o interesse público, na CGD.

Mas também não havia necessidade de escolherem logo um gajo vindo da direitalha, perigoso neo-liberal, assumido capitalista, e que ainda por cima, segundo o PS e as demais esquerdas, andou deliberadamente a "destruir" e a "matar" o SNS.

Não havia necessidade. Ou será que até havia?

Atrair um grande projecto automóvel

A AutoEuropa fez agora 25 anos com sucesso sendo considerada uma das fábricas da marca mais eficazes. Deu um grande impulso ao desenvolvimento da região de Setúbal e aos fornecedores portugueses de peças para automóveis ( cerca de 70 fábricas). E é agora um bom argumento a nosso favor para conseguir trazer para o nosso país a nova fábrica de carros eléctricos e de baterias. (TESLA)

Mas temos mais argumentos se os partidos que apoiam o governo não iniciarem a campanha negativa do costume.

Depois do Governo ter adiantado que já tinha tido conversações com a Tesla, várias autarquias portuguesas disseram presente e declararam-se interessadas em seduzir a Tesla, como Palmela, casa da Autoeuropa, Mangualde, casa da PSA, ou Torres Vedras.
Entre as vantagens para a Tesla investir no país, encontra-se o facto de Portugal ter muitas horas anuais de radiação solar, ser um dos maiores produtores mundiais de lítio, ou ter vários portos de águas profundas capazes de escoar a produção da marca.

Foi possível há 25 anos atrair uma grande fábrica quando o país não tinha as condições favoráveis que hoje tem . E aqui está um projecto estratégico para o cluster nacional automóvel já existente.

Tal como na UE na Mercosul também não cabem ditaduras

A Venezuela foi afastada da Mercosul, o grupo de países que na América do Sul se uniram num espaço comum de liberdade, livre comércio e livre circulação de bens e pessoas. À semelhança da União Europeia.

Dos acordos que não foram cumpridos destaca-se a promoção e proteção dos direitos humanos. "A plena vigência das instituições democráticas e o respeito dos direitos humanos e das liberdades fundamentais são condições essenciais para a vigência e evolução do processo de integração entre as partes", diz o primeiro artigo do protocolo.

Por cá, na Europa, a Turquia anda há anos a tentar entrar na União Europeia enquanto a democracia interna passa por graves problemas . Agora agita a chantagem de deixar passar os migrantes que aos milhões tentam chegar ao el dourado europeu.

O PCP começou o seu congresso com um ataque feroz à UE .Também não gosta da democracia mas aplaude o irmão Maduro. E o irmão Fidel . Para o PCP o problema é mesmo a democracia pluralista. Mas é bem melhor o espartilho do Tratado Orçamental do que a ditadura seja de esquerda seja de direita.

Os juros da dívida é que não param de subir

De vitória em vitória até à derrota final, é isso o que nos diz o percurso da taxa de juro da dívida nacional. Entre um sobe e desce preocupante, vai subindo de escalão e cada vez mais afastada do nível das taxas de outros países. E tal como hoje é frequente Portugal liderar a subida dos juros na Europa.

Em Espanha, os juros a dez anos escalam 4 pontos base para 1,550%, enquanto em Itália a subida é de 3,7 pontos para 1,981%. Na Alemanha, pelo contrário, a yield das bunds desce 0,2 pontos para 0,220%. Para Portugal a yield associada às obrigações a dez anos avançou 10,3 pontos base para 3,719%, estando a subir pela terceira sessão consecutiva. No passado dia 21 de novembro, os juros superaram os 3,9%, o nível mais elevado desde fevereiro. Já perceberam qual seria a melhor renegociação da dívida ? Pois era, bastava reunir as condições políticas e económicas para fazer baixar a taxa de juro para o nível das da Espanha e Itália. Sem o humilhante perdão .

E por lá o que é que há que não temos por cá ? Uma economia que cresce. Um governo que não está preso a apoios de partidos anti - Europa . O investimento . Uma paz fiscal. E as trapalhadas na CAIXA que nós temos e eles não têm.

Porque ri, António Costa ?

A educação vem do berço

O Rei de Espanha foi convidado pelo Presidente da República, era uma visita, devia ser tratada com educação e dignidade. Como qualquer visita lá em casa. Mas não, para o BLOCO o que interessa é que se trata de uma personalidade que não foi eleita democraticamente.

Já Fidel, eleito por 98% da população durante 40 anos seguidos, sem oposição que metia na cadeia ou mandava assassinar, mereceu dos bloquistas saudações revolucionárias de grande estadista.

O PCP levantou-se, não aplaudiu, mas mostrou bem às garotas do BE a diferença entre política e simples educação. Que as meninas não têm e isso vê-se por fora.

Aqui ao lado em Espanha, o corresponde ao Bloco, o Podemos, deixa que o seu líder participe na vida política - nas cortes ou nas reuniões ao mais alto nível - vestido como se fosse para "a night ". O cabelo em rabo de cavalo, como a empregada do bar e de camisa de peito à mostra como o motorista de camiões TIR. Ele acha  que o povo - o seu povo - lhe aprecia o ar cigano, sem ofensa para os ciganos.

Ao menos que não nos envergonhassem . 

Da esperança à desistência

O presidente Hollande desistiu da corrida a um segundo mandato ao Eliseu. Esperávamos dele um braço de ferro com a senhora Merkel nas políticas a seguir pela União Europeia. Nada mais triste do que ver um grande país a subscrever a austeridade que os alemães impõem. Se os Franceses não conseguiram o que esperar de Portugal ?

Há, no entanto, uma nova aragem na União Europeia, com menos rigidez ao mesmo tempo que a crise vai ficando para trás.  No entanto, os arames que juntam a situação ainda são frágeis. E há expectativas negativas como sejam, Trump, o Brexit, o resultado das eleições em Itália e a sempre presente revogação da política seguida pelo BCE.

Entretanto, à direita, aparecem nomes com novas ideias ( é claro que não me refiro a Le Pen). No quadro da União Europeia e na Zona Euro, há quem tente desatar o nó . Mais  investimento, mais economia, mais igualdade entre quem tem direitos assegurados e quem não consegue emprego. Menos estado .

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