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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Tem tudo para acabar em desgraça

Diz que foi passada a página da austeridade mas é difícil encontrar um governo, mesmo o de Passos, que fizesse tantas cativações de despesa corrente e de investimento. E como a economia não cresceu isto vai acabar mal é uma questão de tempo.

E não se espere que PCP e BE acalmem nas suas reinvindicações para maior despesa em 2017. E como a economia não vai crescer, a dívida e os juros continuarão a subir .Isto vai acabar mal é tudo uma questão de tempo.

As famílias gastam enquanto o crédito bancário pessoal aumenta, tudo na ilusão que há mais dinheiro para gastar. Estamos perto do principio que nos levou à crise. Isto vai acabar mal é tudo uma questão de tempo .

Se a tudo isto que nos colhe internamente juntarmos as várias tempestades que, externamente, nos espreitam, tem tudo para acabar em desgraça.

Até o défice a que baixaram a cabeça obedientemente, exigiu medidas de última hora não previstas e não repetíveis. Mas, no caso, ainda bem. Haja alguma coisa que se diga "mesa de Deus ".

Vinte e dois monumentos a concessionar aos privados

A algazarra é muita e as lágrimas incontroladas mas o que não nos dizem é porque os tão abençoados monumentos, castelos e mosteiros ficaram neste estado nas mãos do Estado ( com E grande). Passá-los para as mãos dos privados é uma obra de misericórdia além de criarem postos de trabalho e riqueza. Resta um problema mas este insolúvel. Podem vir a dar lucro a quem tiver a coragem de os recuperar ( 5 milhões pelo menos para cada um ) .

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                        Armazéns Pombalinos de Vila Real

O " amigo " PERES salvou o défice

PERES salvou o défice. Juravam que não, o PERES não era preciso para nada, era só mais uma oportunidade dos devedores pagarem mais facilmente as suas dívidas. Acabou por ser o salvador da situação. De outra forma o défice seria igual a 2015. Estranho ? Olhe que não.

Mas será que o comportamento até Setembro, conjugado com o que se sabe já do quarto trimestre significa que o défice fica abaixo dos 3% do PIB “pela primeira vez em democracia”, ou mesmo dos 2,5% do PIB, como referiu o primeiro-ministro? À partida poderá, de facto, chegar a 2,5% do PIB, mas apenas graças a medidas pontuais e, dentro destas, destaca-se o “amigo” PERES.

Tendo em conta não só o comportamento do défice em anos passados, mas principalmente as pressões acrescidas deste trimestre (aumentos da função publica, redução de horário para as 35 horas e descida do IVA da restauração), o défice deveria situar-se ligeiramente acima de 3% do PIB. No entanto, a receita extraordinária do perdão fiscal poderá levar o défice para perto dos 2,5% do PIB, já que aos 500 milhões de receita fiscal arrecadados este ano (0,3% do PIB), terá de se acrescentar a receita da segurança social e, ainda, parte dos 600 milhões de euros que, apesar de só serem pagos nos anos seguintes, poderão ser já contabilizados neste ano. Serão estes os números que o Presidente dizia não conhecer, mas que já eram do conhecimento do governo?