Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

A politica do "alguém pagará "

O aumento do salário mínimo é compensado com o desconto da TSU de 0,75 para 1%. Quem paga ? A Segurança Social . E quem pagará à Segurança Social ? O contribuinte . 

Em suma, o Governo sacrifica receita da Segurança Social, que é deficitária, para conseguir o acordo de todos os parceiros sociais. O custo fica para quem? Os contribuintes.

Novos preços dos transportes, mais engenharia. O tarifário aumenta 1,5% mas, garante o secretário de Estado, as famílias portuguesas vão pagar menos. Como? Em boa parte porque vão poder deduzir à colecta de IRS o IVA suportado nos passes. As empresas do sector recebem mais, o Fisco menos. Pagamos todos.

O princípio repete-se na solução engendrada para compensar, em parte, as perdas dos lesados do BES. Estes vão receber à cabeça 30% do que investiram em papel comercial, que corresponde à recuperação calculada para a massa falida do banco. Mas António Costa promete devolver entre 50% a 75%, numa soma que pode chegar aos 286 milhões de euros. De onde vem o resto do dinheiro? Do Contribuinte .

O governo não tem respostas mas António Costa assegura que "alguém pagará "

António Costa não diz quem paga aos "lesados" do BES

UM DIGNO SUCESSOR DE SÓCRATES
Além da separação de poderes, uma das virtudes de uma democracia liberal é o escrutínio. O escrutínio gerado entre governo e oposição, ou entre poder político e comunicação social. O escrutínio tem um efeito dissuasor crucial e é essencial para a preservação do normal funcionamento de um regime democrático consolidado. Por isso, quem preza a democracia liberal só pode ser inimiga da sombra e de acordo secretos.
António Costa convive mal com o escrutínio e tudo faz para o evitar. O acordo alcançado com os lesados do GES é apenas o último exemplo disso mesmo. É inadmissível que um primeiro-ministro proponha um acordo a um conjunto de investidores, mas depois se recuse a prestar esclarecimentos sobre o papel do Estado e dos contribuintes nesse acordo.
O primeiro-ministro está a comportar-se de forma politicamente indigna. Pouco importa. A luz fará o seu caminho e aquilo que António Costa quer esconder acabará por ser do conhecimento público. A nódoa que fica, mais uma, é que dificilmente sairá. Aparentemente, temos um sucessor à altura de José Sócrates.

lesados.jpg

 

É preciso voltar a Salazar para encontrar um investimento tão baixo

É preciso voltar a 1952, ao tempo de Salazar, para encontrar um investimento público tão baixo como o verificado em 2016. António Costa, diz que é preciso recuperar o investimento quando foi ele e o seu governo que o cortou . Um artista este primeiro ministro .

Em 65 anos nenhum governo "diabolizou" o investimento quanto o actual governo mas, Costa, faz de conta que não foi o seu governo . Costa pensa que se está dirigir a atrasados mentais .

Os números são elucidativos: em 2016 fecharemos o ano com um investimento público correspondente a apenas 1,8% do PIB. Menos do que em qualquer um dos anos da troika. 

É o futuro e o crescimento da economia que Costa está a trocar por mais despesa com as suas clientelas políticas .

 

 

65-anos.png