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BandaLarga

as autoestradas da informação

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GENTE FINA É OUTRA COISA

São números do “Expresso” – 487 milhões de euros, 2 143 interessados. Feita a média, temos o valor, por cabeça, de 227 251,50 euros. Claro que o montante não será igual em todos os casos. Teremos, portanto, muita gente com interesses muito superiores e outros mais modestos.

 

Gente abastada, milionários alguns, estes, soi-disant, “lesados do BES”.

 

Pessoas que acumularam muito dinheiro ao longo da sua vida. Podem tê-lo feito, fizeram-no seguramente a maioria, de forma lícita e honesta. Mas, haverá alguém que acumule fortuna e não saiba cuidar dela?

 

Não sabiam os “lesados” do risco das aplicações que subscreveram? Não teriam já suportado perdas em alguns investimentos e, por outro lado, obtido proventos altamente compensadores em outros?

 

E, ainda que assim não tivesse sido, tenho eu, cidadão, temos nós, comunidade, obrigação de suportar os riscos de quem não sabe gerir o seu património ou de outrem ludibriado?

 

O primeiro-ministro garantiu que a solução encontrada não envolve qualquer perda patrimonial para o Estado, logo, para nós. Se assim fosse, perguntar-se-ia por que carga de água tinha o governo intervindo na matéria.

 

Mas não é.

 

Depois do silêncio do executivo relativamente à solução (o que, desde logo, indicia desonestidade, porque o que é sério é, também, claro) ouvi hoje um representante dos tais “lesados”.

 

O estado não entrará com dinheiro, mas, tão só, prestará uma garantia para o caso de as verbas vierem a não poder ser cobradas aos responsáveis. Entretanto, o dinheiro será adiantado (sem que se tenha percebido quem procederia ao adiantamento) para que os lesados não tenham de esperar os dez ou quinze anos que, provavelmente, os processos judiciais levarão a tramitar. Também ementes, para o caso de o Estado vir a responder naquelas condições, ficará munido de uma “contra-garantia” do Fundo de Resolução. Remanescendo  igualmente por explicar quem paga os custos do adiantamento e o que sucederá se, daqui por quinze anos, o Fundo de Resolução for uma mera memória histórica ou, simplesmente, não tiver dinheiro.

 

Portanto, pelo governo, o Estado, antecipando-as como favoráveis, abdica de saber as decisões judiciais (que ninguém pode garantir viessem a dar provimento às pretensões dos “lesados”) e poupa aos ricos o longo, cansativo, aleatório e caro, sobretudo caro, peregrinato de tribunal em tribunal, de instância em instância, de reclamação em recurso. Já se vê o empenho que terão os “lesados” na sua litigância, partindo com a causa ganha e com o pedido previamente embolsado.

 

Ponham os olhos nisto os muitos, cheios de razão, que há muitos anos desesperam por uma decisão judicial, quantas vezes sobrevivendo à míngua porque ela não chega e, quando chega, não pode ser executada. E que, ademais, também darão estipêndio ao ressarcimento dos ricos que apostaram mal no mercado financeiro.

 

É bom ser milionário num regime socialista. Os ricos são poucos, mas, talvez até por isso, são muito bem tratados.

Nunca tantos europeus tiveram emprego

São 232 milhões os europeus que têm emprego . Nunca tantos tiveram emprego apesar de vivermos uma crise desde 2008 . Ainda há países com um nível de desemprego alto, como é o caso de Portugal ( à volta dos 10,8%) e da Espanha ( está a baixar progressivamente da casa dos 20% que manteve durante muito tempo) : Há ainda desemprego alto nos países a leste que estiveram na órbita soviética . No centro e norte da Europa há o chamado desemprego estrutural - à volta dos 4/5% . Não é por falta de trabalho .

Num momento em que a economia muda com a introdução de novas tecnologias e nova procura, é natural que exista ainda um desfasamento entre as capacidades de quem procura trabalho e as necessidades das empresas mas, mesmo com esse potente constrangimento , que só o tempo corrige, a Europa lidera o mundo .

A diferença para os 400 milhões vive do estado social, também ele único no mundo, garantindo uma qualidade de vida nunca antes sentida pela população idosa.

É este mundo que uns artistas querem derrubar .

Para ter bons resultados é preciso seleccionar os professores não os alunos

É o caso aqui relatado da escola com contrato em associação de Arruda dos Vinhos. Num ambiente social e económico longe dos melhores, assim mesmo , anda nos lugares cimeiros do ranking . Terá a natureza garantido uma selecção natural entre os alunos locais ? É que havendo só uma escola na localidade não é possível fazer selecção de alunos. Entram todos sejam ricos ou pobres e não consta que os pais sejam doutorados . No concelho próximo de Oeiras há mais ricos, mais doutorados e menos resultados .

O estado já tentou estragar mandando construir uma escola pública que câmara e famílias impediram. É que a escola em associação além de ter resultados acima da média é bem mais barata que as escolas públicas.

O caso do Externato de Arruda mostra que, sem selecionar alunos, é possível ter bons resultados. O que se calhar não é possível, é tê-los sem selecionar professores. Como o Externato recebe menos do Estado que as escolas do Estado e, nesse bolo, ainda tem que pagar TSU, é relativamente óbvio que os professores do Externato terão que receber menos que os seus colegas do Estado, se viverem apenas daquilo que o contrato de associação permite. A lógica económica diz-nos que os melhores professores seriam então aqueles que estão no Estado porque podem ganhar mais. Mas os resultados dizem o contrário, que os bons professores são os que estão no Externato de Arruda. A resposta terá de vir de onde metemos menos dinheiro e apresenta melhores resultados. Os professores do Estado não estão à altura dos professores do Externato de Arruda, apesar de ganharem mais.

arruda dos vinhos.jpg

 

Os comunistas, tal como a extrema direita, querem abandonar o Euro

Há que ser tacticamente flexível mantendo a estratégia a longo prazo. Apoiar o governo é táctica, sair do euro é estratégico . Não é para resolver problemas às pessoas que o PCP e o BE querem sair do Euro, é para impedir o aprofundamento do sistema democrático ocidental capitalista.

  • Quatro décadas depois, os comunistas portugueses pretendem abandonar o euro e reestruturar a dívida, como se ignorassem que isso destruiria as poupanças que os portugueses aplicaram em títulos de dívida e faria desaparecer dos balanços dos bancos as aplicações em dívida pública portuguesa.

Obter os fins sem olhar a meios ou o "quanto pior, melhor ", ou " deitar o menino borda fora com a água do banho" é uma máxima que os comunistas nunca esquecem porque o importante é mudar o sistema . Não se trata de políticas mais à esquerda ou mais à direita, trata-se de implodir o capitalismo e no seu lugar impor o comunismo. Tudo com a narrativa dos direitos a embrulhar o pacote.

Não explicam como numa sociedade comunista se garantem os direitos de livre expressão, da separação de poderes, do estado de direito e do estado social. E não conseguem mostrar um só exemplo de uma sociedade comunista bem sucedida mas, querem sair para evitar as imposições e os constrangimentos do euro . E a narrativa passa por uma política patriótica e de esquerda.

Mas as pessoas, as poupanças das pessoas que desapareceriam na voragem da política patriótica e de esquerda , não incomodam os comunistas.