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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A OCDE , a extrema esquerda e a Cornucópia

A OCDE diz que as reformas laborais do governo de Passos Coelho estão a mostrar-se favoráveis à economia e ao emprego. Ora o BE e o PCP querem reverter essas reformas. O PS , o PSD e o CDS vão deixar que essa reversão aconteça ou vão fazer uma frente que a impeça ? E que posição tomar face a anunciada campanha do PCP sobre a saída do Euro ? E quanto à renegociação da dívida exigida pelo BE ?

Está a chegar o tempo das decisões para os partidos que apoiam o governo . PCP e BE são fortemente minoritários não parece que se possam tomar decisões decisivas contra a esmagadora maioria da sociedade. Quem ceder vai pagar fortemente nas urnas como já se está a ver com o PS a comer as intenções de voto que PCP e BE estão a perder.

Os cenários parecem ser três a) o PS obtém maioria absoluta e avança para eleições antecipadas b) PCP e BE rompem o acordo com a justificação que não podem continuar a apoiar um governo de direita ( como Jerónimo já o anda a crismar) c) Marcelo, perante o possível impasse, lidera uma solução até ao fim do mandato, tendo em vista conseguir consensos alargados para os grandes problemas nacionais que, sozinhos, os partidos já mostraram não conseguir .

Após um ano de governo os grandes e decisivos problemas mantêm-se . O investimento caiu de forma abrupta; a economia não cresce para o previsto e fica-se pela metade ; as taxas de juro subiram vários pontos em relação a Espanha e Itália e a sua trajectória é preocupantemente ascendente, tocando nos 4% ; o país continua na dependência das agências de rating bem como em relação ao programa de compra de dívida do BCE ; o alívio da dívida não se faz contra os credores e, ao contrário, não dessa de subir ; a contenção da despesa está a ser feita à custa do investimento .

Ora, todas estas questões que empurram o país para o empobrecimento, não têm solução com a actual composição governativa. E, não se vê, como os partidos se vão por de acordo sem romperem com os seus principais pilares ideológicos por muito que sobre o pragmatismo e o prazer do poder.

Acresce que PCP e BE estão a inundar a administração pública de simpatizantes seus. Quando esse poder estiver instalado não haverá mais razões estratégicas para engolir sapos.

Marcelo vai distribuir cada vez mais afectos como ainda agora fez no caso da Cornucópia .

O "trumpismo" já mora aqui

Já não interessa a verdade interessa a narrativa . Quiseram destruir a escola pública mas PISA veio confirmar que a educação nunca teve tão bons resultados. Quiseram destruir o Serviço Nacional de Saúde mas é agora que não se paga a fornecedores . O BE pela voz de Joana Mortágua não apresenta um só argumento acerca dos resultados na educação. A narrativa é : tiraram dos testes os piores alunos, narrativa que os responsáveis pelo PISA em Portugal (  peremptoriamente desmentida ) já vieram negar : 

Sim, o comportamento de Trump eleva a falta de vergonha a um novo nível, mas esse nível está só um degrau acima do que Sócrates instituiu em Portugal e a esquerda abraçou – o desprezo pelos factos, convenientemente substituídos por “narrativas”. Para Joana Mortágua, Nuno Crato foi um elitista destruidor da escola pública e não lhe interessa que os factos desmintam a sua convicção. De resto, nunca é demais lembrar, a deputada do BE não está sozinha: o nosso ar político, entre 2011-2015, foi envenenado de alertas diários sobre a destruição do Serviço Nacional de Saúde ou do sistema educativo. Acusações que, hoje, as avaliações internacionais não só negaram como evidenciaram uma realidade precisamente oposta: onde se alertou para o desastre houve, afinal, melhoria. Mas, naturalmente, isso agora não importa nada.

De onde vem o dinheiro para a reposição de rendimentos ?

Desconfiem, funcionários no activo, funcionários na reforma e trabalhadores no privado. Não há dinheiro, a economia é isso que podem ver aí no quadro, o défice diminui e a dívida cresce ? Tenham medo, alguém anda a aldrabar-nos.

António Costa já anda por aí a dizer que foi um erro "diabolizar" o investimento público. Ora, são os orçamentos do seu governo que cortam no investimento público para conter a despesa e assim obter o défice que Bruxelas exige. O diabo anda por aí mas ainda na sombra ? Costa já sabe.

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O PCP quer sair do Euro e chamar a Troika

Será boa ideia ? Com a desvalorização do novo escudo, as nossas dívidas, públicas e privadas (a hipoteca da sua casa ou o crédito do seu automóvel, por exemplo) que são quase todas em euros, disparariam de valor, e as taxas de juro cobradas disparariam em flecha. Como não teríamos dinheiro para pagar, seria necessário imediatamente pedir à troika um novo resgate, com todos os sacrifícios que nos seriam novamente impostos. Mas a proposta do PCP prevê a nacionalização total da banca, possivelmente sem indemnizações, como em 1975. Seria muito difícil, se não impossível, conciliar posições. A troika não tem particular apreço por empresas nacionalizadas, sobretudo na banca.

Para além de a longo prazo estarmos todos mortos...