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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Como Rogério Casanova viu Coates a espetar pantufadas em gandulos com intenções malignas

Não perco as crónicas do Rogério Casanova no Expresso sobre a atuação dos jogadores do Sporting após cada jogo. São excelentes, com muita piada e num estilo fora do comum, fazendo as mais diversas comparações e indo buscar os assuntos mais incríveis! A crónica do último Benfica-Sporting está neste link.
 
Saliento os seguintes excertos:
"BRYAN RUIZ
Veio fazer o seu papel do costume, movimentando-se sempre com lenta deliberação, como se em vez de fintar jogadores adversários, procurasse antes convencê-los a desviarem-se de sua livre vontade, através de argumentos, e citando alguns excertos avulsos do Código Civil. Desequilibrou apenas uma vez, quando isolou Jiménez com um milimétrico passe de cabeça. O ser humano partilha 35% do seu ADN com as algas, um facto que parece muito menos espantoso depois da exibição de Bryan Ruiz hoje."
 
"WILLIAM CARVALHO
O filósofo inglês Timothy Morton cunhou o termo hiperobjecto para designar objectos com propriedades distribuídas de forma tão maciça que transcendem a sua especificidade espácio-temporal, como é o caso do aquecimento global, do plutónio radioactivo, da esferovite, e de William Carvalho. A sua totalidade nunca pode ser assimilada em qualquer manifestação local, mas apenas numa rede de condições, como a meteorologia. Foi, enfim, o melhor em campo. (Este parágrafo até nem estava a correr mal, se repararem, mas entretanto a esferográfica ressaltou num amontoado de papéis amarrotados e o raciocínio perdeu-se)."
 

Aproveito esta oportunidade para fazer a minha crónica/análise deste jogo! O jogo lembra-me aqueles jogos em que uma equipa grande joga contra uma equipa pequena. A equipa grande domina completamente o jogo mas não é suficientemente eficaz. A equipa pequena joga em contra-ataque, fazem o jogo da vida deles e conseguem, desta forma, empatar o jogo. Adicionalmente, o árbitro tem intervenções infelizes em 2 lances que acabam por dar a vitória à equipa pequena. Paciência… ainda vão haver muitos jogos até ao final do campeonato!

Trump vai salvar o Euro ?

Um dólar forte faz um euro fraco o que ajuda ( e muito) as exportações europeias para o maior mercado . E com a economia americana a crescer - graças ao investimento em infraestruturas - e o emprego em pleno ( gente e famílias com dinheiro e poder de compra) as exportações europeias tornam a crescer . E os beneficiados vão ser os países do sul porque os seus produtos de exportação são os que se consomem no dia a dia e que apresentam maior procura . Os produtos da Alemanha nem por isso . 

Quaisquer que sejam as desvantagens potenciais das políticas de Trump, há uma clara vantagem: impulsionarão o crescimento e o emprego numa Zona Euro onde a insatisfação económica está a gerar turbulência política - e os ganhos serão mais pronunciados nos países que mais precisam deles. Com os italianos a enfrentarem a perspectiva de um referendo sobre a permanência na Zona Euro, e os franceses a prepararem-se para as eleições presidenciais do próximo ano, o valor disto não pode ser subestimado. Na verdade, Trump pode muito bem acabar por salvar o euro. 

Reestruturar a dívida, camaradas , seria um desastre

Sabem mesmo do que estão a falar ? Quais são as consequências ? Há duas formas de reestruturar a dívida. Uma é fazê-la contra os credores, o país ficar fora dos mercados , não conseguirmos dinheiro e as taxas crescerem até ao desastre. Vejam no que deu a bravata na Grécia.

A outra forma é : 

No caso da dívida pública, o objectivo – totalmente consensual – será diminuir o peso dos seus encargos. No caso português, quais são os instrumentos possíveis para alcançar isto? Um primeiro instrumento, que é um objectivo em si mesmo e até mais importante do que diminuir o peso da dívida, é crescer de forma robusta e sair da estagnação dos últimos 16 anos. Com mais PIB, o rácio da dívida sobre o PIB irá diminuindo naturalmente, para o mesmo nível de défice público.

Se queremos crescer mais não devemos reverter as reformas do tempo da troika cujo objetivo era exatamente esse, nomeadamente no mercado de trabalho, nem afugentar investidores com reversão de privatizações e contratos de concessão.

Um segundo instrumento para diminuir os encargos com a dívida é reduzir o défice público, o que ajuda por duas vias: porque a dívida se vai reduzindo e porque o bom comportamento se traduz em taxas de juro mais baixas.

O caminho não é certamente assustar investidores (da economia real), que leva à desaceleração da economia, que faz cair as receitas fiscais, que coloca as metas orçamentais em causa, que afasta investidores financeiros e faz subir as nossas taxas de juro.

A culpa é do governo anterior pois o actual ainda não governou

Paulo Gorjão

5 h ·
 

MOVIMENTAÇÕES ATRÁS DAS CORTINAS
A insistência do PSD no dossier Caixa Geral de Depósitos (CGD) anda a causar grande incómodo. Só isso justifica que eminências pardas — aliás, algumas delas fáceis de identificar — se movimentem de forma tão sôfrega nos bastidores com o intuito de desacreditar o PSD. O exercício, no entanto, de tão óbvio, acaba por ser contraproducente. Vamos aos factos.
Primeiro, surgiu em cena o Tribunal de Contas a acusar num relatório o Ministério das Finanças, na altura sob a liderança de Maria Luís Albuquerque, de “falta de controlo” na CGD entre 2013 e 2015, salientando que o Estado aprovou documentos de prestação de contas sem ter a informação completa.[1] Acusação grave que Pedro Passos Coelho rejeitou de imediato, chamando a atenção para o papel que o Banco de Portugal desempenha nessa matéria, aliás a instituição vocacionada por excelência para essa função.[2] Tiro de pólvora seca, portanto.
Falhada a primeira tentativa, surgiu a segunda. Hoje, uma notícia revelou que, durante seis meses, o Ministério das Finanças liderado por Maria Luís Albuquerque teve na gaveta pelo menos dois pareceres da Inspecção-Geral das Finanças (IGF) relativos a relatórios trimestrais da Comissão de Auditoria da CGD de 2014 que mostravam um agravamento das imparidades do banco público. Pareceres que estiveram guardados de Março a Setembro e só foram despachados pelo secretário de Estado das Finanças, Manuel Rodrigues, 15 dias antes das eleições legislativas de 2015.[3]
Sem surpresas, o porta-voz do PS, João Galamba, de imediato criticou o que designou ser o “padrão” do anterior Governo face ao sistema financeiro, nomeadamente a CGD, escondendo os problemas antes das eleições.[4] Eis aqui uma das eminências pardas a descurar o conforto dos bastidores e a sair da penumbra para imprimir um cunho mais vincado à mensagem: há um “padrão” — há que desacreditar o PSD, certo? — de ocultação.
Tal como no caso anterior, ainda no próprio dia o PSD negou o teor da notícia. Desta vez foi o ex-secretário de Estado das Finanças, Manuel Rodrigues, quem veio a público negar que tenha havido ocultação das contas da CGD de 2014 referindo ainda que o pedido de parecer à IGF foi “suplementar e não obrigatório.[5] Novo tiro de pólvora seca, portanto.
Temos pena, mas o único “padrão” que se identifica é o do PS a tentar cavalgar uma onda de desinformação. Em simultâneo, o outro “padrão” que se identifica é o do PSD a desmentir manobras de intoxicação. No fundo, o “padrão” que se identifica é o de eminências pardas andarem nos bastidores a atirar areia para os olhos dos portugueses. Pela minha parte vão de carrinho.

Tão novas e já a sabem toda - IAVE corrige Bloco

Quando aparecem dados que dizem o que não nos interessa o que fazer ? Retirar credibilidade ao estudo que lhes está na base. Velho como o mundo. E as meninas do BE ainda tão novinhas já a sabem toda. Toca a mentir sem pudor . Esganiçadas e mentirosas é o que são. Senão vejamos :

A questão da participação ou não destes alunos no estudo internacional foi reforçada pela deputada Joana Mortágua num artigo de opinião publicado esta segunda-feira no jornal Público, no qual a bloquista defende que o ex-ministro da Educação do governo PSD/CDS, Nuno Crato, “escondeu o ensino vocacional” e “retirou os alunos com maiores dificuldades do percurso escolar, escondendo-os do radar dos rankings”.

O argumento já tinha sido ensaiado pela coordenadora bloquista, Catarina Martins, que, no último debate quinzenal com o primeiro-ministro apontou para “o facto de Nuno Crato ter imposto o ensino vocacional logo a partir dos 13 anos” e ter retirado dos testes do Pisa “as crianças com mais dificuldades”, o que, nas suas palavras, “levou a uma deturpação no que diz respeito à escola pública para combater as desigualdades”.

Má fé ou ignorância ? É que o PISA é um estudo internacional com uma grande credibilidade e levado a sério pelos governos.