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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Portugal é um dos candidatos a uma crise

Entre os países da Zona Euro somos um dos mais sérios candidatos a uma crise dizem os economistas. Em 2016 a economia não cresce mais que 1,2% mas, bem pior, é que a previsão para 2017 e 2018 é igual.

Tal como o FMI na semana passada, os economistas ouvidos pela agência noticiosa financeira ajustaram em alta as suas previsões perante os dados mais recentes do PIB que, no terceiro trimestre, surpreenderam pela positiva, ao evidenciar um crescimento homólogo de 1,6%, após uma progressão de 0,9% nos dois trimestres anteriores.


"Não obstante o forte crescimento económico no terceiro trimestre e a meta do défice de 2016 dever ser provavelmente atingida, Portugal permanece um dos países do euro candidatos a uma crise. Ultimamente, o crescimento tem sido integralmente sustentado pela procura externa e uma recuperação assente na procura interna não está sequer à vista", resume a Bloomberg recorrendo a uma análise do Commerzbank.

Os juros já hoje tocaram nos 4%

A DBRS agora face à subida continua das taxas de juro vem dizer que pior é o débil crescimento da economia. É óbvio que há muitos problemas na Europa e ninguém quer juntar-lhes mais uns quantos sérios. Há um relaxamento positivo na posição de Bruxelas face aos países em dificuldades.

Os benefícios da austeridade e dos ditames da zona euro estão a fazer-se sentir . Ainda bem que há essa percepção de que chegou o tempo de alguma bonança. Mas não peçam aos investidores que arrisquem mais do que estão dispostos quando há partidos a exigirem perdões de dívida. É esta a razão de o investimento privado continuar a não arrancar.

Emitentes pequenos como Portugal vão ser duramente atingidos”, referiu o Société Générale numa nota de análise. “Portugal é o maior perdedor da última quinta-feira. As novas regras não fazem qualquer diferença, isto é, há apenas seis mil milhões de obrigações que sobram para comprar (de acordo com as nossas estimativas)”, acrescentou.

Isto quer dizer que sem economia a crescer pelo menos 3% vamos andar poucochinho mas, a verdade, é que o investimento público também não chega e está a ser cortado para atingir o défice.

Estamos metidos num circulo vicioso de empobrecimento . Oxalá a Europa rompa por nós esse circulo infernal . E ainda há quem diga que da União Europeia chegam constrangimentos.

Portugal pode ocupar o lugar ( não desejado) da Grécia

Já em 2017 Portugal pode tornar-se o centro das preocupações dos mercados. A Grécia está a fazer reformas a troco de dinheiro e por isso está a beneficiar da negociação da dívida. Como António Costa fez exactamente o contrário - reverteu algumas das poucas reformas efectuadas -  não se vê como iremos negociar a dívida e como parar a subida contínua da taxa de juro que, aliás, continuará a subir no médio prazo.

E a economia da Grécia está a crescer e espera-se que chegue em 2017 a 2,5% resultado das reformas efectuadas nos últimos três anos. Por cá andamos nos 1,3% . E a Grécia ainda não beneficia do programa de compra de dívida do BCE mas poderá começar a beneficiar já em Janeiro de 2017 com a consequente baixa das taxas de juro.

Portugal pode tomar o lugar da Grécia como novo foco dos receios dos investidores em obrigações dados os riscos orçamentais”, escreve o influente banco suíço, acrescentando que “os riscos em Portugal e em Itália têm de ser monitorizados”.

“Monitorizados” foi, também, a expressão utilizada pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) para se referir ao desempenho do governo de António Costa, em Portugal. “O novo governo em Portugal, que tomou posse no final de 2015, começou a reverter algumas das medidas tomadas durante o programa de ajustamento. Os credores estão a monitorizar cuidadosamente se isso irá prejudicar a competitividade e a situação orçamental”, escreveu o MEE numa nota publicada esta semana.