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BandaLarga

as autoestradas da informação

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PCP e BE engolem a dívida toda

António Costa diz coisas acertadas. É primeiro preciso fazer o trabalho de casa e só depois, em conjunto com todos os outros, falar na renegociação da dívida. É que se o BCE deixar de comprar dívida os juros escalam sabe-se lá até onde. E os credores não gostam e isso paga-se. PCP e BE não querem perceber isto.

O BE está cheio de pressa "quem espera pelos sapatos do defunto morre descalço " mas António Costa considera que esse não é um problema exclusivo de Portugal. "A dívida global que hoje existe na Europa é do conjunto da zona Euro e terá de ser assumido e encarado nesses termos", respondeu. "Nunca aceitei isolar o caso português."

Mas Costa, que disse há dois dias na RTP ser preciso esperar pelas eleições alemãs do próximo ano, assume ser necessário agir. "Temos de agir. Como? Tendo o bom senso que falta a outros". Ou seja, argumentou, agir internamente garantindo "uma boa execução orçamental", assim como a estabilidade do sistema financeiro e um melhor crescimento. "A nível europeu também temos de fazer, mas não nos podemos confundir. A dívida não é a causa, é a consequência de uma desfuncionalidade que existe."

Já sabíamos mas é bom que o BE e o PCP aprendam " que as gatas apressadas têm as crias cegas "

Macedo e Crato - de destruidores a salvadores

Macedo andou 4 anos com o objectivo único de destruir o Serviço Nacional de Saúde. Já antes, como Director-Geral dos Impostos, a sua ambição foi esconder a evasão fiscal. Oposição e sindicalistas com a óbvia cumplicidade da comunicação social todos os dias se manifestavam, apoucavam, rasgavam as vestes Neo-liberais e destruidores do serviço público.

António Costa que é pragmático ( António José Seguro que o diga) foi buscar Macedo e nomeou-o presidente da Administração da Caixa Geral de Depósitos. Oferece-lhe um vencimento superior e pede-lhe para recapitalizar a CAIXA e salvá-la.

Nuno Crato, segundo os sindicalistas comunistas amestrados, esforçava-se para acabar com a escola pública e entregar o ensino aos privados. Manifestações e arruadas dia sim dia não. O arruaceiro-mor do reino, um tal Nogueira, jurava que o fim era a fogueira.

Sabemos hoje que os alunos portugueses estão entre os que mais cresceram na avaliação PISA. Sabemos hoje que Nuno Crato tinha razão.

E os sindicalistas comunistas continuarão a prejudicar o país no altar da sua ideologia para nada lhes interessando quer os doentes quer os alunos.

Hoje sabemos que Nuno Crato tinha razão

PISA está aí por muito que os eternos arruaceiros o tentem esconder :  " Hoje sabemos que os partidos à esquerda estavam errados quanto ao seu julgamento do mandato de Nuno Crato. Ora, se o primeiro problema é a incapacidade que exibem em o assumir, o segundo é a rejeição dos resultados e das evidências empíricas que contrariam os seus próprios preconceitos. Sim, o TIMSS mostrou que os alunos do 4.º ano melhoraram sob a tutela ministerial de Nuno Crato. Sim, o PISA mostrou que os alunos de 15 anos melhoraram ao longo do mandato do anterior governo. Mas isso importa? Para o actual governo, não: sem esperar por avaliações nacionais ou internacionais, sem recorrer a estudos, sem qualquer suporte empírico e apenas munidos de preconceitos, PS/PCP/BE reverteram inúmeras medidas estruturais de Nuno Crato – na avaliação dos alunos, na avaliação dos professores, no currículo. Aquelas cujo impacto positivo agora conhecemos e lançou os alunos portugueses para cima da média da OCDE. Que os quatro partidos que apoiam o governo sejam indiferentes a isto é alarmante. E, claro, revelador de que o seu foco não é (não pode ser) a melhoria das aprendizagens dos alunos.

A renegociação da dívida é para fazer mais despesa ?

A renegociação da dívida irá fazer-se quando as condições necessárias estiverem reunidas. Não há bruta como querem o PCP e o BE mas em harmonia com os credores. E depois é preciso saber onde se aplica a folga orçamental assim obtida . Para fazer mais despesa ou para fazer as reformas de um estado gigantesco e  demasiado interveniente na economia ? É que se é para fazer mais despesa rapidamente voltaremos à situação habitual .

Com a maioria dos países controlados financeiramente será possível prolongar prazos e baixar juros, mas não obter perdões como querem os partidos da extrema esquerda. Aliás, António Costa já veio dizer isto mesmo em recente entrevista. Negociar no quadro da União Europeia , com a certeza que a dívida só será paga com a economia a crescer bem mais e, para isso, é necessário investimento que virá da Europa .

Não só estas magnas questões terão que ser resolvidas no quadro da União Europeia como também é certo que não terão solução fora dele. A alternativa é o empobrecimento e o isolamento. As notícias sobre a dívida e o espírito de negociação estão cada vez mais presentes e colhem mais aceitação.

É só preciso que os partidos da extrema esquerda não façam da chicana política a sua contribuição para dificultar a solução.

A história trágica da CAIXA - a vítima dos regimes

Pela Caixa passou a euforia da PT, um projecto de nível mundial, segundo os envolvidos ao tempo. O assalto ao BCP .  A Cimpor e os centros de poder nacionais. A aventura em Espanha que nos custou mil milhões. La Seda em Sines. Vale do Lobo, as PPP...

A presença da Caixa nos mais variados negócios é o espelho das escolhas de sucessivos governos. «O Governo mandava e a Caixa fazia, não tinha outro remédio», diz quem acompanhou o caso. Os negócios mais ruinosos aconteceram no consulado de José Sócrates, que levou os níveis de utilização da Caixa pelo Governo até ao limite. Porque a história do uso e abuso do banco público começa antes.

Além de participações em grandes empresas, que depois eram dadas como sendo privadas, a CGD financiou guerras entre accionistas no BCP, entrou na promoção imobiliária e nas parcerias público-privadas (PPP), lançou-se sozinha no projecto industrial da La Seda, agora falido, e enveredou — na sua área de negócio –- por uma expansão ruinosa em Espanha. Isto se os números do banco no país vizinho reflectirem apenas o que lá se passa, o que não merece consenso.

Os empresários e banqueiros tinham na CGD a ferramenta para serem «donos» de empresa quase sem dinheiro. O dinheiro dos depositantes da Caixa entrava nas empresas como capital e como crédito. Para os governos, era uma maneira de controlar os empresários e banqueiros e de prosseguirem as suas estratégias de poder.