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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Já juntam Sócrates a Lula no mesmo título

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 A PT foi ao Brasil comprar a VIVO por uns biliões em concorrência com a TELEFÓNICA espanhola que, maior ( 4 a 5 vezes maior) e mais rica, não foi em fitas e não deu aquele monte de massa. Desistiu e deixou para a PT o negócio que esta fez contra tudo e contra todos. Passados uns tempos, vendeu a VIVO que era uma empresa sólida para comprar a OI, que era uma empresa cheia de dívida que, curiosamente, pertencia a uns amigos de Lula. Resultado ? Ficamos sem a PT e sem a VIVO e andamos a ver se recebemos algum da OI.

Confuso ? Olhe que se pelo meio houver umas "luvas" a coisa até se percebe embora não engane ninguém. E os primeiros ministros que na altura do negócio estavam em funções , cá e lá no Brasil, começam a aparecer juntos nas capas dos jornais. Sinais do tempo.

Quanto à CAIXA, é nossa, que havemos de fazer ?

Regra de ouro

Cortar nas despesas de investimento para aumentar as despesas de pessoal é uma regra de lata que mata. A regra de ouro é ao contrário. Cortar na despesa corrente para aumentar a despesa de investimento. O governo opta pela regra de lata. E a consequência é que a economia não cresce, nem este ano nem nos mais próximos e , assim, vai-nos roubando o futuro.

OCDE insta governo português a poupar nas despesas correntes de modo a poder lançar mais investimentos público. Costa cá nos vai enganando fazendo crer que a situação conjunta tem futuro com PC e BE a exigirem mais despesa para os seus eleitorados.

É preciso fazer crescer o PIB para enfrentar os crescentes desafios do crescimento e das desigualdade.

Ora, a OCDE não acredita na recuperação do investimento em Portugal . É este fraco investimento público e privado que está a travar a reforma da economia nacional. O investimento privado está a ser bloqueado pela elevada incerteza e endividamento das empresas e a banca tem que limpar o crédito malparado.

Sem maior crescimento não se derrota a pobreza nem as desigualdades. O resto é  demagogia e populismo .

A CAIXA arrombada à golpada

Por causa da declaração de rendimentos ? É poucochinho . Mas à medida que se sabe mais percebe-se que a CAIXA foi arrombada . O banco das PMEs concedeu 3% do crédito total à pequenas e médias empresas. O resto foi direitinho para a PT, Vale de Lobo, assalto ao BCP, Grupo Lena, Efacec ( da Isabel dos Santos com dinheiro da cgd ) e umas quantas mais.

Bruxelas exigiu aprovar o Plano Estratégico para autorizar que a recapitalização se faça segundo os critérios de mercado e, com isso, obrigar a Caixa a conceder crédito às PMEs e a reduzir o crédito às grandes empresas e a reforçar as garantias. Ora, para quem está habituado a mamar na teta da CAIXA isto não pode ser. E moveram-se vontades políticas, empresariais e amizades milionárias.

E o que parecia uma teimosia dos gestores ( inexplicável) não passou de um ataque generalizado da classe política que não aceita perder um grama do poder que tem na gestão da Caixa.

Parece que Paulo Macedo tem paciência de chinês e vai ter que a pôr à prova. Negociando, mantendo-se independente e cuidar da gestão segundo as melhores práticas, enfrentar gente poderosa habituada a usar o nosso dinheiro a seu belo prazer. Com o respaldo de Bruxelas vai ser um osso duro de roer .

 

 

 

E o PCP domesticado aguenta ?

Com o Bloco a ultrapassar o velho partido nas últimas eleições, o PCP foi obrigado a assumir riscos, aparece agora alinhado - e até elogia o primeiro-ministro. É estranho? É, mas o partido não tinha outro caminho. E os comunistas assumiram-no de forma unânime. Não se ouvem críticas. Só aplausos.

Passou um ano. A economia cresce muito pouco. E a dívida é e será o maior de todos os problemas. Aqui reside a chave da continuação deste acordo: sem crescimento e com o serviço de dívida a levar-nos o equivalente ao que se gasta com a saúde, é impossível manter as premissas do consenso das esquerdas. Jerónimo sabe, e por isso vai avisando que o PCP não está “domesticado” e que quando for o tempo saberá garantir o que é mais importante: o partido.