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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Estão a empurrar a CAIXA para o "lixo "

DBRS ameaça baixar a avaliação da Caixa para "lixo" se a brincadeira do governo continuar. Mas Costa diz que não há responsáveis. A seguir à Caixa vai o governo e o país.

"Apesar do grupo estar num processo de recapitalização que iria fortalecer o seu balanço, foram tidos em conta para este período de revisão os atrasos e o risco de execução nesse processo", refere a nota da DBRS. "Como resultado, a DBRS espera que o grupo esteja fracamente capitalizado por um maior período que o inicialmente previsto".

E, acrescenta, que tem dúvidas quanto à capacidade da Caixa ir ao mercado buscar os capitais privados de que necessita e quanto à capacidade do estado manter o apoio a médio e longo prazo.

O governo está, literalmente, a mexer no nosso bolso.

O BE não é confiável

Segundo Vital Moreira, o Bloco não é confiável enquanto apoio da maioria ao assestar um golpe político no governo no caso da CAIXA.

O constitucionalista defende que "ao juntar-se à direita para assestar um golpe político no governo que apoia, lembrando-lhe da pior forma que é minoritário sem o seu apoio, o Bloco revelou que não é confiável como partido da maioria parlamentar".

O BE viabilizou a proposta dos sociais-democratas ao votar ao lado da direita. PS e PCP votaram contra. O projecto de lei do PSD obrigava os novos gestores da CGD a tornarem públicas as declarações. 

O PSD deve assim ao BE a sua primeira vitória parlamentar no actual contexto. A esta votação do BE não são estranhas as sondagens que dão ao PS uma quase maioria absoluta, enquanto BE e PCP caiem nas intenções de voto. O PCP, com uma intenção de voto muito baixa, vai começar a ter problemas com os seus apoiantes que nunca engoliram com agrado a actual formulação política.  

A conflitualidade entre PS, BE e PCP vai acentuar-se com as dificuldades perante Bruxelas no plano orçamental e, internamente, com o crescimento débil da economia.

Um sistema insustentável

João César das Neves : é, muitas vezes, proscrito de entre as maiores referências económicas em Portugal. E só porque é polémico como só ele sabe. E porque há uma esquerda muito pouco tolerante em Portugal. Pessoas essas que deviam, por muito que não gostem, ler o seu mais recente “As 10 questões do colapso”. Uma explicação clara dos principais problemas que a economia portuguesa enfrenta e outros que teima em ignorar.

E para quem acha que o mesmo defende uma luta entre esquerda e direita na maneira como vê e apresenta soluções para a economia não podia estar mais enganado. Trata-se apenas de constatação de que “a segunda geração da democracia” criou um sistema insustentável, onde os direitos intocáveis dos cidadãos “implicam um total superior à riqueza que a economia consegue gerar.” Um sistema que criou a dívida galopante que está longe de estar dominada.

A CAIXA dos partidos

O pior que nos podia acontecer acabou mesmo por acontecer. Parecia possível ter uma administração na CGD livre dos partidos, mas os partidos juntaram-se todos para fazer uma barreira e, aos olhos do povo, a administração passou a ser culpada. A história julgará uns e outros.

O governo deve uma explicação ao povo. Os socialistas não podem comportar-se como se o Estado lhes pertencesse . Não há responsáveis. Não aconteceu nada e seguem em frente. Depois dizem que são "avanços" . E, claro, não há "grândoladas", nem manifestações, nem ruído . Na Beira Baixa dizem que "a burro que está a comer não se lhe deve mexer na barriga" . A geringonça cumpre o ditado em pleno.