Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Na CGD pública haverá sempre uma gestão política

Eis a grande lição. Mas alguém acredita que o problema fosse a declaração de rendimentos ? Não, não foi, a grande questão é que a classe política sempre viu a CGD como sua e não quer que passe para as mãos de profissionais independentes. Banqueiros que lhes possam dizer não, que administrem a CGD segundo as boas práticas da gestão bancária e não segundo os interesses políticos de quem está no governo.

Havia quem achasse que se tinha encontrado enfim uma solução não política para a CGD. Têm aí a resposta . Uma tragédia para o governo e para a CAIXA , porque se as dúvidas já eram muitas a partir de agora só tem dúvidas quem é ceguinho. A CAIXA é uma coutada política e não serve, nunca serviu, para financiar as pequenas e médias empresas exportadoras e a economia em geral . Se a ideia era destruir o resto da reputação da CAIXA pública conseguiram.

Vamos ver quem é que se segue.

Vamos andar muitos anos em austeridade

OCDE junta-se às restantes instituições financeiras ao prever que a nossa economia vai rastejar com crescimento na ordem dos 1,3% . Espera-nos muitos anos de austeridade. Quem disser o contrário está a mentir.

No entanto, o centro dos problemas parece ser o investimento, tanto o público como o privado. É a fraca evolução deste indicador, explica a OCDE, que justifica grande parte das dificuldades de crescimento. Os técnicos da organização vêem o crescimento a cair 2% este ano, avançando 0,7% no próximo. Ora, se pelo menos dois dos apoios do governo são inimigos do investimento privado estamos conversados, já que o investimento público está a ser cortado no altar do défice.

Como já foi referido, onde a OCDE não aconselha a poupar é no investimento público, preferindo uma redução da despesa corrente, especialmente com salários dos funcionários públicos. Fazer uma revisão dos gastos do Estado, como o Governo planeia fazer, também "pode levar levar a ganhos de eficiência".

Ora, o que se vê é o governo fazer exactamente o contrário . Aumentar a despesa pública com funcionários públicos e pensionistas compensando com impostos indirectos que prejudicam a economia . 

As sondagens vão dizer quem

Como várias vezes tenho aqui escrito, no PSD, para além de Passos Coelho só há Rui Rio com credibilidade nacional . E é isso que conta. São as sondagens que determinarão quem avançará. Claro que há Maria Luís Albuquerque, Santana Lopes, Luís Montenegro e outros mas que de uma forma ou outra estão ainda vergados a um passado recente . Rui Rio reservou-se e isso vê-se nas sondagens.

Depois, formatar um candidato a nível nacional não é fácil e dá-lo a conhecer ainda menos. Pelo meio temos as autárquicas que também vão deixar rasto em alguns desses nomes. Só Rui Rio se pode apresentar acima desses combates autárquicos .

A execução do orçamento em 2017 vai ser muito difícil e vai desgastar o governo bem como a oposição. Rui Rio também pode evitar esse desgaste e apresentar-se como alguém que tem uma alternativa. Falam por ele os dez anos de Presidente da Câmara do Porto de onde saiu em alta.

Por muito que se goste de Passos Coelho e do seu tremendo esforço como primeiro ministro a verdade é que em política não há gratidão.

rr.jpg

 

Quem pode salvar Portugal em 2017 ?

Trump quer travar a globalização para proteger a economia americana. Isto está a levar a maioria dos países a preverem exportações mais curtas. Portugal prevê crescimento . Quem salvará Portugal ?

O cenário macroeconómico que sustenta as contas públicas do Orçamento do Estado (OE) para o próximo ano corre o risco de ficar desatualizado antes de entrar em vigor a 1 de janeiro de 2017. É que se há Governo da zona euro que conta com a aceleração da procura externa e das exportações para alcançar as metas do PIB e do défice do próximo ano, esse governo é o português. E se há prioridade que se destaca na agenda de Donald Trump, essa prioridade é o protecionismo comercial que ameaça agravar tarifas aduaneiras, reavaliar acordos internacionais, travar as trocas com grandes fornecedores como a China, o México, a Alemanha ou o Japão e abalar todas as cadeias de valor estabelecidas à escala mundial que envolvem dezenas de países, incluindo Portugal.