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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Ser de esquerda e não ser socialista

Já há muitos e cada vez mais. Para a maioria dos socialistas ser de esquerda é ter o estado a controlar as nossas vidas. São estatistas não são socialistas. Em França, as próximas eleições, colocam em cima da mesa a questão.

A 10 de Novembro, o L’Obs publicou uma entrevista com Macron em que este elencava as suas propostas para a lei laboral e para o ensino. Criticando o modelo actual, regulamentador, injusto e ineficaz, que favorece os que trabalham no Estado ou nas grandes companhias, em detrimento dos que o fazem por conta própria ou nas pequenas empresas, Macron propõe uma lei laboral que, não esquecendo o que considera ser essencial para a esquerda, difira de sector para sector de acordo com as suas especificidades. Para ele, diálogo social passa por nem tudo ter de ser prescrito por lei. Empresas e trabalhadores devem ter espaço de manobra para acordarem as regras de trabalho que mais lhes aprazem.

O mesmo raciocínio tem relativamente ao ensino. Neste domínio, defende um tratamento diferenciado entre as escolas, com o Estado a compensar financeiramente os professores que queiram leccionar nos estabelecimentos situados em zonas sensíveis. Ao mesmo tempo, suprime a carta escolar e o determinismo que o local de residência tem na escola que um aluno deve frequentar. O direito de escolha dos indivíduos é finalmente aceite por alguém de esquerda.

As presidenciais francesas vão ser muito importantes devido à possibilidade de Marine Le Pen vencer. De acordo com as últimas sondagens, esta dificilmente não passará à segunda volta, a não ser que Emmanuel Macron se consiga explicar. Se o fizer, a esquerda, depois de Hollande, Tsipras, Corbyn e Iglésias, verá, finalmente, uma luz ao fundo do túnel.

PS não precisa do PCP e do BE

É uma boa notícia esta sondagem que dá o PS a subir nas intenções de voto, mantendo-se o PCP e o BE nos valores habituais sem crescerem. Dois partidos antiEuropeus fora do governo ajudam às conversações em Bruxelas e facilitam o investimento estrangeiro . E a taxa de juro a dez anos reduziria para valores mais próximos das de Espanha .

Durante a campanha para as legislativas Passos Coelho chegou a dizer que era preferível uma maioria absoluta mesmo que fosse do PS. Não  há dúvidas para quem é pró União Europeia e Zona Euro.

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O 25 de Novembro evitou uma guerra civil

Evitou-se que um partido ( PCP) com 15% dos votos em eleições democráticas tomasse o poder e impusesse o seu programa contra a maioria dos Portugueses. E qual era o seu programa ?

"Há elementos programáticos suficientes para poder avaliar as intenções do PCP e os valores em que acreditava. As propostas do PCP eram todas no sentido de atacar e destruir as principais características integrantes de uma sociedade democrática europeia. Contra a tradição democrática parlamentar e a pluralidade partidária, sindical e associativa. Contra a Comunidade Económica Europeia e contra a NATO. A favor da apropriação coletiva dos meios de produção, do controlo operário e da nacionalização das empresas e grupos económicos. Contra a livre iniciativa privada e o mercado. Contra a propriedade privada dos meios de comunicação social. Tendo em conta que o PCP e seus aliados tinham qualquer coisa como 15% dos votos expressos uns meses antes, como seria possível realizar e concretizar esse programa sem um poder autoritário forte? Sem a ditadura do proletariado? Aliás, como é sabido, o PCP fez o possível por evitar, controlar, adiar e minimizar os processos eleitorais, tanto o constituinte como o legislativo."

Evitou-se uma guerra civil .