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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Temos que crescer acima dos 3 %

Estamos a crescer à volta dos 1% a 1,5%, menos de metade do que é necessário para vencer a crise, pagar a dívida e sustentar o estado social. Crescer mais do que o previsto é uma boa notícia mas é poucochinho.  Mas para crescer acima dos 3% o mercado interno não chega, somos poucos, há que exportar acima dos actuais 42% e chegar aos 60%. É isto o que nos mostra a nossa experiência e a de outros países com a nossa dimensão.

Então o que é necessário para crescermos mais ?

"Em primeiro lugar é essencial consensualizar uma estratégia nacional clara e um modelo económico consistente, de forma a evitar que caminhemos em círculos como tem acontecido. Relativamente à estratégia, adoptaria a síntese contida na carta magna da competitividade de 2003 da AIP, "Estratégia euro-atlântica", cujos objectivos passam por reduzir a nossa dependência da União Europeia e compatibilizar essa condição com a nossa tradição e experiência de nação atlântica e global. Quanto ao modelo económico, as principais características do que proponho são a prioridade absoluta a um modelo exportador de bens e de serviços, a preferência pelo que sabemos fazer bem e acrescentar maior valor ao que produzimos e exportamos. Por último, devotar particular atenção e competência na atracção do investimento, nomeadamente estrangeiro, de empresas integradoras dos componentes e dos sistema da produção nacional, empresas que, paralelamente ao investimento, nos tragam mercados. Ou seja, aumentar a exportação de produtos dirigidos aos consumidores, com maior integração nacional e mais valorizados. "

Vice primeiro ministro : voltar ao centro e à social democracia

O populismo e o extremismo andam à solta pondo em causa os princípios básicos da democracia, do estado social, da economia social de mercado e do bem estar da sociedade.

É preciso voltar ao centro e à social democracia e isso faz-se participando numa Europa de valores que têm valido 70 anos de paz . O que se vê hoje é muito parecido com o que se viu nos anos de 1920 e 30 e que resultou em duas guerras com milhões de mortos.

Para ser bem entendido, chamarei a este quadro institucional a democracia liberal e social: uma combinação virtuosa de liberalismo político, economia de mercado, política pública redistributiva e sociedade de bem-estar. Em função da sua visão do mundo, cada um/a de nós tende a interpretá-lo e a dizê-lo a seu modo. Sem esse pluralismo, ele não seria, aliás, viável. Contudo, ele define uma larga agenda comum para todos quantos quiserem assumir a responsabilidade de combater o mal que corrói a nossa cidadania, opondo-lhe uma ação firme em favor dos valores, das instituições e da cultura democrática.

A incapacidade de voltar às soluções apresentadas pelo centro político( PS e PSD) é o maior perigo para a paz, o progresso e a melhoria das condições de vida . Quando o governo assenta em dois partidos que colocam em causa a União Europeia e o Euro, o país paga com a incapacidade de crescer economicamente, suportando taxas de juro que não param de crescer e que estão cada vez mais próximas dos fatais 4% , uma dívida pública monstruosa e que cresce todos os dias e uma dificuldade em aceder aos mercados que se acentua em cada operação de colocação de dívida.

Tocam os alarmes dentro do maior partido da governação e quando é o vice primeiro ministro a manifestá-los publicamente envolve todo o governo .

 

Ministro apresenta cartão amarelo - alaranjado ao PCP e ao BE

A reacção à vitória de Trump e ao provável contágio nas eleições europeias já está a alertar o mundo. Portugal não foge à regra . A similitude da actual situação com a situação anterior a 1920 e 1930 exige uma resposta política com a estabilidade e a credibilidade que a geringonça não tem.

Ter no governo dois partidos antiEuropeus é uma debilidade que serviu para resolver uma situação concreta mas que não responde aos desafios do futuro. O ministro dos Negócios Estrangeiros - e vice primeiro ministro - hoje na capa do público apresenta cartão amarelo ao PCP e ao BE enquanto decorrem as difíceis negociações do orçamento para 2017.

Augusto Santos Silva abre a porta à coligação PS e PSD como resposta sólida aos difíceis tempos que vivemos . Uma resposta social democrata e europeia .

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