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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Não vou dormir até que Trump não seja presidente - Por Sandra Clemente

No Negócios

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Volto a Portugal. Quando se fala de orçamentos que só servem funcionários públicos e pensionistas com pensões altas, se deixam ministérios nas mãos de sindicatos que só protegem a sua manutenção, empresas de transportes capturadas que não prestam serviço público porque os meios que têm estão afetos a satisfazer corporações, hospitais que reduzem serviços para pagar votos, se excluem administradores do banco público do dever de transparência, se recusam reformas e se aumentam impostos generalizadamente para pagar isto tudo (e isto tudo não são excluídos do sistema, sofreram com a crise, mas todos sofreram) sem que quem paga se sinta compensado pelo retorno, talvez estejamos a fomentar aquilo com que dizem querer acabar. Basta ver com atenção uma fotografia recente de qualquer estação do metro de Lisboa.

 

Jurista

Os políticos e jornalistas são farinha do mesmo saco

Um dia vi na RTP o José Rodrigues dos Santos, capacete militar na cabeça( para dar a ideia que estava na frente de batalha) a cobrir a Guerra do Golf . Para minha surpresa já tinha lido em jornais ingleses o que ele anunciava como notícia umas horas depois.

A partir daí comecei a fazer a diferença entre o jornalismo sério que verifica as fontes e o jornalismo parasita. A minha vida profissional permitiu-me, mais tarde, perceber que grande parte do jornalismo não é mais que trabalho de secretária e de espera das tais fontes próximas ou anónimas raramente sujeitas ao contraditório.

Os grandes eventos que podem mudar a evolução do mundo raramente são percepcionadas pelos jornalistas e comentadores que se limitam a seguir a opinião mais elitista e prevalecente."

"A imprensa está do lado das classes dominantes, preferindo olhar arrogantemente para os sinais de preocupação das pessoas comuns como atavismos reaccionários a tentar compreender o mundo à sua volta."

"Temos uma jornalista no Público a propor esquemas estranhos para financiar os jornais que garantam que pode escrever livremente sem ter de ter leitores, temos directores de jornais que se apresentam como generais prussianos de políticos populistas e continuam a dirigir jornais, jornalistas que mantêm a sua posição e influência mesmo depois de até eles reconhecerem ter sido embarretados por aldrabões de feira, apenas porque a vontade de ouvir o que queriam foi mais forte que a necessidade de cumprir procedimentos básicos de verificação dos factos."

É verdade que os raros jornalistas ( com quem contactei) que verificavam os factos ainda hoje são jornalistas .

A manipulação a que se chama liberdade de imprensa

Rui Rio não tem dúvidas sobre as fontes próximas que o dão a preparar a candidatura contra Passos Coelho. Depois é ver os mesmos que lançaram a notícia a tirarem a conclusão . Nunca avança, diz que sim, mas...

E assim vão compondo a imagem de quem olha para um calendário que lhe dá um ano e meio para tomar a decisão. Porque é preciso primeiro saber se o PSD descola nas sondagens, quem são os adversários políticos, os inimigos políticos , os apoios. Isso faz-se atropelando gente ou construindo pontes . António Costa atropelou tudo e todos para chegar a primeiro ministro e nem assim ganhou as eleições . Teve que salvar a pele .

Rui Rio esteve dois mandatos à frente da câmara do Porto, com uma política que enfrentou muitos interesses instalados e saiu em alta. O Porto conhece-o e o país também e é por isso que os inimigos o tentam formatar . Poucos gozam da mesma credibilidade política, há que desgastar ...

Passos Coelho fez um trabalho que ninguém deseja, implementando um resgate com medidas difíceis e pouco populares, é natural que a sua imagem esteja desgastada mas também poucos conhecem a real situação do país como ele. O combate a este governo poucochinho, sem crescimento, com aumento de impostos e beneficiando funcionários públicos e pensionistas, as suas tropas eleitorais, tem em Passos Coelho o seu líder natural.

Na altura própria vê-se quem está em melhor posição para travar o combate eleitoral.

Entrevista no DN

 

 

Clinton teve mais 140 000 votos populares

Já aconteceu mais vezes. O candidato que tem mais votos directos populares perde a corrida . A Democracia assenta no principio, "uma pessoa um voto" mas, nos US não é assim. Esta entorse democrática está novamente em cima da mesa.

Mas a questão está na possibilidade de modificar a sacrossanta Constituição e fazer a reforma do sistema eleitoral.

Antes desta vitória de Donald Trump, outro republicano, George W. Bush, havia imposto em 2000 uma vitória a Al Gore, quando não conseguiu igualmente recolher a maioria dos votos: 48,4% para o democrata contra 47,9% para o antigo Presidente dos EUA.

Sem uma mudança na Constituição, os estados que compõem os EUA poderiam adoptar leis para atribuir os seus grandes eleitores ao candidato com a maioria dos votos a nível nacional. Porém este tipo de iniciativa, até ao momento, não surtiu efeitos.