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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Bofetada presidencial - há mais na CAIXA

Uma humilhação se o Tribunal Constitucional obrigar os administradores da Caixa a apresentarem a relação de rendimentos e património . A que se deve este braço de ferro que deixa a CAIXA de rastos, prejudica gravemente o governo e desautoriza os empossados administradores ? O que é que a CAIXA tem  ou o que é que a CAIXA esconde?

"Com esta nota, Mendes viu uma "monumental bofetada" ao ministro das Finanças, Mário Centeno, que veio defender que a nova administração do banco público, liderada por António Domingues, estava desobrigada de apresentar essas declarações. O Presidente da República fez ainda, defendeu o comentador político, um "xeque-mate" a António Domingues e deixou os gestores numa posição insustentável. Mendes admitiu até que venham a demitir-se, mas se vierem a tomar essa decisão "saem de rastos" e dão cabo da CGD."

Mas pergunto eu , esta solução com os actuais intervenientes ainda tem pés para andar ? Porque como é óbvio, o governo conversa todos os dias com os administradores sobre esta matéria, há saída, já chamuscada mas há saída, então como perceber esta situação desastrosa para o país, o governo e a CAIXA ?

Que razões têm os empossados administradores para não cederem ? O povo é sereno mas torna-se impaciente quando percebe que não lhe contam tudo. Há mais na CAIXA ?

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Centeno o cordeiro de Costa

Se a anedota que corre na CAIXA acabar na demissão da administração o que é que sobra para o ministro das finanças ? A demissão , já que o verdadeiro culpado, António Costa, protegeu-se como sempre faz.

Embriagados pela estrela que tinham descoberto deram carta branca a António Domingues que usou e abusou da falta de capacidade política do economista Centeno. Este, por sua vez, teve a cobertura de António Costa em forma de Lei dirigida especificamente para o caso . Como não podem sair os dois sai o politicamente mais fraco, Centeno.

Mas, Costa, como bem anda a avisar o eterno braço direito de Sócrates, está a sofrer um grande desgaste político com a situação e a sua margem de manobra ficará muito reduzida . Quem é que acredita num primeiro ministro que não é capaz de governar a CAIXA ?

É muito provável que Centeno não tenha outra opção que não seja sair do governo - como o jornal SOL anuncia em manchete e que o primeiro ministro se apressou a carimbar de disparate . É, claro, que é preciso que Centeno se mantenha até que todos saibam o que é que a Caixa tem . Além disso também é necessário que o orçamento passe em Bruxelas.

Depois de mais uma vez salvar a pele Costa remodela o governo . Está oferecido o cordeiro no altar da desonestidade política de António Costa

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O mesmo orçamento até à falência final

Desde há pelo menos quinze anos que o orçamento é igual com excepção dos que foram feitos pela Troika. Não era já altura de sermos todos ricos e iguais ?

"Todos os anos se orçamenta basicamente a mesma coisa, tirando o ano em que quem fez o orçamento foi a troika e nós fizemos de tudo para o torpedear para fazer exatamente o que se faz todos os anos. Todos os anos se aumentam impostos sobre tudo e mais alguma coisa. Na verdade, se começarmos a ver que tipo de impostos pagamos, pagamos sobre morrer, sobre trabalhar, sobre ter emprego, sobre estudar, sobre ter saúde e sobre não ter saúde, sobre ter teto, sobre ter sede, sobre defecar, sobre comer, sobre deslocar e sobre estar parado. Se isso realmente trouxesse igualdade e prosperidade, não estava já na hora de passados estes anos todos sermos ricos e iguais? "

Sim, sabe-se que a trajetória vai ser a destruição, mas há sempre uma desculpa, uma dúvida, um questionar se a trajetória é mesmo essa. Uma antiga ministra das Finanças colocava as culpas da trajetória no Tratado Orçamental, como se o Tratado tivesse sido assinado entre nós e nós mesmos, como se não houvesse mais uma carrada de estados sujeitos ao mesmo Tratado e cuja trajetória é completamente diferente.

Os outros países crescem e prosperam com o Tratado Orçamental e a integração na Zona Euro e na União Europeia, mas tal não se adapta a nós. Ou é o Estado que temos que não se mexe, não se adapta, não se corrige ?

É que o Estado que temos ainda podemos mudar se para isso houver vontade, mudar de povo é que é mais dificil.