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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Para a esquerda o investidor é um inimigo

A bandeira do investimento privado continua a ser empunhada pela direita. Para o centro-esquerda o investimento por ser privado ainda está no séc XlX . Com patrões façanhudos e exploradores sem qualquer preocupação social. A esquerda ainda não percebeu que os investidores há muito que trocaram o trabalho de sol a sol na agricultura por máquinas modernas e eficazes. Que as máquinas que escravizavam os trabalhadores na indústria foram trocadas por serviços bem pagos .

A esquerda tem que entender que o investimento produtivo é fundamental para a economia crescer e que, sem ser capaz de construir pontes com investidores e gestores,  colabora na pobreza do país. Porque o empreendorismo privado não é substituível como mostra a situação de pobreza dos países não amigos da iniciativa privada.

De 7 a 9 de Novembro vamos ter em Lisboa uma mostra de empresas de todo o mundo que a esquerda se nega a ver. Empresas modernas, criando valor acrescentado, pagando bons salários, com preocupações sociais e pagando todos os impostos .  Sem riqueza produzida os trabalhadores empobrecem.

Quando a riqueza de um país cresce , crescem todos, embora uns mais do que outros. Quando o país empobrece, só empobrecem os mais  pobres .

Portugal apesar dos milhões recebidos em subsídios e em empréstimos não cresce porque a iniciativa privada é olhada de lado. O estado não é amigo do empreendorismo.

O César dos Açores - a região mais pobre do país

Este César - dai a César o que é de César - ao fim de umas dezenas de anos como Presidente do Governo regional dos Açores deixou as ilhas na pobreza e no desemprego. As maiores bolsas de pobreza de todo o país encontram-se nas ilhas. Pois quem ouve falar este politico percebe que se pode ir sempre mais fundo na demagogia e na mentira.

Na discussão do orçamento para 2017, só falou nos quatro anos do memorando da Troika que Sócrates chamou para salvar o país. Não falou na economia que não cresce no presente. Nem na dívida que não para de crescer, Ainda menos na taxa de juro que subiu para 3,5% e nunca mais voltou aos 1% iniciais. Não discursou sobre a política de consumo interno que falhou totalmente e que levou ao regresso das exportações.

Esqueceu-se da degradação dos serviços públicos que as cativações, necessárias para atingir o défice, acarretaram em sectores tão importantes como a Educação e a saúde. Nada. Este homem mostrou hoje na Assembleia da República como a vida é tramada . Desceu ao que há de mais ridículo.

A vida é difícil para todos e não há almoços grátis .

 

 

Reestruturar a dívida ? Basta PCP e BE deixarem o governo

Máro Centeno respondeu bem. Renegociar a dívida só no quadro europeu e em negociação com os credores. E, também disse, que só assim se mantém a credibilidade. Só não disse que basta o PCP e o BE deixarem de apoiar o governo para as taxas de juro baixarem de 3,6% para menos de 1%. E baixar as taxas de juro é o primeiro passo para a renegociação da dívida.

A dívida cresce todos os meses desde a entrada deste governo em funções e, nesta matéria, é o próprio governo a admitir esta verdade que dá cabo do país. Mais dívida com taxas de juro altas ( apesar da ajuda do BCE) é o desastre anunciado.

Este é o elefante no meio da sala entre PCP, BE e PS.  Para PCP e BE reestruturar a dívida é não cumprir os compromissos com a União Europeia e os credores. Para o PS reestruturar a dívida é ganhar a confiança e a credibilidade que o governo perdeu quando chamou o PCP e o BE para a solução governativa. Basta ver o gráfico das taxas de juro desde o início deste governo e, menos esperado, o aumento da dívida.

Basta o PCP e o BE assumirem uma "política patriótica e de esquerda". Saírem do governo.